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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A denúncia da 'Farra das Viagens', o Silêncio e a falta de Transparência na Câmara

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, terça-feira 31 de dezembro de 2019

O escândalo da 'Farra das Viagens' já conhecido Nacionalmente, continua sobre um silêncio blindado na Câmara Municipal de Taubaté.
Farra. Foram ao menos 70 viagens com irregularidade em 2017 e 2018 - Foto: /Rogério Marques/Arquivo OVALE
Estamos nos aproximando de um novo ano e mesmo diante de uma denúncia tão grave que envolve a maioria dos parlamentares da atual legislatura a população Taubateana, ainda pouco sabe sobre os "Processos de Viagens Oficiais" documentos estes que já deveriam estar na íntegra disponíveis no Portal da Transparência seja da atual Legislatura dentre as anteriores.

Um escândalo que só foi relevado após o Jornal 'OVALE' e Gazeta de Taubaté ter acesso a 89 relatórios de viagens oficiais realizadas entre janeiro e maio de 2017. O acesso havia sido negado pela Câmara, mas foi garantido posteriormente pela Justiça.



'De lá prá cá'/ Uma serie de reportagens foram veiculadas através dos referidos 'jornais' que revelaram o escândalo denominado de 'Farra das Viagens', a veiculação das denúncias ocorreram através das (plataformas digitais tão quanto impressas) dos referidos Jornais onde segundo, o Jornal 'OVALE' e Gazeta de Taubaté o esquema consistia em ‘inflar’ os gastos das notas fiscais para ‘engordar’ a despesa que seria reembolsada pelo Legislativo.

'Cadê a Transparência?'/ A AMATAU uma associação jurídica, legalizada e criada por cidadãos e munícipes de Taubaté também apresentou 03 (três) representações na Câmara para pedir acesso aos relatórios das viagens oficiais ocorridas desde 2009. Os pedidos foram feitos com base na LAI (Lei de Acesso à Informação) e citam a decisão da Justiça de Taubaté que concedeu o acesso do jornal aos relatórios de viagens de janeiro a maio de 2017, que embasaram a denúncia da ‘Farra das Viagens’. Um dos pedidos é sobre o período de 2009 a 2012. Outro, de 2013 a 2016. E o último de 2017 a junho de 2018. Segundo o TCE (Tribunal de Contas do Estado), houve irregularidade em viagens em pelo menos cinco desses anos: 2009, 2010, 2011, 2014 e 2015. Contudo, até o presente momento a Câmara continua a negar as informações solicitadas.

Em junho de 2018 o Jornal Gazeta de Taubaté veiculou "que com base em 'reportagens', o MP decidiu analisar a Farra das Viagens". A Promotoria do Patrimônio Público atua na esfera cível. De acordo com especialistas em Direito Administrativo ouvidos pela reportagem, os vereadores envolvidos no esquema cometeram atos de improbidade administrativa. Nesse caso, se forem denunciados e condenados, os parlamentares podem perder a função pública, terem os direitos políticos suspensos por até dez anos e pagarem multa, além de terem que ressarcir os valores recebidos indevidamente.

Farra das Viagens' é crime, dizem especialistas


Outra matéria veiculada pelo Jornal Gazeta de Taubaté em junho de 2018 também apresentou outra preocupante falha. Além de notas ‘infladas’, processos de viagens exibem notas fiscais com descrições genéricas (o que é vedado na norma interna), viagens iniciadas sem autorização e até vereador assinando pelo presidente da Câmara; em outro processo, parlamentar teria almoçado às 15h34 em Campos do Jordão, e chegado em Taubaté às 15h35 ver matéria na íntegra (‘Farra’ expõe falhas em sistema de controle interno de viagens).

PSL de Taubaté também protocolou uma representação no Ministério Público para pedir a abertura de um inquérito para investigar o escândalo da ‘Farra das Viagens’. No documento, o partido solicita que, caso a Promotoria decida apurar o caso, todos os envolvidos sejam afastados dos cargos para não atrapalharem as investigações. Na representação, o PSL aponta que o esquema revelado pelo jornal pode caracterizar irregularidades nas esferas cível e criminal.

PSL 17 Taubaté representa ao Ministério Publico sobre Farra das Viagens da Câmara de Taubaté


Em agosto de 2018 o Jornal Gazeta de Taubaté veiculou a matéria (Polícia Civil abre inquérito para investigar a ‘Farra das Viagens’).

A Delegacia Seccional de Taubaté instaurou um inquérito para investigar se vereadores cometeram algum crime no caso conhecido como ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho. A medida atende a uma solicitação do promotor Paulo de Palma, que atua na esfera criminal. Ele foi destacado para o caso após denúncia feita pelo PSL, com base nas reportagens sobre o escândalo.

“Recebemos o pedido na segunda-feira, e o caso será analisado por nosso setor de polícia judiciária. A denúncia é de que houve uso ilegal de verba pública. A natureza de eventual crime será definida na conclusão do inquérito”, disse o delegado seccional, José Antônio de Paiva Gonçalves.

Em junho de 2019 o Jornal Gazeta veiculou: Câmara terá que liberar os dados de viagens passadas ao jornal 

A Vara da Fazenda Pública de Taubaté julgou procedente uma ação movida pelo jornal e determinou que a Câmara disponibilize à reportagem relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016.

A ação foi protocolada pelo jornal em dezembro de 2018, após o Legislativo negar acesso aos relatórios – a solicitação havia sido feita pela reportagem com base na LAI (Lei de Acesso à Informação).

Na época, o presidente em exercício da Câmara, Nunes Coelho (PRB), alegou que o pedido do jornal visava apenas “mero deleite pessoal” e tinha “o desígnio de propagar fofocas e o sensacionalismo”.

Em decisão datada da última terça-feira, o juiz Luiz Henrique Lorey afirmou ser “inadmissível” que a Câmara “estabeleça, através do exercício da discricionariedade, quais as informações são ou não pertinentes ou ‘úteis’ ao conhecimento da população, ou que as coloque sob sigilos em qualquer observância do disposto em lei, sobretudo quando relacionadas à utilização de verbas públicas pelos vereadores no exercício de seus mandatos”.

O magistrado destacou ainda que “não há que se falar, de maneira alguma, em respeito de suposta violação do direito à intimidade dos vereadores, já que não se requer informações quanto à viagens ou reuniões particulares, mas sim sobre as viagens oficiais realizadas com dinheiro público no exercício do mandato igualmente público”.

Câmara recorre de decisão sobre os relatórios de viagens passadas

A Câmara de Taubaté recorreu da decisão da Vara da Fazenda Pública que, após ação do jornal, determinou que a Casa disponibilize à reportagem relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016.

No recurso, protocolado quarta-feira, o Legislativo pede que a apelação seja recebida pelo Tribunal de Justiça com efeito suspensivo – ou seja, que a Câmara deixe de ficar obrigada a fornecer os documentos pelo menos até uma decisão em definitivo na segunda instância.

Datada de 25 de junho, a decisão do juiz Luiz Henrique Lorey, que julgou procedente a ação movida pelo jornal, deu prazo de 15 dias úteis para o Legislativo disponibilizar os relatórios das viagens, sob pena de multa diária de R$ 1.000. Notificada no dia 10 de julho, a Câmara tem até o dia 31, próxima quarta-feira, para cumprir a decisão – a menos que o efeito suspensivo seja decretado. (ver matéria na íntegra).

Legislativo terá que divulgar os relatórios de viagens de 2013 a 2016, decide TJ

O Tribunal de Justiça negou recurso da Câmara de Taubaté e manteve a decisão que obriga o Legislativo a disponibilizar ao jornal relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016. A apelação da Câmara foi julgada pela 9ª Câmara de Direito Público do TJ, que é composta por três desembargadores. A decisão foi unânime. No acórdão, o desembargador Rebouças de Carvalho destacou que, segundo a Constituição Federal, “todos têm assegurado constitucionalmente o direito à certidão e à obtenção de informações junto ao Poder Público”.

Carvalho apontou ainda que, de acordo com a LAI (Lei de Acesso à Informação), “todo cidadão tem direito a examinar documento público como no caso, cópias de eventual termo de cessão ou documento similar, para se apurar eventual irregularidade”, e que o pedido do jornal “guarda relação com os princípios da transparência, da publicidade e da eficiência dos atos administrativos”. (ver matéria na íntegra).

TJ QUER A FARRA EXPOSTA

No dia 25 de junho de 2019, quando o juiz Luiz Henrique Lorey, da Vara da Fazenda Pública de Taubaté, julgou procedente uma ação do jornal e ordenou que a Câmara disponibilizasse à reportagem relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016, houve uma divisão nos bastidores do Legislativo: parte dos envolvidos na discussão admitiram a derrota, mas outra parte achou que o melhor caminho era tentar protelar ainda mais o inevitável desfecho.

Adiar o inevitável, pisoteando a legislação e mandando às favas princípios como transparência e publicidade, era o que a Câmara já fazia desde o fim de 2018, aliás: em setembro daquele ano, o jornal havia feito o pedido diretamente ao Legislativo, por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação); em novembro, já fora do prazo legal, a solicitação acabou negada pela Casa.

Após a negativa da Câmara, o jornal moveu uma ação para pedir que a Justiça determinasse a divulgação dos relatórios. O mandado de segurança foi há três meses. Eis que veio o dilema citado no início desse texto: jogar a toalha e fornecer ao jornal os documentos solicitados ou tentar adiar o estrago que esses relatórios podem causar? Embora tenha sido eleito com uma promessa de tornar o Legislativo 100% transparente, o vereador Boanerge dos Santos (PTB), que preside a Casa desde janeiro, deu aval para que o jurídico tentasse uma manobra protelatória, com um recurso ao Tribunal de Justiça.

Como já era esperado, a apelação da Câmara serviu apenas para adiar o inevitável. Mas o efeito protelatório foi bem diminuto. Nessa terça-feira, três meses após a decisão de primeira instância, o TJ negou o recurso do Legislativo e manteve a obrigatoriedade da divulgação dos relatórios das viagens. Valeu a pena para Boanerge, que está em primeiro mandato e não foi atingido pela ‘Farra das Viagens’, deixar de lado sua promessa de transparência e agir para tentar impedir que a população saiba se houve mau uso do dinheiro público também na legislatura passada? (ver matéria na íntegra).

Câmara recorre para não liberar relatórios de viagens ao jornal

A Câmara de Taubaté apresentou novo recurso para pedir a reforma da decisão que a obrigou a disponibilizar ao jornal relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016. Protocolado na semana passada, o recurso especial terá sua admissibilidade avaliada pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças.

Caso o presidente do TJ entenda que a apelação atende os requisitos necessários, o processo será remetido para julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O desembargador também irá avaliar pedido de efeito suspensivo feito pelo Legislativo. Caso Calças entenda que o recurso não atende os requisitos necessários, rejeitará a apelação. 
Em setembro de 2018, dois meses após revelar o escândalo da ‘Farra das Viagens’, que é referente à atual legislatura, o jornal solicitou à Câmara, via LAI (Lei de Acesso à Informação), acesso a relatórios de viagens realizadas entre 2013 e 2016. Após negativa do Legislativo, o jornal ajuizou em dezembro um mandado de segurança. Em julho de 2019, a Vara da Fazenda Pública de Taubaté julgou a ação procedente. (ver matéria na íntegra).

Polícia conclui o inquérito que investigou a ‘Farra das Viagens’.

A matéria é do Jornal Gazeta de Taubaté veiculado em 17 de dezembro de 2019

A Polícia Civil concluiu esse mês o inquérito que investigou o escândalo da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho do ano passado. Caso o Ministério Público entenda que ainda existe a necessidade de coletar mais documentos ou depoimentos, poderá remeter o caso novamente à Delegacia Seccional de Taubaté. Do contrário, caberá à Promotoria analisar o material e decidir se denuncia à Justiça os envolvidos no caso ou se arquiva o processo.

Ao todo, 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, foram investigados por suspeita de crime de peculato (quando um agente público desvia um bem ou valor público em razão da função que ocupa), cuja pena é de 2 a 12 anos de reclusão.

O inquérito na esfera criminal foi aberto pelo MP em agosto de 2018, no mês seguinte ao caso ser revelado por uma série de reportagens do jornal.

Como as reportagens mostraram, entre 2017 e 2018 os vereadores mantiveram um esquema para inflar os valores de notas fiscais de viagens e engordar o montante que receberiam da Câmara como ressarcimento. (ver matéria na íntegra).

Confira a matéria do SP Rio Mais/ Ao todo, 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, foram investigados por suspeita de crime de peculato (quando um agente público desvia um bem ou valor público em razão da função que ocupa), cuja pena é de 2 a 12 anos de reclusão.


Abaixo, confira algumas das matérias veiculadas pelo Jornal Gazeta de Taubaté:








































Ministério Público ajude a Sociedade Contribuinte a compreender:

Se os parlamentares de Taubaté negam quaisquer irregularidade sobre a denúncia veiculada pelo Jornal 'OVALE' e Gazeta de Taubaté denominada de 'Farra das Viagens' no qual, 14 parlamentares são investigados por improbidade administrativa porque então estes, aceitaram devolver os R$ 14.714,59 que receberam indevidamente pelas viagens apuradas?

Ministério Público, se as Viagens Oficiais são de interesse Público porque a Câmara de Taubaté, até o presente momento, nega a divulgação total dos processos de viagens em seu Portal da Transparência - seja sobre as viagens feitas pelos parlamentares e viagens realizadas pelos seus assessores sobre a Legislatura passada?

Ministério Público, porque uma informação que ja deveria estar no Portal da Transparência foi negada via LAI (Lei de Acesso à Informação) também à AMATAU - uma associação jurídica, legalizada e criada por cidadãos e munícipes de Taubaté?

Ministério Público, se não há irregularidades, porque o Jornal 'OVALE' e Gazeta de Taubaté precisou mover uma AÇÂO na Justiça para obter o acesso aos Processos de Viagens?

Ministério Público, se Câmara dos Deputados em Brasília divulga em seu Portal da Transparência de forma detalhada todos os processos de Viagens, porque a CMT, insiste em não divulgar estes documentos?

Ministério Público se não há irregularidades porque os processos de viagens oficiais não estão na íntegra dispostos no Portal da Transparência seja da Legislatura Passada seja da atual Legislatura sobre quaisquer valor ressarcido?

Ministério Público se não há irregularidades porque os parlamentares citados na 'Farra' develveram R$ 14,7 mil à Câmara?

Por SP Rio Mais/ O novo presidente da Câmara de Taubaté, Boanerge dos Santos, já reagiu a farra das viagens

A medida, tomada nessa primeira semana de expediente em 2019, é uma resposta ao escândalo da 'Farra das Viagens', divulgado em julho de 2018 e que envolveu 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, que inflavam gastos nas notas fiscais para engordar o valor que receberiam como ressarcimento - Boanerge não está na lista de citados.


Após vir a público denúncia divulgada pelo jornal O VALE, os vereadores de Taubaté alteraram o perfil de gastos em comparação com os do ano passado.


A Polícia Civil já ouviu os catorze parlamentares citados no escândalo da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal O VALE em julho.


Protesto contra Farra das Viagens



Farra das Viagens foi tema no Programa Bate Papo com Francisco Oiring


O escândalo "Farra das Viagens" divulgado pelo jornal Gazeta de Taubaté e o Jornal "OVALE" em julho de 2018 e que envolveu 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente atinge agora, "Rede Nacional em horário nobre de Televisão".

A matéria foi ao ar nesta terça-feira dia 22 de janeiro de 2019 através do Jornal BAND CIDADE 2ª EDIÇÃO.

'Entrevista'/ Em entrevista ao jornal 'OVALE', vereador que presidirá o Legislativo de Taubaté no biênio 2019-2020, afirmou que irá fazer uma gestão transparente; ele é um dos seis parlamentares que não estão envolvidos na 'Farra das Viagens

'Confira um trecho da entrevista concedida junto ao Jornal 'OVALE ou (acesse aqui e confira a entrevista na íntegra).

OVALE: Essa era uma das principais críticas em relação ao comando atual, de que privilegiava os vereadores da base. O senhor pretende fazer diferente?

Boanerge: Não fazendo nenhuma crítica à atual gestão, tem muitas coisas que eu não concordava, mas eu nunca disse isso. Achei que muitas pessoas foram prejudicadas. Acho que posso melhorar esse relacionamento. Quero melhorar a imagem da Câmara. Por exemplo, eu sou muito pontual com horário. Fico doente quando vou presidir uma audiência e está marcada para aquele horário e não chegam as pessoas. É claro que não vou querer transformar aqui num quartel, mas vou procurar disciplinar um pouco mais a Câmara. Eu gostaria, por exemplo, que a mesa, nas sessões, estivesse uniformizada. De paletó, gravata. Não quero um cara lá de camiseta. Mas tem vereador que vem do mundo civil, não posso condená-los, mas eu tenho esse pensamento. Vou conversar com eles para ver se a gente dá mais um ar de responsabilidade no negócio. Por exemplo: passa aqui no corredor [da Câmara] agora [a entrevista foi concedida no gabinete de Boanerge], você vê o pessoal da segurança: um está com sapato outro, outro com tênis vermelho. Não recebem uniforme? O munícipe que está aqui, que olha alguém todo desleixado, é difícil. Não sei se é possível discutir isso com meus pares, com o Ministério Público, se legalmente pode-se fazer: a segurança aqui, que segurança é essa? No máximo são ascensoristas. Não estou desqualificando o pessoal, prestaram concurso. Mas não pode se chamar de segurança. Essa segurança teria que ser terceirizada. O funcionário de carreira causa prejuízo ao erário: você tem que pagar férias, 13º, licença saúde, licença gravidez, quinquênio. O terceirizado não, está ali com postura, se não vem, repõe, põe outro, não tem férias, não tem 13º. Se não vem, você paga proporcional. Fizemos isso no município [prefeitura]: a Atividade Delegada, por exemplo, é mais barata do que pagar GCM (Guarda Civil Municipal). Existe muita falta, principalmente final de semana e feriado, daí a porteira fica aberta. Você não consegue atender os postos. O policial está pronto: você paga a hora dele, não mais nenhum compromisso. O funcionário de carreira, trabalhando ou não trabalhando, ele recebe. É um círculo vicioso. Se for possível, vamos pensar numa terceirização.

Outra coisa: eu sou contrário a ter mais de 20 veículos aqui. Eu, por exemplo, uso o carro da Câmara raramente, ando muito a pé. Vereador não tem que andar de carro, salvo uma coisa ou outra. E, se anda, tem que andar com responsabilidade. Eu vou propor isso, reduzir frota. Por exemplo: temos aqui mais de 20 motoristas, um trombando com o outro. Se fosse tão fácil, deixava só motorista para o [setor] administrativo, três ou quatro, para se precisar ir a São Paulo, levar algum documento. Aí você economiza em veículos, economiza em combustível, economiza em seguro de veículos, economiza garagem, economiza manutenção. Sou a favor também de controlar os motoristas. Sai aqui agora e vê onde estão os motoristas. Está todo mundo na rua, resolvendo problema particular. Você [vereador] não tem demanda todo dia, toda hora, o dia inteiro. Deu uma folguinha… aí é gasolina que você está pagando. Então, sou a favor de controlar isso, a exemplo do que temos na Polícia Militar, que tem uma folha de controle: KM, horário, onde foi. Nós temos que parar com essa coisa de que só temos direitos. Funcionário é assim: ele ganha uma coisa hoje, amanhã quer outra. Mas quando vai cobrar responsabilidade… não estou habituado a isso. Isso não quer dizer que vou conduzir isso aqui com mão de ferro, mas algumas coisas eu preciso ajustar, chegar em um meio termo, pelo menos. Vai ser difícil, mas quero dar minha cara a isso.

Outro exemplo: vem aqui no verão, tem três ou quatro carros da Câmara ligados, com ar-condicionado, e o motorista está lá dentro. E às vezes nem está lá dentro: é só para, se precisar, o carro estar geladinho. Tá de sacanagem comigo, o carro fica duas, três horas ligado.

Quando eu vim para cá, alguns motoristas passaram por mim aqui [no gabinete], e diziam: ‘não dá para dirigir para ele’. Porque, as poucas vezes em que usei, os caras começaram: ‘vamos viajar’. Eu viajo quando tem necessidade. Aí ele migrava para outro [vereador]. Aí deu no que deu [em referência ao caso da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho]. Só que ele [motorista] colocou o dele no bolso e não está respondendo por nada [já os vereadores são investigados pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal]. O funcionário de carreira pensa: ‘esse cara está aqui de passagem. Eu vou ficar 30 anos aqui, talvez ele nem vá ser reeleito. Quem manda aqui somos nós’. Eles pegam uns caras inexperientes e fazem. Ele [motorista] pôs o dele no bolso, mas quem está respondendo [vereador], foi no embalo. Na prática, entendo que já acontecia [há anos], mas as coisas mudaram. Você tem que acompanhar a evolução.

OVALE: Sobre a questão das viagens, o senhor acha que dá para reduzir o valor das diárias e dos ressarcimentos de despesas?

Boanerge: Acho que os funcionários da Câmara não ganham mal, ganham mais até que vereadores. Não só os vereadores, como também os funcionários, têm que entender que temos 14 milhões de desempregados. Eu pretendo enxugar ao máximo [as despesas], ver o que dá para ser feito, puxar daqui e dali, com a maior lisura possível. Sei que não vou ser bem-visto por isso, mas vou tentar fazer. Não posso dizer que vou fazer porque muitas vezes depende de quórum, da legislação, mas a minha vontade era de que não existisse nada disso [ressarcimento de despesas de viagem].

Mas também acho, para ser honesto, que vereador ganha muito mal. Se fizer um comparativo com Tremembé, proporcionalmente, com Pindamonhangaba, você vai ver. Até em relação ao funcionalismo, ganha muito mal. Chefe de gabinete ganha mais do que vereador.

Se eu pudesse, não teria essa frota de veículos. Mas, se tiver que ter, não compraria mais, partia para a terceirização: alugar veículos. Não tem [gasto com] manutenção, seguro. Quebrou, repõe. Agora fica essa frota aí, que aos poucos vai sendo sucateada. Isso tudo propicia a corrupção. Um contrato aqui, outro ali. Fica mais barato a locação.

OVALE: Sobre o caso das viagens, o senhor acha que houve abuso por parte de vereadores?

Boanerge: Não vou comentar com relação a abusos, a necessidade que cada um viu para fazer seu trabalho. Não vou discutir isso. Agora eu, claro, vou orientar, não tenho piedade. Eu me viro, eu faço. Não estou obrigando ninguém a andar a pé, mas as pessoas têm que se conscientizar de que nós temos que prestar contas à sociedade. Se você não dá exemplo, fica difícil.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Polícia conclui inquérito que investigou a 'Farra das Viagens'

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, terça-feira 17 de dezembro de 2019

Material coletado em 16 meses de investigação na Delegacia Seccional de Taubaté foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se denuncia os 14 parlamentares à Justiça pelo crime de peculato ou se arquiva o processo

Farra. Foram ao menos 70 viagens com irregularidade em 2017 e 2018
Foto: /Rogério Marques/Arquivo OVALE

A matéria é do Jornal 'OVALE' desta terça-feira (17) por Julio Codazzi@juliocodazzi | @jornalovale

A Polícia Civil concluiu esse mês o inquérito que investigou o escândalo da 'Farra das Viagens', revelado pelo jornal em julho do ano passado. Caso o Ministério Público entenda que ainda existe a necessidade de coletar mais documentos ou depoimentos, poderá remeter o caso novamente à Delegacia Seccional de Taubaté. Do contrário, caberá à Promotoria analisar o material e decidir se denuncia à Justiça os envolvidos no caso ou se arquiva o processo.

Ao todo, 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, foram investigados por suspeita de crime de peculato (quando um agente público desvia um bem ou valor público em razão da função que ocupa), cuja pena é de 2 a 12 anos de reclusão.

O inquérito na esfera criminal foi aberto pelo MP em agosto de 2018, no mês seguinte ao caso ser revelado por uma série de reportagens do jornal.

Como as reportagens mostraram, entre 2017 e 2018 os vereadores mantiveram um esquema para inflar os valores de notas fiscais de viagens e engordar o montante que receberiam da Câmara como ressarcimento.


Para isso, despesas dos motoristas e dos assessores que acompanhavam as viagens eram registradas na nota fiscal dos vereadores - pelas normas do Legislativo, os servidores recebem um valor fixo de diária (hoje esse valor é de R$ 194,67) e não precisam comprovar o gasto no deslocamento; já os parlamentares podem pedir o reembolso de até R$ 292 (valor atual), desde que apresentem notas fiscais das despesas.

Segundo levantamento do jornal, pelo menos 70 viagens realizadas em 2017 e 2018 tiveram irregularidades.

Os 14 parlamentares citados foram ouvidos pela primeira vez em setembro de 2018. São eles: Jessé Silva (SD), Douglas Carbonne (PCdoB), Bilili de Angelis (PSDB), Vivi da Rádio (PSC), Gorete Toledo (DEM), Diego Fonseca (PSDB), Dentinho (PV), Digão (PSDB), Graça (PSD), João Vidal (PSB), Nunes Coelho (PRB), Alexandre Villela (PTB), Bobi (PV) e o suplente Fião Madrid (PSDB).

Em novembro de 2018 a Polícia Civil concluiu o inquérito e remeteu o material ao MP. A Promotoria solicitou que os vereadores fossem ouvidos novamente e confrontados com todas as notas irregulares que apresentaram. Nessa segunda fase do inquérito, o MP também pediu que a Delegacia Seccional tomasse o depoimento dos motoristas e dos servidores da Câmara que participaram das viagens.

Nos depoimentos, os parlamentares negaram qualquer irregularidade. No entanto, no fim do ano passado, em meio ao inquérito na esfera cível, no qual são investigados por improbidade administrativa, eles aceitaram devolver os R$ 14.714,59 que receberam indevidamente pelas viagens..

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Onze vereadores de Santa Rita, PB, são presos suspeitos de desviar dinheiro público para viagem

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, terça-feira, 05 de novembro de 2019

Parlamentares foram presos durante operação 'Natal Luz' da Gaeco; um contador da Câmara Municipal de Santa Rita também foi detido.

Onze vereadores de Santa Rita, PB, são presos suspeitos de desviar dinheiro público para viagem — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução
A matéria é do Portal de Notícias G1 desta terça-feira (05)

Onze vereadores e um contador da Câmara Municipal de Santa Rita, na Grande João Pessoa, foram presos na madrugada desta terça-feira (5), suspeitos de desviar dinheiro público para custear despesas de uma viagem feita para a cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul. Os parlamentares foram detidos durante a operação 'Natal Luz' do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

O advogado Alderban Coelho, que representa os onze vereadores e o contador, disse que não há motivos para a prisão em flagrante e rechaça o ocorrido. O advogado também declarou que a defesa não teve acesso ao inquérito e que só irá se pronunciar quando possuir as informações.

De acordo com o delegado Allan Terruel, a operação teve início após o MP suspeitar da viagem dos vereadores, que usaram um seminário como justificativa para a ida a Gramado. A empresa organizadora da viagem seria do estado de Sergipe, o que fez a investigação ser iniciada. A operação contou com a participação da Gaeco da PB e do Rio Grande do Sul, além da Polícia Civil de Sergipe.

De acordo com a operação, só em diárias foram gastos R$69 mil.

"Monitoramos todas as atividades dos vereadores e de todas as pessoas que os acompanhavam. A polícia civil fez o levantamento da empresa que estaria responsável pelo suposto seminário e pela viagem, e foram confeccionados dois relatórios", explicou o delegado, acrescentando que todas as ações levam a confirmar uma viagem de lazer e turismo. Entre os vereadores detidos, está o presidente da câmara do município, Anésio Alves.

Ainda segundo Terruel, foi confirmado que os parlamentares forjaram o evento para realizar a viagem com dinheiro público. Os vereadores foram encaminhados para a Central de Flagrantes, em João Pessoa, onde aguardam a audiência de custódia, prevista para acontecer ainda nesta terça-feira (5).

Em entrevista coletiva, o presidente da Câmara de vereadores de Santa Rita, Anésio Miranda (PSB), foi o único a se pronunciar. Ele declarou que houve a presença de todos os vereadores no evento de compliance - que corresponde a um conjunto de disciplinas a fim de cumprir e se fazer cumprir normas legais e regulamentares - porém, de acordo com o panfleto divulgado, o evento seria de desenvolvimento sustentável.

Outros gastos

Durante a investigação, o Ministério Público constatou que a empresa organizadora da suposta palestra, de Sergipe, já recebeu da Câmara de Santa Rita R$58.200, em 2019 e R$ 49.200 em 2018. Além disso, de acordo com as informações presentes no Portal da Transparência da Câmara, desde 2017, a participação dos parlamentares do município em cursos de capacitação, é comum.

Antes da viagem a Gramado, os vereadores também participaram de outros congressos capacitantes nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraná. De acordo com os números, só com diárias, em 2017, os vereadores da atual gestão gastaram R$ 316.711,88, em 2018 o valor do gasto com o dinheiro público subiu para R$ 425.798,00, e em 2019, até o momento, foram R$ 585.492,24 usados para custear a estadia dos suspeitos.

Vereadores presos durante a operação 'Natal Luz'

1 – Anesio Alves de Miranda Filho;
2 – Brunno Inocencio da Nóbrega Silva;
3 – Carlos Antônio da Silva;
4 – Francisco de Medeiros Silva;
5 – Diocélio Ribeiro de Sousa;
6 – Francisco Morais de Queiroga;
7 – João Evangelista da Silva;
8 – Ivonete Virgínio de Barros;
9 – Marcos Farias de França;
10 – Sérgio Roberto do Nascimento;
11 – Roseli Diniz da Silva;

domingo, 27 de outubro de 2019

Audiência de Conciliação: Confira a entrevista com o 'ativista político' Ricardo Paulo Moreira sobre o caso

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, domingo 27 de outubro de 2019

Caros seguidores do Inforredevale.com com exclusividade conseguimos uma entrevista com o ativista politico e social Ricardo Paulo Moreira sobre o fato politico da semana que foi as audiências de conciliação entre o ativista e a pagina “De olho em Taubaté.
1 - Inforredevale: Sr. Ricardo Paulo Moreira, vamos direto ao assunto, porque o sr. fez acordo com o Prefeito?

Ricardo P.M: Saudações Povo Trabalhador e honesto taubateano, a resposta não é tão simples como aparenta ser, ou seja, juntou as duas partes e pressupõe-se que eu tenha apresentado alguma proposta para acordo, antes de lhe responder vou recapitular, um pouco de nossa história no que se refere ao embate politico e o trabalho realizado por nós como sociedade civil organizada através da AMATAU, VAMOS LA:

2 – Inforredevale: Por que o sr. 'se julga alvo' dos políticos?

Ricardo P.M: Desde 2014 que nosso grupo vem trabalhando na fiscalização de como é gasto o dinheiro público pela Câmara e pela Prefeitura, realizamos mais de uma centena de requerimentos e dezenas de representações junto ao (Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado), versando sobre Diárias, Parceria Publico Privada (PPP do Lixo), painel eletrônico e sistema de som da câmara, o vale alimentação, plano de saúde , iluminação pública, e outros, sendo que boa parte delas se tornaram inquéritos e estão sob investigação;

3 - Inforredevale: Quantos processos o sr. Já recebeu?

Ricardo P.M: Sobre processos e interpelações contra minha tiveram inicio em 2014 onde a Câmara fez representação na Vara da Fazenda sobre minhas postagens, processo que foi extinto em Outubro de 2017, "preservando – se os Direitos Constitucionais dos Cidadãos da Manifestação da Livre Opinião", não falo em vitória, foi apenas a Justiça seguindo o'que está na Constituição, dai em diante , os componentes da Câmara Local sentindo o peso da 'justiça' a favor dos Direitos Individuais, entraram numa escala incessante de processos e representações, conhecido como “Lawfare” que significa a utilização indevida, desprezando escandalosamente a ética USANDO INDEVIDAMENTE A JUSTIÇA PARA FINS DE PERSEGUIÇÃO POLITICA, a perseguição é tão escandalosa que três servidores de alto coturno da Câmara com cargos de direção, me processaram em meses em sequencia, começaram a (farra judicial) em abril, depois maio e finalizando em junho, e um dos requerentes cuja ética moral e profissional não passa de um rodapé, estendeu o processo a parte criminal, onde fui penalizado por acordo, num pagamento de R$ 500 a uma Instituição de Beneficiente, sem problema, e os processos na vara cível continuam em aberto, sendo que fui sentenciado em dois processos, só um detalhe: "todas as reclamações já tinham sido alvo de um processo extinto em 2017", um no valor de R$ 10 mil e outro em R$ 25 mil, que estão em fase recursal de segunda instância, processos que muito bem instruídos comprovam a litigância de má fé do trio de servidores, cuja fama lhes precedem quando fazemos uma rápida pesquisa nas reportagens realizadas pelo jornal Gazeta para não ir muito longe, no caso do processo que recebi a sentença de R$ 25 mil, um valor inacreditável quando se trata este tipo de processo, haja visto que demonstramos que caso envolvendo Ex-Presidente e atual Presidente da República, Senadores, e outras dezenas de exemplos que ofertamos através dos processos contra Marco Antônio Villa, Augusto Nunes, Claudio Tognoli, Joice Hasselmann, que envolve Audiência de Milhões de pessoas, nem sequer foram aceitos pelos Magistrados de Primeira Instancia ou recebendo sentenças garantindo o sagrado direito a critica a pessoa que detém cargo público, no meu caso foi diferente, um vereador chamado Bilili, vai a Tribuna, diz com todas as letras que vai mandar a filha dele falar com determinado juiz, informando quem eu sou e que era cliente da filha dele, uma mentira descarada, mas, deu no que deu, mesmo demonstrando meus rendimentos, recebi sentença de R$ 25 mil, ficou no ar este discurso do vereador , a filha do vereador falou ou não com o Juiz?? Não posso, nem podemos generalizar, mas continuo indignado para não dizer desconfiado, mas a litigância de má fé por parte dos servidores continuam , me denunciaram novamente na esfera criminal, e para lhe fazer companhia o presidente da Casa também fez uma representação criminal, interessante que o ilustre presidente só fez contra minha pessoa, e numa matéria do 'Boletim Legislativo' se mostrou todo indignado e iria levar duas denuncias à esfera criminal, mas preferiu ficar só contra mim, o inimigo numero 1 da politicanalha que infesta a cidade, lembrando que esse mesmo presidente está recorrendo contra duas sentenças judiciais que tratam dos direitos fundamentais a informação, por ai já da pra ver o caráter e a ilibada reputação do presidente, mas essa é outra história.


4 – Inforredevale: O que o sr. pode falar sobre os processos por parte do Prefeito?

Ricardo P.M : Sobre os processos por parte do Prefeito, foram outro exemplo descarado de perseguição politica, a história é a mesma Lawfare, onde a pessoa física e não o prefeito está usando da lei e dos procedimentos legais pelos agentes do sistema de justiça para perseguir quem seja declarado inimigo ou seja, não se tem dúvidas sobre quem é o inimigo, assim, a pessoa física usa do privilegio de ser prefeito para manipular o sistema jurídico e dar aparência de legalidade às perseguições aos adversários, eles me tratam como inimigo e adversário, agora, quando o cidadão atua pela legalidade, da moralidade, da economicidade e publicidade dos atos que envolvem dinheiro público vira inimigo do sistema, observem pelas acusações, são acusações frívolas e mau uso de processos legais para intimidar cidadãos, é o oposto da busca de justiça, é o tal do exemplo que fica nas entrelinhas, falem, mas falem bem de minha pessoa e administração, caso contrario será processado, mesmo comprovando inocência o prejuízo já estará computado em desfavor do denunciado, já que terei despesas advocatícias.

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5 - Inforredevale: Como foi a Audiência de Conciliação?

Ricardo P.M: Sobre as Audiências de Conciliação vou usar de um trecho da nota da pagina “De olho em Taubaté” que diz o seguinte “NOS PROPUSERAM UM ACORDO EM QUE NOS RETRATÁSSEMOS DA SUPOSTA OFENSA QUE NA NOSSA OPINIÃO NÃO OCORREU” , a proposta feita a pagina “De olho em Taubaté” foi a mesma proposta feita à mim, a diferença é que aceitei, por que é muito fácil repercutir nas redes sociais, mas um processo que vai a terceira instância custa caro, só que uma parte tem muito dinheiro e a outra no meu caso, sou um cidadão comum de parcos recursos assim como o caríssimo Jonatas e o Gustavo, só que temos duas situações diferentes , no caso de minha postagem, não havia nenhuma referência ao sr. Prefeito e muito menos a cidade de Taubaté, quem chegou a ler, comprova o que estou lhe dizendo, mas assim mesmo foi aberto os dois procedimento na cível e na criminal, e alguns dias após foi aberto mais um procedimento na cível e na criminal nas mesmas condições “o achismo jurídico é a tese do tamanho da carapuça”, e para quem tenha alguma dúvida veja minha postagem caso encontre, porque a justiça pediu para que o Facebook o retirasse do Ar numa velocidade espantosa, e quem quiser entender a realidade como ela é, que veja o despacho da magistrada que acolheu a denuncia, é a mesma coisa que entrar o time dos cinquentões para jogar contra o Barcelona, o placar vai ser favorável a quem?


6 - Inforredevale: E sobre a repercussão de um internauta ter postado o acordo realizado na audiência, o sr. pode explicar?

Ricardo P.M : Com certeza e obrigado por tocar no assunto, para fechar a questão, o reclamante até o momento prefeito, fez uso de um documento que não havia sido publicado e nem homologado a disposição de um dos milhares de seus bajuladores crônicos, para que publicasse em rede social o acordo antes mesmo que eu como parte principal, pudesse cumprir minha parte, que inclusive, prevê uma multa de R$ 7.500 caso não venha a cumpri-lo, agora fica a questão, esta postagem não é um indicativo erratico do prefeito? corroborando a conjectura de que sua métrica sobre ética e moralidade , tem medidas diferentes, quem tem a caneta e o poder pode tudo, quem não goza das mesmas condições que vá pra cama, que é o local ideal pro xororo de causas perdidas, mas gostaria muito que o reclamante viesse a público e explicasse a sociedade porque colocou este lambe botas para postar um documento que é fruto de acordo, dai da para você saber com que tipo de gente estamos lidando;

7 - Inforredevale: Então, ficou claro que houve uma quebra de acordo, o sr. pretende recorrer? E suas pretensões eleitorais existem?

Ricardo P.M: Este assunto da publicação está sendo analisado pelo dr. Tulio Novello que me representa, para decidirmos qual atitude vamos tomar, e quanto as intenções eleitorais com certeza , seja ao executivo ou legislativo, como sou o inimigo e adversário institucional e não marginal, pelo menos a sociedade quando for analisar os candidatos para o cargo que for, saberá que pelo menos tem um candidato que sabe o que fala, escreve, conhece de Administração Publica e se propõe a levantar o tapete e expor toda lama de malfeitorias que foram feitas nos últimos 20 anos contra os contribuintes taubateanos, mas podemos tratar desse tema outro dia, por ora deixo abraços e ótima semana à todos(as), já que todo cidadão de bem e trabalhador tem que sustentar a canalhada seja de políticos ou dos que vivem a ficar pendurados abaixo da linha da cintura deste tipo elegante e competente que tem um cofre publico para tomar conta, e toca o barco.

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Saiba mais;

O Coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre de Taubaté) Tales Meirelles, abordou em sua Live de 24 de setembro de 2019 sobre a questão dos "PROCESSOS" que foram 'ajuizados' pelo Prefeito Municipal de Taubaté Ortiz Júnior. Meirelles também destacou sobre as duas representações criminais apresentadas pela Câmara Municipal junto à Promotoria de Justiça contra pessoas que publicaram textos por meio da mídia social Facebook.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

'Ecos da Farra': Câmara de Taubaté recorre para não liberar relatórios de viagens

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Infor Rede Vale, terça-feira 22 de outubro de 2019

Depois que a Justiça de Taubaté e o TJ obrigaram a divulgação de relatórios de viagens da legislatura passada, Câmara pede que STJ avalie novo recurso contra ação do jornal

Plenário da Câmara de Taubaté. Dos atuais parlamentares, 14 estão envolvidos na 'Farra das Viagens', sendo 13 vereadores e um suplente - Foto: Divulgação/CMT
A matéria é do Jornal 'OVALE' desta terça-feira (22) por Julio Codazzi@juliocodazzi | @jornalovale

A Câmara de Taubaté apresentou novo recurso para pedir a reforma da decisão que a obrigou a disponibilizar ao jornal relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016. Protocolado na semana passada, o recurso especial terá sua admissibilidade avaliada pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças.

Caso o presidente do TJ entenda que a apelação atende os requisitos necessários, o processo será remetido para julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O desembargador também irá avaliar pedido de efeito suspensivo feito pelo Legislativo. Caso Calças entenda que o recurso não atende os requisitos necessários, rejeitará a apelação.

Em setembro de 2018, dois meses após revelar o escândalo da 'Farra das Viagens', que é referente à atual legislatura, o jornal solicitou à Câmara, via LAI (Lei de Acesso à Informação), acesso a relatórios de viagens realizadas entre 2013 e 2016. Após negativa do Legislativo, o jornal ajuizou em dezembro um mandado de segurança. Em julho de 2019, a Vara da Fazenda Pública de Taubaté julgou a ação procedente.


A Câmara apresentou então um primeiro recurso, que acabou rejeitado por unanimidade pela 9ª Câmara de Direito Público do TJ no fim de setembro. O novo recurso, que é o segundo, contesta justamente essa decisão.


Na nova apelação, o Legislativo alega que o "acórdão [a decisão do TJ] deu aos referidos artigos [da Lei de Acesso à Informação] uma interpretação incompatível com sua literalidade, permitindo que deles se faça uso para promover verdadeira devassa na Administração Pública". O recurso ainda argumenta, equivocadamente, que "todas as informações requeridas pela recorrida [o jornal] já estão disponíveis no Portal da Transparência da Câmara", como "resultado de uma gestão transparente". O Portal de Transparência da Câmara, na realidade, não disponibiliza os relatórios das viagens da legislatura passada, que incluem as notas fiscais apresentadas por vereadores para ressarcimento de despesas.

Vereadores receberam R$ 111 mil para ressarcir as despesas entre 2013 e 2016

De acordo com dados do Portal da Transparência, os 19 vereadores da legislatura passada receberam R$ 111 mil nos quatro anos para ressarcir despesas com viagens. Na análise das contas da Câmara de 2015, por exemplo, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) apontou as mesmas irregularidades reveladas pelo jornal no caso das 'Farra das Viagens', que é referente à legislatura iniciada em 2017 - notas fiscais com despesas de mais de uma pessoa e refeições com valores acima do razoável. Na 'Farra das Viagens', 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, são investigados pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal.

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Em sua Live desta segunda-feira 21 de outubro de 2019 a munícipe Caroll Melo abordou os referidos temas:

Explanação sobre as mordaças para 'negar a transparência do direito do povo' sobre as notas fiscais;

Quando a câmara será notificada? E como ficará a multa de R$1.000,00?


Relembre:

Em entrevista ao jornal, vereador que presidirá o Legislativo de Taubaté no biênio 2019-2020, afirmou que irá fazer uma gestão transparente; ele é um dos seis parlamentares que não estão envolvidos na 'Farra das Viagens'

Confira um trecho da entrevista concedida junto ao Jornal 'OVALE ou (acesse aqui e confira a entrevista na íntegra).

OVALE: Essa era uma das principais críticas em relação ao comando atual, de que privilegiava os vereadores da base. O senhor pretende fazer diferente?

Boanerge: Não fazendo nenhuma crítica à atual gestão, tem muitas coisas que eu não concordava, mas eu nunca disse isso. Achei que muitas pessoas foram prejudicadas. Acho que posso melhorar esse relacionamento. Quero melhorar a imagem da Câmara. Por exemplo, eu sou muito pontual com horário. Fico doente quando vou presidir uma audiência e está marcada para aquele horário e não chegam as pessoas. É claro que não vou querer transformar aqui num quartel, mas vou procurar disciplinar um pouco mais a Câmara. Eu gostaria, por exemplo, que a mesa, nas sessões, estivesse uniformizada. De paletó, gravata. Não quero um cara lá de camiseta. Mas tem vereador que vem do mundo civil, não posso condená-los, mas eu tenho esse pensamento. Vou conversar com eles para ver se a gente dá mais um ar de responsabilidade no negócio. Por exemplo: passa aqui no corredor [da Câmara] agora [a entrevista foi concedida no gabinete de Boanerge], você vê o pessoal da segurança: um está com sapato outro, outro com tênis vermelho. Não recebem uniforme? O munícipe que está aqui, que olha alguém todo desleixado, é difícil. Não sei se é possível discutir isso com meus pares, com o Ministério Público, se legalmente pode-se fazer: a segurança aqui, que segurança é essa? No máximo são ascensoristas. Não estou desqualificando o pessoal, prestaram concurso. Mas não pode se chamar de segurança. Essa segurança teria que ser terceirizada. O funcionário de carreira causa prejuízo ao erário: você tem que pagar férias, 13º, licença saúde, licença gravidez, quinquênio. O terceirizado não, está ali com postura, se não vem, repõe, põe outro, não tem férias, não tem 13º. Se não vem, você paga proporcional. Fizemos isso no município [prefeitura]: a Atividade Delegada, por exemplo, é mais barata do que pagar GCM (Guarda Civil Municipal). Existe muita falta, principalmente final de semana e feriado, daí a porteira fica aberta. Você não consegue atender os postos. O policial está pronto: você paga a hora dele, não mais nenhum compromisso. O funcionário de carreira, trabalhando ou não trabalhando, ele recebe. É um círculo vicioso. Se for possível, vamos pensar numa terceirização.

Outra coisa: eu sou contrário a ter mais de 20 veículos aqui. Eu, por exemplo, uso o carro da Câmara raramente, ando muito a pé. Vereador não tem que andar de carro, salvo uma coisa ou outra. E, se anda, tem que andar com responsabilidade. Eu vou propor isso, reduzir frota. Por exemplo: temos aqui mais de 20 motoristas, um trombando com o outro. Se fosse tão fácil, deixava só motorista para o [setor] administrativo, três ou quatro, para se precisar ir a São Paulo, levar algum documento. Aí você economiza em veículos, economiza em combustível, economiza em seguro de veículos, economiza garagem, economiza manutenção. Sou a favor também de controlar os motoristas. Sai aqui agora e vê onde estão os motoristas. Está todo mundo na rua, resolvendo problema particular. Você [vereador] não tem demanda todo dia, toda hora, o dia inteiro. Deu uma folguinha… aí é gasolina que você está pagando. Então, sou a favor de controlar isso, a exemplo do que temos na Polícia Militar, que tem uma folha de controle: KM, horário, onde foi. Nós temos que parar com essa coisa de que só temos direitos. Funcionário é assim: ele ganha uma coisa hoje, amanhã quer outra. Mas quando vai cobrar responsabilidade… não estou habituado a isso. Isso não quer dizer que vou conduzir isso aqui com mão de ferro, mas algumas coisas eu preciso ajustar, chegar em um meio termo, pelo menos. Vai ser difícil, mas quero dar minha cara a isso.
Outro exemplo: vem aqui no verão, tem três ou quatro carros da Câmara ligados, com ar-condicionado, e o motorista está lá dentro. E às vezes nem está lá dentro: é só para, se precisar, o carro estar geladinho. Tá de sacanagem comigo, o carro fica duas, três horas ligado.

Quando eu vim para cá, alguns motoristas passaram por mim aqui [no gabinete], e diziam: ‘não dá para dirigir para ele’. Porque, as poucas vezes em que usei, os caras começaram: ‘vamos viajar’. Eu viajo quando tem necessidade. Aí ele migrava para outro [vereador]. Aí deu no que deu [em referência ao caso da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho]. Só que ele [motorista] colocou o dele no bolso e não está respondendo por nada [já os vereadores são investigados pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal]. O funcionário de carreira pensa: ‘esse cara está aqui de passagem. Eu vou ficar 30 anos aqui, talvez ele nem vá ser reeleito. Quem manda aqui somos nós’. Eles pegam uns caras inexperientes e fazem. Ele [motorista] pôs o dele no bolso, mas quem está respondendo [vereador], foi no embalo. Na prática, entendo que já acontecia [há anos], mas as coisas mudaram. Você tem que acompanhar a evolução.

OVALE: Sobre a questão das viagens, o senhor acha que dá para reduzir o valor das diárias e dos ressarcimentos de despesas?

Boanerge: Acho que os funcionários da Câmara não ganham mal, ganham mais até que vereadores. Não só os vereadores, como também os funcionários, têm que entender que temos 14 milhões de desempregados. Eu pretendo enxugar ao máximo [as despesas], ver o que dá para ser feito, puxar daqui e dali, com a maior lisura possível. Sei que não vou ser bem-visto por isso, mas vou tentar fazer. Não posso dizer que vou fazer porque muitas vezes depende de quórum, da legislação, mas a minha vontade era de que não existisse nada disso [ressarcimento de despesas de viagem].

Mas também acho, para ser honesto, que vereador ganha muito mal. Se fizer um comparativo com Tremembé, proporcionalmente, com Pindamonhangaba, você vai ver. Até em relação ao funcionalismo, ganha muito mal. Chefe de gabinete ganha mais do que vereador.

Se eu pudesse, não teria essa frota de veículos. Mas, se tiver que ter, não compraria mais, partia para a terceirização: alugar veículos. Não tem [gasto com] manutenção, seguro. Quebrou, repõe. Agora fica essa frota aí, que aos poucos vai sendo sucateada. Isso tudo propicia a corrupção. Um contrato aqui, outro ali. Fica mais barato a locação.

OVALE: Sobre o caso das viagens, o senhor acha que houve abuso por parte de vereadores?

Boanerge: Não vou comentar com relação a abusos, a necessidade que cada um viu para fazer seu trabalho. Não vou discutir isso. Agora eu, claro, vou orientar, não tenho piedade. Eu me viro, eu faço. Não estou obrigando ninguém a andar a pé, mas as pessoas têm que se conscientizar de que nós temos que prestar contas à sociedade. Se você não dá exemplo, fica difícil.

OVALE: O senhor pretende melhorar a transparência da Câmara? 
Boanerge: Vou seguir a lei. E, ainda que não fosse lei, sou aberto a isso. Acho que a transparência tem que existir. Pediu [informação à Câmara], tem que estar ali. Senão, dá a impressão de que tem algo a esconder.

Veja também:
A consideramos o seu compromisso com a Sociedade Taubateana em relação à transparência quando assumiu o biênio (2019-2020) onde se destacou no 'Boletim Legislativo' apresentado em 10 de janeiro de 2019 a seguinte nota:

"Em relação à transparência, o presidente frisou que é uma determinação legal que deve ser cumprida, além de ser uma exigência no cumprimento do cargo ao qual foi eleito. “O povo necessita de esclarecimento. Nós é que direcionamos os rumos da cidade. Como vamos deixar as pessoas que nos elegeram sem informação a nosso respeito? Nós somos funcionários da sociedade e transparência tem que ter. Pretendo fazer aproximação com a imprensa, sentar com o Ministério Público, temos que ter coligação, senão não andamos.” “Se você não faz dessa maneira, dá a impressão que tem algo a esconder....", descreveu o presidente Boanerge dos Santos.

Assim sendo, todos nós Contribuintes Taubateanos e Taubateanas solicitamos que a vossa Excelência, determine disponibilizar no "Portal da Transparência da Câmara Municipal de Taubaté", não somente as 'Notas Fiscais' apresentadas pelos vereadores em suas respectivas 'Viagens Oficiais' que componham os valores acima de R$ 75,00.

Como se trata de Dinheiro Público, solicitamos ao Presidente no cumprimento do cargo ao qual foi eleito, (disponibilizar para consulta da população 100% das Notas Fiscais) seja das Legislaturas passada assim como a Legislatura em vigência - contemplando as 'Notas Fiscais' apresentadas pelos parlamentares assim como seus assessores sobre quaisquer valor aplicado nas referidas Notas.

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