História:
No final de
década de 50, quando os conceitos modernos de controle tecnológico e gestão
corporativa tiveram seu início, a tecnologia vigente na época era baseada nos
gigantescos mainframes que rodavam os primeiros sistemas de controle de
estoques – atividade pioneira da interseção entre gestão e tecnologia. A
automatização era cara, lenta – mas já demandava menos tempo que os processos
manuais – e para poucos.
No início da década de 70, a expansão econômica e a maior
disseminação computacional geraram o avô dos ERPs, os MRPs (Material
Requirement Planning ou planejamento das requisições de materiais).
Eles
surgiram já na forma de conjuntos de sistemas, também chamados de pacotes, que
conversavam entre si e que possibilitavam o planejamento do uso dos insumos e a
administração das mais diversas etapas dos processos produtivos.
Seguindo a
linha evolutiva, a década de 80 marcou o início das redes de computadores
ligadas a servidores – mais baratos e fáceis de usar que os mainframes – e a
revolução nas atividades de gerenciamento de produção e logística.
O MRP se
transformou em MRP II (que significava Manufacturing Resource Planning ou
planejamento dos recursos de manufatura), que agora também controlava outras
atividades como mão-de-obra e maquinário.
Na prática, o MRP II já poderia ser
chamado de ERP pela abrangência de controles e gerenciamento. Porém, não se
sabe ao certo quando o conjunto de sistemas ganhou essa denominação.
Uma
datação interessante é 1975, ano no qual surgiu a empresa alemã – um símbolo do
setor – SAP (Systemanalyse and Programmentwicklung, na tradução literal Análise
de Sistemas e Desenvolvimento de Programas).
Com o lançamento do software R/2, ela entrou para a história da área de ERP e ainda hoje é seu maior motor de inovação. O próximo passo, já na década de 80, serviu tanto para agilizar os processos quanto para estabelecer comunicação entre essas “ilhas” departamentais. Foram então agregados ao ERP novos sistemas, também conhecidos como módulos do pacote de gestão.
As áreas contempladas seriam as de finanças,
compras e vendas e recursos humanos, entre outras, ou seja, setores com uma
conotação administrativa e de apoio à produção ingressaram na era da automação.
A nomenclatura ERP ganharia muita força na década de 90, entre outras razões
pela evolução das redes de comunicação entre computadores e a disseminação da
arquitetura cliente/servidor – microcomputadores ligados a servidores, com
preços mais competitivos – e não mais mainframes. E também por ser uma
ferramenta importante na filosofia de controle e gestão dos setores
corporativos, que ganhou aspectos mais próximos da que conhecemos atualmente.
As promessas eram tantas e tão abrangentes que a segunda metade daquela década
seria caracterizada pelo boom nas vendas dos pacotes de gestão. E, junto com os
fabricantes internacionais, surgiram diversos fornecedores brasileiros,
empresas que lucraram com a venda do ERP como um substituto dos sistemas que
poderiam falhar com o bug do ano 2000 – o problema na data de dois dígitos nos
sistemas dos computadores.
A importância do ERP nas corporações Entre as
mudanças mais palpáveis que um sistema de ERP propicia a uma corporação, sem
dúvida, está a maior confiabilidade dos dados, agora monitorados em tempo real,
e a diminuição do retrabalho.
Algo que é conseguido com o auxílio e o
comprometimento dos funcionários, responsáveis por fazer a atualização
sistemática dos dados que alimentam toda a cadeia de módulos do ERP e que, em
última instância, fazem com que a empresa possa interagir. Assim, as
informações trafegam pelos módulos em tempo real, ou seja, uma ordem de vendas
dispara o processo de fabricação com o envio da informação para múltiplas
bases, do estoque de insumos à logística do produto. Tudo realizado com dados
orgânicos, integrados e não redundantes.
Para entender melhor como isto
funciona, o ERP pode ser visto como um grande banco de dados com informações
que interagem e se realimentam. Assim, o dado inicial sofre uma mutação de
acordo com seu status, como a ordem de vendas que se transforma no produto
final alocado no estoque da companhia.
Ao desfazer a complexidade do
acompanhamento de todo o processo de produção, venda e faturamento, a empresa
tem mais subsídios para se planejar, diminuir gastos e repensar a cadeia de
produção. Um bom exemplo de como o ERP revoluciona uma companhia é que com uma
melhor administração da produção, um investimento, como uma nova
infra-estrutura logística, pode ser repensado ou simplesmente abandonado.
Neste
caso, ao controlar e entender melhor todas as etapas que levam a um produto
final, a companhia pode chegar ao ponto de produzir de forma mais inteligente,
rápida e melhor, o que, em outras palavras, reduz o tempo que o produto fica
parado no estoque. A tomada de decisões também ganha uma outra dinâmica.
Imagine uma empresa que por alguma razão, talvez uma mudança nas normas de
segurança, precisa modificar aspectos da fabricação de um de seus produtos.
Com
o ERP, todas as áreas corporativas são informadas e se preparam de forma
integrada para o evento, das compras à produção, passando pelo almoxarifado e
chegando até mesmo à área de marketing, que pode assim ter informações para
mudar algo nas campanhas publicitárias de seus produtos. E tudo realizado em
muito menos tempo do que seria possível sem a presença do sistema. Entre os
avanços palpáveis, podemos citar o caso de uma indústria média norteamericana
de autopeças, situada no estado de Illinois, que conseguiu reduzir o tempo
entre o pedido e a entrega de seis para duas semanas, aumentando a eficiência
na data prometida para envio do produto de 60% para 95% e reduzindo as reservas
de insumos em 60%.
Outra diferença notável: a troca de documentos entre
departamentos que demorava horas ou mesmo dias caiu para minutos e até
segundos.
Esse é um apenas um exemplo. Porém, de acordo com a empresa, é
possível direcionar ou adaptar o ERP para outros objetivos, estabelecendo
prioridades que podem tanto estar na cadeia de produção quanto no apoio ao
departamento de vendas como na distribuição, entre outras.
Com a capacidade de
integração dos módulos, é possível diagnosticar as áreas mais e menos
eficientes e focar em processos que possam ter o desempenho melhorado com a
ajuda do pacote de sistemas..
Passo-a-passo de um projeto ERP
• primeira Fase 1
– Raio X: Esta é a fase do projeto onde os processos e as práticas de negócio
são analisados. É o momento em que a companhia é profundamente observada e
quando é definida a necessidade de uma solução ERP.
• Fase 2 – Desenvolvimento:
É neste momento que uma aplicação é escolhida e configurada para uma companhia.
Também são definidos o modelo de funcionamento da solução e outros aspectos do
ambiente.
• Fase 3 – Teste: Aqui a solução de ERP é colocada em um ambiente de
teste. É quando os erros e falhas são identificados.
• Fase 4 – Treinamento:
Todos os profissionais são treinados no sistema para saber como utilizalo antes
da implementação ser concluída.
• Fase 5 – Implementação: O software de ERP é
finalmente instalado na companhia e se torna funcional aos usuários.
• Fase 6 –
Avaliação: A solução de ERP é avaliada, observando-se o que é necessário
melhorar e o que está ou não funcionando adequadamente. Esta é apenas uma
avaliação geral do projeto ERP para referências futuras.
Uma observação válida
em um sistema de ERP é o uso de um Data Warehouse para que todos os dados
gerados sejam transformados em informações gerenciais e assim haver um plano de
melhorias e/ou ação. Tal ferramenta é associada ao sistema de ERP e usa os
dados contidos para que seja feito esse levantamento de informações necessarias
a todos os gerentes, diretores e demais responsáveis administrativos.
Fonte:
WIKIPÉDIA. ERP. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/ERP

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