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domingo, 17 de novembro de 2019

Após ter pedido negado, MP insiste no TJ para que o vereador seja afastado do cargo

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Infor Rede Vale, segunda-feira, 18 de novembro de 2019

TJ julga em dezembro pedido de afastamento de Bilili da Câmara de Taubaté

Após ter pedido negado em primeira instância, MP insiste no TJ para que o vereador seja afastado do cargo; a Promotoria aponta risco de obstrução ao processo em que tucano é réu, por um suposto esquema de 'fura fila'.
Denunciado. Bilili é acusado de encabeçar um esquema 'fura fila' - Foto:/ Divulgação.
A matéria é do Jornal 'OVALE', de 11 de novembro por Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale

O Tribunal de Justiça agendou para o dia 3 de dezembro o julgamento do recurso em que o Ministério Público insiste no afastamento cautelar do vereador Bilili de Angelis (PSDB), de Taubaté, que é réu por improbidade administrativa por suposto envolvimento em um esquema para 'furar fila' de exames e consultas na rede pública de saúde.

A apelação será analisada pela 3ª Câmara de Direito Público do TJ, que é formada por três desembargadores. No dia 29 de maio, Encinas Manfré, que é o relator, negou a liminar solicitada pela Promotoria.

Esse pedido já havia sido feito em primeira instância, à Vara da Fazenda Pública de Taubaté, mas acabou negado em 20 de maio.

No recurso ao TJ, a Promotoria também insiste para que técnicos do MP sejam autorizados a extrair informações contidas na memória dos computadores do gabinete de Bilili. Para justificar os pedidos, a Promotoria alegou que o vereador pode tentar obstruir o processo, citando que o tucano noticiou que o notebook da Câmara que ficava à disposição dele - e que era alvo de um pedido do MP - foi furtado no início do ano.

FURA FILA.

Segundo a denúncia, o esquema é encabeçado por Bilili e conta com a participação de mais seis pessoas, entre assessoras do parlamentar e funcionárias da Secretaria de Saúde do Estado e do Hospital Regional. Em maio, os sete citados viraram réus por improbidade administrativa. O MP diz que, em 2013, o vereador montou um esquema para agilizar o agendamento de procedimentos de saúde em troca de dividendos eleitorais.

Bilili, que está com os bens bloqueados, nega as acusações, mas a Promotoria diz que duas das rés confessaram a participação no esquema - uma ex-assessora do vereador e uma ex-funcionária do HR.

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Em defesa apresentada à Justiça, Bilili pediu a anulação da ação, com o argumento de que a denúncia se base em uma prova ilícita, que seria uma "gravação clandestina realizada por um inimigo político declarado". Esse apontamento se refere a uma gravação em que o ex-vereador Joffre Neto (PSB) conversa com uma ex-assessora do tucano, que relatou participação no agendamento de procedimentos e transporte de pacientes - foi essa gravação que deu origem à investigação da Promotoria.

Na defesa apresentada, Bilili diz que eventual afastamento do cargo seria um "prejuízo à ordem democrática" e que não houve dolo em sua atuação - ele alega que apenas faz a intermediação de pedidos a hospitais, mas de maneira formal e sem prejuízo à população, pois os encaixes seriam feitos nas vagas de desistentes..

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Legislativo terá que divulgar os relatórios de viagens de 2013 a 2016, decide TJ

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Infor Rede Vale, quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Por unanimidade, 9ª Câmara de Direito Público do TJ negou recurso da Câmara e manteve decisão a favor do jornal, que obriga Legislativo a divulgar relatórios de viagens oficiais da legislatura passada, entre 2013 e 2016
Derrota. O recurso da Câmara foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça - Foto: /Rogério Marques/ Arquivo OVALE
A matéria é do Jornal 'OVALE' por Julio Codazzi@juliocodazzi | @jornalovale

O Tribunal de Justiça negou recurso da Câmara de Taubaté e manteve a decisão que obriga o Legislativo a disponibilizar ao jornal relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016. A apelação da Câmara foi julgada pela 9ª Câmara de Direito Público do TJ, que é composta por três desembargadores. A decisão foi unânime. No acórdão, o desembargador Rebouças de Carvalho destacou que, segundo a Constituição Federal, "todos têm assegurado constitucionalmente o direito à certidão e à obtenção de informações junto ao Poder Público".

Carvalho apontou ainda que, de acordo com a LAI (Lei de Acesso à Informação), "todo cidadão tem direito a examinar documento público como no caso, cópias de eventual termo de cessão ou documento similar, para se apurar eventual irregularidade", e que o pedido do jornal "guarda relação com os princípios da transparência, da publicidade e da eficiência dos atos administrativos".

Questionada pela reportagem, a Câmara se limitou a informar que "ainda não foi notificada da decisão" - o julgamento foi concluído nessa terça-feira.

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RELATÓRIOS.

No recurso, o Legislativo sustentava que já divulga, em seu Portal da Transparência, informações referentes aos gastos com viagens oficiais - o site, no entanto, traz apenas a relação de despesas por vereadores, sem dar acesso ao relatório das viagens, que tem dados como o motivo do deslocamento e as notas fiscais apresentadas pelos parlamentares para solicitar o ressarcimento de despesas.

Com o não provimento do recurso, segue mantida a decisão do juiz Luiz Henrique Lorey, da Vara da Fazenda Pública de Taubaté, que no dia 25 de junho julgou procedente uma ação movida pelo jornal e deu prazo de 15 dias úteis para o Legislativo disponibilizar os relatórios das viagens, sob pena de multa diária de R$ 1.000. De acordo com dados do Portal da Transparência, os 19 vereadores da legislatura passada receberam R$ 111 mil nos quatro anos para ressarcir despesas com viagens.

Na análise das contas da Câmara de 2015, por exemplo, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) apontou as mesmas irregularidades reveladas pelo jornal no caso das 'Farra das Viagens', que é referente à atual legislatura, iniciada em 2017 - notas fiscais com despesas de mais de uma pessoa e refeições com valores acima do razoável.


Antes de ingressar com a ação na Justiça, o jornal solicitou diretamente à Câmara o acesso aos documentos, com base na LAI, mas o pedido foi negado pelo Legislativo.

sábado, 27 de julho de 2019

Justiça nega pedido de nova licitação para sistema de transportes de Taubaté

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Infor Rede Vale, sábado, 27 de julho de 2019

A Justiça de Taubaté negou a concessão de uma liminar solicitada pelo Ministério Público que poderia obrigar o governo Ortiz Junior (PSDB) a realizar, em até 12 meses, um novo processo licitatório de concessão do transporte público.
Ação judicial. MP pede na Justiça anulação do contrato com a ABC 
Foto: Rogério Marques/Arquivo OVALE
A matéria é do Jornal 'OVALE' desta sexta-feira (26)

A decisão, do juiz Paulo Roberto da Silva, da Vara da Fazenda Pública, foi tomada em uma ação em que a Promotoria aponta irregularidades na concorrência do serviço realizada em 2008 e no contrato assinado em 2009 entre município e ABC Transportes. Também foi negado o pedido de bloqueio mensal de 20% do faturamento bruto da empresa.

A única liminar concedida determina que, quando houver um novo processo licitatório para o serviço, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) terá que ser notificado sobre cada etapa - o contrato com a ABC termina em 2024 e ainda pode ser prorrogado por mais 10 anos.

Para justificar a negativa das liminares, o juiz citou a decisão do TCE que, em março desse ano, aceitou recurso do governo Ortiz e passou a considerar regular a concorrência de 2008 e o contrato assinado em 2009 - na ocasião, o tucano foi a São Paulo defender pessoalmente a regularidade do contrato.

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AO TCE, ORTIZ DEFENDE CONTRATO COM A ABC

Prefeito fez sustentação oral para negar irregularidades na contratação da empresa e para fazer elogios ao serviço prestado pela concessionária.


Prefeito foi pessoalmente 'advogar a favor' da ABC, informou vereador João Vidal 
O parlamentar João Vidal (PSB) sobre a 97ª Sessão Ordinária informou que o Prefeito Municipal de Taubaté foi pessoalmente no TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) advogar a favor da ABC Transportes.

Iniciando a sua fala na Tribuna Livre (João Vidal) comentou citando a fala do parlamentar Rodrigo Luiz Digão que diz que o Prefeito Ortiz Júnior, se incomoda muito quando se fala da ABC Transportes.


Já sobre a 98ª Sessão Ordinária o paramentar João Vidal reiterou sua fala da sessão anterior onde disse que o Prefeito Municipal Ortiz Júnior foi pessoalmente 'advogar a favor' da ABC no Tribunal de Contas.


ABC Transporte ganhou 'licitação' por (0,01) centavo de diferença, informou Digão

Após ameaçar abrir 'Comissão Processante' a Cópia da ATA da ABC chega em mãos do vereador Digão.

O Recebimento da Ata correspondente ao 'Pregão de Licitação' feito no Ano de 2009 só foi atendido após o parlamentar 'AMEAÇAR' abrir uma 'Comissão Processante' contra o Prefeito Municipal Ortiz Júnior de forma apurar o porque, a Prefeitura estava negando as informações solicitadas pelo parlamentar.

Um Centavo de Diferença/ Analisando as Propostas Comerciais Elaboradas pela (ABC_ Tarifa Proposta: R$ 2,51) e a (Jacareí Transportes Urbano Proposta: R$ 2,52) diferença de 0,01 (um) centavo de diferença. Entre um centavo de diferença - foi o que levou a "ABC Transportes" a ganhar o processo licitatório aqui no Município de Taubaté. Confira a matéria na íntegra acessando aqui.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Justiça libera supersalário de procurador da Câmara de Taubaté

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Infor Rede Vale, 05 de junho de 2019

Com base em julgamento no STF, que estabeleceu o salário de desembargadores do TJ como teto para procuradores municipais, procurador-chefe da Câmara passará a receber R$ 28 mil

Supersalário. Guilherme Ricken (à esquerda), procurador da Câmara

Foto: /Reprodução/TV Câmara
A matéria é do Jornal 'OVALE' desta quarta-feira (05).

Da redação@jornalovale | @jornalovale

A Vara da Fazenda Pública de Taubaté julgou improcedente a ação movida pelo Ministério Público que visava impedir que a Câmara pagasse a seus procuradores salário superior ao teto municipal, que é representado pelo vencimento do prefeito Ortiz Junior (PSDB): R$ 17.900,80.

A ação havia sido protocolada em julho de 2017, após o jornal revelar que desde fevereiro daquele ano o procurador-chefe da Câmara, Guilherme Ricken, havia passado a receber um 'supersalário', que chegou a R$ 26.396,30.

Na época, a reportagem mostrou que a mudança no salário do procurador, que antes recebia R$ 15.426,44, foi baseada em uma informação incorreta: a de que o STF (Supremo Tribunal Federal) teria decidido que o teto dos procuradores municipais é o salário dos desembargadores do Tribunal de Justiça, e não o do prefeito. No entanto, essa ação, de 2011, ainda não tinha o julgamento concluído pela Corte.

No mesmo mês em que a ação do MP foi proposta, a Justiça concedeu liminar para congelar o salário do procurador. No fim de fevereiro de 2019, porém, o STF concluiu o julgamento e passou a entender que o salário dos procuradores municipais tem como teto o vencimento dos desembargadores do TJ - no caso de São Paulo, isso representa R$ 35.462,22.

Com isso, no último dia 31, o juiz Luiz Henrique Lorey julgou improcedente a ação do MP, derrubando também a liminar. Sem o impedimento, Ricken passará a receber R$ 28.013,93. Já o outro procurador da Câmara, Heitor Camargo Barbosa, terá salário de R$ 19.149,86.

PREFEITURA.

A decisão do STF também recai sobre a prefeitura. Nessa terça-feira, no entanto, o governo Ortiz Junior (PSDB) informou que "ainda não autorizou a retirada do subteto" para seus procuradores. "A avaliação nesse momento é de que a questão permanece judicializada, já que o acórdão do STF ainda não foi publicado".

sábado, 18 de maio de 2019

MP move ação contra vereador de SP Cláudio Fonseca por suposto enriquecimento ilícito

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Infor Rede Vale, sábado, 18 de maio de 2019

A promotoria acusa o parlamentar de ter adquirido bens, durante mandato entre 2009 e 2012, que eram incompatíveis com a renda do cargo. Vereador culpa alteração na lei para aparente diferença em seu patrimônio.

Fachada da Câmara Municipal de São Paulo, no Centro da capital — Foto: Reprodução/TV Globo

A matéria é do Portal de Informação G1 SP e TV Globo, por Beatriz Magalhães e Walace Lara, desta sexta-feira (17)

Por Beatriz Magalhães e Walace Lara, G1 SP e TV Globo

O Ministério Público do Estado de São Paulo moveu uma ação de ressarcimento de danos aos cofres públicos contra o vereador da capital paulista Cláudio Fonseca (PPS). A promotoria acusa o parlamentar de ter adquirido bens durante mandato entre 2009 e 2012, que eram incompatíveis com a renda do cargo que ocupava na Câmara Municipal.

De acordo com um levantamento feito pelo órgão de pesquisas e análises do Ministério Público (Caex), que comparou as rendas líquidas declaradas e as operações bancárias do vereador e de sua mulher, cerca de R$ 550 mil do patrimônio do casal tem origem desconhecida.

Além disso, antes de sua primeira legislatura, em 2008, o então candidato declarou à Justiça Eleitoral o valor de R$ 169 mil como patrimônio. O vereador foi eleito e permaneceu no cargo até 2012, quando se candidatou novamente. Na nova candidatura, o valor de patrimônio declarado foi de R$ 1 milhão.

Atualmente, Cláudio da Fonseca está em seu terceiro mandato como vereador. Em entrevista ao G1, ele informou que desconhecia a ação do Ministério Público e que não foi notificado, mas que está à disposição da justiça. Quanto à diferença no valor do patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, ele informou que o motivo foi devido a uma mudança na legislação vigente.

“Em 2008, eu fui candidato a vereador e fui eleito, naquela época, a legislação exigia bens com valor presumido, não precisava registrar o valor de cada aplicação, por isso, declarei R$ 169 mil. Em 2012, quando me candidatei novamente, a legislação mudou e não era mais permitido declarar valores presumíveis, e, sim, reais, por isso, aumentou meu patrimônio”, disse ele.

domingo, 14 de abril de 2019

TJ reconheceu inconstitucionalidade no Plano de Saúde da Prefeitura e Câmara de Taubaté

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Por Infor Rede Vale, domingo 14 de abril de 2019

Ação de Inconstitucionalidade apresentada pelo PSL, foi reconhecida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo




O PSL Taubaté (Partido Social Liberal) apresentou em sua Página Oficial neste domingo (14), a Decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que reconheceu a inconstitucionalidade do pagamento ou subsídio com o Dinheiro Público dos convênios médico-hospitalares de agentes públicos e demais servidores.

A ação que contesta o Plano de Saúde aos servidores da Prefeitura e Câmara Municipal de taubaté foi apresentada no segundo semestre de 2018 pela presidente Executiva do PSL Taubaté, Jamila Coimbra.

O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores Pereira Calças (Presidente), Péricles Piza, Evaristo dos Santos, Márcio Bartoli, João Carlos Saletti, Francisco Casconi, Renato Sartorelli, Carlos Bueno, Ferraz de Arruda, Salles Rossi, Ricardo Anafe, Alvaro Passos, Beretta da Silveira, Antonio Celso Aguiar Cortez, Alex Zilenovski, Geraldo Wohlers, Elcio Trujillo, Cristina Zucchi, Jacob Valente, Damião Cogan, Vico Manas, Artur Marques, Pinheiro Franco e António Carlos Malheiros.

Confira a Nota do PSL,

Foram dez anos que vigorou uma Lei ao arrepio dos Princípios Constitucionais um dispêndio pela Câmara Municipal, Prefeitura, Autarquias e Fundações.
"Na contra mão do oferecido a maioria da população Taubateana e sendo a mesma que custeava esses valores milionários".
Acreditamos que não podemos ser divididos em classes, mais juntos poderemos lutar por uma Saúde Pública melhor para todos.
O Funcionalismo Público Municipal deve ser reconhecido e assim conquistar sua valorização salarial para que possa se preferir, pagar um plano médico privado de seus vencimentos, completou.

Acesse aqui e faço o download do arquivo da para conferir na íntegra a "Ação Direta de Inconstitucionalidade" vide número 2134132-33.2018.8.26.0000.

Saiba mais; 

TJ julga ação que contesta plano de saúde da prefeitura e Câmara

Em ação protocolada em julho passado, PSL sustenta que lei de 2009 que permitiu celebração de convênios é inconstitucional; com parecer favorável da PGJ, ação será julgada na semana que vem pelo Tribunal de Justiça. Acesse aqui e confira a matéria na íntegra.


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Por Gazeta de Taubaté terça-feira, 16 de abril de 2019

Após ação do PSL, o TJ (Tribunal de Justiça) considerou inconstitucional a lei municipal de 2009 que autorizou a prefeitura e a Câmara de Taubaté a contratarem planos de saúde para seus servidores.
O processo foi julgado na última quarta-feira pelo Órgão Especial, composto por 25 desembargadores. A decisão foi unânime.
Na ação, o PSL apontou que os servidores integram a administração pública direta, que já oferece um sistema de saúde gratuito.
Em seu voto, o desembargador Ferreira Rodrigues, relator do processo no TJ, concordou com esse apontamento e disse que a lei municipal fere o princípio constitucional da razoabilidade. Segundo Rodrigues, a norma autoriza “a criação de assistência à saúde aos servidores ativos e inativos (bem como aos seus dependentes), sem apontar eventual necessidade dessa ampliação de benefícios (que estivesse baseada no interesse público ou no atendimento das exigências do serviço ou do bem comum), como era necessário e indispensável, já que a concessão de direitos, nesse caso, é (ou será) financiada exclusivamente pelo erário”.
A Câmara gasta R$ 952 mil por ano para oferecer plano de saúde a seus servidores. O Legislativo subsidia entre 60% e 90% do custo do serviço para os funcionários, de acordo com a faixa salarial.
Atualmente, 145 servidores usam o serviço. Questionada pela reportagem, a Câmara alegou que “analisará os termos do acórdão para averiguar quais as medidas serão tomadas”.

A prefeitura não oferece plano de saúde, mas sim subsídio de R$ 138 a R$ 276 para os funcionários com salários de até R$ 5.956,85 que contratam o serviço via Sindicato dos Servidores. Por não haver “contratação direta”, o município entende que a decisão do TJ “não afeta o convênio”. Mesmo assim, irá apresentar recurso, “por entender que não se trata de dispositivo inconstitucional”..

terça-feira, 9 de abril de 2019

Prefeito de Taubaté e Câmara passaram por uma vergonha no 'TJ' informou vereador

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Por Infor Rede Vale, terça-feira 09 de abril de 2019

Por falta de Transparência passamos por uma vergonha no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, disse Vidal.

O parlamentar João Vidal (PSB) diante a 92ª Sessão Ordinária que ocorreu nesta terça-feira 09 de abril de 2019 fez duras críticas a 'Falta de Transparência' promovida pelo Prefeito Municipal de Taubaté Ortiz Júnior.

Os vereadores tem a "Responsabilidade Constitucional de Fiscalizar o Poder Executivo" fiscalizar o Prefeito, os Secretários e a Administração Pública Municipal, vocês nos elegeram para fiscalizar o Poder Executivo, o Prefeito os seus Secretários e a prefeitura. Para isto, existem algumas Ferramentas Legais que estão Previstas em Lei e uma dessas ferramentas, são os Requerimentos. Então, quando vocês virem aqui que existem requerimentos sendo aprovados, estes requerimentos estão na Lei e obrigam, que o Prefeito (o Prefeito reiterou), atenda o que está solicitado no requerimento em 15 dias então é Lei e (é) obrigado que isto que aconteça, informou o parlamentar.

Falta de Transparência/ O Prefeito Ortiz Júnior Banaliza os requerimentos, desrespeita os vereadores dessa Casa cotidianamente, useira e vezeiramente porque ele não respeita os requerimentos mandando para a Câmara respostas evasivas. Uma das maiores ferramentas que os vereadores tem são requerimentos, os vereadores aprovam os requerimentos e o Prefeito Ortiz Júnior que tem obrigação de responder os requerimentos manda respostas evasivas.

'Vergonha por tabela'/ Em 2018, e a resposta veio o mês passado, nós passamos prestem atenção (Coronel Cesário ex-vereador desta Casa) passamos por uma vergonha no 'Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo'. O Prefeito de Taubaté passou por uma vergonha e nós Câmara de Vereadores também por tabela passamos por uma vergonha pontuou (Vidal) em referência a um requerimento de autoria da vereadora Loreny onde a 'Casa de Leis', aprovou e que (tratava/pedia) para o Prefeito, documentos a cerca de (02) duas Licitações do Município todos os vereadores aprovaram (todos) e o prefeito ao invés de mandar esses documentos das duas licitações do município ele mandou a resposta como sempre faz 'evasiva' ao requerimento aprovado pela Câmara de autoria da vereadora Loreny dizendo que "se ela quiser que pegue os documentos na Prefeitura", isto é um desrespeito disse João Vidal.

Mandado de Segurança Recusado/ A Câmara de vereadores de Taubaté através de sua 'Procuradoria', ingressou com um Mandado de Segurança que é um Direito Garantido e esse Mandado de Segurança foi recusado pelo Juiz de Primeira Instância em Taubaté dizendo:

"Não, a Câmara Não tem Direito". Houve, um recurso ao Tribunal de Justiça pedindo (repito) a Câmara de Taubaté que tem a Obrigação Constitucional de Fiscalizar a Prefeitura, não obteve da Prefeitura, documentos ligados há Duas Licitações do Município.

Direito Reconhecido por Unanimidade/ Foi preciso ir ao 'Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo' e dizer, a Câmara não está tendo Acesso a Documentos que deveriam ser Transparentes - que um Governo Transparente, devia acelerar para mostrar os documentos com transparência e disponibilizar à todos os vereadores mas não fez. No entanto, o Tribunal de Justiça reconheceu este direito da Câmara de Vereadores e por unanimidade, deu uma liminar onde antes de julgar a AÇÃO, o Tribunal de Justiça falou assim, Prefeito em 5 dias mande esses documentos para à Câmara o senhor, tem 5 dias para respeitar a Câmara e mandar os documentos para a Câmara.

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A desembargadora que deu o seu voto, disse o seguinte no seu voto e está aqui a vergonha ressaltou (Vidal).

'Fiscalização'/ A desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva que é a relatora do processo no TJ (Tribunal de Justiça) afirmou que a "Falta de Resposta Completas do Prefeito" prejudica o trabalho de fiscalização dos vereadores.

“Reputo estar demonstrado que a autoridade impetrada, ao deixar de juntar os documentos solicitados pela Câmara Municipal, descumpriu requerimentos que solicitavam, de forma fundamentada informações de interesse público e pertinentes ao exercício da função de fiscalização da agravante, é uma vergonha o que a Câmara passou e nós temos que mudar com força, a conduta do Prefeito em relação a Câmara Municipal - fiscalização é o nosso Papel Constitucional", completou o vereador João Vidal.

Confira na íntegra a matéria do Jornal Gazeta de Taubaté citada pelo parlamentar João Vidal em na tribuna

TJ obriga Ortiz a fornecer em até cinco dias documentos solicitados pela Câmara

29 de março de 2019 Documentos referentes a duas licitações foram solicitados pela oposição em 2018, por meio de requerimentos, mas não foram entregues pelo tucano

Redação / Gazeta de Taubaté de 29 de março de 2019
redacao@gazetadetaubate.com.br

O Tribunal de Justiça determinou que o prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), forneça em até cinco dias documentos solicitados pela Câmara em 2018, por meio de requerimentos, que foram negados pelo tucano à época.

Esses documentos, referentes a duas licitações, foram solicitados pela vereadora Loreny (PPS), em requerimentos aprovados pelo plenário. Nas duas ocasiões, em vez de fornecer o que a Câmara havia pedido, Ortiz orientou apenas que a parlamentar procurasse departamentos da prefeitura para obter os dados solicitados.

Em outubro passado, o Legislativo ingressou com mandado de segurança para pedir que a Vara da Fazenda Pública de Taubaté obrigasse o prefeito a fornecer os documentos, mas o juiz Paulo Roberto da Silva negou a concessão de liminar – o mérito ainda não havia sido julgado. 
A Câmara recorreu contra a negativa da liminar. Essa apelação foi julgada pelo Órgão Especial do TJ, que é composto por 25 desembargadores. Em decisão unânime, na última quarta-feira, eles consideraram procedente o pedido do Legislativo. 

FISCALIZAÇÃO/ Em seu voto, a desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva, relatora do processo no TJ, afirmou que a falta de respostas completas do prefeito prejudica o trabalho de fiscalização dos vereadores.

“Reputo estar demonstrado que a autoridade impetrada, ao deixar de juntar os documentos solicitados pela Câmara Municipal, descumpriu requerimentos que solicitavam, de forma fundamentada, informações de interesse público e pertinentes ao exercício da função fiscalizatória da agravante”, diz trecho da decisão.

“Há sim urgência a justificar a concessão da liminar em mandado de segurança eis que a demora na vinda de eventuais informações pelo Poder Executivo Municipal pode tornar ineficaz eventuais medidas fiscalizatórias do Poder Legislativo municipal, o que, em último caso, pode vir a obstacularizar sejam coibidos eventuais abusos pela administração pública”. 

A desembargadora ressaltou ainda que “o não atendimento do mandado judicial implica crime de desobediência”.

TRANSPARÊNCIA/ O requerimento é um meio oficial para o vereador pedir informações da prefeitura ou de outros órgãos da administração indireta.

Os requerimentos apresentados pelos parlamentares precisam ser aprovados em plenário. Depois, a autoridade responsável – no caso, o prefeito – é notificada e tem até 15 dias para prestar as informações solicitadas.

Nessa legislatura, Ortiz tem respondido os requerimentos dentro do prazo, mas é comum vereadores – mesmo da base aliada – reclamarem de respostas incompletas.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Os inquéritos sobre o ex-presidente Michel Temer

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Infor Rede Vale, quinta-feira 21 de março de 2019

Ex-presidente responde a 10 inquéritos na Justiça.



A informação é do Portal G1 desta quinta-feira 21 de março de 2019

Preso nesta quinta-feira (21), o ex-presidente Michel Temer responde a dez inquéritos. O caso que o levou à prisão é a denúncia de pagamento de propina pela Engevix, que tinha contrato com a Eletronuclear.

Esse inquérito é um dos cinco que foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019, quando Temer já não tinha mais foro privilegiado, e foram encaminhados em seguida à 1ª instância.

Outros cinco inquéritos já tramitavam STF, pois foram abertos à época em que o emedebista era presidente da República. As investigações também foram enviadas à primeira instância.

Entenda abaixo todos os casos. Os cinco primeiros são os inquéritos abertos em 2019:

1. Propina de R$ 1 milhão da Engevix

O dono da construtora Engevix, disse à Polícia Federal que pagou R$ 1 milhão em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do presidente Michel Temer. Em parceria com a empresa de Lima, a Argeplan, a Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de Angra 3 em 2010.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, concluiu que as provas encontradas mostram que Michel Temer é o real dono da Argeplan. Segundo a denúncia, a empresa era usada para "captar recursos ilícitos, inclusive do nicho econômico do setor portuário, destinados a Michel Temer". O caso foi enviado à Justiça Federal do Rio Janeiro, que já analisava inquéritos sobre a Eletronuclear.

O QUE DISSE TEMER: Na época da denúncia, a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto declarou que o então presidente Michel Temer provaria, nos autos judiciais, que não houve nenhuma irregularidade no decreto dos portos, nem benefício ilícito a nenhuma empresa.

2. Reforma de imóvel da filha

A Justiça Federal de São Paulo analisa suposto crime de lavagem de dinheiro cometido na reforma de um imóvel da filha de Temer, Maristela, em São Paulo.

Segundo denúncia apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a reforma foi feita e custeada pela Argeplan, sem reembolso.

A obra teria custado entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. A PF diz que a quantia de R$ 1 milhão veio de um pagamento de propina do grupo J&F, a pedido de Temer e que o dinheiro foi entregue por dois funcionários do grupo, diretamente ao coronel Lima, na sede da Argeplan, em setembro de 2014. A arquiteta responsável pela reforma era Maria Rita Fratezzi, mulher do coronel Lima.

O QUE DISSE TEMER: Na época da denúncia, a defesa disse que "o senhor presidente da República não praticou qualquer dos delitos que lhe foram atribuídos e que, seguramente, não há elementos suficientes para justificar a conclusão lá exposta".

3. Superfaturamento em contrato da Argeplan

Suspeita de contratação da Argeplan/Concremat pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, com indícios de serviços não prestados e superfaturamento em contrato avaliado em cerca de R$ 100 milhões. O contrato previa que a Argeplan prestaria serviços de arquitetura e engenharia e seria a responsável por fazer os projetos para a construção de 36 novos fóruns paulistas.

Em denúncia, a procuradora-geral Raquel Dodge diz que, como Temer era real proprietário da Argeplan, teria usado o cargo. O caso está na Justiça Federal de São Paulo.

4. Contrato fictício no Porto de Santos

O delator Flávio Calazans e uma auditoria interna da empresa Pérola S/A indicam a existência de um contrato fictício de prestação de serviço no valor de R$ 375 mil no porto de Santos.

5. Contrato irregular entre a Argeplan e a Fibria Celulose

A Justiça Federal de São Paulo analisa suspeitas de contrato irregular entre a Argeplan Arquitetura e Engenharia e a empresa Fibria Celulose S/A, com valores em torno de R$ 15,5 milhões, além de relações entre a Construbase Engenharia LTDA e a PDA Projeto e Direção Arquitetônica - foram 58 transações, entre 2010 a 2015, envolvendo R$ 17.743.218,01.

6. Jantar no Jaburu com a Odebrecht

O inquérito apura suposto recebimento de R$ 10 milhões em vantagens indevidas da Odebrecht por Temer e pelos ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. Segundo o delator Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira Odebrecht, em um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, foi acertado o repasse ilícito do dinheiro ao MDB.

O executivo afirmou ainda que as doações feitas periodicamente a diversos políticos tinham como objetivo a atuação destes na aprovação de medidas de interesse da Odebrecht. Seria, segundo ele, uma "espécie de contrapartida institucional esperada entre público e privado".

O QUE DISSE TEMER: Temer repudiou "com veemência" o conteúdo da delação. Segundo ele, as doações feitas pela construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente".

7. Decreto dos Portos

Está na Justiça Federal de Brasília o caso que ficou conhecido como inquérito dos portos. No fim do ano passado, Temer foi denunciado por Raquel Dodge, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por integrar um suposto esquema para favorecer empresas específicas na edição de um decreto sobre o setor portuário.

A investigação começou com a delação de executivos do grupo J&F. Os empresários denunciaram pagamentos de propina a agentes políticos, entre eles Michel Temer e o ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures.

Segundo a denúncia, Temer teria recebido valores por meio das empresas Argeplan, Eliland do Brasil, PDA Administração e Participação LTDA e PDA Projeto e Direção Arquitetônica. Ao todo, a PGR aponta movimentação indevida de R$ 32,6 milhões.

O QUE DISSE TEMER: Na ocasião da denúncia, o presidente Michel Temer afirmou, por meio de nota, que "provará, nos autos judiciais, que não houve nenhuma irregularidade no decreto dos portos, nem benefício ilícito a nenhuma empresa".

8. Mala de dinheiro de Rocha Loures

O ex-presidente foi denunciado por corrupção passiva no caso da mala com R$ 500 mil recebida por Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer. Loures foi filmado pela polícia ao receber a mala, em uma pizzaria, do ex-executivo do grupo J&F Ricardo Saud. Segundo o Ministério Público, o dinheiro seria propina para Temer.

9. Tentativa de comprar o silencia de Eduardo Cunha

A Justiça analisa a denúncia de que Temer teria avalizado a compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB), que está preso pela Lava Jato, e do operador Lúcio Funaro.

Em encontro com Temer no Palácio do Jaburu em março de 2017, o empresário Joesley Batista, da JBS, disse a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: "Tem que manter isso, viu?"

O QUE DISSE TEMER: Na época, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência disse que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

10. Organização criminosa - quadrilhão do MDB

Em 2017, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao STF uma denúncia contra Temer por organização criminosa. Segundo ele, Temer, o ex-deputado Eduardo Cunha, o ex-ministro Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures, o ex-ministro Eliseu Padilha e o ex-ministro Moreira Franco, todos integrantes do MDB, formaram um núcleo político para cometer crimes contra empresas e órgãos públicos.

Os integrantes do suposto esquema teriam recebido valores de propina que, somados, superam R$ 587,1 milhões, arrecadados de empresas e órgãos públicos, entre os quais a Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados.

Rodrigo Janot afirmou na denúncia que “diversos elementos de prova” apontam que Michel Temer tinha o “papel central” na suposta organização criminosa.

O QUE DISSE TEMER: Na época, o Palácio do Planalto disse que a denúncia estava "recheada de absurdos". Temer disse que eram “ilações que misturam fatos, para confundir e ganhar ares de verdade”.P pede condenação de Rocha Loures, o homem da mala.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

TJ julga ação que contesta plano de saúde de prefeitura e Câmara

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Infor Rede Vale, terça-feira 12 de fevereiro de 2019

Em ação protocolada em julho passado, PSL sustenta que lei de 2009 que permitiu celebração de convênios é inconstitucional; com parecer favorável da PGJ, ação será julgada na semana que vem pelo Tribunal de Justiça

Por Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté, matéria publicada em 12 de fevereiro de 2019
julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br

Sessão Extra: Vereador aponta falta de medicamentos em unidades de saúde

O TJ (Tribunal de Justiça) vai julgar na quarta-feira da próxima semana uma ação em que o PSL contesta a lei municipal de 2009 que autorizou a prefeitura e a Câmara de Taubaté a contratarem planos de saúde para seus servidores.

A ação será analisada pelo Órgão Especial do TJ, que é composto por 25 desembargadores.

Consultada pelo TJ, a PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) emitiu parecer favorável à ação, opinando pela inconstitucionalidade da lei.

Questionadas pela reportagem, tanto a prefeitura quanto a Câmara alegaram que a lei não é inconstitucional.

AÇÃO/ A ação foi proposta em julho de 2018 pelo diretório municipal do PSL.

Na ação, o partido sustenta que tanto os servidores da prefeitura quanto os da Câmara integram a administração pública direta, que já oferece um sistema de saúde gratuito.

Para o PSL, como a lei está em vigor desde 2009, houve uma “verdadeira farra do boi com o dinheiro publico” nesses últimos 10 anos.

Em parecer emitido em dezembro, a PGJ apontou que a legislação municipal sobre o tema é inconstitucional, concordando com os argumentos da ação.

“A autorização para a concessão de benefício previdenciário de que não goza a população em geral, à custa do erário, instituído pelos atos normativos locais, não se conforma com os princípios de moralidade, impessoalidade, razoabilidade, finalidade, interesse público, além de constituir vantagem de natureza indenizatória que não atende efetivamente ao interesse público e às exigências do serviço”, diz trecho do parecer, assinado pelo subprocurador-geral de Justiça, Wallace Paiva Martins Júnior.

O parecer apontou ainda que, “mesmo que se alegue o alcance geral da lei a todos os servidores do município, cumpre asseverar que, sendo empregados públicos, já são dotados de benefícios securitários para cobertura de infortúnios à saúde, e são usuários do serviço público de saúde”.

PLANOS DE SAÚDE/ Assinado em 2017 com a Associação Santa Casa Saúde de São José dos Campos, o convênio oferecido pela Câmara a seus servidores custa R$ 882 mil por ano. O Legislativo subsidia entre 60% e 90% do custo do serviço para os funcionários, de acordo com a faixa salarial.

Atualmente, 145 servidores usam o serviço. Em nota, a Câmara alegou que o plano de saúde “já foi auditado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), e não foi apontada nenhuma irregularidade”.

Já a prefeitura não oferece plano de saúde, mas sim subsídio de R$ 138 a R$ 276 para os funcionários com salários de até R$ 5.956,85 que contratam o serviço via Sindicato dos Servidores. Por não haver “qualquer tipo de contratação direta para convênio médico”, o município entende que não seria afetado por “eventual declaração de inconstitucionalidade”. Mesmo assim, alegou que “não considera a legislação inconstitucional”.

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