Infor Rede Vale, quarta-feira, 22 de maio de 2019
A Justiça de Taubaté aceitou a ação em que o Ministério Público havia denunciado o vereador Bilili de Angelis (PSDB) e mais seis pessoas, entre assessoras do parlamentar e funcionárias da Secretaria de Saúde do Estado e do Hospital Regional, por suposto envolvimento em um esquema para ‘furar fila’ de exames e consultas na rede pública de saúde.
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| Vereador Bilili de Angelis |
Com o recebimento da inicial, o tucano e as outras citadas passam a figurar como réus no processo de improbidade administrativa.
A próxima etapa deve ser a produção de provas, tanto testemunhais como periciais.
Segundo a denúncia, em 2013 Bilili montou um esquema para agilizar o agendamento de procedimentos de saúde em troca de dividendos eleitorais. O MP aponta que foram detectados acessos ao sistema da Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços da Saúde) que teriam sido feitos por meio de computadores do gabinete do vereador e de aparelhos de uma assessora.
Bilili nega as acusações, mas a Promotoria diz que duas das rés confessaram a participação no esquema – uma ex-assessora do vereador e uma ex-funcionária do HR.
PEDIDOS NEGADOS.
Na mesma decisão em que aceitou a ação, o juiz Paulo Roberto da Silva, da Vara da Fazenda Pública, negou o pedido do MP para que Bilili fosse afastado do cargo provisoriamente.
O magistrado também negou o pedido para que seja determinada a quebra do sigilo de e-mails do tucano. O juiz apontou que isso poderá ser feito posteriormente.
A decisão deu 15 dias para que a Câmara preste informações sobre o notebook que, segundo Bilili, foi furtado de seu escritório político em janeiro. Uma das dúvidas é se o aparelho possuía algum sistema que permite sua localização em caso de perda ou roubo.
O juiz ainda manteve o bloqueio de bens do vereador até o limite de R$ 836 mil, mas limitou a medida a 38 imóveis que o tucano tem em Tremembé, que estariam avaliados em R$ 883 mil.
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