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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Justiça nega liminar que daria 'supersalário' a procurador da Câmara de Taubaté

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, terça-feira 31 de dezembro de 2019

Procurador-chefe da Câmara, Guilherme Ricken, que tem seu salário limitado hoje a R$ 17.900,80, quer receber R$ 30.260
De olho no 'supersalário'. Guilherme Ricken (à esquerda), procurador - chefe da Câmara de Taubaté - Foto: Reprodução/TV Câmara
A matéria é do Jornal 'OVALE' do último sábado (28), por Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale

A Vara da Fazenda Pública de Taubaté negou a concessão da liminar solicitada pelo procurador-chefe da Câmara, Guilherme Ricken, que poderia transformá-lo no servidor municipal com o maior salário na cidade. O pedido de antecipação de tutela foi indeferido no último dia 19 pelo juiz Pedro Henrique do Nascimento Oliveira. Na decisão, o magistrado afirmou que "a tutela provisória (de urgência ou evidência) é vedada nos casos que impliquem pagamento a servidor público".

No dia 19 de fevereiro será realizada uma audiência de conciliação com a presença de representantes da Câmara e da prefeitura.

A novela sobre o 'supersalário' do procurador começou no início de 2017, quando Ricken recebia R$ 15.426,44. Em fevereiro daquele ano o salário foi aumentado com base em uma informação incorreta: a de que o STF (Supremo Tribunal Federal) teria decidido que o teto dos procuradores municipais é o salário dos desembargadores do Tribunal de Justiça (hoje em R$ 35.462,22), e não o do prefeito (atualmente de R$ 17.900,80). No entanto, essa ação, de 2011, ainda não tinha o julgamento concluído pela Corte. Na época, após o jornal mostrar o erro, que havia permitido o salário chegar a R$ 26.396,30, o Ministério Público ajuizou uma ação, que levou à suspensão do aumento em julho de 2017, em decisão liminar.

Apenas no fim de fevereiro de 2019 o STF concluiu o julgamento, passando a entender que o teto é o salário dos desembargadores. Com isso, em maio a Justiça de Taubaté julgou improcedente a ação do MP.

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Apesar da decisão do STF, a Câmara continuava a observar como teto o salário do prefeito. O motivo: a Promotoria encaminhou uma recomendação ao Legislativo, alertando que, do contrário, poderia ficar configurado ato de improbidade administrativa. O MP alega que o processo de Taubaté ainda está em fase de recursos, sem decisão definitiva. A Promotoria argumenta também que para que o teto dos procuradores do município deixe de ser o salário do prefeito, é preciso alterar a legislação de Taubaté sobre o tema, o que não ocorreu.

Como a situação permanecia inalterada, em outubro o procurador ajuizou essa ação, pedindo que a Justiça obrigue a Câmara a observar, como teto para seu salário, o vencimento dos desembargadores do TJ. O salário bruto de Ricken é de R$ 30.260, mas é aplicado redutor de remuneração de R$ 11.875,08. Na ação, o procurador não pede apenas a mudança no teto daqui em diante, mas também de forma retroativa, desde julho de 2017. Como o redutor variou entre R$ 8,2 mil e R$ 12,9 mil nesses 30 meses, o impacto seria de cerca de R$ 300 mil, pelo menos..

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Painel Eletrônico: Não houve 'prejuízo ao erário' pois a sociedade também fiscalizou

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, sábado 07 de dezembro de 2019
Foto: Reprodução/Imprensa CMT
Olá Caros Contribuintes Taubateanos e Taubateanas hoje vamos abordar um tema que nos faz refletir sobre a importância do envolvimento direto da Sociedade no Seguimento Político e acima de tudo, sobre o aspecto de sermos todos(as) veementes fiscalizadores(as) do Erário, ou seja, do "nosso Suado Dinheiro".

Pois bem! primeiramente este que lhe escreve, lhe pede, 05 (cinco) minutinhos de 'vossa atenção' para efetuar a leitura da excelente matéria veiculada em 22 de novembro pelo Jornal 'OVALE'

Para evitar ação, empresa do painel da Câmara assina acordo

Após apuração, MP apontou gasto desnecessário no contrato e entrega de equipamento em desacordo com o previsto; para evitar ação, empresa vai fornecer sistema à Unitau.

Para evitar o ajuizamento de uma ação, a empresa Visual Sistemas, de Belo Horizonte, que foi responsável pelo fornecimento do painel eletrônico com sistema de votação da Câmara de Taubaté, assinou um acordo com o Ministério Público.

O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que ainda depende de aval do CSMP (Conselho Superior do Ministério Público), foi firmado em setembro, em meio a um inquérito que apurava supostas irregularidades na licitação que levou à contratação da Visual.

A investigação do MP teve início em julho de 2018, após denúncia protocolada por um grupo de moradores, chamado Amatau (Amigos Associados de Taubaté). Após a apuração, a Promotoria concluiu que, embora houvesse indício de direcionamento do certame, realizado às pressas no fim de 2017 e que gerou gasto de R$ 400 mil, as provas "não trouxeram elementos de convicção suficientes para impugnar a licitação e a constituição do contrato". No entanto, ficou comprovado que "houve falhas e cumprimento parcial do contrato".

Segundo o MP, o painel de votação não foi entregue com as medidas previstas no contrato. Além disso, foi detectado um gasto desnecessário: embora houvesse uma garantia de três anos por eventual defeito, a Câmara pagava R$ 7.750 todos os meses à empresa, a título de manutenção do 'vídeo wall', que é composto por seis monitores, e dos computadores e sistemas de biometria.

Após alerta da Promotoria, as irregularidades foram sanadas. A Câmara rescindiu o contrato de manutenção e a empresa fez ajustes no equipamento, adequando-o às medidas preestabelecidas.

ACORDO.

O TAC acabou firmado para evitar que o MP ajuizasse uma ação para cobrar da empresa o ressarcimento do prejuízo - apenas pela manutenção desnecessária, o Legislativo chegou a pagar R$ 91,7 mil.

Pelo acordo, a Visual terá que fornecer à Unitau (Universidade de Taubaté), que é uma autarquia municipal, um sistema para edição, gerenciamento e veiculação de conteúdos, com 17 monitores e 17 CPUs, avaliado em R$ 182 mil.

A empresa alegou que a aceitação do acordo visa apenas evitar o ajuizamento da ação, sem que isso configure reconhecimento de culpa.

Assim que o TAC for homologado pelo CSMP, a Visual terá 60 dias para fornecer os equipamentos à Unitau. A autarquia explicou que o sistema será usado "para que seja instalado um circuito de comunicação interna na universidade, que contempla todos os departamentos", e que "o mapeamento já foi realizado e aguarda a homologação do acordo para que seja iniciado".

Câmara não abrirá apuração para avaliar eventual responsabilidade funcional

O jornal questionou a Câmara se seria aberta alguma apuração interna para investigar eventuais responsáveis pela previsão de um gasto desnecessário no contrato. Em nota, o Legislativo alegou que "não há que se apurar nenhuma responsabilidade pois entendemos que não houve prejuízo ao erário visto que o contrato foi executado de acordo com o objeto licitado e que o sistema encontra-se em pleno funcionamento". A Câmara alegou ainda que "a rescisão [do contrato de manutenção] se deu em razão de ato discricionário do Legislativo com o objetivo de redução de despesa". A licitação e o contrato foram realizados no período em que Diego Fonseca (PSDB) presidiu a Câmara. Já a rescisão do contrato foi determinada pelo atual presidente, Boanerge dos Santos (PTB).

'Entenda'/ Agora vamos nos aprofundar um pouco mais sobre a matéria e assim, indagarmos sobre a referida 'licitação' do Painel Eletrônico que custou aos Cofres Públicos, a bagatela de R$ 400 Mil Reais. Salientamos que não estamos questionando sobre a Performance do Sistema mas 'SIM', sobre alguns fatores no que tange os aspectos contratuais para tanto, deixamos 4 (quatro) questiamentos que podem ser sanados pela Contratada Visual Sistemas e Contratante Câmara Municipal de Taubaté. 

Faz saber:

1) - Como a Contratada, fornece para a Câmara um produto de R$ 400 Mil Reais em desacordo com o Previsto?

2) - Por que a Contratada, recebeu mensalmente R$ 7.750 de Manutenção sobre um produto que possui garantia de 03 Anos? O Legislativo pagou R$ 91,7 mil em Manutenção. Por quê?

3) Se a AMATAU, não estivesse ingressado com a representação no Ministério Público a Câmara, ainda estaria pagando mensalmente R$ 7,750 de Manutenção junto a Visual Sistemas? Os integrantes que participaram diretamente do processo licitatório não observaram este erro no ato da homologação bem como, no decorrer dos pagamentos indevidos?

4) Pagar manutenção de um produto que possui garantia - isto não caracteriza para a Câmara prejuízo ao Erário? 

Para você contribuinte compreender melhor os questionamentos acima supracitados, convidamos-lhes aferir, uma série de matérias veiculadadas pelo Portal Informação Rede Vale, Gazeta de Taubaté, Jornal 'OVALE' bem como através de uma série de matérias veiculadas através do "Boletim Legislativo da Câmara Municipal" (Confira todas as matérias sobre o Painel Eletrônico).

'Decisão Certeira'/ Em pouco mais de 20 dias, após assumir a Presidência da Câmara, o vereador Boanerge (PTB) entendeu que “permanecer com a manutenção mensal no valor de R$ 7.750 não haveria mais necessidade. Essa medida gerará uma economia de R$ 93 mil anuais, e como administrador do dinheiro público tenho a obrigação de reduzir todas as despesas que forem necessárias. Precisamos nos adequar com a realidade que vive o nosso município e o Brasil; não faz sentido o município diminuir suas despesas e custos, e a Câmara não dar continuidade a esse processo”.

O sistema continuará em funcionamento, mesmo após a rescisão do contrato de manutenção porque a empresa forneceu garantia de três anos de eventual defeito, disse Boanerge.

'Licitações e Transparência'/ A considerarmos todos os fatos apontados no processo licitatório diante a aquisição do Painel Eletrônico nos mostra, a "Real Necessidade da Câmara Municipal de Taubaté" aprovar em caráter de urgência, o Projeto de Lei Ordinária de número 4/2018 protocolado em 02 de fevereiro de 2018 de autoria da parlamentar Loreny que visa a transmissão em tempo real, via internet, de todas as licitações realizadas nos Poderes Legislativo e Executivo do município de Taubaté.

"O objetivo desta propositura é ampliar a transparência nos atos públicos, tornando acessíveis à população os processos licitatórios realizados no Poder Executivo e Legislativo, tanto na Administração Direta como Indireta, por meio de transmissões em tempo real no Portal Transparência das referidas esferas. A presente propositura é fundamentada no princípio da publicidade insculpida na Constituição da República e regulamentada pela Lei Federal nº. 12.527 de 18 de novembro de 2011, garantindo a todos os cidadãos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral".

Painel Eletrônico: MP apontou gasto desnecessário no contrato e entrega de equipamento em desacordo com o previsto

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, sábado 07 de dezembro de 2019

Diante representação protocolada pela AMATAU (MP) apontou gasto desnecessário no contrato e entrega de equipamento em desacordo com o previsto; para evitar ação, empresa vai fornecer sistema à Unitau
Foto: Reprodução/Imprensa CMT
'Painel Eletrônico'/ Olá Contribuinte para melhor compreensão sobre como anda a questão da representação feita pela Amatau junto ao MP para apurar o contrato firmado entre a Visual Sistema e Câmara Municipal de Taubaté disponibilizaremos uma série da matérias veiculada por este Canal, Jornal Gazeta de Taubaté, Jornal 'OVALE' e Boletim Legislativo. Conforme Segue:

27 de Dezembro de 2017: O mais novo PP de (Número de Licitação: 13/2017que compreende a Contratação de empresa especializada para fornecimento, instalação, configuração e manutenção de sistema integrado para gestão dos trabalhos legislativos teve rapidamente sua Homologação. A publicação do Edital ocorreu em 08 de Dezembro de 2017 e 12 (doze dias após) ou seja (20/12/17) foi efetivada a sua Homologação. A licitação teve como valor estimado pela unidade Solicitante (Câmara Municipal de Taubaté) de R$ 407.124,53. (Ver matéria na íntegra);

28 de Janeiro de 2018: A AMATAU (Amigos Associados de Taubaté, Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), denominada simplesmente AMATAU - devidamente registrada sob o CNPJ nº 27.979.010/0001-77 protocolou junto ao Ministério Público, uma Representação com Pedido de Liminar 'sobre a licitação de Compra de um Painel Eletrônico e de utilização questionável e seu alto valor, conforme Edital nº 13/2017 – Processo nº 6687/2017 pela Câmara Municipal de Taubaté que superam a razoabilidade, a legalidade, a economicidade, a publicidade e a competição entre empresas fornecedoras de equipamentos eletrônicos e de informatica e na defesa do Patrimônio Público, onde deve ser respondida a questão: QUAL A JUSTIFICATIVA PARA O CONTRIBUINTE , QUEM PAGA A CONTA DE FATO, A COMPRA DE UM PAINEL ELETRÔNICO DE R$ 400 MIL Reais?' (Ver matéria na íntegra);

30 de Janeiro de 2018: Vereadores cobram informações sobre 'compra' de painel eletrônico de R$ 400 Mil Reais feita pela própria Casa.
A somar a necessidade de esclarecimentos sobre a referida aquisição de Contratação de empresa especializada para fornecimento, instalação, configuração e manutenção de sistema integrado para gestão dos trabalhos legislativos um grupo de Vereadores também cobram informações sobre compra de painel eletrônico. (Ver matéria na íntegra);

04 de Fevereiro de 2018: Compra de painel pela Câmara gera suspeita e acaba no MP. 
Denúncia partiu de moradores que, assim como um grupo de vereadores, estranharam a compra feita sem alarde pela Câmara de Taubaté entre o fim do ano passado e o início de 2018; empresa vencedora foi única concorrente e venceu contrato por preço superior ao que ela própria tinha orçado anteriormente. (Ver matéria na íntegra);

06 de Fevereiro de 2018: Painel eletrônico: Câmara e empresa divergem sobre ponto suspeito.
Diretor-geral do Legislativo e empresa Sistemath, que não foi credenciada no pregão por não apresentar documento exigido no edital, têm versões diferentes sobre o fato; grupo de moradores que havia feito denúncia de direcionamento ao MP levou o caso ao TCE nessa segunda-feira 05/02/2018. (Ver matéria na íntegra);

11 de Fevereiro de 2018: Denúncia protocolada pela 'AMATAU' tem encaminhamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. (Ver matéria na íntegra);

16 de Janeiro de 2019: Ao Presidente da Câmara, que tal cortar uma obscenidade de R$ 93 Mil? Caríssimo presidente, que está mostrando a sociedade como se corta a selvageria de mordomias e o desperdício de dinheiro público pela casa legislativa, pois bem, tem uma que chega a soar como se estivessem zombando dos contribuintes, caso o sr. desconheça o assunto, a administração anterior está sendo investigada pelo MP pela suposta irregularidade na compra de um painel eletrônico por R$ 400 mil e não contentes pela barbaridade, a empresa Visual teve seu contrato de manutenção renovados por inacreditáveis R$ 93 mil para 2019. (Ver matéria na íntegra);

25 de Janeiro de 2019: Painel Eletrônico: O que você faria com 93 Mil Reais por Ano?
A empresa recebe R$ 93 mil por ano para fazer manutenção mensal, e para que serve a garantia de 3 anos, essa garantia não está integralmente ligada aos custos de substituição de peças, contratação de pessoal especializado, deslocamento e demais custos inerentes? (Ver matéria na íntegra);

29 de Janeiro de 2019: Painel Eletrônico: ‘Bolsonerge’ determinou rescisão do contrato de manutenção de 93 Mil Reais Ano.
Novas ações trazem mais economia para Câmara. 'Bolsonerge' continua firme sobre as Reduções de Custo (Ver matéria na íntegra);

01 de Fevereiro de 2019: Câmara rescinde contrato de manutenção do painel de votação.
"Precisamos nos adequar com a realidade que vive o nosso município e o Brasil; não faz sentido o município diminuir suas despesas e custos, e a Câmara não dar continuidade a esse processo. O sistema continuará em funcionamento, mesmo após a rescisão do contrato de manutenção porque a empresa forneceu garantia de três anos de eventual defeito", informou o Presidente. (Ver matéria na íntegra);

23 de Fevereiro de 2019: Painel de Votação: Amatau pede que MP investigue indícios de pagamentos indevidos de taxa de manutenção.
"Pagamentos mensais no valor de R$ 7.750,00 estavam sendo realizados para um produto adquirido em dezembro de 2017 sobre vigência de 'Garantia Total' de Manutenção firmada mediante contrato de 3 anos quanto aos 'custos de substituição de peças, contratação de pessoal especializado, deslocamento e demais custos inerentes". (Ver matéria na íntegra);

08 de Abril de 2019: R$ 93 Mil motivos para comemorar.
As despesas continuaram em queda com a rescisão dos contratos de locação do imóvel onde os veículos ficavam estacionados e de manutenção do sistema de votação e do painel eletrônico. Somente com o sistema legislativo a Câmara economizou R$ 93 mil anuais. Mesmo com a rescisão do contrato o sistema continua em funcionamento, uma vez que a garantia é de três anos contra eventual defeito, informou Boanerge sobre o Boletim Legislativo apresentado em 05 de abril onde trouxe uma Página Destaque das Reduções de Custos promovidas em sua gestão. (Ver matéria na íntegra);

22 de Novembro de 2019: Para evitar ação, empresa do painel da Câmara de Taubaté assina acordo.
Após apuração, MP apontou gasto desnecessário no contrato e entrega de equipamento em desacordo com o previsto; para evitar ação, empresa vai fornecer sistema à Unitau. Acesse aqui para conferir na íntegra a matéria veiculada pelo Jornal 'OVALE';

07 de Dezembro de 2019: Painel Eletrônico: Não houve 'prejuízo ao erário' pois a sociedade também fiscalizou.
Agora vamos nos aprofundar um pouco mais sobre a matéria e assim, indagarmos sobre a referida Licitação do Painel Eletrônico que custou aos Cofres Públicos a bagatela de R$ 400 Mil Reais. Salientamos que não estamos questionando sobre a Performance do Sistema mas 'SIM', sobre alguns fatores no que tange os aspectos contratuais para tanto, deixamos 04 (quatro) questionamentos que podem ser sanados pela Contratada Visual Sistemas e Contratante Câmara Municipal de Taubaté. (Ver matéria na íntegra);

Representações protocoladas pela AMATAU
  • Conheça na íntegra a Representação com Pedido de Liminar apresentada pela AMATAU em 26 de janeiro de 2018 vide (Protocolo 050/2018) junto ao MP com objetividade de suspender contrato do Painel Eletrônico que custou aos Cofres Públicos R$ 400 Mil Reais. (Ver matéria na íntegra);
  • Confira na íntegra a "Representação Complementar _Protocolo (50/2018) Parte 1". Acesse aqui!
  • Representação Complementar (Processo de Viagem)_Protocolo 224/2018. Acesse aqui!
  • Representação Complementar (Pagamento Indevido de Taxa de Manutenção). Confira na integra, acesse aqui!

Informações contidas no Boletim Legislativo:

20/12/2018 - A transparência proposta por Diego Fonseca tem como ícone a instalação do vídeo wall, seis monitores de LED instalados no Plenário. O painel integra o sistema de gestão do processo legislativo e permite à população o acompanhamento, em tempo real, da chamada e controle de presença dos vereadores, registro da votação – que é aberta e, com o sistema, registrada na tramitação do processo pelo sistema Câmara Sem Papel. (Ver matéria na íntegra);

29/01/2019 - Novas ações trazem mais economia para Câmara.
Depois de transferir 12 veículos à Prefeitura de Taubaté, o presidente da Câmara Municipal, vereador Boanerge (PTB), assinou redução de 50% dos gastos estimados com combustíveis e serviços de alinhamento e balanceamento. Esta medida visa adequar as despesas à quantidade atual de oito carros oficias. Além disso, Boanerge determinou a rescisão do contrato de manutenção do sistema de votação e do painel. Com a rescisão da manutenção do sistema legislativo, a Câmara economizará R$ 93 mil anuais. Nos próximos dias, esses atos administrativos serão publicados no Boletim Legislativo. Para Boanerge, essas reduções são necessárias e têm objetivo de adequar as despesas do Legislativo, em razão da queda de arrecadação do município em 2018. (Ver matéria na íntegra);

01/02/2019 - MENOS GASTO COM PAINEL (Rescisão de contrato para manutenção do sistema eletrônico de registro de votações vai gerar economia de R$ 93 mil por ano).Em pouco mais de 20 dias, após assumir a Presidência da Câmara, o vereador Boanerge (PTB) entendeu que “permanecer com a manutenção mensal no valor de R$ 7.750 não haveria mais necessidade. Essa medida gerará uma economia de R$ 93 mil anuais, e como administrador do dinheiro público tenho a obrigação de reduzir todas as despesas que forem necessárias. Precisamos nos adequar com a realidade que vive o nosso município e o Brasil; não faz sentido o município diminuir suas despesas e custos, e a Câmara não dar continuidade a esse processo” O sistema continuará em funcionamento, mesmo após a rescisão do contrato de manutenção porque a empresa forneceu garantia de três anos de eventual defeito, informou o Presidente. (Ver matéria na íntegra);

08/02/2019 - Boanerge: “Tenho convicção de que vou fazer medidas assertivas para a sociedade”.
O senhor tem planos de mexer em algo mais? Eu tenho sim, mas militar trabalha com estratégia, e estratégia a gente não revela (Ver matéria na íntegra);

05/04/2019 - 100 Dias (Presidente define 100 dias como quebra de paradigmas).
As despesas continuaram em queda com a rescisão dos contratos de locação do imóvel onde os veículos ficavam estacionados e de manutenção do sistema de votação e do painel eletrônico. Somente com o sistema legislativo a Câmara economizou R$ 93 mil anuais. Mesmo com a rescisão do contrato o sistema continua em funcionamento, uma vez que a garantia é de três anos contra eventual defeito. (Ver matéria na íntegra);

10/05/2019 - Corte de Gasto (Dando sequência à política de redução de despesas).
Outra atitude foi a rescisão do contrato de manutenção do sistema de votação e do painel, que propiciou a economia de R$ 93 mil anuais. Com tudo isso, o Legislativo já soma economias de R$ 1,3 milhão agora em 2019, valor que chega a 4% do orçamento previsto para este ano. (Ver matéria na íntegra);

Representação com Pedido de Limimar protocolada pela AMATAU com objetividade de suspender contrato do Painel Eletrônico

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vala, sexta-feira, 06 de dezembro de 2019

Conheça na íntegra a Representação com Pedido de Liminar apresentada pela AMATAU em 26 de janeiro de 2018 vide (Protocolo 050/2018) junto ao MP com objetividade de suspender contrato do Painel Eletrônico que custou aos Cofres Públicos R$ 400 Mil Reais.
Foto: /Divulgação /CMT
Excelentíssimo Senhor Promotor de Justiça Jose Carlos de Oliveira Sampaio

Representação com Pedido de Liminar

Os Amigos Associados de Taubaté, Região Metropolitana do Vale do Paraiba e Litoral Norte, denominada simplesmente AMATAU devidamente registrada sob o CNPJ nº 27.979.010/0001-77, com fortes indícios de fraude em licitação na compra de painel eletrônico e de utilização questionável e seu alto valor, conforme Edital nº 13/2017 – Processo nº 6687/2017 pela Câmara Municipal de Taubaté que superam a razoabilidade, a legalidade, a economicidade, a publicidade e a competição entre empresas fornecedoras de equipamentos eletrônicos e de informática e na defesa do Patrimônio Público, onde deve ser respondida a questão: QUAL A JUSTIFICATIVA PARA O CONTRIBUINTE , QUEM PAGA A CONTA DE FATO, A COMPRA DE UM PAINEL ELETRÔNICO DE R$ 400 MIL?

Vem, perante Vossa Excelência, com fundamento no artigo 129, Inc. III, da Constituição Federal, e no artigo 1º, Inc. IV e onde couber Inc. VIII da Lei 7.347/85, relatar os seguintes fatos em desfavor da CÂMARA MUNICIPAL DE TAUBATÉ, representado judicialmente por seu presidente DIEGO FONSECA NASCIMENTO CPF:216.602.448-38o vice-presidente JOSÉ ADALCIO NUNES COELHO CPF:503.745.326/72 e pelo Diretor Geral KELVI SOARES DE ALMEIDA CPF: 109.731.988-18 com endereço funcional na Câmara Municipal de Taubaté, localizada na Av. Professor Walter Thaumaturgo, 208 - Centro - Taubaté/SP - Cep 12030-040, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos que ensejam a atuação do Ministério Público:

Dos Fatos:

A licitação é feita na exata medida para empresa vencedora, que pelo tipo de equipamento , suspeita-se que a vencedora tenha preparado o edital de LICITAÇÃO, como podemos concluir pela inexplicável viagem a Belo Horizonte do presidente da Câmara Municipal e comitiva e que rendeu a empresa Visual Sistemas Eletrônicos Ltda , CNPJ nº 23.921.349/0001-61, situada a Rua Rio da Espera nº 368, Carlos Prates, Belo Horizonte, MG, CEP 30.710260 um contrato de R$ 400 mil, como segue:

O presidente Diego Fonseca, acompanhado do Diretor-Geral da Câmara, Kelvi Soares; o diretor legislativo, Luis Rodrigo de Andrade e o motorista Fontenelle Rogerio de Campos Ferraz, empreenderam viagem a Belo Horizonte no período compreendido entre 04 e 05 de Julho de 2017 conforme empenhos e reportagem do Jornal Gazeta de Taubaté descritos abaixo:

Redação/ Gazeta de Taubaté, redacao@gazetadetaubate.com.br, 05 de setembro de 2017

Viagem, que custou ao menos R$ 1.710 aos cofres públicos, foi feita no início de julho; apuração do jornal apontou irregularidade na autorização da comitiva, que contou com presença do presidente da Câmara, Diego Fonseca.

A falta de transparência da Câmara de Taubaté com relação às viagens oficiais ganhou mais um episódio. Trata-se de uma viagem a Belo Horizonte no início de julho, mantida em sigilo pelo Legislativo.

A viagem foi descoberta pela reportagem após o lançamento de uma despesa no Portal da Transparência da Câmara: o pagamento de R$ 462 ao Hotel Belo Horizonte Plaza, na capital mineira, no dia 5 de julho.

Em duas ocasiões, a Gazeta de Taubaté solicitou informações ao Legislativo sobre a viagem (quem viajou, qual o objetivo, entre outras informações), mas não obteve respostas.

MISTÉRIO/ Após ouvir fontes, a reportagem descobriu que a viagem teve como objetivo conhecer o sistema de painel eletrônico que foi instalado na Câmara Municipal de Belo Horizonte no ano passado. O equipamento registra a presença dos vereadores e também as votações.

Participaram da viagem quatro pessoas, segundo a apuração: o presidente da Casa, o vereador Diego Fonseca (PSDB); o diretor-geral da Câmara, Kelvi Soares; o diretor legislativo, Luis Rodrigo de Andrade; e um motorista.

Cada um dos três servidores recebeu R$ 367,64, o equivalente a duas diárias de R$ 183,82 – quando há pernoite, o valor é pago em dobro. Já Diego Fonseca recebeu R$ 145,20 para ressarcir despesas de alimentação.

PROBLEMA/ A autorização para a viagem foi dada por Diego Fonseca por meio de determinação da presidência.

Essa medida pode ser adotada em dois casos: em viagens de servidores administrativos, para qualquer localidade, ou em viagens de vereadores, dentro do Estado.

Já as viagens de vereadores para fora do Estado só podem ser autorizadas pelo plenário, com a aprovação de requerimento com esse fim. Isso não aconteceu nesse caso. Ou seja: ao menos em teoria, a presença de Diego na comitiva tornou a viagem a Belo Horizonte irregular.

OUTRO LADO/ Por duas vezes a Gazeta de Taubaté questionou a Câmara sobre essa viagem.

Na primeira, quando a reportagem ainda não tinha obtido os detalhes sobre quem participou e o objetivo da comitiva, a resposta foi apenas de que “todos os processos de viagem atendem às normas legais”.

Na segunda ocasião, o jornal citou as informações obtidas e questionou o motivo da falta de transparência do Legislativo.

Dessa vez, a Câmara alegou que “todas as despesas com as viagens (diárias, ressarcimentos e hospedagens) da Câmara Municipal estão disponíveis no nosso Portal Transparência, homologado pela Justiça e o Ministério Público”.

Sobre o painel eletrônico, a Casa informou que “encontra-se em estudo a sua instalação com o objetivo de garantir mais transparência à deliberação das proposituras e aferição da presença dos vereadores em plenário”.

- Com a inusitada e injustificada licitação voltou a carga o jornal Gazeta de Taubaté com a seguinte noticia:

Redação/ Gazeta de Taubaté, redacao@gazetadetaubate.com.br, 17 de Janeiro de 2018

Câmara de Taubaté compra painel eletrônico por R$ 400 mil

Sistema deverá ser utilizado a partir da retomada das sessões, em 5 de fevereiro, para registrar presença e voto dos vereadores; painel foi inspirado na Câmara de Belo Horizonte, que tem contrato com a mesma empresa.

Quando retomar as sessões ordinárias após o fim do recesso parlamentar, em 5 de fevereiro, a Câmara de Taubaté deverá exibir uma novidade: um sistema de painel eletrônico, que irá registrar a presença e o voto dos vereadores.

O processo para aquisição do sistema foi rápido e feito sem alarde. Lançada em 8 de dezembro, a licitação foi encerrada no dia 20 do mesmo mês.

No dia 8 de janeiro já foi assinado o contrato com a empresa Visual Sistemas, de Belo Horizonte, que venceu outra concorrente com a proposta de R$ 400 mil pelo serviço – o valor máximo era R$ 407 mil.

Além de fornecer o equipamento, a empresa ficará responsável, pelos próximos 12 meses, pela manutenção do sistema.

PAINEL/ Segundo o edital, o painel eletrônico será composto por seis telas e terá, ao todo, 3,60m de largura e 1,20m de altura.

A mesa de cada um dos 19 vereadores será equipada com um terminal biométrico para registro de presença e voto.

O painel também deverá registrar, entre outras coisas, o tempo de fala de cada parlamentar e o horário de início e encerramento das sessões.

AQUISIÇÃO/ A intenção de comprar um painel eletrônico foi manifestada pelo presidente da Câmara, Diego Fonseca (PSDB), em junho de 2017.

O anúncio foi uma resposta do tucano a um episódio ocorrido na sessão anterior, quando ele foi criticado por moradores após registrar presença para a vereadora Gorete Toledo (DEM), que não estava no plenário.

Em julho, Diego integrou uma comitiva do Legislativo que viajou para Belo Horizonte para conhecer o painel instalado na Câmara da capital mineira, que foi adquirido justamente da Visual Sistemas.

O ato desrespeitou as normas internas da Câmara de Taubaté, já que viagens para outro estado precisam ser aprovadas pelo plenário, o que não ocorreu.

Questionado pela reportagem, o Legislativo alegou que a compra do painel permitirá “maior transparência nas votações dos projetos”.

- DIRECIONAMENTO

Juntando a viagem a Belo Horizonte com a licitação iniciada dia 8 de dezembro e homologada em 20 de dezembro de 2017, mesmo estando conforme determina o inc. V do art. 4º da Lei nº 10.520/02, ou seja em apenas 8 dias uteis se consumou um processo de compra de um equipamento de R$ 400 mil no apagar das luzes de 2017, vem nos a memoria o dito popular “ nem tudo que é legal , é moral”, caso que sugere a coincidência do vencedor ter sido justamente a empresa visitada pela comitiva taubateana em Belo Horizonte, torna o que seria uma simples suspeita, numa falta grave que encontramos nos artigos 90 e 91 da Lei 8666/93 a explicação pela celeridade dos agentes políticos: 
Dos Crimes e das Penas

Art. 90. Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação:

Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Art. 91. Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a Administração, dando causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato, cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

PUBLICAÇÕES DOS BOLETINS LEGISLATIVOS SOBRE O ANDAMENTO DA LICITAÇÃO MOTIVO DESTA REPRESENTAÇÃO:

1 - Lançamento do Edital 13/2017 em 08/12/2017

BOLETIM LEGISLATIVO 1129
PREGÃO PRESENCIAL Nº 13/2017
PROCESSO Nº 6687/2017
CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM FORNECIMENTO, INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMA INTEGRADO PARA GESTÃO DOS TRABALHOS LEGISLATIVOS.

A Câmara Municipal de Taubaté realizará licitação na modalidade pregão presencial, pelo critério de MENOR PREÇO, para contratação de empresa especializada para fornecimento, instalação, configuração e manutenção de sistema integrado para gestão dos trabalhos legislativos. A cópia do edital poderá ser consultada gratuitamente e obtida na sede da Câmara Municipal de Taubaté, ou acessando o sitio oficial na internet: http://www.camarataubate.sp.gov.br/licitacoes.

No dia 20 de dezembro de 2017, às 09 horas, na sede da Câmara Municipal, será realizada sessão pública única para credenciamento, recebimento da documentação necessária para participação, e recebimento do envelope de proposta de preços e do envelope de habilitação. As propostas poderão ser entregues antecipadamente no setor de Protocolo.

Taubaté, 08 de dezembro de 2017.
Vereador José Adalcio Nunes Coelho
1º Vice-Presidente no exercício da presidência

2 – Homologação e Autorização para Contratação em 20/12/2017

BOLETIM LEGISLATIVO 1132
PREGÃO PRESENCIAL Nº 13/2017
PROCESSO Nº 6687/2017
CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM FORNECIMENTO,

INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMA INTEGRADO PARA GESTÃO DOS TRABALHOS LEGISLATIVOS.

Homologo o julgamento procedido pelo pregoeiro e autorizo a contratação do objeto desta licitação, Lote de nº 01, no valor total de R$ 400.000,00 da Visual Sistemas Eletrônicos Ltda.

Publique-se.
Taubaté, 20 de dezembro de 2017.
Vereador José Adalcio Nunes Coelho
1° Vice-Presidente no exercício da presidência

3 – Extrato do Contrato publicado em 12/01/2018

BOLETIM LEGISLATIVO 1133
EXTRATO DE CONTRATO
PROCESSO: nº. 6687/2017
MODALIDADE: Pregão nº. 13/2017 (Lei Federal nº 10.520/02 e nº 8.666/93 e suas alterações).
Contratante: CÂMARA MUNICIPAL DE TAUBATÉ
Contratada: Visual Sistemas Eletrônicos Ltda.
Objeto: Contratação de empresa especializada em fornecimento, instalação, configuração e manutenção de sistema integrado para gestão dos trabalhos legislativos.
Valor Total: R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais).
Prazo: 12 (doze) meses a partir de 08 de janeiro de 2018.

Dotação Orçamentária: 4.4.90.52.35 - equipamento de processamento de dados; 3.3.90.39.99 – outros serviços de terceiros pessoa jurídica; 3.3.90.30.26 - material elétrico e eletrônico; 3.3.90.39.05 – serviços técnicos profissionais; 3.3.90.39.48 - serviço de seleção e treinamento e 3.3.90.39.99 - outros serviços de terceiros pessoa jurídica.

- Do ponto de vista probatório, todos os documentos necessários para o conhecimento e a demonstração da realidade dos fatos aduzidos na presente demanda foram juntados com a presente representação, exceto o processo de compra completo que corrobora a suspeita de fraude em licitação foi requerido a Câmara Municipal em 16/01/2018 com prazo de 20 dias para entrega dos documentos conforme lei 12527/11.

No caso em tela, vislumbra-se plenamente a fraude licitatória e direcionamento, como nos ensina a publicação FRAUDES EM LICITAÇÕES E CONTRATOS Volume I, do Ministério Publico do Estado de São Paulo onde diz:

“1. FRAUDE NA ELABORAÇÃO DO ATO CONVOCATÓRIO

As principais fraudes relacionadas à formulação do edital referem-se à descrição do objeto a ser comprado ou contratado e condição de habilitação para as empresas. É estratégia frequente a exigência de qualificações técnicas muito detalhadas e específicas para a prestação de serviço ou compra de produto geralmente beneficiando apenas um dos concorrentes.”

Indícios de Irregularidades que podem ser observados no Edital:

- O SOBREPREÇO, ou seja, a cobrança de preços superiores aos de mercado. Por exemplo, quando um monitor de 46” encontrado no mercado por R$ 2,5 mil e lançado o valor de referencia a R$ 9,8 mil, o sobrepreço geralmente é acompanhado do direcionamento ou dispensa da licitação e pode também ser consequência de acordo prévio entre os concorrentes ou o licitante.

- O DIRECIONAMENTO da licitação também é comum durante os processos. A estratégia mais frequente é a exigência de qualificações técnicas muito detalhadas e específicas para prestação de serviço ou compra de produto, geralmente beneficiando apenas um dos concorrentes.

Exemplo de Direcionamento do Edital, tendo como exemplo o edital 13/2017:

O que diz a clausula 6 do edital:

“6. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À PARTICIPAÇÃO“

“......6.1. Os seguintes documentos deverão ser entregues pelas licitantes, fora dos envelopes:

f) Atestado de capacidade técnica, fornecido por pessoa jurídica de direito público ou privado, que contemple, no mínimo, a execução a contento da parte de maior relevância desta licitação: instalação e fornecimento de painel eletrônico de votação, manutenção de sistema de painel eletrônico, MANUTENÇÃO DE TERMINAL DE BIOMETRIA DE PALMA; configuração de softwares de sistema de votação;

- É motivo de constantes denuncias que até os PREGÕES, PRESENCIAIS OU ELETRÔNICOS, NÃO ESTÃO IMUNES ÀS IRREGULARIDADES. No caso dos presenciais, existe a possibilidade de acordo antecipado entre os participantes, caso em que a licitação esta viciada, ou seja apenas um concorrente e sua participação é apenas pró forma para dar aparência de regularidade no certame.

Muito embora o edital informe a relevância da MANUTENÇÃO DE TERMINAL DE BIOMETRIA DE PALMA, tal situação não pode prosperar haja vista que a lei federal nº8.666/93 assim determina:

Art. 30 (...)
I - capacitação técnico-profissional: comprovação do licitante de possuir em seu quadro permanente, na data prevista para entrega da proposta, profissional de nível superior ou outro devidamente reconhecido pela entidade competente, detentor de atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou serviço de características semelhantes, limitadas estas exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor significativo do objeto da licitação, vedadas as exigências de quantidades mínimas ou prazos máximos;

§ 3º – Será sempre admitida a comprovação de aptidão através de certidões ou atestados de obras ou serviços similares de complexidade tecnológica e operacional equivalente ou superior.

Neste item, o que deve ser exigido é atestado de fornecimento e manutenção de terminal de votação , painel eletrônico e que contemple a tecnologia de biometria de forma abrangente e não de forma tão detalhada.

- OUTRA FORMA DE FRAUDE - MASCARAMENTO DO OBJETO LICITADO:

Existem no pais dezenas de empresas prestadoras de serviço de monitoramento de editais de licitação abrangendo todas as instâncias de Governo, seja Federal, Estadual, Municipal , Legislativo e Judiciário, que consiste em separar os editais lançados por produto/serviço e encaminhar aos seus clientes que pretendem disputar determinada licitação em seu nicho de atuação, mas como a seleção se dá via sistema por palavra chave, uma licitação como no caso em tela , que na realidade é um painel eletrônico de votação, mas leva o pomposo nome de “ CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM FORNECIMENTO, INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMA INTEGRADO PARA GESTÃO DOS TRABALHOS LEGISLATIVOS.”, não podemos ignorar o fato que os orçamentos de referência estão direcionados a favorecer a atual empresa contratada haja vista que não houve REALMENTE pesquisa de mercado de solução tecnológica que seja economicamente mais viável para a Casa Legislativa através das empresas com experiência em sistemas de votação eletrônica parlamentar, porém, caso de consulta a outra empresa , por exemplo a SPIDER, tenha fornecido orçamentos , servem tão somente para fins de formalidade administrativa, pois não é fabricante ou fornecedora de sistema de votação parlamentar e nunca forneceu sistema eletrônico de votação, mas estranhamente fornece orçamento de sistema de votação eletrônica sem que haja registro de participação em processos licitatórios deste gênero, pois são empresas que fornecem para a iniciativa privada ou pública painéis eletrônicos, entretanto, LONGE de terem a capacidade técnica ou condições de habilitação para executar o contrato objeto desta licitação.

- RESUMO

O ponto principal do direcionamento neste edital está na previsão de exigência em atestado de capacidade técnica da tecnologia de biometria na palma da mão. Não há necessidade de utilizar terminal com sistema biométrico com a funcionalidade da palma da mão, pois a funcionalidade fingerprint, além de mais barata garante a mesma funcionalidade do modelo da palma da mão, isto é, a exigência da biometria da palma da mão é mero engodo para direcionar a licitação, pois não tem justificativa para adoção deste produto.

Isto significa que tal tecnologia não é adotada para sistemas de votação eletrônica parlamentar, mas sim em sistemas bancários visando a segurança do cliente, isto porque o sistema biométrico fingerprint (também previsto no edital), é a solução tecnológica comumente adotada.

Desta forma, ao exigir atestado de capacidade técnica que tenha de comprovar tecnologia que somente uma empresa detém, onde nem mesmo outras empresas jamais utilizaram tal tecnologia fatalmente direciona e favorece a licitação para a empresa Visual Sistemas Eletrônicos Ltda.

Tal solução não se justifica para o sistema de votação eletrônica nem de acesso, pois o sistema biométrico visa identificar o parlamentar que registrar o voto ou sua presença no local, enquanto o sistema biométrico da palma da mão visa tão somente a segurança de acesso. Por isto, tal solução tecnológica é adotada em sistemas bancários, sendo supérfluo e direcionar para o presente caso.

E quanto ao mascaramento da licitação acabou deixando varias empresas fora do certame que poderia certamente derrubar os valores em pelo menos 25%, que é a media em licitações onde se apresentam vários fornecedores.

No mesmo limbo denota-se que o edital ao exigir o detalhamento exacerbado da regra que estabelece a exigência do licitante em fornecer 06 monitores profissionais LCD 46” com borda total máxima entre os monitores de 6mm demonstra restrição a ampla competitividade já que exige objeto idêntico ao licitado. Ora, uma situação é caso peculiar que se insere no objeto a ser executado pela empresa contratada de modo que atenda a necessidade da Câmara Municipal de Taubaté outra situação é exigir que o atestado de capacidade técnica que provém de objeto fornecido pela licitante para outro cliente tenha as mesmas características estruturais.

Plausível é a comprovação de experiência de fornecimento de painel vídeo wall com pelo menos 6 monitores, entretanto se torna abusiva no momento que exige o detalhamento que deve haver borda total máxima entre os monitores de 6mm, pois esta regra deverá ser cumprida pela empresa contratada, mas necessariamente não é uma condição de para a administração pública assegurar-se se a licitante possui ou não capacidade técnica.

Tal determinação destina-se, portanto, a assegurar o vínculo de pertinência entre o requisito de experiência anterior e o objeto licitado.

Fica a lição do ilustre administrativista Adilson Dallari, em sua obra, verbis: "A doutrina e a jurisprudência indicam que, no tocante à fase de habilitação, como o objetivo dessa fase é verificar se aquelas pessoas que pretendem contratar têm ou não condições para contratar (essa é a essência, isto é o fundamento), interessa para a Administração receber o maior número de proponentes, porque, quanto maior a concorrência, maior será a possibilidade de encontrar condições vantajosas”.

Contudo, ao passo que no presente certame traz consigo cláusulas que comprometem a disputa, a Administração fica inviabilizada de analisar uma oferta extremamente vantajosa em sua técnica e preço, impossibilitando até mesmo que uma das empresas mais capacitadas possa ser selecionada à contratação.

DOS PEDIDOS

Ante o exposto, por mais que o crédulo contribuinte, que sofra de miopia conveniente queira acreditar no caráter e honestidade dos responsáveis, são necessárias medidas que comtemplem a imediata resposta ao conjunto da sociedade sobre o controle do dinheiro público como segue:

a) Verifique-se a real necessidade da compra de Painel Eletrônico, sabidamente que a Câmara local tem 19 vereadores e um corpo administrativo com mais de 200 servidores entre comissionados e concursados, onde podemos encontrar técnicos, analistas e consultores que estão diretamente ligados a atividade legislativa e podem realizar o controle de frequência e votações sem necessidade de compra desta magnitude, considerando que a Manutenção durante 12 meses será de R$ 93 mil, e a renovação vai ser ad eternum, pois a empresa vencedora da venda dos equipamentos é a proprietária do programa operacional do sistema.

b) solicitação da tutela antecipada, determinando à Câmara Municipal de Taubaté, QUE SUSPENDA IMEDIATAMENTE O CONTRATO ORA HOMOLOGADO.

c) Confirmando-se conduta inidônea e improbidade administrativa praticada pelo presidente da Câmara Diego Fonseca Nascimento, vice-presidente José Adalcio Nunes Coelho e seu diretor geral Kelvi Soares de Almeida, que sejam processados e punidos na forma da lei.

ANEXOS

1 – CNPJ AMATAU
2 – Edital nº 13/2017

- Diante do exposto, considerando que os fatos acima narrados caracterizam, em tese, ofensa aos princípios moralidade, a impessoalidade e a economicidade no exercício de cargo publico, requer-se ao Ministério Publico do Estado de São Paulo, sejam tomadas as providências cabíveis.

Taubaté, 25 de janeiro de 2018

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Ortiz recorre de liminar, mas suspende repasses a sindicato de Taubaté

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Infor Rede Vale, sexta-feira 29 de novembro de 2019

Por enquanto, prefeitura fará repasses referentes ao plano de saúde dos servidores diretamente às operadoras, e não mais com intermediação do sindicato; decisão ocorreu após MP apontar 'fraude contábil' por parte da entidade
Plano. Desde dezembro de 2014 sindicato intermediava benefício
Foto: / Arquivo/ OVALE
A matéira é do Jornal 'OVALE' desta sexta-feira (29) por Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale

O governo Ortiz Junior (PSDB) recorreu da decisão da Justiça de Taubaté que, após o Ministério Público apontar a existência de "fraude contábil" na atuação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, determinou que a prefeitura suspendesse os repasses mensais feitos à entidade, que desde dezembro de 2014 fazia a intermediação do plano de saúde dos funcionários do município. Apesar do recurso, a gestão tucana informou que já "suspendeu os repasses ao sindicato e passará a efetuá-los às operadoras".

Em 1º de novembro, quando a liminar foi expedida pelo juiz Anderson da Silva Almeida, da Vara da Fazenda Pública, a prefeitura chegou a alegar que a decisão poderia "trazer prejuízos aos servidores". Agora, em nota, o governo Ortiz afirmou que a mudança não trará "qualquer prejuízo aos servidores".

O sindicato, que no início do mês argumentou que a decisão era "inexequível e descabida" e que prejudicaria o serviço, com danos ao erário, agora não comentou o caso, sob a justificativa de que o processo está em segredo de Justiça.

Leia também:






A "fraude contábil", de acordo com a denúncia do MP, tem origem no valor que é cobrado dos servidores: embora as operadoras de saúde estabeleçam as faixas de acordo com a idade, o sindicato mantém uma tabela de acordo com a faixa salarial. Segundo o MP, em apenas 10 meses analisados, o sindicato recebeu R$ 1,659 milhão a mais do que deveria. Uma perícia completa deve ser solicitada para avaliar o 'superavit' acumulado nos quase cinco anos de contrato.

Os repasses, feitos pela prefeitura, incluem valores descontados diretamente dos salários dos funcionários e também o subsídio pago pelo município. Tanto o governo Ortiz quanto o sindicato negam qualquer irregularidade.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

PF faz operação contra fraude na compra de merenda em 27 cidades de SP

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Infor Rede Vale, terça-feira 26 de novembro de 2019

Mandados foram expedidos pela Justiça de Ribeirão Preto. Esquema foi descoberto após MPF e PF identificarem fraudes em licitações vencidas por frigorífico em Brodowski, em abril de 2018.
A matéria é do Portal de Notícias G1 por Bruno Tavares, TV Globo, e Thaisa Figueiredo, G1 Ribeirão Preto e Franca

O Ministério Público Federal, em conjunto com a Polícia Federal (PF), faz uma operação nesta terça-feira (26) contra um esquema de fraude na compra de merenda escolar em prefeituras do estado de São PauloCerca de 240 policiais prenderam 20 suspeitos e cumpriram 55 mandados de busca e apreensão. Sete investigados são foragidos, mas dois deles devem se apresentar na quarta-feira (27).

Os presos foram levados para as sedes da PF em Santos, capital, Piracicaba, Sorocaba, Campinas, Araraquara e Ribeirão Preto.

Entre os alvos de busca estão ex-prefeitos de Franca (SP), Cubatão (SP) e São Roque (SP), uma vereadora e a Câmara dos Vereadores em Guarujá (SP), e os gabinetes das prefeituras de Taquaritinga (SP), Jandira (SP) e Cubatão (SP).

(CORREÇÃO: o G1 errou ao informar que a agentes e ex-agentes públicos da Prefeitura de Guarujá estão entre alvos. A informação foi corrigida às 10h17).

Em São José do Rio Preto (SP), um empresário que atua no ramo de material escolar foi preso em casaem um condomínio de luxo na região sul. Além da prisão, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. O suspeito foi levado para a sede da PF.

São cumpridos mandados de prisão contra cinco ex-secretários de prefeituras, dois secretários em exercício, um procurador de Justiça em exercício, quatro funcionários públicos, quatro lobistas e três empresários.


As ordens de prisão foram expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal de Ribeirão Preto (SP). Também foi determinado o bloqueio no valor de R$ 2 bilhões em bens dos suspeitos.

A operação Cadeia Alimentar II apura irregularidades em 27 municípios paulistas, mas a polícia afirma que as irregularidades atingiram 50 cidades.

Cidades alvos nesta terça-feira:

Americana: 3 mandados prisão e 3 busca/apreensão;
Atibaia: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
Campinas: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
Cotia: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
Cubatão: 1 mandado de prisão e 4 busca/apreensão;
Franca: 2 mandados de prisão e 3 busca/apreensão;
Garça: 1 mandado de busca/apreensão;
Guarujá: 2 mandados de busca/apreensão;
Itapevi: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
Jandira: 1 busca/apreensão;
Matão: 1 mandado de prisão e 2 busca/apreensão;
Orlândia: 1 mandado de busca/apreensão;
Osasco: 1 mandado de busca/apreensão;
Paulínia: 4 mandados de busca/apreensão;
Praia Grande: 2 mandados de busca/apreensão;
Rio Claro: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
Santos: 2 mandados de prisão e 2 busca/apreensão;
São Carlos: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
São Joaquim da Barra: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
São José do Rio Preto: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
São Paulo: 3 mandados de prisão e 8 busca/apreensão;
São Roque: 2 mandados de prisão e 3 busca/apreensão;
São Vicente: 2 mandados de prisão e 5 busca/apreensão;
Sorocaba: 1 mandado de prisão e 2 busca/apreensão;
Sumaré: 1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão;
Taquaritinga: 1 mandado de prisão e 3 busca/apreensão;
Votorantim: 1 mandado de busca/apreensão.

Em nota, a PF informou que as medidas executadas nesta terça-feira visam coletar elementos que complementem informações obtidas em colaboração premiada firmada com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) por dois investigados na primeira fase da operação, deflagrada em abril de 2018.

Segundo o MPF, o esquema foi capitaneado por um frigorífico em Brodowski (SP), com o auxílio de outras firmas do mesmo grupo. As licitações eram direcionadas para favorecer empresas em troca do pagamento de propina estimada em 10% do valor dos contratos.

As fraudes ainda consistiam em simulação de concorrência, ajuste prévio de preços e elaboração de editais com exigências para limitar a participação de outros interessados. Concluído o processo, o frigorífico fornecia os produtos superfaturados ou sequer os entregava, mesmo tendo recebido o pagamento.

De acordo com a PF, os suspeitos responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica, corrupção ativa, prevaricação e corrupção passiva. Somadas, as penas podem chegar a 28 anos de prisão.

Uma coletiva de imprensa está prevista para esta manhã na delegacia da PF em Ribeirão Preto.

Operação do MP investiga fraude em licitações na Prefeitura e Câmara de Campos do Jordão

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Infor Rede Vale, terça-feira 26 de novembro de 2019

Suspeita do órgão é de superfaturamento na prestação de serviços de informática. A ação cumpre 26 mandados de busca e apreensão em outras oito cidades, incluindo a capital paulista.
Operação do Ministério Público investiga fraude em licitações na Prefeitura e Câmara de Campos do Jordão — Foto: Fábio França/ G1

A matéria é do Portal de Notícias G1 Vale do Paraíba e Região desta terça-feira (26)

O Ministério Público realiza uma operação na manhã desta terça-feira (26) para investigar fraude em licitações na Prefeitura e Câmara de Campos do Jordão. A suspeita do órgão é de superfaturamento na prestação de serviços de informática.

A ação cumpre 26 mandados em Campos do Jordão e outras oito cidades, incluindo a capital paulista. O trabalho é feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), resultado de uma apuração em conjunto do MP e do Tribunal de Contas do Estado. Policiais militares também participam da operação.

Segundo o Gaeco, empresas de um mesmo grupo familiar, em conluio com outras empresas, fraudam licitações para o fornecimento de sistemas de informática para prefeituras e câmaras no Estado. Além do superfaturamento, as empresas também eram contratadas por serviços que não eram prestados.

A Operação Reboot cumpre 26 mandados de busca e apreensão e tem como alvos a Prefeitura e Câmara de Campos do Jordão.

Também são cumpridos mandados em Caçapava, Pindamonhangaba, Taubaté, Cotia, Barueri, Poá, Santo André e Capital. Os alvos nas demais cidades não foram informados pelo MP.

Em nota, a Prefeitura de Campos do Jordão informou que está "colaborando com o Ministério Público e demais órgãos de controle, que investigam a atuação da empresa privada". Disse ainda que forneceu todos os documentos necessários à investigação.

A Câmara de Campos do Jordão informou que foram solicitados documentos referentes a licitações ocorridas entre 2006 e 2007 e que tudo foi fornecido. Disse ainda que a Câmara colabora com as investigações.

domingo, 17 de novembro de 2019

Após ter pedido negado, MP insiste no TJ para que o vereador seja afastado do cargo

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Infor Rede Vale, segunda-feira, 18 de novembro de 2019

TJ julga em dezembro pedido de afastamento de Bilili da Câmara de Taubaté

Após ter pedido negado em primeira instância, MP insiste no TJ para que o vereador seja afastado do cargo; a Promotoria aponta risco de obstrução ao processo em que tucano é réu, por um suposto esquema de 'fura fila'.
Denunciado. Bilili é acusado de encabeçar um esquema 'fura fila' - Foto:/ Divulgação.
A matéria é do Jornal 'OVALE', de 11 de novembro por Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale

O Tribunal de Justiça agendou para o dia 3 de dezembro o julgamento do recurso em que o Ministério Público insiste no afastamento cautelar do vereador Bilili de Angelis (PSDB), de Taubaté, que é réu por improbidade administrativa por suposto envolvimento em um esquema para 'furar fila' de exames e consultas na rede pública de saúde.

A apelação será analisada pela 3ª Câmara de Direito Público do TJ, que é formada por três desembargadores. No dia 29 de maio, Encinas Manfré, que é o relator, negou a liminar solicitada pela Promotoria.

Esse pedido já havia sido feito em primeira instância, à Vara da Fazenda Pública de Taubaté, mas acabou negado em 20 de maio.

No recurso ao TJ, a Promotoria também insiste para que técnicos do MP sejam autorizados a extrair informações contidas na memória dos computadores do gabinete de Bilili. Para justificar os pedidos, a Promotoria alegou que o vereador pode tentar obstruir o processo, citando que o tucano noticiou que o notebook da Câmara que ficava à disposição dele - e que era alvo de um pedido do MP - foi furtado no início do ano.

FURA FILA.

Segundo a denúncia, o esquema é encabeçado por Bilili e conta com a participação de mais seis pessoas, entre assessoras do parlamentar e funcionárias da Secretaria de Saúde do Estado e do Hospital Regional. Em maio, os sete citados viraram réus por improbidade administrativa. O MP diz que, em 2013, o vereador montou um esquema para agilizar o agendamento de procedimentos de saúde em troca de dividendos eleitorais.

Bilili, que está com os bens bloqueados, nega as acusações, mas a Promotoria diz que duas das rés confessaram a participação no esquema - uma ex-assessora do vereador e uma ex-funcionária do HR.

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Em defesa apresentada à Justiça, Bilili pediu a anulação da ação, com o argumento de que a denúncia se base em uma prova ilícita, que seria uma "gravação clandestina realizada por um inimigo político declarado". Esse apontamento se refere a uma gravação em que o ex-vereador Joffre Neto (PSB) conversa com uma ex-assessora do tucano, que relatou participação no agendamento de procedimentos e transporte de pacientes - foi essa gravação que deu origem à investigação da Promotoria.

Na defesa apresentada, Bilili diz que eventual afastamento do cargo seria um "prejuízo à ordem democrática" e que não houve dolo em sua atuação - ele alega que apenas faz a intermediação de pedidos a hospitais, mas de maneira formal e sem prejuízo à população, pois os encaixes seriam feitos nas vagas de desistentes..

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