A Empresa
Empresas são organizações que envolvem recursos humanos,
materiais e financeiros, e que podem ser analisadas segundo diferentes pontos
de vista.
Na Teoria Econômica, a empresa é vista como uma unidade
produtiva, que transforma insumos em produtos, gerando, dessa forma, valor. A
empresa, ao produzir bens serviços demandados pelo mercado, obtém lucro para
sobreviver e crescer, contribui para o bem estar com sua produção e estimula
outras atividades produtivas para a frente, através de seu produto, e para
trás, através de suas compras de insumos.
Para os objetivos da Análise de Investimentos, a empresa
é considerada como uma entidade orientada para acumulação de capital. A empresa
é uma entidade de capital cujo objetivo é sua valorização.
Decisões
O objetivo de valorização de uma empresa é alcançado
quando as decisões tomadas pela diretoria conduzem a um saldo liquido de
ganhos. Essas decisões podem ser classificadas como mostra tabela abaixo.
Níveis de Decisões
|
Objeto
|
Alcance Temporal
|
Estratégica
|
Relações da empresa com meio ambiente
|
Médio ou longo prazos
|
Administrativa
|
Organização (interna) da empresa
|
Médio ou longo prazos
|
Operacional
|
Processos de produção (ou de transformação)
|
Curto e médio prazos
|
As decisões de capital pertencem tipicamente ao nível
estratégico, porque implicam mudança no relacionamento da empresa com seus
clientes, fornecedores e concorrentes, com o sistema financeiro e com o governo.
Essas decisões apresentam horizonte de médios ou longos prazos e, em geral
irreversíveis. Isso significa que as decisões de capital:
Envolvem grandes somas de recursos;
Afetam a vida da empresa por grandes períodos de tempo;
São totalmente irreversíveis ou apresenta, custos de
reversibilidade muitos elevados.
As decisões de capital, como se percebe, são simplesmente
cruciais e podem tanto consolidar uma trajetória de expansão, quando oportunas
e no tempo certo, quanto comprometer a própria sobrevivência da empresa. Por
isso é conveniente que tais decisões se baseiem, tanto quanto possível, em
previsão e calculo de todas suas implicações relevantes.
Não se pode esperar, entretanto, que os estudos, analises
e avaliações relativos ás decisões de capital eliminem o risco, isto é, a
possibilidade de que os resultados previstos não se realizem, porem pode-se
melhorar substancialmente o nível de informação e as condições de risco para a
tomada de decisão, mas sempre haverá risco.
A Decisão de Investir
A decisão de investir é de natureza complexa, porque
muitos fatores, inclusive de ordem pessoal, entram em cena. Entretanto, é
necessário que se desenvolva um modelo mínimo para explicar e prever essas
decisões. Deixa-se de lado, portanto, a pretensão de desenvolver um modelo
completo para a decisão de investir.
A primeira idéia que surge é de que a decisão de
investir depende do retorno esperado: quanto maiores forem os ganhos futuros
que podem ser obtidos de certo investimento, tanto mais atraente esse
investimento parecerá para qualquer investidor.
Contudo, a essa altura, já se depara com
uma questão muito importante: como avaliar os ganhos futuros de certa
alternativa de investimento? Farão todos os investidores potenciais igual
avaliação dos ganhos futuros de certo investimentos? Essas perguntas levam a
concluir que, estando os agentes econômicos inseridos de forma diferenciada no
sistema (econômico), farão avaliações distintas de uma mesma oportunidade.
Mais importante do que isso, os ganhos
futuros não são certos, embora, em alguns casos como na aquisição de títulos da
divida publica, possam ser considerados quase certos. Então, temos dois fatores
atuando em sentidos opostos: os retornos esperados no investimento que atraem o
investidor e o risco que o afasta.
O projeto de investimento, em sentido
amplo, pode ser interpretado como um esforço para elevar o nível de informação
(conhecimento) a respeito de todas as implicações, tanto desejáveis quanto
indesejáveis, para diminuir o nível de risco, Em outras palavras, o projeto de
investimento é uma simulação da decisão de investir, como mostra a Figura
abaixo.
Quando se menciona risco de forma
genérica, está-se, na verdade, utilizando linguagem pouco precisa, porque não
se esta fazendo distinção entre duas situações significativas diferentes:
Situação de risco – em que os eventos
possíveis e suas probabilidades de concorrência são conhecidos;
Situações de incerteza – em que não se
sabe quais são os eventos possíveis, ou não se conhecem suas probabilidades de
virem a ocorrer.
Os projetos de investimento, geralmente
conseguem apenas melhorar a tomada de decisão, diminuindo o nível de incerteza.
De qualquer forma, a avaliação da
situação de risco, em si, constitui importante informação para a tomada de
decisão.
Cenário Macroeconômico
É preciso salientar a grande importância ao ambiente
político e econômico na forma de expectativas dos grandes empresários e essas
expectativas são influenciadas, de modo geral, pela política econômica e pela
conjuntura.
Quanto à política econômica, é desnecessário enfatizar a
importância das políticas monetárias, creditícia, fiscal, salarial e de
comercio exterior. As decisões governamentais nessas áreas afetam tanto direta
quanto indiretamente os resultados econômicos das empresas. As relações entre a política econômica e as decisões no
mundo dos negócios estão longe de ser simples. Os formuladores da política
econômica gostariam que os empresários fossem menos imediatistas e mais
crédulos, enquanto os empresários gostariam que os formuladores fossem menos
ávidos na cobrança de impostos e que jamais utilizassem seu poder de
estabelecer regras, que são considerados “artificiais”.
Diante, disso, é evidente que possíveis mudanças na
política econômica criam fortes expectativa no empresariado. Deve-se, então,
lembrar das considerações sobre o risco e incerteza e considerar que tais
mudanças, na verdade implicam grande aumento do nível de incerteza e, por isso,
apresentam-se como um poderoso freio sobre as despesas de investimentos.
Outro componente fundamental do cenário marcoeconômico é
a conjuntura dos negócios. Uma analise criteriosa deveria começar por
considerar a situação da economia mundial, seu comportamento nos últimos anos e
as principais tendências. Em seguida dever-se-ia passar a analisar a conjuntura
nacional e regional, levantando as séries históricas relevantes e tentando
identificar as principais tendências. Essa analise pode tanto comprovar
hipóteses iniciais de viabilidade de certo investimento quanto mostrar o
contrario.
Observou-se que a viabilidade dos projetos de
investimento é avaliada tendo-se em vista certo período de tempo, denominado
horizonte de planejamento. Portanto, tem-se de admitir que é necessário prever
a forma e a extensão das influencias que as possíveis mudanças no cenário
macroeconômico podem exercer sobre is custos e as receitas no horizonte de
planejamento.
Essa tarefa, entretanto, pode ser virtualmente impossível
em um cenário de grande instabilidade. Se, por exemplo, a taxa de inflação dor
elevada, os preços relativos tendem a variar muito e dificilmente podem ser
feitas estimativas satisfatórias sobre os preços reais dos insumos, sobre o
valor real das tarifas publicas e sobre o comportamento dos concorrentes. Dessa
forma, o denominado cálculo econômico torna-se praticamente inviável e o nível
de investimentos declina, trazendo recessão como conseqüência e certamente
agravando o quadro de instabilidade. Isso constitui o denominado “circulo
vicioso” da recessão; Ao contrario, se os preços e as regras que afetam os
lucros das empresas estiverem estáveis, os empresários estarão dispostos a
realizar despesas de investimentos, provocando expansão de renda e dos lucros e
estimulando novos investimentos. É o denominado “circulo virtuoso” do
crescimento.
Taxa de Mínima Atravidadde (TMA)
Entende-se como Taxa Mínima Atratividade a melhor taxa,
com baixo grau de risco, disponível para aplicação do capital em analise. A
decisão de investir sempre terá pelo menos duas alternativas para serem
avaliadas: investir no projeto ou investir na taxa mínima Atratividade. Fica
implícito que o conceito para investimento não fica no caixa mas, sim, aplicado
Á TMA. Assim, o conceito de riqueza gerada deve levar em conta somente o
excedente sobre aquilo que já se tem, isto é, o que será obtido além da
aplicação do capital na TMA. Esse conceito, desde há muito defendido pelos
economistas, denomina-se lucro residual. Mais recentemente, uma variação desse
conceito de excedente tem sido tratada como Valor Econômico Agregado ou
Economic Valeue Saded ( EVA).
A base para estabelecer uma estimativa da TMA é a taxa de
juros praticada no mercado. As taxas de juros que mais impactam a TMA são: Taxa
Básica Financeira (TBF), Taxa Referencial (TR),
Taxa de juros de Longo Prazo ( TJLP) e Taxa do Sistema Especial de
Liquidação e Custódia ( SELIC).
Retornando à questão original de qual deva ser o valor da
taxa “i” para ser usada no processo de descapitalização do fluxo de caixa, fica
evidente que essa taxa deve ser a TMA da empresa. Assim, o critério básico de
atratividade financeira de projetos pode ser reescrito como:
e recebe o nome de Valor Presente Líquido. É fácil
perceber que o VPL é uma função decrescente da TMA, significando que quanto
maior for o piso mínimo de retorno exigido para o projeto (TMA) menor será o
VPL e, por conseqüência, mais difícil a viabilização de projetos, isto é
encontrar projetos com VPL>0.
Indicadores Financeiros para Analise de Projetos de Investimentos
Um investimento, para a empresa, é um desembolso feito
visando gerar um fluxo de benefícios futuros, usualmente superior a um ano. A
lógica subjacente é a de que somente se justificam sacrifícios presentes se
houver perspectiva de recebimentos de benefícios futuros. Hoje em função da
própria dinâmica dos negócios, a técnicas de analises de investimentos estão
sendo usadas para avaliação de empresas, de unidades de negocio e para
investimentos de porte. Encontram uso também nas operações de curto prazo,
como, por exemplo, nas decisões rotineiras sobre compras a vista versus compras
a prazo.
O grande campo de aplicação das Técnicas de Analise de
Investimentos, sem duvida, ainda esta associado ao processo de geração de
indicadores utilizados na seleção de alternativas de investimentos e, mais
recentemente, na unidade de impacto desses investimento no EVA ( Economic Value
Aded) de unidades de negocio.
A decisão de se fazer investimento de capital é parte de
um processo que envolver a geração e avaliação das diversas alternativas que
atendam ás especificações técnicas dos investimentos. Depois de relacionadas às
alternativas viáveis tecnicamente é que se analisam quais delas são atrativas
financeiramente. È nessa ultima parte que os indicadores gerados auxiliarão o
processo decisório.
Os indicadores de analise de projetos de investimento
podem ser subdivididos em dois grandes grupos :
Indicadores associados à rentabilidade (ganho ou criação
de riqueza) do projeto
Indicadores associados ao risco do projeto.
Na primeira categoria estão os Valor Presente Liquido
(VPL), o Valor Presente Liquido Anualizado (VPLa), a Taxa Interna de Retorno, o
Índice Beneficio/Custo (IBC) e o Retorno sobre Investimento Adicionado ( ROIA).
Na segunda categoria estão a Taxa Interna de Retorno (TIR), o Período de
Recuperação do Investimento (Pay-back) e o Ponto de Fisher.
A rigor, esses indicadores auxiliam na percepção do
comportamento esperado entre risco e retorno, ou seja, maiores riscos ensejam
um aumento no retorno esperado.
Fundamental para a decisão de investimento é a estimativa
do retorno esperado e do grau de risco associado a esse retorno. É interessante
ressaltar que os potenciais investidores não têm a mesma leitura sobre os
retornos esperados e o grau de risco envolvido e, por conseqüência, farão
avaliações distintas de uma mesma oportunidade de investimentos. Embora o risco
não possa ser eliminado nem enquadrado em uma escala, o investidor pode
melhorar a sua percepção do risco elevando o nível de informação a respeito do
projeto e analisando os indicadores associados ao risco.
Indicadores Financeiros
- Indicadores associados
à rentabilidade (ganho ou criação de riqueza) do projeto
Valor
Presente Líquido - O valor presente líquido (VPL) de um projeto
de investimento é igual ao valor presente de suas entradas de caixa menos o
valor presente de suas saídas de caixa. Para cálculo do valor presente das
entradas e saídas de caixa é utilizada a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) como
taxa de desconto. O valor presente líquido calculado para um projeto significa
o somatório do valor presente das parcelas periódicas de lucro econômico gerado
ao longo da vida útil desse projeto. O lucro econômico pode ser definido como a
diferença entre a receita periódica e o custo operacional periódico acrescido
do custo de oportunidade periódico do investimento.
Utilizando uma calculadora financeira e considerando-se uma TMA de 10% ao ano,
encontramos para o projeto de investimento P
um Valor Presente Líquido de R$ 20.392,54. Se considerarmos uma TMA de 15% ao
ano, o Valor Presente Líquido do Projeto será zero. Para uma TMA de 0%, o lucro
econômico periódico se confunde com o lucro contábil periódico e o valor
presente líquido é igual ao somatório dos lucros contábeis periódicos.
Podemos ter as seguintes
possibilidades para o Valor Presente Líquido de um projeto de
investimento:
Maior do que zero: significa que o investimento
é economicamente atrativo, pois o valor presente das entradas de caixa é maior
do que o valor presente das saídas de caixa.
Igual a zero: o investimento é indiferente pois
o valor presente das entradas de caixa é igual ao valor presente das saídas de
caixa.
Menor
do que zero: indica que o investimento não é economicamente atrativo porque o
valor presente das entradas de caixa é menor do que o valor presente das saídas
de caixa.
Entre vários projetos de investimento, o mais atrativo é aquele que tem maior
Valor Presente Líquido.
Valor Presente Líquido Anualizado -
tem o mesmo significado do VPL, porem interpretado por ano. Em resumo, é
o excesso de caixa por período. É um indicador muito utilizado para analisar
projetos com horizonte de planejamento longo ou com diferentes horizontes de
planejamento.
Índice Beneficio/Custo – representa, para todo o horizonte de
planejamento (N), o ganho por unidade capital investido no projeto após
expurgado o efeito TMA.
Retorno sobre Investimento Adicionado – representa a melhor estimativa de
rentabilidade, já expurgada o efeito da TMA, do projeto em analise. É análogo
ao percentual do EVA
- Indicadores associados
ao risco do projeto.
Taxa
Interna de Retorno - A Taxa Interna de Retorno é
o percentual de retorno obtido sobre o saldo investido e ainda não recuperado
em um projeto de investimento. Matematicamente, a Taxa Interna de Retorno é a
taxa de juros que torna o valor presente das entradas de caixa igual ao valor
ao presente das saídas de caixa do projeto de investimento.
Utilizando uma calculadora
financeira, encontramos para o projeto
P uma Taxa Interna de Retorno de 15% ao ano. Esse projeto será
atrativo se a empresa tiver uma TMA menor do que 15% ao ano.
A Taxa Interna de Retorno de um investimento pode ser:
Maior do que a Taxa Mínima de Atratividade:
significa que o investimento é economicamente atrativo.
Igual à Taxa Mínima de Atratividade: o
investimento está economicamente numa situação de indiferença.
Menor do que a Taxa Mínima de Atratividade: o
investimento não é economicamente atrativo pois seu retorno é superado pelo
retorno de um investimento sem risco.
Entre vários investimentos, o melhor será aquele que tiver a maior Taxa Interna
de Retorno.
Interessante notar que na
análise de investimentos prévia (análise prospectiva) as grandes organizações
utilizam os métodos analíticos. Entretanto, na fase de acompanhamento da
rentabilidade projetada (análise retrospectiva), elas empregam a taxa de
retorno contábil - basicamente o lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido
- que em geral é uma aproximação grosseira da verdadeira taxa interna de
retorno.
A distorção na aferição da
verdadeira taxa de retorno das empresas foi apontada pela primeira vez por
Harcourt em 1965. Em 1966, Solomon analisou a relação
matemática entre a taxa de retorno contábil e a taxa interna de retorno e
concluiu que apenas em raríssimos casos a primeira representava uma proxy
satisfatória da taxa interna de retorno. Nos anos seguintes vários estudos e
discussões foram realizados sobre o tema, mas até hoje não há uma solução
satisfatória para o problema.
Ponto de Fisher – é a taxa que torna o investidor indiferente entre duas alternativas de
investimentos. No processo de comparação entre duas alternativas de
investimentos, o Ponto de Fisher é utilizado para verificar a robustez de uma
decisão já tomada. Também representa um novo limite para a variabilidade da
TMA. Pode ser interpretado como uma medida de risco para a decisão já tomada.
Período de
Recuperação do Investimento (Pay-Back) - O
tempo de retorno, também conhecido como Payback, é a relação entre o valor do
investimento e o fluxo de caixa do projeto. O tempo de retorno indica em quanto
tempo ocorre a recuperação do investimento. Os pontos fracos desse método são:
Não
considera o valor do dinheiro no tempo.
Não considera
os fluxos de caixa após a recuperação do capital.
Não
pode ser aplicado quando o fluxo de caixa não é convencional. Um fluxo de caixa
não convencional é aquele em que existe mais de uma mudança de sinal (negativo
para positivo ou vice-versa).
Depreciação
A empresa, para atender ao seu objetivo de unidade de
expansão do capital, realiza diversas operações. A operação mais comum é a de
transformar matéria-prima em produto acabado e comercializar esse produto no
mercado. Nessa operação, para que não se desvirtue o objetivo da empresa, ela
precisa atender a dois requisitos básicos, quais sejam:
O preço pelo qual esse produto será comercializado deve
ser, no mínimo, suficiente para remunerar todos os fatores de produção
(material; equipamento; capital; trabalho...) utilizados no processo de
transformação de matéria-prima em produtos acabado (critério de sobrevivência
para longo prazo);
O tempo decorrido entre os desembolsos para colocar o
produto acabado nas mãos do cliente, e os recebimentos decorrentes da venda
desse produto devem ser compatíveis com cacife financeiro da empresa para
sustentar o ciclo em analise (critério de liquidez para o curto prazo).
Dos fatores de produção consumida no processo de
transformação da matéria-prima em produto acabada, destaca-se o desgaste
(consumo) dos equipamentos utilizados. A parceria teórica do desgaste dos
equipamentos na fabricação de um produto é apropriado ao custo desse produto,
sob a denominação de depreciação. Este
valor, embora represente um custo de produção, não se materializa em desembolso
(saída de caixa). Os valores correspondentes à depreciação, teoricamente,
seriam acumulados em fundo denominado Fundo de Depreciação. A idéia básica da
constituição de um Fundo de Depreciação é a de permitir que, ao se dar baixa
nesse fundo um bem depreciável, o valor monetário correspondente contabilizado
nesse fundo seja suficiente para aquisição de outro bem similar. Em economias inflacionarias, tem-se recorrido
a alguns ajustes contábeis, de modo a impedir que o valor do fundo de
depreciação seja corroído pela inflação. O mais comum desses ajustes é o de se
indexar o valor do bem e, conseqüentemente, o valor de sua depreciação, a uma
moeda estável. Abaixo apresentamos alguns bens e a taxa anual de depreciação
permitida pela legislação brasileira.
Bem
|
Taxa Anual
|
Caminhões Off
road
|
25%
|
Veículos de passageiro ou de carga
|
20%
|
Computadores e periféricos
|
20%
|
Móveis e Utensílios
|
10%
|
Maquinários
|
10%
|
Chatas e Rebocadores
|
5%
|
Edifícios e Construções
|
4%
|
Dificuldades na análise de
investimentos
A
principal dificuldade na análise de investimentos é a obtenção de dados
confiáveis, principalmente as projeções de entradas de caixa. Estas se originam
basicamente das estimativas de vendas.
Quando
as estimativas sobre os dados do projeto de investimento são imprecisas, é
recomendável que a análise de investimentos utilize três hipóteses: provável,
otimista e pessimista. Desse modo, a análise de investimentos produzirá uma
Taxa Interna de Retorno ou Valor Presente Líquido máximo, médio e mínimo
esperados.
A
metodologia de análise de investimentos apresentada, na qual os dados são
considerados como certos, é denominada determinística. A taxa interna de
retorno e o valor presente líquido podem ser enriquecidos com técnicas mais
sofisticadas (árvore de decisão, análise de Monte Carlo, regra de Laplace,
regra de Hurwicz etc.) para lidar com o risco e a incerteza relacionados com os
dados do projeto.
Conclusão
A decisão de investimento para empresa
poderá coloca-lo em uma posição muito confortável diante de seus concorrentes,
como também poderá comprometer a saúde financeira da empresa.
Diante de todas as incertezas e riscos
cabe ao administrador usar os indicadores mais apropriados ao seu ambiente, analisando
as informações marco e micro.
As decisões de investimentos movimentam
toda a economia, sendo esta necessária para manutenção e ampliação da
competitividade das empresas.
Bibliografia
Alceu Souza, Ademir Clemente , Decisões
Financeiras e Analises de Investimentos , Editora Atlas, 4ª edição, 2001.