Infor Rede Vale, quinta-feira 11 de abril de 2019
Operação investiga desvio de R$ 40 milhões em aporte feito por estatal do setor elétrico do governo de Minas Gerais em empresas de energia eólica
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| Foto: Divulgação/Receita Federal: Grupo criminoso teria desviado ao menos R$ 40 milhões de um aporte de R$ 810 milhões feito pela empresa Cemig Geração e Transmissão |
Xandu Alves | a
Uma empresa de Taubaté é um dos alvos da operação “E o vento levou”, deflagrada na manhã desta quinta-feira pela Receita Federal e Polícia Federal.
A ação faz parte da quarta fase da Operação Descarte, que investiga operações fraudulentas para esconder crimes de sonegação fiscal, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, associação criminosa e falsidade ideológica.
O nome da empresa de Taubaté investigada não foi revelado em razão de “sigilo fiscal”, segundo a Receita Federal. OVALE apurou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido em imóvel na avenida Itália, na região da Independência.
Ao todo, os agentes estão cumprindo 26 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e escritórios dos investigados e de pessoas ligadas à organização criminosa.
Há mandados em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No território paulista, são 10 na capital, dois em Mogi das Cruzes e um em Taubaté.
De acordo com a Receita Federal, o grupo criminoso teria desviado ao menos R$ 40 milhões de um aporte de R$ 810 milhões feito pela empresa Cemig Geração e Transmissão, companhia de capital aberto controlada pelo governo de Minas Gerais, em empresa de energia eólica, a Renova Energia SA.
O dinheiro teria sido desviado, ainda segundo o Fisco, por meio de “diversos contratos fraudulentos, com o objetivo de obter dinheiro em espécie e remessas ilegais ao exterior. As investigações revelaram que o dinheiro em espécie teria sido entregue a diversas pessoas”.


















