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domingo, 27 de outubro de 2019

Ortiz Processa Moradores: 'De Olho Taubaté' traz maiores informações sobre a 'audiência de conciliação'

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, domingo 27 de outubro de 2019

A página 'De Olho Taubaté' que conta hoje com mais de 90 Mil entre seguidores(as) apresentou nesta última sexta-feira (25) uma 'Nota' sobre o andamnto do processo que foi ajuizado pelo Prefeito Ortiz Júnior (PSDB) diante de um post compartilhado em 18 de agosto pela página.

A audiência de conciliação ocorreu nesta sexta-feira 25 de outubro de 2019

Foto: Divulgação/ Página 'De Olho Taubaté'
O perfil compartilhou um vídeo, postado por outra página, que resgatou trechos da campanha eleitoral de 2012. No material o tucano, que ainda não era prefeito, dizia que os servidores não eram bem tratados, e que se ele fosse eleito, os funcionários seriam valorizados. O vídeo tinha os dizeres "profeta dos dias atuais" e "o mentiroso".


Ortiz então, entrou com ação em 13 de setembro contra a página De Olho Taubaté e contra os autores dela, os senhores Luiz Gustavo Dias e Jonata Donizete. No processo o tucano pede dano moral de R$ 15 Mil e uma retratação na página.

Confira na íntegra a transcrição da Nota apresentada pela página:


Aos nossos seguidores!!

"Ontem nós compartilhamos sobre o processo que sofremos por um vídeo em nossa página em que criticava o prefeito da cidade de Taubaté por não cumprir com o prometido em campanha e hoje no período da manhã ocorreu a audiência de tentativa de conciliação. 
Nos propuseram um acordo em que nos retratássemos da suposta ofensa que na nossa opinião não ocorreu, mas sim uma crítica de gestão da atual administração do município de Taubaté, porém o que queremos falar aqui é que somos trabalhadores e pessoas simples sem condições financeiras para pagar um processo de R$ 15.000,00, pois não temos nem perto tal valor.
Apesar de sermos pessoas humildes recebemos de nossos pais educação e princípios, sendo educados para irmos até o final do que acreditamos e pensamos.
O que queremos falar aqui é que seria muito mais fácil voltarmos atrás e mudarmos de opinião para evitar um processo cível e criminal, mas perderíamos a credibilidade com todos vocês. Assim, preferimos arriscar e enfrentar uma possível penalidade, mas não vamos desistir, pois amanhã isso poderá ser VOCÊ.
Graças a Deus temos recebido apoio para enfrentarmos essa batalha que sequer imaginamos o resultados, mas não nos venderemos.
Pedimos desculpas para alguém que se sentiu ofendido por nossas postagens em algum momento desses anos de existência, pois nossa intenção sempre foi informa-los, trazer alegria nesse período que nosso país tem passado nos últimos anos e incentivar opiniões.
Obrigado a todos que nos apoiam e contamos com sua torcida, mas NUNCA voltem atrás daquilo que acreditam por mais que o oponente seja muito mais forte que você.
Muito obrigado doutor Rafael Furukawa, por nos representar", completa a Nota!

Leia também:

"Democracia" é um Direito Constituído.

Carta Magna/ Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” (CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 1988, art. 1º, grifo nosso) Partindo do princípio insculpido na nossa Carta Magna, todo o poder emana do povo, para o povo. E as Casas Legislativas do nosso país são as legítimas representantes da voz popular. Sendo assim, cabe a nós, vereadores eleitos e eleitas, a ouvir a população. Mais do que isso, dar espaço para que elas utilizem a Casa do Povo, a Câmara Municipal, como seu local de fala.

A liberdade de expressão, sobretudo sobre política e questões públicas é o suporte vital de qualquer democracia.

"O princípio da liberdade de expressão deve ser protegido pela constituição de uma democracia, impedindo os ramos legislativo e executivo do governo de impor a censura".

Diversas páginas estão em 'apoio' a Página 'De Olho Taubaté'.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Promotoria 'apoia' decisão da Câmara, e Justiça nega suspender cessão de veículos

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, sábado 16 de fevereiro de 2019

O 'Boletim Legislativo' desta sexta-feira (15) destacou duas notícias já esperada pela Sociedade Taubateana sendo elas, 'a autorização da Transferência de 12 Veículos da Frota Oficial da Câmara para à Prefeitura' assim como, o Pedido de Cassação do atual Presidente da Casa de Leis Boanerge dos Santos.

Faz saber;


No parecer que nega a liminar, MP argumenta que autores da ação estariam “alimentando desgaste à imagem do chefe do Poder Legislativo”

Foto Reprodução Imprensa CMT/ Lincoln Santiago


O juiz Paulo Roberto da Silva, da Vara da Fazenda Pública de Taubaté, negou pedido de medida liminar para suspensão dos Atos nº 1 e 2 da Mesa da Câmara que transferem veículos da frota oficial do Legislativo para a Prefeitura. A ação foi promovida pelos advogados Luiz Guilherme de Paiva e Lucas do Patrocínio Lousada

Na decisão, expedida dia 14, o juiz afirma que os veículos a serem transferidos à Prefeitura “poderão ser úteis aos munícipes, ficando disponíveis para que o chefe do Poder Executivo possa destiná-los com mais intensidade a servir os cidadãos desta cidade, e via reflexo, economizar cifras para a Câmara e evitar que o Poder Executivo tenha que despender mais com possíveis aquisições de veículos a atender às suas necessidades”

O juiz discorda dos argumentos dos advogados de que a cessão de veículos inibiria a atuação de parlamentares na fiscalização dos atos do Executivo e lembra que o Ministério Público também opinou pelo indeferimento do pedido de tutela de urgência para suspensão da transferência de veículos.

O MP argumentou, no parecer que nega a liminar, que os autores da ação estariam “alimentando desgaste à imagem do chefe do Poder Legislativo, de forma a municiar os agentes públicos descontentes com a medida que visa adotar”.

Defendeu a cessão dos veículos, afirmando que a medida tem “cunho moralizador”, que é “digna de aplausos” e que “expressa o sentimento do povo brasileiro, que anseia por mudança na forma de administração da coisa pública”


Pedido de Cassação/ A Comissão de Ética rejeitou o pedido de cassação de mandato de Boanerge e arquivou denúncia contra presidente.

A Comissão de Ética da Câmara de Taubaté conclui pelo arquivamento da representação protocolada em 31 de janeiro pelos advogados Marcos Vinícius de Melo Freitas, Luiz Guilherme de Paiva Vianna e Lucas do Patrocínio Lousada contra o presidente da Câmara, vereador Boanerge (PTB).

No relatório emitido dia 12 de fevereiro, a Comissão conclui que os advogados não têm legitimidade para pedir a cassação do mandato, algo que somente poderia ser feito por partido político com representação no Legislativo ou pela Mesa Diretora, conforme o parágrafo 2º do artigo 16 da Lei Orgânica Municipal. 

A representação dos advogados se referia às declarações feitas pelo presidente Boanerge em entrevista a um jornal regional, em que, indagado como reduziria os gastos, informou qual o quadro encontrou na Casa ao ingressar como parlamentar. 

No entendimento da Comissão de Ética, ao abordar a situação dos motoristas da Câmara e propor a redução da frota e a transferência dos servidores à Prefeitura, Boanerge “entende que não há mais necessidade de cada gabinete possuir um veículo e um motorista, porque as novas tecnologias disponíveis auxiliar na função constitucional de fiscalização sem que haja necessidade de deslocamentos físicos”. 

“Gostemos ou não das declarações emitidas pelo representado [o vereador Boanerge], há de se reconhecer que ele está na sua mais plena liberdade de expressão e opinião, e que foi eleito por seus pares em razão dessa plataforma”, opinou a Comissão. 

Quanto aos demais pedidos, inclusive de afastamento temporário, a Comissão de Ética, “por não verificar justa causa ao prosseguimento do processo, nos termos do inciso I, do artigo 13 da Resolução nº 139/2009, conclui pelo arquivamento da representação e seu aditamento” – a resolução mencionada regulamenta o Código de Ética da Câmara. A Comissão é formada pelos vereadores João Henrique Dentinho (PV), que preside os trabalhos; Jessé Silva (SD), secretário; e os membros Adauto da Farmácia (PPS), Neneca Luiz Henrique (PDT) e Orestes Vanone (PV). 

No dia 11, os vereadores procederam à coleta de depoimento de Boanerge, em atendimento ao Código de Ética. Durante a oitiva, o presidente explicou que a remoção dos motoristas para a Prefeitura foi precedida de consulta à Procuradoria Jurídica da Câmara, Prefeitura e Ministério Público, e todos concordaram com a medida, e que não teve intenção de denegrir os motoristas ou qualquer outro servidor, mas que apenas apontou falhas que enxergava quando chegou na Casa

Além disso, reconheceu que acha natural as manobras externas tomadas por servidores que se sintam atingidos pela medida, “que as ações tomadas pelos motoristas visam apenas causar desgaste; que as medidas de economia anunciadas tiveram amplo apoio da opinião pública, pois visam reduzir custos; que não há necessidade de cada gabinete ter um carro e um motorista, o que é excessivo, e que um sistema de rodízio seria mais eficaz”, entre outras considerações. 

A Comissão se apoiou ainda na imunidade parlamentar, direito atribuído pela Constituição Federal de 1988 para preservar os eleitos em suas opiniões em votos, desde que no exercício do mandato.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Vereadora repudia ação de servidores contra publicitário

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Redação / Gazeta de Taubaté, 11 de fevereiro de 2019
redacao@gazetadetaubate.com.br
Repúdio A vereadora Loreny (PPS) usou a tribuna nessa segunda-feira para criticar um fato ocorrido na última sexta-feira: o caso do publicitário André Guisard, conduzido à delegacia por servidores da Prefeitura de Taubaté, que estariam armados e em carros descaracterizados.

Servidor armado Loreny afirmou que, como vereadora, repudia “um servidor de cargo comissionado, ir armado e com carro sem identificação, para conduzi-lo até a delegacia, para tratar de uma denúncia”.
Apócrifo Apesar do repúdio, Loreny ressaltou discordar do fato de o panfleto feito por Guisard ter sido elaborado de forma apócrifa — ou seja, sem identificação de quem é o responsável por ele. Para a vereadora do PPS, isso tira a “credibilidade” do material, que cita a ‘Farra das Viagens’.
A favor da ação Já o vereador Nunes Coelho (PRB), que é citado no panfleto e teria sido o autor da denúncia contra Guisard, defendeu a ação contra o publicitário: “qualquer cidadão brasileiro que pegar outro cidadão cometendo algo ilícito pode dar voz de prisão e pegar esse cara”.
Propaganda gratuita Nunes ainda ironizou o fato de ser um dos 14 parlamentares citados no panfleto, agradecendo a “propaganda gratuita” para ele. “Quem não é visto, não é lembrado”, afirmou o vereador.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Autor de panfleto contra vereadores da ‘Farra’, é conduzido à delegacia

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Infor Rede Vale, sexta-feira 08 de fevereiro de 2019


Autor de panfleto contra vereadores da ‘Farra’, publicitário é conduzido à delegacia

André Guisard disse ter sido abordado em casa por quatro servidores da prefeitura, armados e em viaturas descaracterizadas, e levado para prestar depoimento contra sua vontade; cinco vereadores citados no caso aguardavam na delegacia

Matéria do Jornal Gazeta de Taubaté8 de fevereiro de 2019
redacao@gazetadetaubate.com.br

André Guisard, à esquerda, e Jarbas Nogueira, à direita, ao fundo, conversam na entrada da delegacia (Foto: Caique Toledo/Gazeta de Taubaté)
O publicitário André Guisard, autor de um panfleto que reproduz informações sobre os 14 parlamentares envolvidos na ‘Farra das Viagens’, foi conduzido por servidores da prefeitura ao 2º Distrito Policial, na Estiva, nessa sexta-feira.
Segundo o publicitário, os quatro funcionários estavam armados e o abordaram pela manhã em sua residência, em dois veículos sem identificação. Um desses homens era Jarbas Nogueira, gestor da área de Segurança e Vigilância. “Estava ele [Jarbas], mais três pessoas à paisana, ostensivamente portando revólveres na cintura”, relatou Guisard à reportagem.
Na abordagem, Jarbas teria dito a Guisard que o panfleto estava sendo distribuído por um homem que é portador de necessidades especiais ao lado da Rodoviária Velha – ele teria recebido R$ 2 para isso –, e que o publicitário teria que acompanhá-lo até a delegacia.
“O Jarbas perguntou: André, foi você que fez esse folheto. Eu disse que sim, e ele disse que veio uma denúncia de que estavam entregando na Rodoviária. Ele disse: tem um menino especial que estava entregando”.
Guisard disse à reportagem que, inicialmente, negou entrar com Jarbas no carro descaracterizado, o que só teria acontecido posteriormente após insistência do gestor da área de Segurança e Vigilância. “Vim contra a minha vontade para a delegacia”, disse o publicitário.
VEREADORES/ Guisard disse à reportagem que a denúncia teria partido do vereador Nunes Coelho (PRB) e que, ao chegar à delegacia, encontrou outros cinco parlamentares citados na ‘Farra das Viagens’: Diego Fonseca (PSDB), Douglas Carbonne (PCdoB), Dentinho (PV), Jessé Silva (SD) e Bobi (PV).
“Cheguei aqui e apareceu uma meia dúzia de vereadores, tinha um circo montado aqui, e fizeram um boletim de ocorrências que até agora eu não sei o motivo. Eu fiz um folheto, não tem nada de errado, só informações verdadeiras. Para mim, é uma armação política”, afirmou o publicitário à reportagem, após ser ouvido na delegacia.

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No termo de declarações, consta que Guisard reforçou à Polícia Civil: “fui trazido aqui contra a minha vontade”.
O publicitário negou ter relação com o rapaz que tem necessidades especiais e que estava entregando os jornais. “A escrivã perguntou minha versão, eu disse que estava surpreso, que não tenho nada a ver com o menino que estava entregando”, disse. “Eles [vereadores] estão querendo fazer uma ilação, me ligar ao menino especial que estava entregando. Não tenho nada a ver com a entrega do folheto”, completou.
BANCA/ Guisard disse que havia deixado os panfletos em uma banca de conserto de produtos eletrônicos ao lado da Rodoviária Velha. Ouvido pela reportagem, o dono do estabelecimento, Sérgio da Silva Braga, confirmou essa versão.
Braga afirmou que havia dado R$ 2 para o rapaz portador de necessidades especiais almoçar no restaurante Bom Prato, que fica em frente à banca, e que o homem teria pegado os panfletos no estabelecimento e distribuído por iniciativa própria. “Estão falando que agimos de má fé e pagamos um excepcional para trabalhar”, reclamou Braga.
O dono da banca também reclamou da abordagem feita pelos servidores da prefeitura, comandados por Jarbas. “Perguntaram quem estava pagando para fazer os panfletos. Daí deram geral na banca, fizeram pressão, jogaram tudo no chão, falaram que iriam me prender”, disse. “Pensei que estávamos numa ditadura de novo. Divulgar uma matéria é crime? Não existe liberdade de expressão”, acrescentou.

Em depoimento, André Guisard disse ter sido conduzido à delegacia contra sua vontade (Foto: Reprodução)
Prefeitura não comenta detalhes da ação, mas diz que foi registrada denúncia de ‘abuso de incapaz’
Jarbas Nogueira, gestor da área de Segurança e Vigilância, foi abordado pela equipe da Gazeta de Taubaté na delegacia, mas não quis comentar o caso.
A reportagem questionou a prefeitura sobre a conduta dos servidores na ação – o uso de homens armados, em carros descaracterizados, para conduzir moradores à delegacia – e o que teria motivado o caso.
Em nota, a administração municipal alegou ter registro boletim de ocorrência de um possível abuso de incapaz – pelo pagamento ao portador de necessidades especiais para entregar o folheto.
“A Secretaria de Segurança Pública recebeu na manhã desta sexta-feira, dia 8 de fevereiro, uma denúncia de panfletagem irregular em uma região próximo à travessia da linha férrea. A prática dessa atividade [panfletagem] é vedada pela administração municipal”, diz trecho da nota.
“Ao chegar ao local, a equipe da secretaria se deparou com uma pessoa portadora de deficiência mental com o material. Esta pessoa indicou um terceiro como sendo quem pediu para entregar os panfletos. Este outro homem informou que teria recebido o material do publicitário”, continua o comunicado, fazendo referência primeiro a Braga e depois a Guisard.
A prefeitura finaliza a nota alegando que, na abordagem feita pela equipe, o publicitário “foi convidado a comparecer” à delegacia.
O comunicado não respondeu os questionamentos sobre o uso de armas e de viaturas não identificadas pelos servidores.
POLÍCIA/ A delegada do 2º DP, Fernanda Silva Brandão, não quis comentar o caso. Informou que apenas o delegado seccional, José Antonio de Paiva Gonçalves, poderia se pronunciar a respeito.
À reportagem, o delegado seccional não soube informar qual a natureza do boletim de ocorrência registrado. Disse somente que “foi feito um boletim de ocorrência não criminal” e que “aparentemente” não houve nenhuma irregularidade.
Panfleto foi encomendado por ‘simpatizante’ de Boanerge, diz Guisard
Questionado pela reportagem, André Guisard afirmou ter elaborado os panfletos a pedido de um amigo, que seria amigo em comum e “simpatizante” do presidente da Câmara, Boanerge dos Santos (PTB).
Além de criticarem os vereadores envolvidos na ‘Farra das Viagens’, os panfletos enaltecem ações adotadas por Boanerge para reduzir gastos no Legislativo, como o corte de 60% no quadro de motoristas e na frota de veículos da Casa.
O publicitário não informou quanto recebeu pela produção dos panfletos. Até agora, foram feitas duas edições, cada uma com 1.000 cópias.
BOANERGE/ O presidente da Câmara negou ter relações com o panfleto. Boanerge também esteve na delegacia posteriormente, para conversar com os vereadores que lá estavam. Disse que foi esclarecer para os colegas que o pedido para produção do material não partiu dele. “Não tenho nenhuma gestão sobre isso”.

Primeira página da primeira edição do panfleto

Segunda página da primeira edição do panfleto
Vereadores citados na ‘Farra’ e que compareceram à delegacia não comentam o caso
A reportagem tentou contato com os cinco vereadores que estavam na delegacia quando André Guisard chegou ao local, mas Diego Fonseca, Douglas Carbonne, Dentinho, Jessé Silva e Bobi não responderam.
Esses cinco vereadores já haviam deixado a delegacia quando a equipe da Gazeta de Taubaté chegou ao local.
Já a parlamentar Gorete Toledo (DEM) chegou à delegacia enquanto a reportagem estava no local. Ela estava usando um veículo oficial da Câmara e não quis dar entrevista.
A Polícia Civil não informou se os vereadores registraram algum boletim de ocorrência contra o publicitário.

Vereador Diego Fonseca na entrada na delegacia (Foto: Letícia Silva/Arquivo Pessoal)

Aglomeração de pessoas na entrada da delegacia. Vereadores Bobi, Dentinho e Douglas Carbonne aparecem na imagem (Foto: André Guisard/Arquivo Pessoal)

Vereadora Gorete Toledo chega à delegacia em carro oficial (Foto: Caique Toledo/Gazeta de Taubaté)
Pai de publicitário, que foi vereador, dá nome à plenário da Câmara
André Guisard é filho do ex-vereador Jaurés Guisard, falecido na década de 1970 e que dá nome ao plenário da Câmara de Taubaté – oficialmente chamado de Plenário Jaurés Guisard.
“Acho uma desonra para o nome do meu pai ter uns vereadores tão medíocres quanto essa legislatura aí”, desabafou o publicitário à reportagem.


sábado, 15 de dezembro de 2018

Asfalto Novinho/ Câmara Municipal 'soma' 194 pedidos de recapeamento

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, sábado, 15 de dezembro de 2018


A Câmara Municipal de Taubaté somente para o Ano Base de 2018, somou 194 requerimentos solicitando intervenção de recapeamento junto a Prefeitura.


Os dados foram analisados através do Portal Transparência da Câmara Municipal de Taubaté e compreende o período de: 12/janeiro data do primeiro requerimento até 14 /dezembro de 2018.


'Os pedidos de recapeamento, acontecem sobre diversos Bairros e Avenidas da Cidade'.



Foto Reprodução/ Programa Acelera Taubaté





                                                                                                                                   
Asfalto Novinho/ De um lado, o Programa ACELERA TAUBATÉ lançado pelo Prefeito Ortiz Júnior segue à todo 'vapor' em PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA do outro, parlamentares solicitam Recapeamentos em diversas 'ruas e avenidas' que possivelmente, não estão inseridas no "Cronograma de Melhorias" fator este que mostra que a Câmara Municipal, não tem o conhecimento DETALHADO de quais (Ruas e Avenidas) serão contempladas com a NOVA CAMADA ASFÁLTICA por outro lado, os requerimentos também demonstram que a Prefeitura Municipal não [Mapeou] com eficiência, os Pontos Críticos da Cidade.

Transparência/ A Prefeitura de Taubaté para informar o contribuinte sobre a "MISSÃO DO CAF e as Obras Em Andamento", disponibilizou, o Portal denominado de (ACELERA TAUBATÉ ver aqui) porém informações robustas tais como: número de licitações, contratos realizados, valores aplicados em cada projeto, contrapartidas, cronograma de execução de obras ou seja, o "Cronograma Detalhado" não está disponível para consulta da População. 

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Requerimentos/ O maior número de requerimento aplicado pela Câmara Municipal foi de autoria do vereador Augusto Guará Filho sendo protocolado 70 requerimentos ou seja o parlamentar deteve (36%) dos requerimentos até o presente momento, seguindo o vereador Dentinho com 34 requerimentos ou seja representatividade de (18%) e a vereadora Graça com 26 requerimentos protocolados ou seja representatividade de (13%).


OBRAS ABANDONADAS/ Diante ao requerimento de número (1338) protocolado em (24/09) o parlamentar Orestes Vanone solicitou informações junto ao Prefeito Municipal sobre a conclusão do recapeamento com manta asfáltica nas Ruas: Octacílio Carvalho de Paula, Jose Maria de Oliveira e Ferdinando Prezotto, PARQUE SABARÁ, que pela segunda vez, foram fresadas e a empresa abandonou a obra sem a devida conclusão, causando revolta aos moradores.


Na mesma data (Vanone) também apresentou o requerimento de número (1339) e para este, o parlamentar requer informações ao Exmo. Sr. Prefeito Municipal, sobre a possibilidade de determinar à Secretaria de Obras para proceder a conclusão do recapeamento da manta asfáltica nas Ruas José Domingos da Cruz, Pe. Sylvino Vicente Kunz, José Luciano Barbosa e João Rodrigues de Toledo – JARDIM SANTA ISABEL. Em ressalva no requerimento, o vereador, informou que foi procurado por vários moradores das respectivas ruas citadas acima, que solicitam que seja feito o recapeamento da manta asfáltica e conforme relatos, estas ruas foram fresadas para fazer o recapeamento da manta asfáltica, porém não havia sido realizado o serviço no local.

Resposta do Prefeito:
Of. nº 1019/2018 A Secretaria de Obras informa que os serviços de recapeamento das ruas citadas estão sendo executados com recursos provenientes de emendas parlamentares, cuja liberação pela Caixa Econômica Federal não está ocorrendo conforme o cronograma de execução, fato esse que tem atrasado o andamento das obras. Prefeito Municipal


Fiscalização Direta/ A Vereadora Loeny Caetano que faz oposição ao atual governo em um prazo de 15 dias, apresentou dois (02) requerimentos (saiba mais acesse aqui) solicitando junto ao Prefeito Ortiz Junior, informações sobre as Obras do CAF. O tucano tem um prazo de 15 dias para apresentar as informações solicitadas pela Casa de Leis.


TAPA BURACO/ Para o mesmo período de apuração, a Câmera Municipal também apresentou mais 21 requerimentos solicitando Ação Tapa Buraco.

Objetivando Transparência, vereadora de Taubaté se 'auto denuncia' no Ministério Público

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, sábado 15 de Dezembro de 2018

Denúncia Espontânea/ Vereadora de Taubaté comunicou em sua Página Oficial do Facebook nesta última sexta-feira (14) que se auto denunciou no Ministério Público.

Loreny (PPS) que é parte integrante do corpo de vereadores(as) da 17ª Legislatura é alvo de constantes indagações sobre a Planus do Brasil empresa de consultoria para fortalecimento de cidades criada por (ela) e seu marido (Bruno Lessa).

Transparência/ Loreny constantemente esclarece junto aos seus eleitores quaisquer dúvidas sobre a Planus seja pela Rede Social em sua Página do Facebook ou através de Meios de Comunicação 'Jornal da Cidade' ou Programas Televisionados assim como aconteceu em sua última entrevista no Programa Bate Papo Com Francisco Oiring na (TV Cidade) realizada em Outubro deste ano.


SENTINDO-SE DETERMINADA!

AUTO DENÚNCIA!

Sabe aquela tranquilidade de quem sabe que faz a coisa certa (cometendo erros também e aprendendo a cada dia) e que acima de tudo ocupa um mandato eletivo com liberdade e o único propósito de representar os interesses coletivos?! Além da vontade de contribuir com a transformação e a construção de uma cidade, um país, um lugar maravilhoso pra gente viver?!

Foi com essa sensação que eu me auto denunciei no Ministério Público hoje. ISSO MESMO! Assim como eu faço com os indícios ou suspeitas de improbidade do prefeito municipal de Taubaté que chegam até mim, enquanto fiscalizadora e representante da população, diante desta notícia que veiculou na região no final deste ano, envolvendo a Planus do Brasil, empresa de consultoria para o fortalecimento de cidades - que eu criei com o @brunovlessa meu marido, em 2012, quando formei Gestora de Políticas Públicas na USP Leste.

Trata-se de uma notícia que foi resultado de denúncia anônima ao jornal, fui ouvida, esclareci qualquer dúvida ou questão. Mesmo assim, sou a maior interessada de que haja uma investigação se o MP entender que há indícios suficientes de alguma irregularidade. E se houver que seja investigado!

Eu tenho a CERTEZA de que a @planusdobrasil - que contribui com a transformação da gestão pública de muitas cidades há 6 anos cumpre seu papel de empreendimento social, inclusive já apontou ilegalidades em licitações que participou. É uma empresa com ideais! Como eu que a criei. Trabalha pra qualquer cidade, com qualquer prefeito ou prefeita de qualquer partido político! E traz resultados de excelência! É isso!

Mas tem gente má em todo lugar.

Quando houver novidades, informarei com a mesma transparência e publicidade que dou aos atos de fiscalização que faço com a Prefeitura, concluiu Loreny.
Foto Reprodução/ Arquivo Pessoal Loreny

Vereadora fala sobre a 'Planus do Brasil'


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Boanerge quer cortar gastos e frota e ‘disciplinar’ a Câmara

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, sexta-feira 14 de Dezembro de 2018

Em entrevista ao jornal, vereador que presidirá o Legislativo de Taubaté no biênio 2019-2020, afirmou que irá fazer uma gestão transparente; ele é um dos seis parlamentares que não estão envolvidos na ‘Farra das Viagens’

Por Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté
julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br
Foto: Caique Toledo/Gazeta de Taubaté

Reduzir gastos na Câmara e fazer uma gestão transparente. Essas são algumas das promessas do vereador Boanerge dos Santos (PTB), que presidirá o Legislativo de Taubaté no biênio 2019-2020.

Em seu primeiro mandato, o petebista, que é um dos seis vereadores que não estão envolvidos na ‘Farra das Viagens’, deseja reduzir a frota de veículos da Casa.
Policial militar, o parlamentar ainda planeja aumentar a “disciplina” na Câmara.
Confira abaixo a entrevista concedida por ele ao jornal.
Gazeta: O senhor anteriormente fazia parte do grupo que elegeu o Diego Fonseca em 2017. Por que decidiu sair desse grupo e ser candidato à presidência?
Boanerge: Nós participamos da eleição do Diego porque somos pró-governo, e ele foi o indicado. De lá para cá, existia um acordo para que o Nunes [Coelho] saísse candidato. Porém, fizemos uma reunião, em que foi definido que o candidato sairia daqueles 11, quem a maioria apontasse. Mas o Nunes se antecipou, desconsiderou essa reunião e se declarou [candidato a presidente]. Quando o Nunes fez isso, o Guará [Filho] se sentiu na condição de fazer o mesmo, desconsiderar a reunião, e disse que era candidato. O Guará deu uma repensada, e saiu [da disputa]. A gente via que o Nunes não ia ter quórum para ser eleito, as razões não vou citar. Por eliminação — a Graça não quer mais saber de presidência, está com os problemas dela; a Vivi [da Rádio] é um pouco afoita; o Jessé [Silva] está enfrentando os problemas dele; — e eu estou ali quieto. Assim como não tinha nenhuma pretensão de sair vereador, não tinha a intenção para a [presidência da] Câmara. Aí me apresentei, o grupo aceitou isso com naturalidade. Fiz uma primeira reunião onde tinham sete da base, todos me declararam voto. Ocorre que, a partir dessa reunião, passados uns dias, dois se mostraram indiferentes. Foi quando a gente chegou à conclusão que não poderia contar com esse dois, e nasceu uma nova candidatura, do Bobi. E aí o pessoal começou a divergir da nossa. Então eu disse: já que vocês estão procurando outras lideranças, não vou contar com vocês na mesa. Quando tomei esse posicionamento, a oposição acenou para mim. Aí as coisas foram acontecendo. Não posso impedir que a oposição vote em mim, como não podia exigir que a situação votasse em mim.
Aí você pode até me perguntar: mas a mesa [diretora] sua tem mais oposicionistas do que pessoal da situação? Tem, porque eu não consegui compor com o pessoal da situação. Oferecido foi. Como eu pretendo fazer uma coisa com isenção, presidir para 19 e não para 11, queria mostrar a minha cara. Não estou aqui para perseguir A ou B. Temos que respeitar a bandeira de cada um.
Gazeta: Como deve ser a presidência do senhor?
Boanerge: A primeira ideia é fazer uma inclusão com os vereadores, acho que estamos meio dispersos, cada um puxa a corda para um lado. Não quero me fechar no meu casulo e fazer reunião apenas com o pessoal da base. Pretendo inserir todos os 19 vereadores, salvo aqueles que não quiserem participar. Com muita transparência, muita isenção. Claro que vou ter problema, porque você gerenciar 19 cabeças, não é todo mundo que pensa igual. Mas vou procurar presidir para todos. Brigando a gente não ajuda em nada a população, não ajuda as instituições. Pretendo, por exemplo, aproximar a imprensa [da Câmara]. Eu sei que tivemos vários problemas com a imprensa, mas não acho que você se blindar é o melhor caminho. Acho que tem que ser transparência. Por exemplo, me aproximar mais do Ministério Público, das entidades, me aproximar mais da Polícia Militar. É minha bandeira, minha plataforma.
Gazeta: O senhor acha que é possível reduzir gastos?
Boanerge: Eu acho que é possível. Meu mandato começa no dia 1º [de janeiro], aí que vou sentar e ver os números. Não tenho acesso [às finanças da Casa ainda]. Cada um conduz com o jeito que acha reduzir, com o regimento. Acho que não pode ‘para os amigos tudo, e para os inimigos nada’. Não vejo vereador como meu adversário, nem político.
Gazeta: Essa era uma das principais críticas em relação ao comando atual, de que privilegiava os vereadores da base. O senhor pretende fazer diferente?
Boanerge: Não fazendo nenhuma crítica à atual gestão, tem muitas coisas que eu não concordava, mas eu nunca disse isso. Achei que muitas pessoas foram prejudicadas. Acho que posso melhorar esse relacionamento. Quero melhorar a imagem da Câmara. Por exemplo, eu sou muito pontual com horário. Fico doente quando vou presidir uma audiência e está marcada para aquele horário e não chegam as pessoas. É claro que não vou querer transformar aqui num quartel, mas vou procurar disciplinar um pouco mais a Câmara. Eu gostaria, por exemplo, que a mesa, nas sessões, estivesse uniformizada. De paletó, gravata. Não quero um cara lá de camiseta. Mas tem vereador que vem do mundo civil, não posso condená-los, mas eu tenho esse pensamento. Vou conversar com eles para ver se a gente dá mais um ar de responsabilidade no negócio. Por exemplo: passa aqui no corredor [da Câmara] agora [a entrevista foi concedida no gabinete de Boanerge], você vê o pessoal da segurança: um está com sapato outro, outro com tênis vermelho. Não recebem uniforme? O munícipe que está aqui, que olha alguém todo desleixado, é difícil. Não sei se é possível discutir isso com meus pares, com o Ministério Público, se legalmente pode-se fazer: a segurança aqui, que segurança é essa? No máximo são ascensoristas. Não estou desqualificando o pessoal, prestaram concurso. Mas não pode se chamar de segurança. Essa segurança teria que ser terceirizada. O funcionário de carreira causa prejuízo ao erário: você tem que pagar férias, 13º, licença saúde, licença gravidez, quinquênio. O terceirizado não, está ali com postura, se não vem, repõe, põe outro, não tem férias, não tem 13º. Se não vem, você paga proporcional. Fizemos isso no município [prefeitura]: a Atividade Delegada, por exemplo, é mais barata do que pagar GCM (Guarda Civil Municipal). Existe muita falta, principalmente final de semana e feriado, daí a porteira fica aberta. Você não consegue atender os postos. O policial está pronto: você paga a hora dele, não mais nenhum compromisso. O funcionário de carreira, trabalhando ou não trabalhando, ele recebe. É um círculo vicioso. Se for possível, vamos pensar numa terceirização.
Outra coisa: eu sou contrário a ter mais de 20 veículos aqui. Eu, por exemplo, uso o carro da Câmara raramente, ando muito a pé. Vereador não tem que andar de carro, salvo uma coisa ou outra. E, se anda, tem que andar com responsabilidade. Eu vou propor isso, reduzir frota. Por exemplo: temos aqui mais de 20 motoristas, um trombando com o outro. Se fosse tão fácil, deixava só motorista para o [setor] administrativo, três ou quatro, para se precisar ir a São Paulo, levar algum documento. Aí você economiza em veículos, economiza em combustível, economiza em seguro de veículos, economiza garagem, economiza manutenção. Sou a favor também de controlar os motoristas. Sai aqui agora e vê onde estão os motoristas. Está todo mundo na rua, resolvendo problema particular. Você [vereador] não tem demanda todo dia, toda hora, o dia inteiro. Deu uma folguinha… aí é gasolina que você está pagando. Então, sou a favor de controlar isso, a exemplo do que temos na Polícia Militar, que tem uma folha de controle: KM, horário, onde foi. Nós temos que parar com essa coisa de que só temos direitos. Funcionário é assim: ele ganha uma coisa hoje, amanhã quer outra. Mas quando vai cobrar responsabilidade… não estou habituado a isso. Isso não quer dizer que vou conduzir isso aqui com mão de ferro, mas algumas coisas eu preciso ajustar, chegar em um meio termo, pelo menos. Vai ser difícil, mas quero dar minha cara a isso.
Outro exemplo: vem aqui no verão, tem três ou quatro carros da Câmara ligados, com ar-condicionado, e o motorista está lá dentro. E às vezes nem está lá dentro: é só para, se precisar, o carro estar geladinho. Tá de sacanagem comigo, o carro fica duas, três horas ligado.
Quando eu vim para cá, alguns motoristas passaram por mim aqui [no gabinete], e diziam: ‘não dá para digir para ele’. Porque, as poucas vezes em que usei, os caras começaram: ‘vamos viajar’. Eu viajo quando tem necessidade. Aí ele migrava para outro [vereador]. Aí deu no que deu [em referência ao caso da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho]. Só que ele [motorista] colocou o dele no bolso e não está respondendo por nada [já os vereadores são investigados pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal]. O funcionário de carreira pensa: ‘esse cara está aqui de passagem. Eu vou ficar 30 anos aqui, talvez ele nem vá ser reeleito. Quem manda aqui somos nós’. Eles pegam uns caras inexperientes e fazem. Ele [motorista] pôs o dele no bolso, mas quem está respondendo [vereador], foi no embalo. Na prática, entendo que já acontecia [há anos], mas as coisas mudaram. Você tem que acompanhar a evolução.
Gazeta: Sobre a questão das viagens, o senhor acha que dá para reduzir o valor das diárias e dos ressarcimentos de despesas?
Boanerge: Acho que os funcionários da Câmara não ganham mal, ganham mais até que vereadores. Não só os vereadores, como também os funcionários, têm que entender que temos 14 milhões de desempregados. Eu pretendo enxugar ao máximo [as despesas], ver o que dá para ser feito, puxar daqui e dali, com a maior lisura possível. Sei que não vou ser bem-visto por isso, mas vou tentar fazer. Não posso dizer que vou fazer porque muitas vezes depende de quórum, da legislação, mas a minha vontade era de que não existisse nada disso [ressarcimento de despesas de viagem].
Mas também acho, para ser honesto, que vereador ganha muito mal. Se fizer um comparativo com Tremembé, proporcionalmente, com Pindamonhangaba, você vai ver. Até em relação ao funcionalismo, ganha muito mal. Chefe de gabinete ganha mais do que vereador.
Se eu pudesse, não teria essa frota de veículos. Mas, se tiver que ter, não compraria mais, partia para a terceirização: alugar veículos. Não tem [gasto com] manutenção, seguro. Quebrou, repõe. Agora fica essa frota aí, que aos poucos vai sendo sucateada. Isso tudo propicia a corrupção. Um contrato aqui, outro ali. Fica mais barato a locação.
Gazeta: Sobre o caso das viagens, o senhor acha que houve abuso por parte de vereadores?
Boanerge: Não vou comentar com relação a abusos, a necessidade que cada um viu para fazer seu trabalho. Não vou discutir isso. Agora eu, claro, vou orientar, não tenho piedade. Eu me viro, eu faço. Não estou obrigando ninguém a andar a pé, mas as pessoas têm que se conscientizar de que nós temos que prestar contas à sociedade. Se você não dá exemplo, fica difícil.
Gazeta: O senhor pensa em trocar a equipe de direção da Câmara?
Boanerge: Vou sentar com meu pessoal, confesso que não tomei decisão com relação a isso. Não pensei na equipe. Pode ser que a gente mantenha os mesmos, vou consultar o pessoal. Fica difícil fazer uma coisa [sozinho], daí já se torna um ditador. Em que pese eu venha de um mundo militar, sou contrário aos extremos. Sou de direita, mas de uma direita mais centralizada. Vou procurar ouvir e a competência. Não adianta nada querer trocar e colocar uma pessoa que não vai fluir.
Gazeta: O senhor pretende melhorar a transparência da Câmara?
Boanerge: Vou seguir a lei. E, ainda que não fosse lei, sou aberto a isso. Acho que a transparência tem que existir. Pediu [informação à Câmara], tem que estar ali. Senão, dá a impressão de que tem algo a esconder.
Gazeta: O senhor falou sobre salários. O senhor defende o aumento para os vereadores, na próxima legislatura?
Boanerge: Eu defendo o aumento, mas desde que tenha algumas razões. A primeira delas é fazer paralelo com as cidades [vizinhas], para pode equilibrar isso. A segunda é se eu conseguisse uma compensação muito maior do que isso para apresentar para a sociedade. Por exemplo: se eu conseguisse eliminar 20 veículos daqui, e consequentemente os motoristas, aí você faz a conta. Você tem que tirar de alguma forma. Não pode simplesmente colocar um projeto desse e não dar uma justificativa para a sociedade. Não faria isso de forma alguma aleatoriamente, da noite para o dia. Tem que ser muito bem detalhado, muito bem estudado. Mas não vou pensar nisso agora. Agora penso em equilibrar as contas. Mas futuramente, se houver uma pressão, entre aspas, dos meus pares, vou colocar isso na mesa, falar que quero contrapartida. E tem que ser uma contrapartida muito vantajosa.
Gazeta: O senhor foi eleito em um grupo que tem base, vereadores independentes e oposição. A pauta da Câmara será mais democrática?
Boanerge: Sim, pretendo democratizar as pautas. Eu tenho isenção para fazer isso. O governo tem a independência dele lá [na prefeitura], eu tenho a minha aqui. Eu pretendo sentar na mesa com 19 vereadores. Não serão só os interesses do governo, vou trabalhar para a sociedade. Se não fosse assim, não teria aberto espaço para o pessoal da oposição na mesa.
Gazeta: O senhor era diretor de Segurança do Ortiz e fez parte da Bancada do Amém. Mesmo assim, a relação vai ser de independência em relação ao prefeito?
Boanerge: Eu sou governo, mas vou democratizar a Câmara. Essa liberdade eu tenho. Eu sofri pressão para desistir da candidatura, e não desisti. Eu não era o candidato do governo. O governo tinha dois candidatos. O [Ortiz] Junior sequer participou desse processo eleitoral, não deu nenhum palpite. Ainda não identifiquei de onde veio essa pressão, mas foi internamente, não recebi nenhum telefonema, nenhuma proposta externa. Foi aqui, causando a impressão de que tinha algumas coisas obscuras. Mas, de qualquer maneira, com tudo que me propus a fazer, vou até o final.
Gazeta: O senhor citou várias vezes que vai democratizar a Câmara. Uma grande reclamação é que o acesso à Tribuna Livre é negado a moradores que fazem críticas a vereadores. O senhor pretende mudar isso?
Boanerge: Não vejo nenhum problema. Mas, a partir do momento que começa a interferir, que começa a baixar o nível… tem que ser democrático, mas não pode ser vandalismo. Se sentir que o negócio está extrapolando, aí não dá. A população não pode achar que isso aqui é uma latrina. Coisas tendenciosas, não dá. Pretendo abrir, mas com ressalvas. Tem que ter disciplina para tudo. O respeito tem que ser recíproco.
Gazeta: Grupos de moradores fazem rotineiramente protestos nas galerias da Câmara. O senhor pretende restringir isso de alguma forma.
Boanerge: Eu vou conversar com eles, porque cada ação provoca uma reação. Eu não concordo com a maneira que eles fazem [os protestos], não ligo que façam, mas acho que extrapolam um pouco. As reivindicações têm que acontecer, mas têm que ser respeitosas. Tem que ter limite. Não pode ficar ali falando coisa, atingindo vereador. Se tem alguma prova contra vereador, vai na Justiça, mas não fica ali denegrindo. As manifestações podem ocorrer, mas de forma ordeira. Acho que dá para a gente organizar as coisas.
Gazeta: O senhor está no primeiro mandato, são dois anos. Acha que vai ter dificuldade para comandar a Câmara?
Boanerge: Vou ter dificuldade sim, assim como tive na prefeitura, na polícia, aqui quando cheguei. Eu não estava preparado para ser vereador, mas você tem que se virar. Não vou dizer que estou totalmente preparado para assumir essa função, mas vou contar com meus pares, com as pessoas que já passaram pela presidência, que têm experiência. Vou fazer do meu jeito. Quando perceber que as coisas precisam de pulso, vou ter que fazer.

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