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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A denúncia da 'Farra das Viagens', o Silêncio e a falta de Transparência na Câmara

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, terça-feira 31 de dezembro de 2019

O escândalo da 'Farra das Viagens' já conhecido Nacionalmente, continua sobre um silêncio blindado na Câmara Municipal de Taubaté.
Farra. Foram ao menos 70 viagens com irregularidade em 2017 e 2018 - Foto: /Rogério Marques/Arquivo OVALE
Estamos nos aproximando de um novo ano e mesmo diante de uma denúncia tão grave que envolve a maioria dos parlamentares da atual legislatura a população Taubateana, ainda pouco sabe sobre os "Processos de Viagens Oficiais" documentos estes que já deveriam estar na íntegra disponíveis no Portal da Transparência seja da atual Legislatura dentre as anteriores.

Um escândalo que só foi relevado após o Jornal 'OVALE' e Gazeta de Taubaté ter acesso a 89 relatórios de viagens oficiais realizadas entre janeiro e maio de 2017. O acesso havia sido negado pela Câmara, mas foi garantido posteriormente pela Justiça.



'De lá prá cá'/ Uma serie de reportagens foram veiculadas através dos referidos 'jornais' que revelaram o escândalo denominado de 'Farra das Viagens', a veiculação das denúncias ocorreram através das (plataformas digitais tão quanto impressas) dos referidos Jornais onde segundo, o Jornal 'OVALE' e Gazeta de Taubaté o esquema consistia em ‘inflar’ os gastos das notas fiscais para ‘engordar’ a despesa que seria reembolsada pelo Legislativo.

'Cadê a Transparência?'/ A AMATAU uma associação jurídica, legalizada e criada por cidadãos e munícipes de Taubaté também apresentou 03 (três) representações na Câmara para pedir acesso aos relatórios das viagens oficiais ocorridas desde 2009. Os pedidos foram feitos com base na LAI (Lei de Acesso à Informação) e citam a decisão da Justiça de Taubaté que concedeu o acesso do jornal aos relatórios de viagens de janeiro a maio de 2017, que embasaram a denúncia da ‘Farra das Viagens’. Um dos pedidos é sobre o período de 2009 a 2012. Outro, de 2013 a 2016. E o último de 2017 a junho de 2018. Segundo o TCE (Tribunal de Contas do Estado), houve irregularidade em viagens em pelo menos cinco desses anos: 2009, 2010, 2011, 2014 e 2015. Contudo, até o presente momento a Câmara continua a negar as informações solicitadas.

Em junho de 2018 o Jornal Gazeta de Taubaté veiculou "que com base em 'reportagens', o MP decidiu analisar a Farra das Viagens". A Promotoria do Patrimônio Público atua na esfera cível. De acordo com especialistas em Direito Administrativo ouvidos pela reportagem, os vereadores envolvidos no esquema cometeram atos de improbidade administrativa. Nesse caso, se forem denunciados e condenados, os parlamentares podem perder a função pública, terem os direitos políticos suspensos por até dez anos e pagarem multa, além de terem que ressarcir os valores recebidos indevidamente.

Farra das Viagens' é crime, dizem especialistas


Outra matéria veiculada pelo Jornal Gazeta de Taubaté em junho de 2018 também apresentou outra preocupante falha. Além de notas ‘infladas’, processos de viagens exibem notas fiscais com descrições genéricas (o que é vedado na norma interna), viagens iniciadas sem autorização e até vereador assinando pelo presidente da Câmara; em outro processo, parlamentar teria almoçado às 15h34 em Campos do Jordão, e chegado em Taubaté às 15h35 ver matéria na íntegra (‘Farra’ expõe falhas em sistema de controle interno de viagens).

PSL de Taubaté também protocolou uma representação no Ministério Público para pedir a abertura de um inquérito para investigar o escândalo da ‘Farra das Viagens’. No documento, o partido solicita que, caso a Promotoria decida apurar o caso, todos os envolvidos sejam afastados dos cargos para não atrapalharem as investigações. Na representação, o PSL aponta que o esquema revelado pelo jornal pode caracterizar irregularidades nas esferas cível e criminal.

PSL 17 Taubaté representa ao Ministério Publico sobre Farra das Viagens da Câmara de Taubaté


Em agosto de 2018 o Jornal Gazeta de Taubaté veiculou a matéria (Polícia Civil abre inquérito para investigar a ‘Farra das Viagens’).

A Delegacia Seccional de Taubaté instaurou um inquérito para investigar se vereadores cometeram algum crime no caso conhecido como ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho. A medida atende a uma solicitação do promotor Paulo de Palma, que atua na esfera criminal. Ele foi destacado para o caso após denúncia feita pelo PSL, com base nas reportagens sobre o escândalo.

“Recebemos o pedido na segunda-feira, e o caso será analisado por nosso setor de polícia judiciária. A denúncia é de que houve uso ilegal de verba pública. A natureza de eventual crime será definida na conclusão do inquérito”, disse o delegado seccional, José Antônio de Paiva Gonçalves.

Em junho de 2019 o Jornal Gazeta veiculou: Câmara terá que liberar os dados de viagens passadas ao jornal 

A Vara da Fazenda Pública de Taubaté julgou procedente uma ação movida pelo jornal e determinou que a Câmara disponibilize à reportagem relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016.

A ação foi protocolada pelo jornal em dezembro de 2018, após o Legislativo negar acesso aos relatórios – a solicitação havia sido feita pela reportagem com base na LAI (Lei de Acesso à Informação).

Na época, o presidente em exercício da Câmara, Nunes Coelho (PRB), alegou que o pedido do jornal visava apenas “mero deleite pessoal” e tinha “o desígnio de propagar fofocas e o sensacionalismo”.

Em decisão datada da última terça-feira, o juiz Luiz Henrique Lorey afirmou ser “inadmissível” que a Câmara “estabeleça, através do exercício da discricionariedade, quais as informações são ou não pertinentes ou ‘úteis’ ao conhecimento da população, ou que as coloque sob sigilos em qualquer observância do disposto em lei, sobretudo quando relacionadas à utilização de verbas públicas pelos vereadores no exercício de seus mandatos”.

O magistrado destacou ainda que “não há que se falar, de maneira alguma, em respeito de suposta violação do direito à intimidade dos vereadores, já que não se requer informações quanto à viagens ou reuniões particulares, mas sim sobre as viagens oficiais realizadas com dinheiro público no exercício do mandato igualmente público”.

Câmara recorre de decisão sobre os relatórios de viagens passadas

A Câmara de Taubaté recorreu da decisão da Vara da Fazenda Pública que, após ação do jornal, determinou que a Casa disponibilize à reportagem relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016.

No recurso, protocolado quarta-feira, o Legislativo pede que a apelação seja recebida pelo Tribunal de Justiça com efeito suspensivo – ou seja, que a Câmara deixe de ficar obrigada a fornecer os documentos pelo menos até uma decisão em definitivo na segunda instância.

Datada de 25 de junho, a decisão do juiz Luiz Henrique Lorey, que julgou procedente a ação movida pelo jornal, deu prazo de 15 dias úteis para o Legislativo disponibilizar os relatórios das viagens, sob pena de multa diária de R$ 1.000. Notificada no dia 10 de julho, a Câmara tem até o dia 31, próxima quarta-feira, para cumprir a decisão – a menos que o efeito suspensivo seja decretado. (ver matéria na íntegra).

Legislativo terá que divulgar os relatórios de viagens de 2013 a 2016, decide TJ

O Tribunal de Justiça negou recurso da Câmara de Taubaté e manteve a decisão que obriga o Legislativo a disponibilizar ao jornal relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016. A apelação da Câmara foi julgada pela 9ª Câmara de Direito Público do TJ, que é composta por três desembargadores. A decisão foi unânime. No acórdão, o desembargador Rebouças de Carvalho destacou que, segundo a Constituição Federal, “todos têm assegurado constitucionalmente o direito à certidão e à obtenção de informações junto ao Poder Público”.

Carvalho apontou ainda que, de acordo com a LAI (Lei de Acesso à Informação), “todo cidadão tem direito a examinar documento público como no caso, cópias de eventual termo de cessão ou documento similar, para se apurar eventual irregularidade”, e que o pedido do jornal “guarda relação com os princípios da transparência, da publicidade e da eficiência dos atos administrativos”. (ver matéria na íntegra).

TJ QUER A FARRA EXPOSTA

No dia 25 de junho de 2019, quando o juiz Luiz Henrique Lorey, da Vara da Fazenda Pública de Taubaté, julgou procedente uma ação do jornal e ordenou que a Câmara disponibilizasse à reportagem relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016, houve uma divisão nos bastidores do Legislativo: parte dos envolvidos na discussão admitiram a derrota, mas outra parte achou que o melhor caminho era tentar protelar ainda mais o inevitável desfecho.

Adiar o inevitável, pisoteando a legislação e mandando às favas princípios como transparência e publicidade, era o que a Câmara já fazia desde o fim de 2018, aliás: em setembro daquele ano, o jornal havia feito o pedido diretamente ao Legislativo, por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação); em novembro, já fora do prazo legal, a solicitação acabou negada pela Casa.

Após a negativa da Câmara, o jornal moveu uma ação para pedir que a Justiça determinasse a divulgação dos relatórios. O mandado de segurança foi há três meses. Eis que veio o dilema citado no início desse texto: jogar a toalha e fornecer ao jornal os documentos solicitados ou tentar adiar o estrago que esses relatórios podem causar? Embora tenha sido eleito com uma promessa de tornar o Legislativo 100% transparente, o vereador Boanerge dos Santos (PTB), que preside a Casa desde janeiro, deu aval para que o jurídico tentasse uma manobra protelatória, com um recurso ao Tribunal de Justiça.

Como já era esperado, a apelação da Câmara serviu apenas para adiar o inevitável. Mas o efeito protelatório foi bem diminuto. Nessa terça-feira, três meses após a decisão de primeira instância, o TJ negou o recurso do Legislativo e manteve a obrigatoriedade da divulgação dos relatórios das viagens. Valeu a pena para Boanerge, que está em primeiro mandato e não foi atingido pela ‘Farra das Viagens’, deixar de lado sua promessa de transparência e agir para tentar impedir que a população saiba se houve mau uso do dinheiro público também na legislatura passada? (ver matéria na íntegra).

Câmara recorre para não liberar relatórios de viagens ao jornal

A Câmara de Taubaté apresentou novo recurso para pedir a reforma da decisão que a obrigou a disponibilizar ao jornal relatórios de viagens oficiais realizadas na legislatura passada, entre 2013 e 2016. Protocolado na semana passada, o recurso especial terá sua admissibilidade avaliada pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças.

Caso o presidente do TJ entenda que a apelação atende os requisitos necessários, o processo será remetido para julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O desembargador também irá avaliar pedido de efeito suspensivo feito pelo Legislativo. Caso Calças entenda que o recurso não atende os requisitos necessários, rejeitará a apelação. 
Em setembro de 2018, dois meses após revelar o escândalo da ‘Farra das Viagens’, que é referente à atual legislatura, o jornal solicitou à Câmara, via LAI (Lei de Acesso à Informação), acesso a relatórios de viagens realizadas entre 2013 e 2016. Após negativa do Legislativo, o jornal ajuizou em dezembro um mandado de segurança. Em julho de 2019, a Vara da Fazenda Pública de Taubaté julgou a ação procedente. (ver matéria na íntegra).

Polícia conclui o inquérito que investigou a ‘Farra das Viagens’.

A matéria é do Jornal Gazeta de Taubaté veiculado em 17 de dezembro de 2019

A Polícia Civil concluiu esse mês o inquérito que investigou o escândalo da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho do ano passado. Caso o Ministério Público entenda que ainda existe a necessidade de coletar mais documentos ou depoimentos, poderá remeter o caso novamente à Delegacia Seccional de Taubaté. Do contrário, caberá à Promotoria analisar o material e decidir se denuncia à Justiça os envolvidos no caso ou se arquiva o processo.

Ao todo, 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, foram investigados por suspeita de crime de peculato (quando um agente público desvia um bem ou valor público em razão da função que ocupa), cuja pena é de 2 a 12 anos de reclusão.

O inquérito na esfera criminal foi aberto pelo MP em agosto de 2018, no mês seguinte ao caso ser revelado por uma série de reportagens do jornal.

Como as reportagens mostraram, entre 2017 e 2018 os vereadores mantiveram um esquema para inflar os valores de notas fiscais de viagens e engordar o montante que receberiam da Câmara como ressarcimento. (ver matéria na íntegra).

Confira a matéria do SP Rio Mais/ Ao todo, 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, foram investigados por suspeita de crime de peculato (quando um agente público desvia um bem ou valor público em razão da função que ocupa), cuja pena é de 2 a 12 anos de reclusão.


Abaixo, confira algumas das matérias veiculadas pelo Jornal Gazeta de Taubaté:








































Ministério Público ajude a Sociedade Contribuinte a compreender:

Se os parlamentares de Taubaté negam quaisquer irregularidade sobre a denúncia veiculada pelo Jornal 'OVALE' e Gazeta de Taubaté denominada de 'Farra das Viagens' no qual, 14 parlamentares são investigados por improbidade administrativa porque então estes, aceitaram devolver os R$ 14.714,59 que receberam indevidamente pelas viagens apuradas?

Ministério Público, se as Viagens Oficiais são de interesse Público porque a Câmara de Taubaté, até o presente momento, nega a divulgação total dos processos de viagens em seu Portal da Transparência - seja sobre as viagens feitas pelos parlamentares e viagens realizadas pelos seus assessores sobre a Legislatura passada?

Ministério Público, porque uma informação que ja deveria estar no Portal da Transparência foi negada via LAI (Lei de Acesso à Informação) também à AMATAU - uma associação jurídica, legalizada e criada por cidadãos e munícipes de Taubaté?

Ministério Público, se não há irregularidades, porque o Jornal 'OVALE' e Gazeta de Taubaté precisou mover uma AÇÂO na Justiça para obter o acesso aos Processos de Viagens?

Ministério Público, se Câmara dos Deputados em Brasília divulga em seu Portal da Transparência de forma detalhada todos os processos de Viagens, porque a CMT, insiste em não divulgar estes documentos?

Ministério Público se não há irregularidades porque os processos de viagens oficiais não estão na íntegra dispostos no Portal da Transparência seja da Legislatura Passada seja da atual Legislatura sobre quaisquer valor ressarcido?

Ministério Público se não há irregularidades porque os parlamentares citados na 'Farra' develveram R$ 14,7 mil à Câmara?

Por SP Rio Mais/ O novo presidente da Câmara de Taubaté, Boanerge dos Santos, já reagiu a farra das viagens

A medida, tomada nessa primeira semana de expediente em 2019, é uma resposta ao escândalo da 'Farra das Viagens', divulgado em julho de 2018 e que envolveu 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, que inflavam gastos nas notas fiscais para engordar o valor que receberiam como ressarcimento - Boanerge não está na lista de citados.


Após vir a público denúncia divulgada pelo jornal O VALE, os vereadores de Taubaté alteraram o perfil de gastos em comparação com os do ano passado.


A Polícia Civil já ouviu os catorze parlamentares citados no escândalo da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal O VALE em julho.


Protesto contra Farra das Viagens



Farra das Viagens foi tema no Programa Bate Papo com Francisco Oiring


O escândalo "Farra das Viagens" divulgado pelo jornal Gazeta de Taubaté e o Jornal "OVALE" em julho de 2018 e que envolveu 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente atinge agora, "Rede Nacional em horário nobre de Televisão".

A matéria foi ao ar nesta terça-feira dia 22 de janeiro de 2019 através do Jornal BAND CIDADE 2ª EDIÇÃO.

'Entrevista'/ Em entrevista ao jornal 'OVALE', vereador que presidirá o Legislativo de Taubaté no biênio 2019-2020, afirmou que irá fazer uma gestão transparente; ele é um dos seis parlamentares que não estão envolvidos na 'Farra das Viagens

'Confira um trecho da entrevista concedida junto ao Jornal 'OVALE ou (acesse aqui e confira a entrevista na íntegra).

OVALE: Essa era uma das principais críticas em relação ao comando atual, de que privilegiava os vereadores da base. O senhor pretende fazer diferente?

Boanerge: Não fazendo nenhuma crítica à atual gestão, tem muitas coisas que eu não concordava, mas eu nunca disse isso. Achei que muitas pessoas foram prejudicadas. Acho que posso melhorar esse relacionamento. Quero melhorar a imagem da Câmara. Por exemplo, eu sou muito pontual com horário. Fico doente quando vou presidir uma audiência e está marcada para aquele horário e não chegam as pessoas. É claro que não vou querer transformar aqui num quartel, mas vou procurar disciplinar um pouco mais a Câmara. Eu gostaria, por exemplo, que a mesa, nas sessões, estivesse uniformizada. De paletó, gravata. Não quero um cara lá de camiseta. Mas tem vereador que vem do mundo civil, não posso condená-los, mas eu tenho esse pensamento. Vou conversar com eles para ver se a gente dá mais um ar de responsabilidade no negócio. Por exemplo: passa aqui no corredor [da Câmara] agora [a entrevista foi concedida no gabinete de Boanerge], você vê o pessoal da segurança: um está com sapato outro, outro com tênis vermelho. Não recebem uniforme? O munícipe que está aqui, que olha alguém todo desleixado, é difícil. Não sei se é possível discutir isso com meus pares, com o Ministério Público, se legalmente pode-se fazer: a segurança aqui, que segurança é essa? No máximo são ascensoristas. Não estou desqualificando o pessoal, prestaram concurso. Mas não pode se chamar de segurança. Essa segurança teria que ser terceirizada. O funcionário de carreira causa prejuízo ao erário: você tem que pagar férias, 13º, licença saúde, licença gravidez, quinquênio. O terceirizado não, está ali com postura, se não vem, repõe, põe outro, não tem férias, não tem 13º. Se não vem, você paga proporcional. Fizemos isso no município [prefeitura]: a Atividade Delegada, por exemplo, é mais barata do que pagar GCM (Guarda Civil Municipal). Existe muita falta, principalmente final de semana e feriado, daí a porteira fica aberta. Você não consegue atender os postos. O policial está pronto: você paga a hora dele, não mais nenhum compromisso. O funcionário de carreira, trabalhando ou não trabalhando, ele recebe. É um círculo vicioso. Se for possível, vamos pensar numa terceirização.

Outra coisa: eu sou contrário a ter mais de 20 veículos aqui. Eu, por exemplo, uso o carro da Câmara raramente, ando muito a pé. Vereador não tem que andar de carro, salvo uma coisa ou outra. E, se anda, tem que andar com responsabilidade. Eu vou propor isso, reduzir frota. Por exemplo: temos aqui mais de 20 motoristas, um trombando com o outro. Se fosse tão fácil, deixava só motorista para o [setor] administrativo, três ou quatro, para se precisar ir a São Paulo, levar algum documento. Aí você economiza em veículos, economiza em combustível, economiza em seguro de veículos, economiza garagem, economiza manutenção. Sou a favor também de controlar os motoristas. Sai aqui agora e vê onde estão os motoristas. Está todo mundo na rua, resolvendo problema particular. Você [vereador] não tem demanda todo dia, toda hora, o dia inteiro. Deu uma folguinha… aí é gasolina que você está pagando. Então, sou a favor de controlar isso, a exemplo do que temos na Polícia Militar, que tem uma folha de controle: KM, horário, onde foi. Nós temos que parar com essa coisa de que só temos direitos. Funcionário é assim: ele ganha uma coisa hoje, amanhã quer outra. Mas quando vai cobrar responsabilidade… não estou habituado a isso. Isso não quer dizer que vou conduzir isso aqui com mão de ferro, mas algumas coisas eu preciso ajustar, chegar em um meio termo, pelo menos. Vai ser difícil, mas quero dar minha cara a isso.

Outro exemplo: vem aqui no verão, tem três ou quatro carros da Câmara ligados, com ar-condicionado, e o motorista está lá dentro. E às vezes nem está lá dentro: é só para, se precisar, o carro estar geladinho. Tá de sacanagem comigo, o carro fica duas, três horas ligado.

Quando eu vim para cá, alguns motoristas passaram por mim aqui [no gabinete], e diziam: ‘não dá para dirigir para ele’. Porque, as poucas vezes em que usei, os caras começaram: ‘vamos viajar’. Eu viajo quando tem necessidade. Aí ele migrava para outro [vereador]. Aí deu no que deu [em referência ao caso da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho]. Só que ele [motorista] colocou o dele no bolso e não está respondendo por nada [já os vereadores são investigados pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal]. O funcionário de carreira pensa: ‘esse cara está aqui de passagem. Eu vou ficar 30 anos aqui, talvez ele nem vá ser reeleito. Quem manda aqui somos nós’. Eles pegam uns caras inexperientes e fazem. Ele [motorista] pôs o dele no bolso, mas quem está respondendo [vereador], foi no embalo. Na prática, entendo que já acontecia [há anos], mas as coisas mudaram. Você tem que acompanhar a evolução.

OVALE: Sobre a questão das viagens, o senhor acha que dá para reduzir o valor das diárias e dos ressarcimentos de despesas?

Boanerge: Acho que os funcionários da Câmara não ganham mal, ganham mais até que vereadores. Não só os vereadores, como também os funcionários, têm que entender que temos 14 milhões de desempregados. Eu pretendo enxugar ao máximo [as despesas], ver o que dá para ser feito, puxar daqui e dali, com a maior lisura possível. Sei que não vou ser bem-visto por isso, mas vou tentar fazer. Não posso dizer que vou fazer porque muitas vezes depende de quórum, da legislação, mas a minha vontade era de que não existisse nada disso [ressarcimento de despesas de viagem].

Mas também acho, para ser honesto, que vereador ganha muito mal. Se fizer um comparativo com Tremembé, proporcionalmente, com Pindamonhangaba, você vai ver. Até em relação ao funcionalismo, ganha muito mal. Chefe de gabinete ganha mais do que vereador.

Se eu pudesse, não teria essa frota de veículos. Mas, se tiver que ter, não compraria mais, partia para a terceirização: alugar veículos. Não tem [gasto com] manutenção, seguro. Quebrou, repõe. Agora fica essa frota aí, que aos poucos vai sendo sucateada. Isso tudo propicia a corrupção. Um contrato aqui, outro ali. Fica mais barato a locação.

OVALE: Sobre o caso das viagens, o senhor acha que houve abuso por parte de vereadores?

Boanerge: Não vou comentar com relação a abusos, a necessidade que cada um viu para fazer seu trabalho. Não vou discutir isso. Agora eu, claro, vou orientar, não tenho piedade. Eu me viro, eu faço. Não estou obrigando ninguém a andar a pé, mas as pessoas têm que se conscientizar de que nós temos que prestar contas à sociedade. Se você não dá exemplo, fica difícil.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Câmara: Plano de Saúde Milionário tem empresa definida

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, domingo, 15 de dezembro de 2019

Com pouco menos de um 01 (um) mês da recriação do benefício, a Câmara Municipal de Taubaté, já tem definido o novo contrato do plano de saúde dos servidores do Legislativo.
Plenário. Foto: / Divulgação/CMT
A 'licitação' publicada no Portal da Transparência em 29 de novembro de 2019 sobre o valor estimado de R$ 2,280 milhões 'definiu' nesta última sexta-feira (13) o novo contrato do plano de saúde dos servidores da Câmara sobre o valor de R$ 1,755 milhão. O valor representa aumento de 84% a mais do que o contrato anterior que era de R$ 952 mil/ano também firmado com a atual vencedora (Santa Casa Saúde de São José dos Campos).

De acordo com a 'ATA de Sessão Pública' somente 02 (duas) empresas de serviços de saúde fizeram-se presentes sendo a Assoc. Santa Casa de Saúde de São José dos Campos apresentou proposta inicial de R$ 1.779.531,24 e Policlin Saúde S.A que apresentou proposta de R$ 2.261.836,56. Contudo, a Santa Casa Saúde que já possui contrato com a Câmara venceu o Pregão Presencial sobre o valor de R$ 1.755.696,00.

Ambas as empresas apresentaram 'interesse' de apresentar recurso no que tange ao não cumprimento de todas as exigências do edital. O benefício atenderá 166 servidores e 297 dependentes. Lembrando que vereadores não estão inclusos.

'Sudsídos'/ Ainda não foi divulgado quais os valores a Casa de Leis irá subsidiar sobre o novo contrato. Já para o contrato anterior, o subsídio variava entre 60% e 90% do custo dos serviços utilizados pelos servidores.

'SUS'/ O contrato anterior sobre o valor de R$ R$ 952 mil/ano que foi rescindido em setembro deste ano após decisão do Tribunal de Justiça que considerou inconstitucional a lei municipal de 2009 que permitia a prática. No julgamento, realizado em abril desse ano, o Órgão Especial do TJ entendeu que, por serem funcionários da administração pública direta, deveriam utilizar o sistema de saúde gratuito - ou seja, o SUS (Sistema Único de Saúde).

Leia também:




AMATAU pede que TCE suspenda licitação de Plano de Saúde de Servidores de R$ 2,2 Milhões de Reais

AMATAU uma associação jurídica, legalizada e criada por cidadãos e munícipes de Taubaté, protocolou na última terça-feira (10) junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) uma representação com objetividade de 'suspender' a licitação que destina-se a contratação de operadora de Plano de Saúde sobre o valor estimado em R$ 2,2 Milhões de Reais.

Na representação, a AMATAU, apontou a evolução de usuários comparada ao (PP 02/2017) e considera que se faz necessário e urgente o esclarecimento sobre este aumento uma vez que serão beneficiados ao referido plano.

'Licitação a Jato'/ Interessante em licitações desta monta, é que a direção da Câmara Municipal são useiras e vezeiras deste tipo de comportamento (PP 13/2017), pois são feitas em final de ano e ritmo acelerado, com o lançamento em 29/11/2019 coincidentemente numa sexta-feira e previsão de abertura dos envelopes em 13/12/2019, com certeza será homologada imediatamente, não há como descartar a suspeita de licitação direcionada, mesmo estando conforme determina o inc. V do art. 4º da Lei nº 10.520/02, ou seja em apenas 9 dias úteis irá se consumar um processo licitatório de R$ 2,28 MILHÕES, que não se tem clareza se os custos serão arcados pelos usuários ou vai sobrar para os contribuintes pagarem o referido plano, descreve a representação.

Acesse aqui e confira na íntegra (Dos Pedidos) apresentados pela AMATAU.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

AMATAU pede que TCE suspenda licitação de Plano de Saúde de Servidores de R$ 2,2 Milhões de Reais

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, terça-feira 10 de dezembro de 2019, atualizado às 18:25
Plenário. Foto: /Divulgação/CMT
AMATAU uma associação jurídica, legalizada e criada por cidadãos e munícipes de Taubaté, protocolou na tarde desta terça-feira (10) junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) uma representação com objetividade de 'suspender' a licitação que destina-se a contratação de operadora de Plano de Saúde sobre o valor estimado em R$ 2,2 Milhões de Reais.

Trata-se do pregão de número 13/2019 publicado no Portal da Transparência na sexta-feira do dia 29 de novembro de 2019. As propostas serão abertas já na próxima sexta-feira 13 de dezembro de 2019, às 09 horas e 30 minutos, na sede da Câmara Municipal.

'Um Salto nos Valores'/ O contrato anterior custava aos Cofres Públicos R$ 952 Mil Reais por ano atendendo 145 servidores contudo, o contrato foi rescindido em setembro deste ano, o auxilio foi suspenso, depois que o Tribunal de Justiça considerou inconstitucional a lei municipal de 2009 que permitia a prática. No julgamento, realizado em abril, o Órgão Especial entendeu que, por serem funcionários da administração pública direta, deveriam utilizar o sistema de saúde gratuito - ou seja, o SUS (Sistema Único de Saúde). Todavia, a Mesa Diretora apresentou proposta para reciclar benefícios aos servidores da Casa. Confira a matéria na íntegra veiculada pelo Jornal OVALE (Câmara de Taubaté pretende recriar plano de saúde para seus servidores) agora a nova licitação apresenta uma nova configuração de número de servidores e foi calculado tendo como base o interesse de 166 servidores em aderir ao benefício, além de 297 dependentes sobre o valor de R$ 2.280.559,32 (Dois milhões , duzentos e oitenta mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e trinta e dois centavos) sucedendo o pregão nº 02/2017 – processo 918/2017. O custo médio por beneficiário seria de R$ 410,46. O plano de saúde não atenderá vereadores.

Na representação, a AMATAU, apontou a evolução de usuários comparada ao (PP 02/2017) e considera que se faz necessário e urgente o esclarecimento sobre este aumento uma vez que serão beneficiados ao referido plano.

'Licitação a Jato'/ Interessante em licitações desta monta, é que a direção da Câmara Municipal são useiras e vezeiras deste tipo de comportamento (PP 13/2017), pois são feitas em final de ano e ritmo acelerado, com o lançamento em 29/11/2019 coincidentemente numa sexta-feira e previsão de abertura dos envelopes em 13/12/2019, com certeza será homologada imediatamente, não há como descartar a suspeita de licitação direcionada, mesmo estando conforme determina o inc. V do art. 4º da Lei nº 10.520/02, ou seja em apenas 9 dias úteis irá se consumar um processo licitatório de R$ 2,28 MILHÕES, que não se tem clareza se os custos serão arcados pelos usuários ou vai sobrar para os contribuintes pagarem o referido plano, descreve a representação.

DOS PEDIDOS:

Ante o exposto, o que se tenta mostrar a este Egrégio Tribunal, é a completa falta de responsabilidade no gasto quando se trata de recursos gerados pelos impostos com o descaramento na contratação de serviços, inequivocadamente superestimados e comprovados pelos estudos apresentados e lembrando que a Casa Legislativa Taubateana é prodiga na malversação de seus recursos e não apenas o alvo desta representação mas os outros apontamentos já realizados e com reprovações de contas, que sem dúvidas para o cidadão comum, existem irregularidades nas licitações e despesas outras e que são necessárias medidas que comtemplem a imediata resposta ao conjunto da sociedade exaurida pela corrupção e desperdício do dinheiro público como segue:
a) Solicitação da tutela antecipada, determinando à Câmara Municipal de Taubaté, QUE SUSPENDA IMEDIATAMENTE O PREGÃO PRESENCIAL 13/2019;
b) Que este Egrégio Tribunal de Contas esclareça junto a Câmara Municipal o aumento de 164 beneficiarios do plano de saúde/odontológico tendo como referencia o PP 02/2017;
c) Que este Egrégio Tribunal de Contas esclareça junto a Câmara Municipal o valores conforme demonstrado nas tabelas descritas no Item 4;
d) Que este Egrégio Tribunal de Contas esclareça junto a Câmara Municipal qual o embasamento jurídico que permite este tipo de contratação, sendo que consta decisão contraria do Tribunal de Justiça do Estado de S. Paulo;
e) Que este Egrégio Tribunal de Contas esclareça junto a Câmara Municipal , se o tesouro municipal vai arcar em sua totalidade com os custos do plano medico/odontológico para servidores e dependentes;
f) Que este Egrégio Tribunal de Contas esclareça junto a Câmara Municipal , caso o plano medico/odontológico for arcado pelo tesouro através de subsídios quais serão as taxas de participação?
g) Que este Egrégio Tribunal de Contas esclareça junto a Câmara Municipal , caso o plano medico/odontológico for subsidiado, os dependentes receberão estes mesmo subsídios?
h) Que este Egrégio Tribunal de Contas comprovando praticas dolosas com intenções claras de angariar vantagens ilícitas, que os responsáveis sejam punidos conforme legislação em vigor.
Diante do exposto, considerando que os fatos acima narrados caracterizam, em tese, ofensa aos PRINCÍPIOS MORALIDADE E DA ECONOMICIDADE no exercício de cargo público, requer-se ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo que sejam tomadas as providências cabíveis, completa a representação.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Painel Eletrônico: Não houve 'prejuízo ao erário' pois a sociedade também fiscalizou

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, sábado 07 de dezembro de 2019
Foto: Reprodução/Imprensa CMT
Olá Caros Contribuintes Taubateanos e Taubateanas hoje vamos abordar um tema que nos faz refletir sobre a importância do envolvimento direto da Sociedade no Seguimento Político e acima de tudo, sobre o aspecto de sermos todos(as) veementes fiscalizadores(as) do Erário, ou seja, do "nosso Suado Dinheiro".

Pois bem! primeiramente este que lhe escreve, lhe pede, 05 (cinco) minutinhos de 'vossa atenção' para efetuar a leitura da excelente matéria veiculada em 22 de novembro pelo Jornal 'OVALE'

Para evitar ação, empresa do painel da Câmara assina acordo

Após apuração, MP apontou gasto desnecessário no contrato e entrega de equipamento em desacordo com o previsto; para evitar ação, empresa vai fornecer sistema à Unitau.

Para evitar o ajuizamento de uma ação, a empresa Visual Sistemas, de Belo Horizonte, que foi responsável pelo fornecimento do painel eletrônico com sistema de votação da Câmara de Taubaté, assinou um acordo com o Ministério Público.

O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que ainda depende de aval do CSMP (Conselho Superior do Ministério Público), foi firmado em setembro, em meio a um inquérito que apurava supostas irregularidades na licitação que levou à contratação da Visual.

A investigação do MP teve início em julho de 2018, após denúncia protocolada por um grupo de moradores, chamado Amatau (Amigos Associados de Taubaté). Após a apuração, a Promotoria concluiu que, embora houvesse indício de direcionamento do certame, realizado às pressas no fim de 2017 e que gerou gasto de R$ 400 mil, as provas "não trouxeram elementos de convicção suficientes para impugnar a licitação e a constituição do contrato". No entanto, ficou comprovado que "houve falhas e cumprimento parcial do contrato".

Segundo o MP, o painel de votação não foi entregue com as medidas previstas no contrato. Além disso, foi detectado um gasto desnecessário: embora houvesse uma garantia de três anos por eventual defeito, a Câmara pagava R$ 7.750 todos os meses à empresa, a título de manutenção do 'vídeo wall', que é composto por seis monitores, e dos computadores e sistemas de biometria.

Após alerta da Promotoria, as irregularidades foram sanadas. A Câmara rescindiu o contrato de manutenção e a empresa fez ajustes no equipamento, adequando-o às medidas preestabelecidas.

ACORDO.

O TAC acabou firmado para evitar que o MP ajuizasse uma ação para cobrar da empresa o ressarcimento do prejuízo - apenas pela manutenção desnecessária, o Legislativo chegou a pagar R$ 91,7 mil.

Pelo acordo, a Visual terá que fornecer à Unitau (Universidade de Taubaté), que é uma autarquia municipal, um sistema para edição, gerenciamento e veiculação de conteúdos, com 17 monitores e 17 CPUs, avaliado em R$ 182 mil.

A empresa alegou que a aceitação do acordo visa apenas evitar o ajuizamento da ação, sem que isso configure reconhecimento de culpa.

Assim que o TAC for homologado pelo CSMP, a Visual terá 60 dias para fornecer os equipamentos à Unitau. A autarquia explicou que o sistema será usado "para que seja instalado um circuito de comunicação interna na universidade, que contempla todos os departamentos", e que "o mapeamento já foi realizado e aguarda a homologação do acordo para que seja iniciado".

Câmara não abrirá apuração para avaliar eventual responsabilidade funcional

O jornal questionou a Câmara se seria aberta alguma apuração interna para investigar eventuais responsáveis pela previsão de um gasto desnecessário no contrato. Em nota, o Legislativo alegou que "não há que se apurar nenhuma responsabilidade pois entendemos que não houve prejuízo ao erário visto que o contrato foi executado de acordo com o objeto licitado e que o sistema encontra-se em pleno funcionamento". A Câmara alegou ainda que "a rescisão [do contrato de manutenção] se deu em razão de ato discricionário do Legislativo com o objetivo de redução de despesa". A licitação e o contrato foram realizados no período em que Diego Fonseca (PSDB) presidiu a Câmara. Já a rescisão do contrato foi determinada pelo atual presidente, Boanerge dos Santos (PTB).

'Entenda'/ Agora vamos nos aprofundar um pouco mais sobre a matéria e assim, indagarmos sobre a referida 'licitação' do Painel Eletrônico que custou aos Cofres Públicos, a bagatela de R$ 400 Mil Reais. Salientamos que não estamos questionando sobre a Performance do Sistema mas 'SIM', sobre alguns fatores no que tange os aspectos contratuais para tanto, deixamos 4 (quatro) questiamentos que podem ser sanados pela Contratada Visual Sistemas e Contratante Câmara Municipal de Taubaté. 

Faz saber:

1) - Como a Contratada, fornece para a Câmara um produto de R$ 400 Mil Reais em desacordo com o Previsto?

2) - Por que a Contratada, recebeu mensalmente R$ 7.750 de Manutenção sobre um produto que possui garantia de 03 Anos? O Legislativo pagou R$ 91,7 mil em Manutenção. Por quê?

3) Se a AMATAU, não estivesse ingressado com a representação no Ministério Público a Câmara, ainda estaria pagando mensalmente R$ 7,750 de Manutenção junto a Visual Sistemas? Os integrantes que participaram diretamente do processo licitatório não observaram este erro no ato da homologação bem como, no decorrer dos pagamentos indevidos?

4) Pagar manutenção de um produto que possui garantia - isto não caracteriza para a Câmara prejuízo ao Erário? 

Para você contribuinte compreender melhor os questionamentos acima supracitados, convidamos-lhes aferir, uma série de matérias veiculadadas pelo Portal Informação Rede Vale, Gazeta de Taubaté, Jornal 'OVALE' bem como através de uma série de matérias veiculadas através do "Boletim Legislativo da Câmara Municipal" (Confira todas as matérias sobre o Painel Eletrônico).

'Decisão Certeira'/ Em pouco mais de 20 dias, após assumir a Presidência da Câmara, o vereador Boanerge (PTB) entendeu que “permanecer com a manutenção mensal no valor de R$ 7.750 não haveria mais necessidade. Essa medida gerará uma economia de R$ 93 mil anuais, e como administrador do dinheiro público tenho a obrigação de reduzir todas as despesas que forem necessárias. Precisamos nos adequar com a realidade que vive o nosso município e o Brasil; não faz sentido o município diminuir suas despesas e custos, e a Câmara não dar continuidade a esse processo”.

O sistema continuará em funcionamento, mesmo após a rescisão do contrato de manutenção porque a empresa forneceu garantia de três anos de eventual defeito, disse Boanerge.

'Licitações e Transparência'/ A considerarmos todos os fatos apontados no processo licitatório diante a aquisição do Painel Eletrônico nos mostra, a "Real Necessidade da Câmara Municipal de Taubaté" aprovar em caráter de urgência, o Projeto de Lei Ordinária de número 4/2018 protocolado em 02 de fevereiro de 2018 de autoria da parlamentar Loreny que visa a transmissão em tempo real, via internet, de todas as licitações realizadas nos Poderes Legislativo e Executivo do município de Taubaté.

"O objetivo desta propositura é ampliar a transparência nos atos públicos, tornando acessíveis à população os processos licitatórios realizados no Poder Executivo e Legislativo, tanto na Administração Direta como Indireta, por meio de transmissões em tempo real no Portal Transparência das referidas esferas. A presente propositura é fundamentada no princípio da publicidade insculpida na Constituição da República e regulamentada pela Lei Federal nº. 12.527 de 18 de novembro de 2011, garantindo a todos os cidadãos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral".

Painel Eletrônico: MP apontou gasto desnecessário no contrato e entrega de equipamento em desacordo com o previsto

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, sábado 07 de dezembro de 2019

Diante representação protocolada pela AMATAU (MP) apontou gasto desnecessário no contrato e entrega de equipamento em desacordo com o previsto; para evitar ação, empresa vai fornecer sistema à Unitau
Foto: Reprodução/Imprensa CMT
'Painel Eletrônico'/ Olá Contribuinte para melhor compreensão sobre como anda a questão da representação feita pela Amatau junto ao MP para apurar o contrato firmado entre a Visual Sistema e Câmara Municipal de Taubaté disponibilizaremos uma série da matérias veiculada por este Canal, Jornal Gazeta de Taubaté, Jornal 'OVALE' e Boletim Legislativo. Conforme Segue:

27 de Dezembro de 2017: O mais novo PP de (Número de Licitação: 13/2017que compreende a Contratação de empresa especializada para fornecimento, instalação, configuração e manutenção de sistema integrado para gestão dos trabalhos legislativos teve rapidamente sua Homologação. A publicação do Edital ocorreu em 08 de Dezembro de 2017 e 12 (doze dias após) ou seja (20/12/17) foi efetivada a sua Homologação. A licitação teve como valor estimado pela unidade Solicitante (Câmara Municipal de Taubaté) de R$ 407.124,53. (Ver matéria na íntegra);

28 de Janeiro de 2018: A AMATAU (Amigos Associados de Taubaté, Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), denominada simplesmente AMATAU - devidamente registrada sob o CNPJ nº 27.979.010/0001-77 protocolou junto ao Ministério Público, uma Representação com Pedido de Liminar 'sobre a licitação de Compra de um Painel Eletrônico e de utilização questionável e seu alto valor, conforme Edital nº 13/2017 – Processo nº 6687/2017 pela Câmara Municipal de Taubaté que superam a razoabilidade, a legalidade, a economicidade, a publicidade e a competição entre empresas fornecedoras de equipamentos eletrônicos e de informatica e na defesa do Patrimônio Público, onde deve ser respondida a questão: QUAL A JUSTIFICATIVA PARA O CONTRIBUINTE , QUEM PAGA A CONTA DE FATO, A COMPRA DE UM PAINEL ELETRÔNICO DE R$ 400 MIL Reais?' (Ver matéria na íntegra);

30 de Janeiro de 2018: Vereadores cobram informações sobre 'compra' de painel eletrônico de R$ 400 Mil Reais feita pela própria Casa.
A somar a necessidade de esclarecimentos sobre a referida aquisição de Contratação de empresa especializada para fornecimento, instalação, configuração e manutenção de sistema integrado para gestão dos trabalhos legislativos um grupo de Vereadores também cobram informações sobre compra de painel eletrônico. (Ver matéria na íntegra);

04 de Fevereiro de 2018: Compra de painel pela Câmara gera suspeita e acaba no MP. 
Denúncia partiu de moradores que, assim como um grupo de vereadores, estranharam a compra feita sem alarde pela Câmara de Taubaté entre o fim do ano passado e o início de 2018; empresa vencedora foi única concorrente e venceu contrato por preço superior ao que ela própria tinha orçado anteriormente. (Ver matéria na íntegra);

06 de Fevereiro de 2018: Painel eletrônico: Câmara e empresa divergem sobre ponto suspeito.
Diretor-geral do Legislativo e empresa Sistemath, que não foi credenciada no pregão por não apresentar documento exigido no edital, têm versões diferentes sobre o fato; grupo de moradores que havia feito denúncia de direcionamento ao MP levou o caso ao TCE nessa segunda-feira 05/02/2018. (Ver matéria na íntegra);

11 de Fevereiro de 2018: Denúncia protocolada pela 'AMATAU' tem encaminhamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. (Ver matéria na íntegra);

16 de Janeiro de 2019: Ao Presidente da Câmara, que tal cortar uma obscenidade de R$ 93 Mil? Caríssimo presidente, que está mostrando a sociedade como se corta a selvageria de mordomias e o desperdício de dinheiro público pela casa legislativa, pois bem, tem uma que chega a soar como se estivessem zombando dos contribuintes, caso o sr. desconheça o assunto, a administração anterior está sendo investigada pelo MP pela suposta irregularidade na compra de um painel eletrônico por R$ 400 mil e não contentes pela barbaridade, a empresa Visual teve seu contrato de manutenção renovados por inacreditáveis R$ 93 mil para 2019. (Ver matéria na íntegra);

25 de Janeiro de 2019: Painel Eletrônico: O que você faria com 93 Mil Reais por Ano?
A empresa recebe R$ 93 mil por ano para fazer manutenção mensal, e para que serve a garantia de 3 anos, essa garantia não está integralmente ligada aos custos de substituição de peças, contratação de pessoal especializado, deslocamento e demais custos inerentes? (Ver matéria na íntegra);

29 de Janeiro de 2019: Painel Eletrônico: ‘Bolsonerge’ determinou rescisão do contrato de manutenção de 93 Mil Reais Ano.
Novas ações trazem mais economia para Câmara. 'Bolsonerge' continua firme sobre as Reduções de Custo (Ver matéria na íntegra);

01 de Fevereiro de 2019: Câmara rescinde contrato de manutenção do painel de votação.
"Precisamos nos adequar com a realidade que vive o nosso município e o Brasil; não faz sentido o município diminuir suas despesas e custos, e a Câmara não dar continuidade a esse processo. O sistema continuará em funcionamento, mesmo após a rescisão do contrato de manutenção porque a empresa forneceu garantia de três anos de eventual defeito", informou o Presidente. (Ver matéria na íntegra);

23 de Fevereiro de 2019: Painel de Votação: Amatau pede que MP investigue indícios de pagamentos indevidos de taxa de manutenção.
"Pagamentos mensais no valor de R$ 7.750,00 estavam sendo realizados para um produto adquirido em dezembro de 2017 sobre vigência de 'Garantia Total' de Manutenção firmada mediante contrato de 3 anos quanto aos 'custos de substituição de peças, contratação de pessoal especializado, deslocamento e demais custos inerentes". (Ver matéria na íntegra);

08 de Abril de 2019: R$ 93 Mil motivos para comemorar.
As despesas continuaram em queda com a rescisão dos contratos de locação do imóvel onde os veículos ficavam estacionados e de manutenção do sistema de votação e do painel eletrônico. Somente com o sistema legislativo a Câmara economizou R$ 93 mil anuais. Mesmo com a rescisão do contrato o sistema continua em funcionamento, uma vez que a garantia é de três anos contra eventual defeito, informou Boanerge sobre o Boletim Legislativo apresentado em 05 de abril onde trouxe uma Página Destaque das Reduções de Custos promovidas em sua gestão. (Ver matéria na íntegra);

22 de Novembro de 2019: Para evitar ação, empresa do painel da Câmara de Taubaté assina acordo.
Após apuração, MP apontou gasto desnecessário no contrato e entrega de equipamento em desacordo com o previsto; para evitar ação, empresa vai fornecer sistema à Unitau. Acesse aqui para conferir na íntegra a matéria veiculada pelo Jornal 'OVALE';

07 de Dezembro de 2019: Painel Eletrônico: Não houve 'prejuízo ao erário' pois a sociedade também fiscalizou.
Agora vamos nos aprofundar um pouco mais sobre a matéria e assim, indagarmos sobre a referida Licitação do Painel Eletrônico que custou aos Cofres Públicos a bagatela de R$ 400 Mil Reais. Salientamos que não estamos questionando sobre a Performance do Sistema mas 'SIM', sobre alguns fatores no que tange os aspectos contratuais para tanto, deixamos 04 (quatro) questionamentos que podem ser sanados pela Contratada Visual Sistemas e Contratante Câmara Municipal de Taubaté. (Ver matéria na íntegra);

Representações protocoladas pela AMATAU
  • Conheça na íntegra a Representação com Pedido de Liminar apresentada pela AMATAU em 26 de janeiro de 2018 vide (Protocolo 050/2018) junto ao MP com objetividade de suspender contrato do Painel Eletrônico que custou aos Cofres Públicos R$ 400 Mil Reais. (Ver matéria na íntegra);
  • Confira na íntegra a "Representação Complementar _Protocolo (50/2018) Parte 1". Acesse aqui!
  • Representação Complementar (Processo de Viagem)_Protocolo 224/2018. Acesse aqui!
  • Representação Complementar (Pagamento Indevido de Taxa de Manutenção). Confira na integra, acesse aqui!

Informações contidas no Boletim Legislativo:

20/12/2018 - A transparência proposta por Diego Fonseca tem como ícone a instalação do vídeo wall, seis monitores de LED instalados no Plenário. O painel integra o sistema de gestão do processo legislativo e permite à população o acompanhamento, em tempo real, da chamada e controle de presença dos vereadores, registro da votação – que é aberta e, com o sistema, registrada na tramitação do processo pelo sistema Câmara Sem Papel. (Ver matéria na íntegra);

29/01/2019 - Novas ações trazem mais economia para Câmara.
Depois de transferir 12 veículos à Prefeitura de Taubaté, o presidente da Câmara Municipal, vereador Boanerge (PTB), assinou redução de 50% dos gastos estimados com combustíveis e serviços de alinhamento e balanceamento. Esta medida visa adequar as despesas à quantidade atual de oito carros oficias. Além disso, Boanerge determinou a rescisão do contrato de manutenção do sistema de votação e do painel. Com a rescisão da manutenção do sistema legislativo, a Câmara economizará R$ 93 mil anuais. Nos próximos dias, esses atos administrativos serão publicados no Boletim Legislativo. Para Boanerge, essas reduções são necessárias e têm objetivo de adequar as despesas do Legislativo, em razão da queda de arrecadação do município em 2018. (Ver matéria na íntegra);

01/02/2019 - MENOS GASTO COM PAINEL (Rescisão de contrato para manutenção do sistema eletrônico de registro de votações vai gerar economia de R$ 93 mil por ano).Em pouco mais de 20 dias, após assumir a Presidência da Câmara, o vereador Boanerge (PTB) entendeu que “permanecer com a manutenção mensal no valor de R$ 7.750 não haveria mais necessidade. Essa medida gerará uma economia de R$ 93 mil anuais, e como administrador do dinheiro público tenho a obrigação de reduzir todas as despesas que forem necessárias. Precisamos nos adequar com a realidade que vive o nosso município e o Brasil; não faz sentido o município diminuir suas despesas e custos, e a Câmara não dar continuidade a esse processo” O sistema continuará em funcionamento, mesmo após a rescisão do contrato de manutenção porque a empresa forneceu garantia de três anos de eventual defeito, informou o Presidente. (Ver matéria na íntegra);

08/02/2019 - Boanerge: “Tenho convicção de que vou fazer medidas assertivas para a sociedade”.
O senhor tem planos de mexer em algo mais? Eu tenho sim, mas militar trabalha com estratégia, e estratégia a gente não revela (Ver matéria na íntegra);

05/04/2019 - 100 Dias (Presidente define 100 dias como quebra de paradigmas).
As despesas continuaram em queda com a rescisão dos contratos de locação do imóvel onde os veículos ficavam estacionados e de manutenção do sistema de votação e do painel eletrônico. Somente com o sistema legislativo a Câmara economizou R$ 93 mil anuais. Mesmo com a rescisão do contrato o sistema continua em funcionamento, uma vez que a garantia é de três anos contra eventual defeito. (Ver matéria na íntegra);

10/05/2019 - Corte de Gasto (Dando sequência à política de redução de despesas).
Outra atitude foi a rescisão do contrato de manutenção do sistema de votação e do painel, que propiciou a economia de R$ 93 mil anuais. Com tudo isso, o Legislativo já soma economias de R$ 1,3 milhão agora em 2019, valor que chega a 4% do orçamento previsto para este ano. (Ver matéria na íntegra);

Representação com Pedido de Limimar protocolada pela AMATAU com objetividade de suspender contrato do Painel Eletrônico

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vala, sexta-feira, 06 de dezembro de 2019

Conheça na íntegra a Representação com Pedido de Liminar apresentada pela AMATAU em 26 de janeiro de 2018 vide (Protocolo 050/2018) junto ao MP com objetividade de suspender contrato do Painel Eletrônico que custou aos Cofres Públicos R$ 400 Mil Reais.
Foto: /Divulgação /CMT
Excelentíssimo Senhor Promotor de Justiça Jose Carlos de Oliveira Sampaio

Representação com Pedido de Liminar

Os Amigos Associados de Taubaté, Região Metropolitana do Vale do Paraiba e Litoral Norte, denominada simplesmente AMATAU devidamente registrada sob o CNPJ nº 27.979.010/0001-77, com fortes indícios de fraude em licitação na compra de painel eletrônico e de utilização questionável e seu alto valor, conforme Edital nº 13/2017 – Processo nº 6687/2017 pela Câmara Municipal de Taubaté que superam a razoabilidade, a legalidade, a economicidade, a publicidade e a competição entre empresas fornecedoras de equipamentos eletrônicos e de informática e na defesa do Patrimônio Público, onde deve ser respondida a questão: QUAL A JUSTIFICATIVA PARA O CONTRIBUINTE , QUEM PAGA A CONTA DE FATO, A COMPRA DE UM PAINEL ELETRÔNICO DE R$ 400 MIL?

Vem, perante Vossa Excelência, com fundamento no artigo 129, Inc. III, da Constituição Federal, e no artigo 1º, Inc. IV e onde couber Inc. VIII da Lei 7.347/85, relatar os seguintes fatos em desfavor da CÂMARA MUNICIPAL DE TAUBATÉ, representado judicialmente por seu presidente DIEGO FONSECA NASCIMENTO CPF:216.602.448-38o vice-presidente JOSÉ ADALCIO NUNES COELHO CPF:503.745.326/72 e pelo Diretor Geral KELVI SOARES DE ALMEIDA CPF: 109.731.988-18 com endereço funcional na Câmara Municipal de Taubaté, localizada na Av. Professor Walter Thaumaturgo, 208 - Centro - Taubaté/SP - Cep 12030-040, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos que ensejam a atuação do Ministério Público:

Dos Fatos:

A licitação é feita na exata medida para empresa vencedora, que pelo tipo de equipamento , suspeita-se que a vencedora tenha preparado o edital de LICITAÇÃO, como podemos concluir pela inexplicável viagem a Belo Horizonte do presidente da Câmara Municipal e comitiva e que rendeu a empresa Visual Sistemas Eletrônicos Ltda , CNPJ nº 23.921.349/0001-61, situada a Rua Rio da Espera nº 368, Carlos Prates, Belo Horizonte, MG, CEP 30.710260 um contrato de R$ 400 mil, como segue:

O presidente Diego Fonseca, acompanhado do Diretor-Geral da Câmara, Kelvi Soares; o diretor legislativo, Luis Rodrigo de Andrade e o motorista Fontenelle Rogerio de Campos Ferraz, empreenderam viagem a Belo Horizonte no período compreendido entre 04 e 05 de Julho de 2017 conforme empenhos e reportagem do Jornal Gazeta de Taubaté descritos abaixo:

Redação/ Gazeta de Taubaté, redacao@gazetadetaubate.com.br, 05 de setembro de 2017

Viagem, que custou ao menos R$ 1.710 aos cofres públicos, foi feita no início de julho; apuração do jornal apontou irregularidade na autorização da comitiva, que contou com presença do presidente da Câmara, Diego Fonseca.

A falta de transparência da Câmara de Taubaté com relação às viagens oficiais ganhou mais um episódio. Trata-se de uma viagem a Belo Horizonte no início de julho, mantida em sigilo pelo Legislativo.

A viagem foi descoberta pela reportagem após o lançamento de uma despesa no Portal da Transparência da Câmara: o pagamento de R$ 462 ao Hotel Belo Horizonte Plaza, na capital mineira, no dia 5 de julho.

Em duas ocasiões, a Gazeta de Taubaté solicitou informações ao Legislativo sobre a viagem (quem viajou, qual o objetivo, entre outras informações), mas não obteve respostas.

MISTÉRIO/ Após ouvir fontes, a reportagem descobriu que a viagem teve como objetivo conhecer o sistema de painel eletrônico que foi instalado na Câmara Municipal de Belo Horizonte no ano passado. O equipamento registra a presença dos vereadores e também as votações.

Participaram da viagem quatro pessoas, segundo a apuração: o presidente da Casa, o vereador Diego Fonseca (PSDB); o diretor-geral da Câmara, Kelvi Soares; o diretor legislativo, Luis Rodrigo de Andrade; e um motorista.

Cada um dos três servidores recebeu R$ 367,64, o equivalente a duas diárias de R$ 183,82 – quando há pernoite, o valor é pago em dobro. Já Diego Fonseca recebeu R$ 145,20 para ressarcir despesas de alimentação.

PROBLEMA/ A autorização para a viagem foi dada por Diego Fonseca por meio de determinação da presidência.

Essa medida pode ser adotada em dois casos: em viagens de servidores administrativos, para qualquer localidade, ou em viagens de vereadores, dentro do Estado.

Já as viagens de vereadores para fora do Estado só podem ser autorizadas pelo plenário, com a aprovação de requerimento com esse fim. Isso não aconteceu nesse caso. Ou seja: ao menos em teoria, a presença de Diego na comitiva tornou a viagem a Belo Horizonte irregular.

OUTRO LADO/ Por duas vezes a Gazeta de Taubaté questionou a Câmara sobre essa viagem.

Na primeira, quando a reportagem ainda não tinha obtido os detalhes sobre quem participou e o objetivo da comitiva, a resposta foi apenas de que “todos os processos de viagem atendem às normas legais”.

Na segunda ocasião, o jornal citou as informações obtidas e questionou o motivo da falta de transparência do Legislativo.

Dessa vez, a Câmara alegou que “todas as despesas com as viagens (diárias, ressarcimentos e hospedagens) da Câmara Municipal estão disponíveis no nosso Portal Transparência, homologado pela Justiça e o Ministério Público”.

Sobre o painel eletrônico, a Casa informou que “encontra-se em estudo a sua instalação com o objetivo de garantir mais transparência à deliberação das proposituras e aferição da presença dos vereadores em plenário”.

- Com a inusitada e injustificada licitação voltou a carga o jornal Gazeta de Taubaté com a seguinte noticia:

Redação/ Gazeta de Taubaté, redacao@gazetadetaubate.com.br, 17 de Janeiro de 2018

Câmara de Taubaté compra painel eletrônico por R$ 400 mil

Sistema deverá ser utilizado a partir da retomada das sessões, em 5 de fevereiro, para registrar presença e voto dos vereadores; painel foi inspirado na Câmara de Belo Horizonte, que tem contrato com a mesma empresa.

Quando retomar as sessões ordinárias após o fim do recesso parlamentar, em 5 de fevereiro, a Câmara de Taubaté deverá exibir uma novidade: um sistema de painel eletrônico, que irá registrar a presença e o voto dos vereadores.

O processo para aquisição do sistema foi rápido e feito sem alarde. Lançada em 8 de dezembro, a licitação foi encerrada no dia 20 do mesmo mês.

No dia 8 de janeiro já foi assinado o contrato com a empresa Visual Sistemas, de Belo Horizonte, que venceu outra concorrente com a proposta de R$ 400 mil pelo serviço – o valor máximo era R$ 407 mil.

Além de fornecer o equipamento, a empresa ficará responsável, pelos próximos 12 meses, pela manutenção do sistema.

PAINEL/ Segundo o edital, o painel eletrônico será composto por seis telas e terá, ao todo, 3,60m de largura e 1,20m de altura.

A mesa de cada um dos 19 vereadores será equipada com um terminal biométrico para registro de presença e voto.

O painel também deverá registrar, entre outras coisas, o tempo de fala de cada parlamentar e o horário de início e encerramento das sessões.

AQUISIÇÃO/ A intenção de comprar um painel eletrônico foi manifestada pelo presidente da Câmara, Diego Fonseca (PSDB), em junho de 2017.

O anúncio foi uma resposta do tucano a um episódio ocorrido na sessão anterior, quando ele foi criticado por moradores após registrar presença para a vereadora Gorete Toledo (DEM), que não estava no plenário.

Em julho, Diego integrou uma comitiva do Legislativo que viajou para Belo Horizonte para conhecer o painel instalado na Câmara da capital mineira, que foi adquirido justamente da Visual Sistemas.

O ato desrespeitou as normas internas da Câmara de Taubaté, já que viagens para outro estado precisam ser aprovadas pelo plenário, o que não ocorreu.

Questionado pela reportagem, o Legislativo alegou que a compra do painel permitirá “maior transparência nas votações dos projetos”.

- DIRECIONAMENTO

Juntando a viagem a Belo Horizonte com a licitação iniciada dia 8 de dezembro e homologada em 20 de dezembro de 2017, mesmo estando conforme determina o inc. V do art. 4º da Lei nº 10.520/02, ou seja em apenas 8 dias uteis se consumou um processo de compra de um equipamento de R$ 400 mil no apagar das luzes de 2017, vem nos a memoria o dito popular “ nem tudo que é legal , é moral”, caso que sugere a coincidência do vencedor ter sido justamente a empresa visitada pela comitiva taubateana em Belo Horizonte, torna o que seria uma simples suspeita, numa falta grave que encontramos nos artigos 90 e 91 da Lei 8666/93 a explicação pela celeridade dos agentes políticos: 
Dos Crimes e das Penas

Art. 90. Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação:

Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Art. 91. Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a Administração, dando causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato, cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

PUBLICAÇÕES DOS BOLETINS LEGISLATIVOS SOBRE O ANDAMENTO DA LICITAÇÃO MOTIVO DESTA REPRESENTAÇÃO:

1 - Lançamento do Edital 13/2017 em 08/12/2017

BOLETIM LEGISLATIVO 1129
PREGÃO PRESENCIAL Nº 13/2017
PROCESSO Nº 6687/2017
CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM FORNECIMENTO, INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMA INTEGRADO PARA GESTÃO DOS TRABALHOS LEGISLATIVOS.

A Câmara Municipal de Taubaté realizará licitação na modalidade pregão presencial, pelo critério de MENOR PREÇO, para contratação de empresa especializada para fornecimento, instalação, configuração e manutenção de sistema integrado para gestão dos trabalhos legislativos. A cópia do edital poderá ser consultada gratuitamente e obtida na sede da Câmara Municipal de Taubaté, ou acessando o sitio oficial na internet: http://www.camarataubate.sp.gov.br/licitacoes.

No dia 20 de dezembro de 2017, às 09 horas, na sede da Câmara Municipal, será realizada sessão pública única para credenciamento, recebimento da documentação necessária para participação, e recebimento do envelope de proposta de preços e do envelope de habilitação. As propostas poderão ser entregues antecipadamente no setor de Protocolo.

Taubaté, 08 de dezembro de 2017.
Vereador José Adalcio Nunes Coelho
1º Vice-Presidente no exercício da presidência

2 – Homologação e Autorização para Contratação em 20/12/2017

BOLETIM LEGISLATIVO 1132
PREGÃO PRESENCIAL Nº 13/2017
PROCESSO Nº 6687/2017
CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM FORNECIMENTO,

INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMA INTEGRADO PARA GESTÃO DOS TRABALHOS LEGISLATIVOS.

Homologo o julgamento procedido pelo pregoeiro e autorizo a contratação do objeto desta licitação, Lote de nº 01, no valor total de R$ 400.000,00 da Visual Sistemas Eletrônicos Ltda.

Publique-se.
Taubaté, 20 de dezembro de 2017.
Vereador José Adalcio Nunes Coelho
1° Vice-Presidente no exercício da presidência

3 – Extrato do Contrato publicado em 12/01/2018

BOLETIM LEGISLATIVO 1133
EXTRATO DE CONTRATO
PROCESSO: nº. 6687/2017
MODALIDADE: Pregão nº. 13/2017 (Lei Federal nº 10.520/02 e nº 8.666/93 e suas alterações).
Contratante: CÂMARA MUNICIPAL DE TAUBATÉ
Contratada: Visual Sistemas Eletrônicos Ltda.
Objeto: Contratação de empresa especializada em fornecimento, instalação, configuração e manutenção de sistema integrado para gestão dos trabalhos legislativos.
Valor Total: R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais).
Prazo: 12 (doze) meses a partir de 08 de janeiro de 2018.

Dotação Orçamentária: 4.4.90.52.35 - equipamento de processamento de dados; 3.3.90.39.99 – outros serviços de terceiros pessoa jurídica; 3.3.90.30.26 - material elétrico e eletrônico; 3.3.90.39.05 – serviços técnicos profissionais; 3.3.90.39.48 - serviço de seleção e treinamento e 3.3.90.39.99 - outros serviços de terceiros pessoa jurídica.

- Do ponto de vista probatório, todos os documentos necessários para o conhecimento e a demonstração da realidade dos fatos aduzidos na presente demanda foram juntados com a presente representação, exceto o processo de compra completo que corrobora a suspeita de fraude em licitação foi requerido a Câmara Municipal em 16/01/2018 com prazo de 20 dias para entrega dos documentos conforme lei 12527/11.

No caso em tela, vislumbra-se plenamente a fraude licitatória e direcionamento, como nos ensina a publicação FRAUDES EM LICITAÇÕES E CONTRATOS Volume I, do Ministério Publico do Estado de São Paulo onde diz:

“1. FRAUDE NA ELABORAÇÃO DO ATO CONVOCATÓRIO

As principais fraudes relacionadas à formulação do edital referem-se à descrição do objeto a ser comprado ou contratado e condição de habilitação para as empresas. É estratégia frequente a exigência de qualificações técnicas muito detalhadas e específicas para a prestação de serviço ou compra de produto geralmente beneficiando apenas um dos concorrentes.”

Indícios de Irregularidades que podem ser observados no Edital:

- O SOBREPREÇO, ou seja, a cobrança de preços superiores aos de mercado. Por exemplo, quando um monitor de 46” encontrado no mercado por R$ 2,5 mil e lançado o valor de referencia a R$ 9,8 mil, o sobrepreço geralmente é acompanhado do direcionamento ou dispensa da licitação e pode também ser consequência de acordo prévio entre os concorrentes ou o licitante.

- O DIRECIONAMENTO da licitação também é comum durante os processos. A estratégia mais frequente é a exigência de qualificações técnicas muito detalhadas e específicas para prestação de serviço ou compra de produto, geralmente beneficiando apenas um dos concorrentes.

Exemplo de Direcionamento do Edital, tendo como exemplo o edital 13/2017:

O que diz a clausula 6 do edital:

“6. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À PARTICIPAÇÃO“

“......6.1. Os seguintes documentos deverão ser entregues pelas licitantes, fora dos envelopes:

f) Atestado de capacidade técnica, fornecido por pessoa jurídica de direito público ou privado, que contemple, no mínimo, a execução a contento da parte de maior relevância desta licitação: instalação e fornecimento de painel eletrônico de votação, manutenção de sistema de painel eletrônico, MANUTENÇÃO DE TERMINAL DE BIOMETRIA DE PALMA; configuração de softwares de sistema de votação;

- É motivo de constantes denuncias que até os PREGÕES, PRESENCIAIS OU ELETRÔNICOS, NÃO ESTÃO IMUNES ÀS IRREGULARIDADES. No caso dos presenciais, existe a possibilidade de acordo antecipado entre os participantes, caso em que a licitação esta viciada, ou seja apenas um concorrente e sua participação é apenas pró forma para dar aparência de regularidade no certame.

Muito embora o edital informe a relevância da MANUTENÇÃO DE TERMINAL DE BIOMETRIA DE PALMA, tal situação não pode prosperar haja vista que a lei federal nº8.666/93 assim determina:

Art. 30 (...)
I - capacitação técnico-profissional: comprovação do licitante de possuir em seu quadro permanente, na data prevista para entrega da proposta, profissional de nível superior ou outro devidamente reconhecido pela entidade competente, detentor de atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou serviço de características semelhantes, limitadas estas exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor significativo do objeto da licitação, vedadas as exigências de quantidades mínimas ou prazos máximos;

§ 3º – Será sempre admitida a comprovação de aptidão através de certidões ou atestados de obras ou serviços similares de complexidade tecnológica e operacional equivalente ou superior.

Neste item, o que deve ser exigido é atestado de fornecimento e manutenção de terminal de votação , painel eletrônico e que contemple a tecnologia de biometria de forma abrangente e não de forma tão detalhada.

- OUTRA FORMA DE FRAUDE - MASCARAMENTO DO OBJETO LICITADO:

Existem no pais dezenas de empresas prestadoras de serviço de monitoramento de editais de licitação abrangendo todas as instâncias de Governo, seja Federal, Estadual, Municipal , Legislativo e Judiciário, que consiste em separar os editais lançados por produto/serviço e encaminhar aos seus clientes que pretendem disputar determinada licitação em seu nicho de atuação, mas como a seleção se dá via sistema por palavra chave, uma licitação como no caso em tela , que na realidade é um painel eletrônico de votação, mas leva o pomposo nome de “ CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM FORNECIMENTO, INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMA INTEGRADO PARA GESTÃO DOS TRABALHOS LEGISLATIVOS.”, não podemos ignorar o fato que os orçamentos de referência estão direcionados a favorecer a atual empresa contratada haja vista que não houve REALMENTE pesquisa de mercado de solução tecnológica que seja economicamente mais viável para a Casa Legislativa através das empresas com experiência em sistemas de votação eletrônica parlamentar, porém, caso de consulta a outra empresa , por exemplo a SPIDER, tenha fornecido orçamentos , servem tão somente para fins de formalidade administrativa, pois não é fabricante ou fornecedora de sistema de votação parlamentar e nunca forneceu sistema eletrônico de votação, mas estranhamente fornece orçamento de sistema de votação eletrônica sem que haja registro de participação em processos licitatórios deste gênero, pois são empresas que fornecem para a iniciativa privada ou pública painéis eletrônicos, entretanto, LONGE de terem a capacidade técnica ou condições de habilitação para executar o contrato objeto desta licitação.

- RESUMO

O ponto principal do direcionamento neste edital está na previsão de exigência em atestado de capacidade técnica da tecnologia de biometria na palma da mão. Não há necessidade de utilizar terminal com sistema biométrico com a funcionalidade da palma da mão, pois a funcionalidade fingerprint, além de mais barata garante a mesma funcionalidade do modelo da palma da mão, isto é, a exigência da biometria da palma da mão é mero engodo para direcionar a licitação, pois não tem justificativa para adoção deste produto.

Isto significa que tal tecnologia não é adotada para sistemas de votação eletrônica parlamentar, mas sim em sistemas bancários visando a segurança do cliente, isto porque o sistema biométrico fingerprint (também previsto no edital), é a solução tecnológica comumente adotada.

Desta forma, ao exigir atestado de capacidade técnica que tenha de comprovar tecnologia que somente uma empresa detém, onde nem mesmo outras empresas jamais utilizaram tal tecnologia fatalmente direciona e favorece a licitação para a empresa Visual Sistemas Eletrônicos Ltda.

Tal solução não se justifica para o sistema de votação eletrônica nem de acesso, pois o sistema biométrico visa identificar o parlamentar que registrar o voto ou sua presença no local, enquanto o sistema biométrico da palma da mão visa tão somente a segurança de acesso. Por isto, tal solução tecnológica é adotada em sistemas bancários, sendo supérfluo e direcionar para o presente caso.

E quanto ao mascaramento da licitação acabou deixando varias empresas fora do certame que poderia certamente derrubar os valores em pelo menos 25%, que é a media em licitações onde se apresentam vários fornecedores.

No mesmo limbo denota-se que o edital ao exigir o detalhamento exacerbado da regra que estabelece a exigência do licitante em fornecer 06 monitores profissionais LCD 46” com borda total máxima entre os monitores de 6mm demonstra restrição a ampla competitividade já que exige objeto idêntico ao licitado. Ora, uma situação é caso peculiar que se insere no objeto a ser executado pela empresa contratada de modo que atenda a necessidade da Câmara Municipal de Taubaté outra situação é exigir que o atestado de capacidade técnica que provém de objeto fornecido pela licitante para outro cliente tenha as mesmas características estruturais.

Plausível é a comprovação de experiência de fornecimento de painel vídeo wall com pelo menos 6 monitores, entretanto se torna abusiva no momento que exige o detalhamento que deve haver borda total máxima entre os monitores de 6mm, pois esta regra deverá ser cumprida pela empresa contratada, mas necessariamente não é uma condição de para a administração pública assegurar-se se a licitante possui ou não capacidade técnica.

Tal determinação destina-se, portanto, a assegurar o vínculo de pertinência entre o requisito de experiência anterior e o objeto licitado.

Fica a lição do ilustre administrativista Adilson Dallari, em sua obra, verbis: "A doutrina e a jurisprudência indicam que, no tocante à fase de habilitação, como o objetivo dessa fase é verificar se aquelas pessoas que pretendem contratar têm ou não condições para contratar (essa é a essência, isto é o fundamento), interessa para a Administração receber o maior número de proponentes, porque, quanto maior a concorrência, maior será a possibilidade de encontrar condições vantajosas”.

Contudo, ao passo que no presente certame traz consigo cláusulas que comprometem a disputa, a Administração fica inviabilizada de analisar uma oferta extremamente vantajosa em sua técnica e preço, impossibilitando até mesmo que uma das empresas mais capacitadas possa ser selecionada à contratação.

DOS PEDIDOS

Ante o exposto, por mais que o crédulo contribuinte, que sofra de miopia conveniente queira acreditar no caráter e honestidade dos responsáveis, são necessárias medidas que comtemplem a imediata resposta ao conjunto da sociedade sobre o controle do dinheiro público como segue:

a) Verifique-se a real necessidade da compra de Painel Eletrônico, sabidamente que a Câmara local tem 19 vereadores e um corpo administrativo com mais de 200 servidores entre comissionados e concursados, onde podemos encontrar técnicos, analistas e consultores que estão diretamente ligados a atividade legislativa e podem realizar o controle de frequência e votações sem necessidade de compra desta magnitude, considerando que a Manutenção durante 12 meses será de R$ 93 mil, e a renovação vai ser ad eternum, pois a empresa vencedora da venda dos equipamentos é a proprietária do programa operacional do sistema.

b) solicitação da tutela antecipada, determinando à Câmara Municipal de Taubaté, QUE SUSPENDA IMEDIATAMENTE O CONTRATO ORA HOMOLOGADO.

c) Confirmando-se conduta inidônea e improbidade administrativa praticada pelo presidente da Câmara Diego Fonseca Nascimento, vice-presidente José Adalcio Nunes Coelho e seu diretor geral Kelvi Soares de Almeida, que sejam processados e punidos na forma da lei.

ANEXOS

1 – CNPJ AMATAU
2 – Edital nº 13/2017

- Diante do exposto, considerando que os fatos acima narrados caracterizam, em tese, ofensa aos princípios moralidade, a impessoalidade e a economicidade no exercício de cargo publico, requer-se ao Ministério Publico do Estado de São Paulo, sejam tomadas as providências cabíveis.

Taubaté, 25 de janeiro de 2018

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