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sábado, 26 de janeiro de 2019

Polícia faz operação para prender quase todos os vereadores de Augustinópolis

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10 dos 11 vereadores foram detidos; operação investiga pagamento de propina para aprovação de leis

Dez dos onze vereadores têm mandados de prisão temporária emitidos pela Justiça. Polícia investiga cobrança de propina para aprovar matérias enviadas pela prefeitura ao legislativo.

Por G1 Tocantins e TV Anhanguera, publicado em 25/01/2019

Mandados de busca estão sendo cumpridos na Câmara de Vereadores de Augustinópolis — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Justiça determinou a prisão temporária de dez vereadores de Augustinópolis, na região norte do Tocantins. A Polícia Civil cumpre os mandados na manhã desta sexta-feira (25). Apenas o presidente da Câmara de Vereadores não teve a prisão decretada, mas está sendo levado para depor. Ao todo, a cidade tem 11 vereadores. A operação foi chamada de Perfídia e investiga a cobrança de propina para aprovar projetos enviados pela prefeitura da cidade.


Até às 9h, sete vereadores foram presos e três são considerados foragidos. A operação é feita pela Polícia Civil e Ministério Público. São 14 mandados de busca e apreensão, dez de prisão temporária e três intimações para prestar depoimento.

Segundo a investigação, os vereadores cobravam propina para aprovar projetos enviados pela prefeitura. A suspeita é de que o esquema movimentava cerca de R$ 40 mil por mês.

Além de determinar a prisão, a Justiça determinou também o afastamento dos dez vereadores por 180 dias. Com isso os suplentes devem ser nomeados imediatamente para ocupar os cargos. Apenas o presidente da Câmara, que não está sendo investigado neste momento, continua no cargo.

Os mandados de prisão são contra os seguintes vereadores:

Maria Luisa de Jesus do Nascimento (PP)
Antônio Silva Feitosa (PTB)
Antônio Barbosa Sousa (SD)
Antônio José Queiroz dos Santos (PSB) - Foragido
Edvan Neves Conceição (MDB) - Foragido
Ozeas Gomes Teixeira (PR)
Francinildo Lopes Soares (PSDB)
Angela Maria Silva Araújo de Oliveira (PSDB)
Marcos Pereira de Alencar (PRB)
Wagner Mariano Uchôa Lima (MDB)

Serão levados para depor o presidente da Câmara de Vereadores, Cícero Cruz Moutinho (PR), o secretário de administração de Augustinópolis e um servidor do controle interno do município.

Em entrevista à TV Anhanguera, o presidente disse que não sabia sobre o esquema. "Para mim está sendo uma surpresa. Uma surpresa grande, não estou sabendo nem do que se trata essa situação. [Agora] Esperar que vai ser feito. Não recebi nenhuma decisão, simplesmente fui intimado para vir à Câmara e depois à delegacia", disse.

Outro lado
O advogado Fábio Alcântara, que representa Maria Luisa de Jesus do Nascimento (PP) e Wagner Mariano Uchôa Lima (MDB), afirmou só vai se posicionar após ter acesso aos autos do processo.

A advogada Cássia Cayres também informou que não teve acesso ao processo e não pode se manifestar neste momento. Ela representa seis vereadores: Ozeas Gomes Teixeira (PR), Francinildo Lopes Soares (PSDB), Antônio Silva Feitosa (PTB), Angela Maria Silva Araújo de Oliveira (PSDB), Antônio Barbosa Sousa (SD) e Edvan Neves Conceição (MDB).

O G1 tenta contato com a defesa dos demais suspeitos e com a Prefeitura de Augustinópolis.


Polícia investiga esquema de propina na Câmara de Augustinópolis — Foto: Lucas Ferreira/ TV Anhanguera

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Vereadores são presos em operação contra fraudes em licitações

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Infor Rede Vale, quinta-feira 27 de dezembro de 2018

Servidores e empresários também são alvo da operação. Grupo é suspeito de desviar cerca de R$ 700 mil em Porto Nacional

Vereadores são presos em operação contra fraudes em licitações em Porto Nacional

Polícia Civil cumpre nove mandados de prisão contra parlamentares, empresários e servidores públicos. Operação é realizada em Porto Nacional e Palmas.

As informações são do G1 Tocantins, publicado em 27/12/2018 às 08h30 horário de Brasília

Policiais cumprem mandados de prisão contra vereadores, servidores e empresários — Foto: Reprodução
Três vereadores e o secretário municipal de governo de Porto Nacional, cidade a 66 km de Palmas, foram presos nesta quinta-feria (27), em uma operação contra fraudes em licitações da câmara municipal. Foram detidos os vereadores Adael Oliveira Guimarães (PSDB), Emivaldo Pires de Souza (PTB), Jean Carlos da Silva (PV) e o secretário Geylson Neres Gomes (MDB), que também integrava a Câmara e está licenciado.

Porto Nacional fica na região central do estado. A Câmara de Vereadores é composta por 11 parlamentares.

A polícia informou que também cumpriu mandados de prisão contra um ex-vereador que teve o mandato cassado; dois servidores da Câmara, além de um empresário do ramo de informática.

O G1 busca contato com a defesa dos parlamentares e com a Câmara de Vereadores.

Ao todo são cumpridos nove mandados de prisão na operação. Destes, oito pessoas já foram presas. A Polícia Civil faz buscas para prender um ex-vereador, que também já foi secretário municipal.

Também são cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Porto Nacional e em Palmas. A operação é um desdobramento da Negócio de Família, deflagrada pela Polícia Civil no dia 17 deste mês e que começou a investigar o crime de fraude em licitação na Câmara de Vereadores.

Segundo a polícia, a operação recebeu esse nome porque o suposto esquema teria envolvido três pessoas da mesma família e um amigo. O grupo teria desviado cerca de R$ 700 mil.

Na época da operação, o delegado Wagner Siqueira explicou que o grupo é suspeito de montar empresas para concorrer em processo licitatório na Câmara.


“O grupo possuía quatro empresas com o objetivo supostamente de fraudar o caráter competitivo, participando das licitações de equipamentos de informática e de telefonia. Na ocasião, eles provavelmente combinavam os preços para sagrar-se vencedores nas licitações”, afirmou o delegado.

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