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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Qual a posição do meu partido sobre minha cassação?

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, sexta-feira, 01 de novembro de 2019

Por Deputado Federal André Janones, quinta-feira (31)
Foto: /Divulgação/ André Janones
Todo dia alguém me pergunta em qual partido sou filiado, e eu nunca fiz questão de responder nem divulgar isso, afinal, quem me acompanha sabe que eu NÃO ACREDITO em partidos políticos.

Tenho certeza que podem existir BANDIDOS e CORRUPTOS em em qualquer lugar (inclusive no meu partido), pois é impossível saber a índole e o caráter de cada filiado em um país com a dimensão do nosso, porém, todo esse meu descontentamento com o sistema político vigente não pode e não deve dar espaço para a INGRATIDÃO!

Leia também:



Quem está por trás da Cassassão do meu Mandato?


Desde o início da tentativa do Solidariedade em CASSAR MEU MANDATO, eu recebi TODO O APOIO do meu partido Avante 70.

É um partido pequeno sim, porém, depois desse episódio, além do respeito e independência que eu SEMPRE TIVE (inclusive quando não segui a orientação do partido e fui o ÚNICO a votar CONTRA a Reforma da Previdência), percebi também o caráter, a transparência e principalmente o COMPROMISSO COM A DEMOCRACIA que eles tem!

Se amanhã alguém do Avante fizer algo errado, não será poupado por mim, VOU PRA CIMA como faria com qualquer outro corruptor, porém hoje, me sinto na obrigação de deixar aqui registrado, publicamente, o meu MUITO OBRIGADO ao Avante 70 pelo apoio recebido, e por acreditarem no meu trabalho!

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Será que “já deu”, esse assunto de cassação?

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, terça-feira, 29 de outubro de 2019
Foto: Divulgação/ Pagina Oficial_Deputado Federal André Janones

Com Deputado Federal André Janones, terça-feira (29).

Essa foto foi publicada por mim durante a campanha eleitoral. Esse documento que estou segurando, são as minhas promessas de campanha.

Em um meio que é tão criticado justamente por se prometer e não cumprir, eu luto pelo direito de exercer meu mandato e assim cumprir com o que prometi. Em outras palavras, luto pelo direito de ser honesto, afinal, não honrar com os compromissos assumidos, também é um tipo de corrupção!

O que estão querendo tirar de mim não é um mandato apenas, mas sim MINHA DIGNIDADE. Querem retirar de mim um dos principais (não o único) instrumento que tenho para DAR VOZ AOS MENOS FAVORECIDOS (como eu prometi que faria) para assim me transformar em apenas mais um que não honrou com sua palavra. Querem me jogar na vala comum dos políticos SAFADOS E VAGABUNDOS que brincam com a esperança das pessoas, mas isso eu NÃO VOU PERMITIR e vou continuar lutando sim com TODAS MINHAS ARMAS pra preservar esse mandato que, como já disse outras vezes: não é meu, mas NOSSO!

"CHEGA ANDRÉ, JÁ DEU ESSE ASSUNTO DE CASSAÇÃO!"
Tenho lido isso aqui com alguma frequência nos últimos dias.

Mas será já que deu mesmo?

O que já deu foram as esperas intermináveis por uma cirurgia ou uma consulta nos hospitais públicos. Já deu, os aumentos irrisórios no salário mínimo, enquanto uma minoria privilegiada se esbalda com o dinheiro público. Já deram as esperanças que depositamos nos políticos ano a ano, ELEIÇÃO APÓS ELEIÇÃO, e que SEMPRE se transformam em decepção. Já deu ver uma minoria CORRUPTA se sobrepor a uma MAIORIA DE BEM, na base do poder e do dinheiro. Já deu essa discussão pueril, que mantem o país estagnado. Já deu de dinheiros na cueca, homenagens a corruptos, defesa de bandidos e etc.

Já deu o tempo de dormir em berço esplêndido. Hoje, estamos BEM ACORDADOS e sabemos exatamente o alcance da nossa voz, a força dos nossos braços e o poder do nosso voto! Ninguém, eu disse NINGUÉM vai cassar um LEGÍTIMO REPRESENTANTE DO POVO, afinal se foi o povo que colocou, só o povo pode tirar!

Vocês não tem noção do que acontece nos bastidores. O jogo é pesado. É sujo. Essa gente é mal, MUITO MAL, e estão dispostas a TUDO para "cortar o mal pela raiz" como eles mesmo dizem. A trama segue a todo vapor!

Antes de entrar aqui eu avisei que eu seria a BOMBA que vocês sempre quiseram soltar ali dentro, muitos não acreditaram (o que é normal face a tantos anos de decepções), mas eu tenho honrado minha palavra. Também disse que estava entrando pra QUEBRAR O SISTEMA e, a cada dia que passa, tenho mais certeza que vamos conseguir. É um caminho longo, árduo, mas fadado ao sucesso, e eles sabem disso, pois já perceberam o "tamanhão" que todos nós JUNTOS somos!

Não é apenas a absolvição que estamos em busca. Hoje somos milhões em busca de mandar um recado, de que o povo acordou e que esse mesmo povo que dormiu por anos e anos, já compreende bem que é que MANDA NESSA PAÍS. Quem é o patrão e que é o EMPREGADO DO POVO!

ELES TEM MEDO. NÓS NÃO, PORQUE JÁ DEU DE TER MEDO E É HORA DE IR PRA CIMA!

#TamoJuntoAtéOFinal

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Quem está por trás da Cassassão do meu Mandato?

"Indo pra cima dos que querem cassar meu mandato, ao VIVO!"


'Feedback'/ Em outro post também publicado nesta terça-feira (29)  André Janones trouxe maiores informações sobre o motivo do partido Solidariedade apresentar pedido de Cassação do seu mandato faz saber;

"Finalmente o partido Solidariedade RESPONDEU qual crime eu cometi e porque eles estão tentando CASSAR O MEU MANDATO: segundo eles, o CRIME foi chamar políticos de corruptos e bandidos (verdade eu não generalizei, mas eles vestiram a carapuça).
O partido também confirmou que continua articulando para que eu seja cassado, pois querem uma punição EXEMPLAR!
Quem quiser conferir a nota, basta entrar no face deles. Comentar não tem como, já que eles estão bloqueando ou ocultando todos que manifestam sua indignação.
Eu fiz o que podia. Agora está nas mãos de Deus e dos outros Deputados!", descreveu Janones. Obrigado por tentarem ajudar! completou.

Leia: - Quero ser lembrado como alguém que inspirou pessoas

Nota Oficial Solidariedade 
(Publicado em 29 de outubro de 2019)

Leia o 'pronunciamento oficial' do Solidariedade sobre a representação contra o deputado André Janones.Publicação: 29 de outubro de 2019

O Solidariedade protocolou no Conselho de Ética da Câmara, no dia 20 de agosto, uma representação contra o deputado federal André Janones (Avante-MG) por quebra de decoro parlamentar. O documento refere-se a comentários ofensivos feitos pelo deputado em suas redes sociais no dia 14 de agosto, após a votação do Projeto de Lei 7596/2017. No vídeo em questão, Janones dirige-se aos colegas com expressões desrespeitosas, como “vagabundos”, “canalhas” e “bandidos”, para criticar os que teriam votado a favor da proposta.

Ao defender seu ponto de vista sobre a proposta aprovada em plenário em votação simbólica, André Janones fez falsas acusações contra todos os parlamentares. Acreditamos que os congressistas devem ter a liberdade de votar de acordo com o que acreditam e não podem ser constrangidos por outros membros porque votaram a favor de determinado projeto.

Apesar de não ter sido citado diretamente, o Solidariedade considera que o deputado ofende sobremaneira a honra e o decoro do Parlamento, cometendo os crimes de calúnia, difamação e injúria, todos previstos no Código Penal Brasileiro, contra o Congresso Nacional e seus integrantes. Portanto, o partido requer que André Janones seja punido exemplarmente pela Câmara dos Deputados para reafirmar seu poder institucional.

domingo, 27 de outubro de 2019

Quero ser lembrado como alguém que inspirou pessoas

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por André Janones, Deputado Federal, sexta-feira, 25 de outubro de 2019

PARECE MENTIRA MAS É VERDADE

Esse é o Wesley, de 21 anos de idade apenas. Na última terça-feira (22-10), encontrei ele sentado, em um cantinho aqui da câmara, no local em que seria votado pedido de CASSAÇÃO feito contra mim pelo partido Solidariedade (o partido tenta cassar meu mandato, por eu denunciar casos de corrupção envolvendo Deputados).
Foto: Divulação_Págia Oficial André Janones
Muito sem jeito, ele chegou até mim e contou que SAIU DO SERGIPE, viajou de ônibus dois dias e duas noites, só para estar presente e manifestar seu apoio durante o julgamento.

De família humilde, ele comprometeu todo o salário do mês pra chegar até Brasília, e teve que pedir ajudar para se alimentar e manter em Brasília. Tudo por acreditar que o trabalho que estamos fazendo, é capaz de mudar a história do nosso país.

Confesso pra vocês que, no começo, custei a acreditar na história. Não tenho como explicar a emoção que é pra mim receber esse carinho, em um momento em que muitos políticos não podem sair na rua pra não apanhar. Eu sei exatamente o que despertei durante as eleições e continuo despertando ainda mais como Deputado: estou mexendo com a emoção de muita gente, trazer de volta a esperança àqueles que não tinham mais esperança. Estou fazendo quem não acreditava mais, de tanto se desiludir, de tanto "quebrar a cara", voltar a acredita. E tenha a certeza, eu sei EXATAMENTE a responsabilidade que isso implica.

Sempre me perguntam como eu quero ser lembrado. Como o Deputado que teve mais votos? Que ganhou mais emendas? Que tinha a melhor oratória? Que teve mais poder? Nada disso! Quero ser lembrado como alguém que inspirou pessoas! Esse é o legado que quero deixar e acho que estou no caminho certo!

#TamoJuntoAtéOFinal

Veja também:

Cadê o Posto de Saúde? Cadê o Dinheiro do Povo?

"Dinheiro para político roubar nós não vamos mandar não", informou Deputado.'


METENDO O PÉ e dando voadora nos CORRUPTOS.

Confira a fiscalização feita pelo Deputado Estadual Cletinho Azevedo e Deputado Federal André Janones. E não adianta vir com ameaças e mimimi! A FARRA com o dinheiro público ACABOU!


Após denúncia 'Equipamentos de Saúde' serão entregues no Estado de Minas Gerais

"Estive com o Secretário de Saúde do Estado, que anunciou que vai, entregar todo material de saúde que está no galpão em que fiz à fiscalização", informou o deputado. Acesse aqui e confira a matéria na íntegra.

Veja também:

- Em Minas, nomes de inscritos em dívida ativa poderão ser divulgados;

- Deputado 'cobra término' de mais de 600 casas do Programa 'Minha Casa Minha Vida';

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Em Minas, nomes de inscritos em dívida ativa poderão ser divulgados

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Por Infor Rede Vale, terça-feira, 22 de outubro de 2019

Os contribuintes inscritos na dívida ativa da Fazenda Pública do Estado de Minas Gerais poderão ter seus nomes e valores de débitos divulgados
Projeto recebeu parecer pela legalidade - Foto Divulgação/ Clarissa Barçante 

Transparência/ De autoria do Deputado Estadual Cleitinho Azevedo (Cidadania) o PL (Projeto de Lei 952/2019) tem por objetivo, obrigar o Estado à divulgar, por meio do Portal da Transparência e em tempo real, de informações pormenorizadas, contendo o nome do contribuinte, situação e valor da dívida, bem como, os procedimentos adotados pela Administração Pública para recebimento das referidas dívidas.

Infelizmente, na maioria dos Estados da Federação, tais informações são ainda inacessíveis à população, o que dificulta a fiscalização exercida pelo próprio povo sobre a forma como o Estado "cuida" dos recursos públicos, questão crucial no contexto atual, de crise financeira.

A própria União, além dos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, estão à frente nessa busca por transparência:

Do ponto de vista jurídico, a divulgação desse tipo de informação é autorizada expressamente pelo Código Tributário Nacional, que, em razão de alteração feita em 2001 (LC 104), passou a prever, no §3º do art.198, que tal conteúdo não é amparado pelo sigilo fiscal.

Apesar disso, o projeto está enfrentando resistência em uma das Comissões da (ALMG), a de Administração Pública, em que o PL caiu na Relatoria do Dep. Leonídio Bouças, que já apresentou PARECER DESFAVORÁVEL em 01.10.2019. O PL está PRESTES A SER PAUTADO novamente em reunião dessa Comissão, ocasião em que seus membros vão VOTAR O PARECER.

Status da Tramitação: A Proposição foi recebido em Plenário no dia 01.08.2019. Já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde recebeu parecer favorável do Relator designado, o Dep. Guilherme da Cunha, sendo aprovado pelos membros dessa Comissão. Após, seguiu para a Comissão de Administração Pública, em que o Relator designado, o Dep. Leonídio Bouças, apresentou PARECER DESFAVORÁVEL em 01.10.2019. Naquela reunião de Comissão em que apresentado o parecer, o Dep. Sargento Rodrigues fez um pedido de vista e o projeto ainda não foi pautado novamente em reunião dessa Comissão, para votação de seus membros quanto ao parecer apresentado, o que pode acontecer à qualquer momento.

Em sua justicativa do Projeto de Lei (Cleitinho Azevedo) ressalta que a iniciativa tem como objetivo atender o que preceitua a Lei Complementar nº 131 de 27 de maio de 2009 (Lei da Transparência) e a Lei Federal nº 12.528, de 18 de novembro de 2011 (Lei de acesso a informação), que regulamenta o inciso XXXIII do art.5º, inciso II, do § 3º do artigo 37 e §2º do artigo 112 da Constituição Federal, que contempla um dos princípios fundamentais da Administração pública: a publicidade.

Entende-se pelo princípio da publicidade o acesso difuso do público às informações relativas às atividades do Estado, seja pela divulgação na imprensa oficial ou particular, seja pela prestação de contas dos órgãos ou das entidades públicas, seja pelo fornecimento de dados de interesse de interesse geral ou individual, quando requeridos, sob pena de responsabilidade.

A publicidade das atividades estatais confere transparência à gestão da coisa pública e permite seu controle interno e externo. Confere certeza às condutas estatais e segurança aos direitos individuais e políticos dos cidadãos; sem ela, a ambiguidade diante das práticas administrativas conduz à insegurança jurídica e à ruptura do elemento de confiança que o cidadão deposita no Estado.

Por tais razões, contamos com o apoio dos nobres pares para a aprovação da proposição, completou o deputado.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

“Vai pra casa, vagabundo': Nota de Repúdio ao Governador João Dória

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, quarta-feira 16 de outubro de 2019



Por Aomesp (Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo)
João Doria faz discurso sob protesto em Taubaté — Foto: Tiago Bezerra/ TV Vanguarda
NOTA DE REPÚDIO

A AOMESP – Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo repudia veementemente a forma com que foram tratados policiais militares Veteranos da Polícia Militar, os deputados estaduais Major Mecca e Gil Diniz, e o senador Major Olímpio pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria, ontem, 15 de outubro, em Taubaté (SP). É lamentável que a maior autoridade do Estado não consiga conviver com o pensamento contrário, flertando com as mais evidentes práticas ditatoriais.

O governador chamou os Veteranos de vagabundos; os deputados de comparsas; o senador de ativista de rua. Uma simples consulta ao dicionário vai mostrar a ignorância do governador quanto ao vernáculo: Veteranos da Polícia Militar não levam vida errante no ócio; os deputados citados não compactuam com o crime; e o Major Olímpio não é um ativista de rua, mas representante de um dos poderes da República, legislando em causa de quem mantém no poder o próprio governador do Estado de São Paulo.

Leia: Chamado de 'mentiroso', Doria diz que manifestante é 'vagabundo';

Senador Major Olímpio manda um recado para Dória !!!! Para que isso governador ? Ainda quer ser Presidente da república??? Sabe quando ?? Nunca!!! Veja o Vídeo!

O que se espera de um governador é capacidade de gerenciar crises como a que estamos vivendo. No nosso caso, crise criada pelo próprio João Doria ao não cumprir promessas de campanha. Ninguém esquece de seu compromisso de reajustar o salário dos policiais militares (e dos demais integrantes das forças de segurança do Estado) logo no início de seu mandato. As manifestações que se avolumam são legítimas, democráticas e amparadas pelo artigo V da Constituição Federal: “é livre a manifestação do pensamento…”.

Veja também:

Mãe exige uma resposta do governador de São Paulo , João Doria, que chamou o pai dos seus filhos de vagabundo.
Veja o Vídeo!


Quem não vem sendo democrata é o próprio governador com inúmeros exemplos de atitudes ofensivas a milhares de pessoas honestas, cumpridoras de seus deveres, observadoras da Lei e da Ordem. Como espera que policiais militares reajam à ameaça de subtração de um de seus poucos direitos, como a quebra de paridade? Como espera que os integrantes das forças de segurança reajam com o não cumprimento da Lei, pelo governador, ao não reajustar o salário (data-base março!). Se não quer manifestações, se não quer críticas, se não quer desaprovação que tome um de dois caminhos: obedeça à Lei ou vá para casa.

A AOMESP espera que o governador João Doria retrate-se da absurda fala de ontem, em Taubaté, como, aliás, já fez em outra oportunidade, quando humilhou um oficial da Polícia Militar em pleno Quartel do Comando Geral por completo desconhecimento de sua rotina de trabalho. A AOMESP também espera que o governador João Doria cumpra sua mais recente promessa de anunciar o reajuste no próximo dia 31.

MP investigará Gil Diniz, do PSL, por suspeita de 'rachadinha'

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Infor Rede Vale, quarta-feira, 18 de outubro de 2019

Procuradoria-Geral de Justiça vai investigar criminalmente o deputado Gil Diniz, líder do PSL na Alesp, por 'rachadinha'

Ex-funcionário disse que presenciou devoluções de salários e gratificações, além de funcionários fantasmas do deputado; parlamentar nega. Ministério Público de Contas também apura possíveis irregularidades nos pagamentos no gabinete do deputados Coronel Nishikawa.

Por Léo Arcoverde, GloboNews — São Paulo, quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A Procuradoria-Geral de Justiça vai investigar criminalmente o deputado Gil Diniz (PSL), líder do partido na Assembleia Legislativa (Alesp). Ele foi acusado pelo ex-funcionário Alexandre Junqueira de pedir aos assessores a devolução de uma parte do salário e das gratificações, esquema conhecido como "rachadinha".

O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Thiago Pinheiro Lima, declarou nesta quarta-feira (16) à GloboNews que solicitará informações à Alesp para apurar, no âmbito da análise das contas do Legislativo estadual, possíveis irregularidades nos pagamentos de assessores por parte dos gabinetes dos deputados estaduais Gil Diniz e Coronel Nishikawa, ambos do PSL.

De acordo com o procurador, o pedido de informações se baseará na veiculação de notícias sobre a suposta prática de "rachadinha" nesses dois gabinetes. A suspeita já é alvo de investigações, no âmbito criminal, feitas pela Procuradoria-Geral de Justiça.

A investigação do Ministério Público de Contas é feita junto ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e pode ao final, por exemplo, resultar na rejeição das contas da Alesp por parte do tribunal.

Diniz negou exigir parte da remuneração dos funcionários. Para o parlamentar, a denúncia é uma "retaliação política" de Junqueira, conhecido como Carioca de Suzano, por ter sido demitido (leia mais abaixo).

Em nota, o deputado Coronel Nishikawa disse que a denúncia é "injusta". "Com falsa alegação de prática de retenção indevida de parte de salário dos meus assessores, a denúncia infundada foi feita de forma anônima em 4 linhas", afirmou.

Nishikawa ainda diz: "o inquérito civil tramita sob segredo de justiça, mas adianto que todos os assessores apresentaram voluntariamente os extratos bancários que foram aceitos pelo desembargador que preside o referido processo demonstrando claramente a inexistência de devolução de salário."

Segundo a Procuradoria-Geral de Justiça, foram remetidas cópias do expediente à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público para apuração de eventual ato improbidade praticada pelo parlamentar. A apuração está se desenvolvendo no âmbito criminal.

O que diz a acusação contra Diniz

Nesta terça-feira (15), Alexandre Junqueira, o ex-funcionário do deputado Gil Diniz, apresentou uma denúncia contra o parlamentar por suposta prática de "rachadinha" (clique aqui para ler mais).

Em entrevista à TV Globo nesta quarta, Junqueira reafirmou as acusações e disse que vai prová-las. Além do repasse de parte do salário, ele também disse que havia um esquema de funcionárias fantasmas no gabinete.

"Eu não fiz o repasse. Por isso que eu fui exonerado. Tudo será provado. Tudo será provado", declarou.

O ex-assessor parlamentar contou que conheceu Gil Diniz quando trabalhava como voluntário na campanha de Eduardo Bolsonaro (PSL) para deputado federal.

Conhecido como Carioca de Suzano, Junqueira disse que se aproximou dos políticos pela atuação nas redes sociais: "Na campanha eu era motorista do Eduardo [Bolsonaro] e voluntário. Dirigia para ele, e o Gil junto, fazendo campanha junto. Eu dirigia e panfletava".

Já Gil Diniz disse que Junqueira "era um mau funcionário, chegava atrasado e não tinha comprometimento com a assiduidade".

“Pode ser, sim, retaliação. Mas mais caso pessoal deste ex-assessor. Eu tenho um gabinete enxuto, com 12 assessores. Eu tenho três assessoras – as três estão aqui e sempre estão aqui. Ele [Junqueira] precisa provar o que está dizendo", afirmou o deputado, referindo-se a uma outra denúncia do ex-funcionário, segundo a qual havia "funcionária fantasma" no gabinete.
O deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP) em seu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo — Foto: Tahiane Stochero/G1

No momento em que o G1 esteve no gabinete na manhã desta quarta, havia três funcionárias mulheres trabalhando no gabinete.

O deputado nega as acusações de “rachadinha” e diz que “jamais” pediu parte do salário aos funcionários.

“Jamais [pedi], até porque a campanha está bem longe de começar e não somos candidatos a nada ainda no ano que vem. Eu sabia que uma hora iria surgir uma denúncia de nos colocar na vala comum da corrupção, sabia que isso iria acontecer, e infelizmente aconteceu. Eu estou extremamente chateado, porque era uma pessoa próxima que teve a oportunidade. Para mim, foi uma retaliação de quem está chateado pela exoneração”, afirmou.

Funcionários negam

Na manhã desta quarta, 5 dos 12 funcionários de Diniz estavam no gabinete, além do deputado e de dois advogados que defendem Diniz.

Um dos funcionários, o assessor parlamentar Felipe Carmona Cantera, negou que tenha tido que repassar parte de seu salário para o deputado.

"Nunca teve isso, isso nunca existiu [rachadinha] aqui dentro, nunca teve pagamento em dinheiro, o deputado nunca nos pediu nada. Até porque no primeiro salário, começamos dia 18 de março, e só fomos receber mais de um mês depois". O funcionário recebeu um salário bruto de R$ 14.825,10 em agosto deste ano, último dado disponível no Portal da Transparência.

As funcionárias Adriana Rêgo Barros, Sonaira Fernandes de Santana e Wagna Maria Carneiro Santos Alves também negaram devolução de parte dos salários. Elas receberam, respectivamente, os salários brutos de R$ 12.310,51, R$ 24.730,88 e R$ 9.036,86 no mês de agosto.

Negativas do deputado

Gil Diniz diz que conheceu Junqueira na pré-campanha, porque ele se voluntariou na campanha de Eduardo Bolsonaro (PSL) a deputado federal e que o levou a Brasília para a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“Ele [o denunciante] disse que passou os últimos quatro meses em casa, como punição, e recebeu salário. Isso não é verdade, a própria rede social dele desmente, porque ele publicou nas redes sociais dele e estava me representando neste período”, afirmou o deputado.

Os advogados de Diniz mostraram posts publicados em redes sociais que seriam de Alexandre Junqueira. Os posts estão em nome de "Carioca de Suzano", como ele seria conhecido.

Diniz diz que entrará na Justiça com um processo contra o ex-assessor.

O deputado também negou que Alexandre Junqueira tivesse a Gratificação Especial de Desempenho (GED) que o ex-assessor afirmou que tinha direito. “Eu só posso repassar esta gratificação para quem já tem mais de 90 dias ou três meses de função, e ele não tinha isso. Ele não tinha nenhuma gratificação especial”, disse o deputado.

“Ele trabalhou direto comigo como voluntário desde a época da pré-campanha, sempre foi bem próximo de nós. Por isso nos parece estranha está denúncia neste momento”, acrescentou.

Diniz tomou posse em 15 de março deste ano, data do início do mandato dos atuais deputados estaduais de São Paulo. Junqueira ficou contratado de março até julho.

Acusação

O ex-assessor do deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP), Alexandre Junqueira, apresentou uma denúncia pela suposta prática de "rachadinha" no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta terça (15). A "rachadinha" ocorre quando um servidor repassa parte ou totalidade do seu salário ao político que o contratou. A denúncia foi encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo.

A Procuradoria-Geral de Justiça confirmou o recebimento da representação e disse que está sendo analisada pela assessoria técnica.

"Ali havia também funcionária fantasma, porque não trabalhava e apenas assinava o ponto e devolvia o dinheiro para o Deputado. Essa funcionária, amiga do Deputado há mais ou menos doze anos, recebe em troca apenas o cartão alimentação (sodexo), e aproximadamente R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais) em troca de dar seu nome para desconto do salário", diz a denúncia.

Junqueira diz que foi "punido" por se recusar a devolver parte do salário e gratificações. "Quando ele tomou posse, passei a exercer o cargo de “Assessor Especial Parlamentar”, mas, logo no início, pediram que eu devolvesse parte do meu salário e, principalmente, as GEDS (gratificações), que só foram incorporadas ao meu salário para que eu as devolvesse em dinheiro para o Deputado."

"Diante da minha recusa em devolver parte do salário e as GEDS, foi feito a proposta, após quatorze dias, de ser rebaixado para o cargo de motorista, não aceitei. E em seguida, permaneci por quatro meses em casa sem prestar quaisquer serviços, a título de punição pela minha recusa, conforme imposto pelo Deputado em questão. Ainda que eu quisesse trabalhar, fui proibido de ir ao gabinete e orientado a ali comparecer apenas uma vez por semana, para assinar a folha de ponto", completou.

Ainda segundo Junqueira, todos os assessores que recebem o salário no teto fazem rodízio das gratificações, que costumam ser sacadas em dinheiro para pagamento das contas dos apoiadores do deputado. O ex-assessor afirma que tem conhecimento de que o mesmo procedimento ocorre na liderança do PSL.

A representação foi assinada por Junqueira na segunda-feira (14), em Bali, Indonésia, e diz que o ex-assessor apresentou cópias de documentos à Procuradoria.

sábado, 21 de setembro de 2019

Bolsonaro tem até 4 de outubro para vetar ou sancionar lei eleitoral

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, sábado, 21 de setembro de 2019

Se a lei for sancionada, valerá para as eleições municipais de 2020

Está nas mãos do presidente da República Jair Bolsonaro a decisão de sancionar ou vetar (total ou parcialmente) o projeto que altera regras eleitorais (Projeto de Lei 5029/19). Para valerem já nas eleições municipais de 2020, as novas regras precisam ser sancionadas até o dia 4 de outubro.

Foto: /Marcelo Camargo - Agência Brasil

A matéria é da Agência Brasil, sábado 21 de setembro de 2019 por Heloisa Cristaldo e Karine Melo - Repórteres da Agência Brasil.

A primeira versão do projeto foi aprovada pelos deputados no início de setembro com grande repercussão negativa. A reação fez com que o Senado avançasse apenas na criação de um fundo eleitoral, sem valor definido, para financiar as eleições no ano que vem. Quando o texto voltou à Câmara, os deputados excluíram alguns pontos importantes, mas mantiveram trechos que críticos da proposta acreditam que podem dar margem para caixa dois, lavagem de dinheiro, além de reduzir mecanismos de controle dos recursos.

Após negociação entre os líderes partidários, os deputados retomaram à votação de todo o texto, retirando quatro pontos. No relatório apresentado pelo deputado Wilson Santiago (PTB-PB), foram suprimidos os seguintes trechos: o que permite pagar advogados e contadores com o fundo partidário; o que aumenta o prazo para a prestação de contas partidárias; um terceiro, que viabilizaria diversos sistemas para a prestação das contas, além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); e um último ponto que permitia partidos serem multados por erros na prestação de contas apenas em caso de dolo, quando há intenção em cometer uma fraude.

Fundo partidário

O texto aprovado garante o fundo eleitoral para financiamento de campanha dos candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais de 2020. A medida estabelece que os valores do fundo serão definidos por deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento (CMO). O projeto de lei do orçamento de 2020, enviado pelo Poder Executivo, já prevê a destinação de R$ 2,54 bilhões para as eleições municipais.

Gastos

A medida prevê a contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia, inclusive em qualquer processo judicial e administrativo de interesse partidário ou de litígio que envolva candidatos do partido, eleitos ou não, com a ressalva de que estejam diretamente relacionados ao processo eleitoral.

Os recursos podem ser usados por partidos políticos para pagamento de juros, multas, débitos eleitorais e demais sanções relacionadas à legislação eleitoral ou partidária. As verbas também podem ser direcionados na compra ou locação de bens móveis e imóveis, construção de sedes e realização de reformas; e no pagamento pelo impulsionamento de conteúdos na internet, incluída a priorização em resultados de sites de pesquisa.

Doações

As doações para campanhas eleitorais são restritas às pessoas físicas. A lei atual estabelece que a doação seja feita por recibo assinado pelo doador, limitado a 10% dos rendimentos brutos desse doador referente ao ano anterior. Atualmente, é possível fazer as doações por cartão de crédito ou débito. Com a medida aprovada, parlamentares permitiram o uso de boleto bancário e débito em conta.

Propaganda partidária semestral

O texto aprovado pelos deputados prevê a volta da propaganda partidária semestral e exceções aos limites de gastos de campanhas eleitorais. A obrigação dessa veiculação em rede nacional e estadual foi extinta pela última reforma eleitoral em virtude da criação do fundo eleitoral. Em cada emissora, somente serão autorizadas inserções até que se alcance o limite diário de 12 minutos.

A medida estabelece que o partido com mais de 20 deputados federais eleitos terá 20 minutos de tempo, por semestre, para inserções nas redes nacionais e o mesmo tempo nas redes estaduais. A sigla que eleger de 10 a 19 deputados terá assegurado o tempo de 15 minutos a cada seis meses - tanto nas redes nacionais quanto estaduais. Já os partidos que tenham eleitos até nove deputados terão o tempo de 10 minutos assegurados (redes nacionais e estaduais – cada).

Participação feminina

O texto traz ainda uma mudança com relação à atividade de mulheres dentro de partidos políticos. A medida prevê que as siglas criem instituto com personalidade jurídica própria para gerir esses recursos destinados exclusivamente à participação feminina. Atualmente, a lei já determina que 5% do fundo partidário seja usado na promoção da participação das mulheres na política.

Repercussão negativa

Para a diretora de Operações da Organização Não Governamental Transparência Brasil, Juliana Sakai, a forma acelerada de tramitação e o próprio conteúdo do projeto de lei foram equivocados. Críticos ao texto aprovado se mobilizam para pressionar o presidente da República a vetar trechos da lei aprovada pelos congressistas.

“Deputados e senadores legislaram em causa própria. Eles definiram a regra do jogo de como eles vão jogar, como vão receber os recursos e aplicá-los e também como fiscalizar esses recursos. Houve um movimento forte para apressar e votar em regime de urgência, sem discutir com a sociedade.

Foram apenas quatro horas de debates no plenário [da Câmara], não tramitou em nenhuma comissão e foi direto para o Senado”, aponta a diretora.

Para Juliana Sakai, o projeto aprovado pode gerar problemas para que Justiça Eleitoral fiscalize os recursos públicos do Fundo Partidário além de abrir brechas para caixa dois e lavagem de dinheiro.

“Isso é muito grave. O projeto permite, por exemplo, o pagamento de passagens para pessoas de fora do partido. Essas novas regras dificultam que a Justiça Eleitoral analise o uso de recursos ao diminuir o controle das contas dos partidos políticos”, explicou. “Essa proposta é um ataque à transparência, são medidas que inviabilizam o controle social e surpreende que, em 2019, os parlamentares tenham a coragem de propor um texto desse nível”, completou.

Na avaliação de Juliana Sakai, o trecho do projeto que prevê novas regras para considerar um candidato inelegível é uma afronta à Lei da Ficha Limpa. O texto estabelece parâmetros para avaliar se um candidato está elegível para disputar as eleições. A definição caberá à Justiça Eleitoral que deve considerar a data da posse e não a data do registro da candidatura, embora a condição continue a ser aferida nesse momento.

“Isso está trazendo o caos para o sistema eleitoral ao viabilizar campanhas, que talvez não sejam deferidas, com dinheiro público que será gasto e candidatos que receberão votos e não serão eleitos”, disse.

Reação

Segundo senadores que fazem parte do grupo Muda, Senado (que tem 21 parlamentares), o texto final aprovado na Câmara "é uma absurda ofensa ao Senado, à democracia e à sociedade, que acompanha atônita a destruição da já combalida credibilidade da política como meio adequado para resolução de conflitos".

O grupo considera a possibilidade de tomar medidas judiciais sobre o assunto, de forma a "restabelecer o devido processo legislativo e assegurar que a democracia brasileira está acima de interesses pessoais e partidários".

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), classificou o texto aprovado na Câmara como um "retrocesso inimaginável". Para a senadora, a sociedade tem que pressionar o presidente da República a vetar o projeto.

“É um retrocesso inimaginável numa câmara que teve 60% do seu quadro renovado. Quando a sociedade renovou a Câmara em 60%, eu imaginei que descalabros como esse, retrocessos como esse, no que se refere à transparência, publicidade do dinheiro público, a própria moralidade, não fosse mais acontecer no plenário da Câmara dos Deputados”, disse. “Cabe agora uma ampla manifestação da sociedade, um grito das ruas com pedido de veto ao senhor presidente da República para que nós, no Senado, possamos manter esses vetos”, completou.

Defesa

Já o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem feito uma defesa veemente da medida. O parlamentar tem ressaltado a importância do financiamento para garantir a participação de grupos diversos na política brasileira.

Leia:- Maia diz que Fundo Eleitoral é necessário para equilibrar campanhas;

“Reafirmamos o que fizemos no outro processo em relação ao fundo. Se não tiver financiamento público, só vão financiar as campanhas quem tiver vinculado a um empresário rico. Se não tiver o fundo, é uma escolha, vamos ter só ricos ou ter gente ligado a políticos ricos”, afirmou Maia.

O deputado rebateu ainda a crítica de que a medida vai facilitar o caixa dois nas eleições. Para ele, o que pode impedir essa prática é mais fiscalização e punição.

“Não existem caminhos para facilitar o caixa dois. Os recursos eram contabilizados nos escritórios de advocacia, não tem caixa dois, está contabilizado, o que está contabilizado não é caixa dois. Você pode dizer que esse encaminhamento não é melhor, mas caixa dois não é. Ter limite ou não, não significa caixa dois. Nós precisamos é ter transparência, fiscalização firme e punição firme”, disse.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Câmara dos Deputados: Campanha Eleitoral, Propaganda e pagamento de Advogados de Políticos Condenados ou Processados

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Por Infor Rede Vale, quinta-feira, 05 de setembro de 2019

A preocupação de um 'Imenso Grupo Seleto de Políticos' para obter Bilhões de Reais de forma a patrocinar/bancar Campanha Eleitoral, Pagamentos de Advogados de Políticos Condenados e Processados e Propaganda de Rádio e TV 'contradiz', com o discurso de que se a Reforma da Previdência não for Aprovada, o Brasil Para.

Foto Divulgação/ Câmara dos Deputados/ Luis Macedo

Não podemos dizer que a referida semana, irá se completar com "Excelência de Projetos na Câmara dos Deputados" haja vista, a preocupação que se predominou sobre a Casa de Leis que deveria Zelar pelo Dinheiro Público.

"Não adianta, a Canalhice de diversos parlamentares não tem tamanho só tem Valores Astronômicos bancados pelo suor do Contribuinte Brasileiro".

Na contramão dos anseios da população, políticos estão alvoroçados à defender o PL que permite que os Partidos 'usem Dinheiro Público' para financiar Campanha Eleitoral bem como verbas do Fundo Partidário para pagar Advogados de Políticos Condenados ou Processados.

O Projeto de Lei 11021/2018 de autoria dos parlamentares Domingos Neto (PSD/CE), Arthur Lira (PP/AL), Baleia Rossi (MBB/SP) e Licas Vergílio (SD/GO) retrata um cenário político em que a Nação precisa intervir com objetividade de renovar 100% esse modelo de candidato(a) pois não cabe mentalidades como estas nos representando.

Permitir pagamento de advogados com Dinheiro do Fundo Partidário (Dinheiro Público), obrigatoriedade de usarem o Fundo Eleitoral e o partido que não usar, ser obrigado a redistribuir o referido valor entre todos os outros partidos? É isto mesmo que está sendo discutido?

"Na classe política não existe a palavras perdemos pois afinal, quem paga a Conta é a ASSOLADA POPULAÇÃO".

Não tenhamos dúvidas que trata-se de um caso totalmente pensado ou seja o que for reprovado no Plenário o resultado final ainda será o GANHO pois é Dinheiro Público que irá financiar as Campanhas em Plena Era Digital.

Diante de todos os meios para se alcançar à Comunicação via Internet e de forma totalmente gratuita (Facebook. Fan Pages, Youtube, Blogger dentre outras Redes Sociais) lamentavelmente temos 'Políticos' defendendo R$ 3,7 Bilhões para Campanha Eleitoral ao invés de defender pela inadmissão da referida proposta.

Mesmo que provado na última 'Eleição Geral' onde elegeu-se o atual Presidente Jair Messias Bolsonaro, assim como Deputados Estadual e Federal, Governadores e Senadores sem o USO de Dinheiro Público utilizando-se somente de suas respectivas Capacidade Técnicas, Propostas Coerentes, Poder de Persuasão estamos a presenciar um Imenso Grupo ainda defendendo o Uso do Dinheiro Público para Campanha Eleitoral assim como Propaganda Política em Rádio e TV e vergonhosamente pagamentos de honorários advocatícios para defender político condenados e/ou processados.

EntendaAprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados por 293 votos a 140 o Destaque do PSL ao Projeto de Lei 11021/2018 que muda as regras eleitorais, excluindo dispositivo do texto que permitia partidos doarem recursos entre si.


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Câmara aprova projeto que altera regras eleitorais

Por Câmara dos Deputados, quarta-feira, 05 de setembro de 2019 às 23h30

O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (4) a votação do Projeto de Lei 11021/18, que altera várias regras eleitorais. Entre outras mudanças, o texto prevê exceções ao limite de gastos de campanhas; estabelece itens nos quais podem ser usados recursos do Fundo Partidário; define critérios para análise de inelegibilidade; e autoriza o retorno da propaganda partidária semestral. A proposta será analisada ainda pelo Senado.

Para valer nas eleições municipais do próximo ano, as alterações precisam ser publicadas em até um ano antes do pleito, ou seja, até o começo de outubro deste ano.

Segundo o texto aprovado, um substitutivo do deputado Wilson Santiago (PTB-PB), haverá quatro novas situações nas quais o partido poderá usar recursos do Fundo Partidário.
Poderão ser contratados serviços de consultoria contábil e advocatícia, inclusive em qualquer processo judicial e administrativo de interesse ou litígio que envolva candidatos do partido, eleitos ou não, relacionados ao processo eleitoral, ao exercício de mandato eletivo ou que possa acarretar reconhecimento de inelegibilidade.

As legendas poderão usar esses recursos também para pagar juros, multas, débitos eleitorais e demais sanções relacionadas à legislação eleitoral ou partidária; na compra ou locação de bens móveis e imóveis, construção de sedes, realização de reformas; e no pagamento pelo impulsionamento de conteúdos na internet, incluída a priorização em resultados de sites de pesquisa.

Nesse último caso, o pagamento deverá ser feito com boleto bancário, depósito identificado ou transferência eletrônica, proibido o pagamento nos 180 dias anteriores às eleições.

Câmara conclui minirreforma eleitoral e partidária


Em relação aos programas de promoção da participação feminina na política, mantidos com recursos do fundo, o texto não permite mais que instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política conduzam esses programas. O órgão que cuidar dessa finalidade deverá ser comandado pela secretaria da mulher do partido.

Na proposta de orçamento federal para 2020, o Fundo Partidário atingiu R$ 959 milhões após a correção pela inflação (3,37%).

Troca entre partidosNas votações desta quarta-feira, foram aprovados dois destaques. Um deles, do PSL, excluiu dispositivo do texto que permitia a partidos doarem entre si recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) ou do Fundo Partidário, com exceção dos valores destinados à participação feminina.

Outro destaque aprovou emenda do PL e dos Republicanos para restringir a aplicação de multa de 20% sobre o montante considerado irregular em contas de partido desaprovadas pela Justiça Eleitoral apenas nos casos de conduta dolosa, ou seja, quando o agente teve a intenção de cometer a infração.

A emenda também retirou do texto a redistribuição de recursos do FEFC aos demais partidos quando alguma legenda se recusar a receber sua parcela.

Pagamento de pessoalEm relação ao pagamento de pessoal contratado pelos partidos, o projeto dispensa a aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43) para atividades remuneradas com valor mensal igual ou superior a duas vezes o teto de benefícios do INSS, atualmente fixado em R$ 5.839,45, se relacionadas à direção de órgãos partidários, suas fundações e institutos e também ao assessoramento e ao apoio político-partidário, assim definidas em normas internas da legenda.

Segundo o texto, essas contratações não geram vínculo de emprego.

Volta da propagandaO PL 11021/18 retoma a propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão semestralmente. Essa propaganda tinha sido extinta pela Lei 13.487/17 para economizar recursos a serem direcionados ao fundo eleitoral criado após a proibição de financiamento de campanhas por empresas privadas.

Para os partidos que tenham atingido a cláusula de desempenho (Emenda Constitucional 97, de 2017), o acesso à propaganda no rádio e na televisão será assegurado proporcionalmente à bancada eleita em cada eleição geral: partidos com 20 ou mais deputados federais terá um total de 20 minutos por semestre para inserções em rede nacional e 20 minutos para emissoras estaduais; aqueles com 10 a 19 membros terão 15 minutos para rede nacional e 15 para a estadual; e o partido com até 9 eleitos terá 10 minutos em cada rede.

No segundo semestre do ano de eleições, não haverá esse tipo de propaganda.

O formato é semelhante ao que vigorava antes da revogação, mas serão usadas apenas as inserções, de 15 ou 30 segundos e de 1 minuto, em três faixas de horário, todos os dias da semana: três minutos totais das 12h às 14h; três minutos diários das 18h às 20h; e seis minutos para o período das 20h às 23h.

Essas inserções continuam com o objetivo de difundir os programas partidários e transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa partidário e sobre a posição do partido em relação a temas políticos.

Já o tempo para incentivar a participação política feminina passa de 10% do total para um mínimo de 30%.

Quanto às proibições, continua vedada a participação de pessoa filiada a partido que não o responsável pelo programa; e a utilização de imagens ou cenas incorretas ou incompletas, efeitos ou quaisquer outros recursos que distorçam ou falseiem os fatos ou a sua comunicação.

Por outro lado, em relação ao texto revogado em 2017, acaba a proibição de divulgar propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos.

Procedimentos de impugnação junto à Justiça Eleitoral e penalidades são as mesmas existentes antes de 2017.

Limite diário/ As emissoras de rádio e televisão transmitirão as inserções segundo cronograma fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará prioridade ao partido que pediu primeiro se houver coincidência de data.

Em todo caso, em cada emissora, somente serão autorizadas inserções até que se alcance o limite diário de 12 minutos.

A emissora que não exibir as inserções partidárias segundo as regras perderá o direito à compensação fiscal e ficará obrigada a ressarcir o partido com a exibição de, no mínimo, o dobro do tempo, nos termos que forem definidos em decisão judicial.

Veja repercussão da minirreforma eleitoral e partidária


Rejeitado/ Plenário rejeita destaque e mantém fim de percentual fixo destinado ao fundo eleitoral

Por Câmara dos Deputados

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou destaque do PSL ao Projeto de Lei 11021/18, que muda regras eleitorais, mantendo no texto o fim do percentual fixo de 30% das emendas de bancada como referência para a destinação orçamentária ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Os deputados analisam hoje os destaques apresentados pelos partidos ao texto-base de autoria do deputado Wilson Santiago (PTB-PB).

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