Infor Rede Vale, Sábado 04 de Agosto de 2018
Chamada de ‘Bancada do Amém’, base governista tem garantido aprovação de todos os projetos de interesse do prefeito; tucano diz que Câmara é ‘um poder independente’ e não comenta escândalo
Por Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté
julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br
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Embora a ‘Farra das Viagens’ aponte irregularidades na Câmara de Taubaté, o escândalo pode ter efeitos colaterais também no Palácio do Bom Conselho.
Dos dez vereadores citados no caso, oito fazem parte da base aliada do tucano no Legislativo, que é formada por 11 parlamentares.
Chamado de ‘Bancada do Amém’, esse grupo costuma garantir a aprovação de todos os projetos de interesse de Ortiz, já que representa a maioria da Câmara, que tem 19 cadeiras.
Da ‘Bancada do Amém’ estão envolvidos no escândalo Bobi (PV), Jessé Silva (SD), Vivi da Rádio (PSC), Graça (PSD), Dentinho (PV), Gorete Toledo (DEM), Douglas Carbonne (PCdoB), que é o líder do prefeito na Casa, e Diego Fonseca (PSDB), presidente do Legislativo.
Da base aliada, apenas três vereadores não foram citados no caso: Nunes Coelho (PRB), Guará Filho (PR) e Boanerge dos Santos (PTB).
TRAMITAÇÃO/ O escândalo estourou durante o recesso parlamentar de julho.
A partir dessa segunda-feira, no entanto, serão retomadas as sessões ordinárias, para a votação de projetos.
Fragilizada politicamente, a ‘Bancada do Amém’ pode ter dificuldades para manter o ‘rolo compressor’ que, até então, aprovava com facilidade as propostas de Ortiz.
A reportagem questionou Carbonne sobre o assunto, mas o líder do prefeito não quis se pronunciar.
Também questionado sobre o escândalo e as consequências dele, o governo Ortiz alegou apenas que a Câmara “é um poder independente e autônomo”.
CADEIRAS/ Os outros dois vereadores citados no escândalo – Bilili de Angelis (PSDB) e Alexandre Villela (PTB) – fazem parte do grupo que reúne ‘independentes’ e oposição.
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