terça-feira, 21 de agosto de 2018

Farra das Viagens: QUANTO MAIS SE MEXE…

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Infor Rede Vale, Terça-feira 21 de Agosto de 2018


Novos relatórios de viagens oficiais mostram que ‘farra’ era generalizada e atingiu dois terços dos vereadores

Por Gazeta de Taubaté


Os novos relatórios de viagens oficiais divulgados pela Câmara de Taubaté deixam ainda mais claro que o escândalo da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho, era um esquema generalizado.
Apenas nos primeiros 19 meses de mandato, entre janeiro de 2017 e julho de 2018, 13 dos 19 vereadores eleitos para essa legislatura cometeram irregularidades nas viagens — seja inflando as notas fiscais com pratos de outras pessoas, para engordar o ressarcimento que receberiam da Câmara, ou seja gastando o dinheiro público em refeições com valores bem acima do razoável.
E não foram só eles. Até um suplente, que ficou poucos meses na Câmara, aproveitou o curto período para abocanhar o dinheiro dos contribuintes.
Os novos relatórios também reforçam que o esquema era sistêmico. Afinal, se um vereador tivesse apresentado uma nota com erro uma única vez, poderia alegar ter havido um equívoco. Quando soubemos que isso havia sido perpetuado de janeiro a maio de 2017, essa possibilidade subiu no telhado. Agora, ela já está até enterrada.
Outro ponto que ficou evidenciado é que, caso o jornal não tivesse suspeitado dos gastos excessivos com as viagens oficiais, essa farra ainda estaria comendo solta, literalmente. Duvida? Pois veja bem.
Os gastos se mantiveram elevados até agosto de 2017. Em setembro, quando o jornal ajuizou uma ação para pedir acesso aos relatórios das viagens, as despesas começaram a cair, gradativamente. As irregularidades continuaram a ser cometidas, mas em menor escala, até junho de 2018.
E quando foi que elas cessaram? Em julho desse ano, mês em que o jornal obteve decisão judicial que lhe garantiu acesso aos relatórios das viagens oficiais. Foram esses documentos que revelaram o esquema e basearam a série de reportagens sobre a chamada ‘Farra das Viagens’.
Ou seja, as irregularidades só deixaram de ser cometidas quando os vereadores souberam que o esquema estava prestes a ser descoberto.
Isso prejudica até a tese de defesa dos parlamentares. Se eles não fizeram nada de errado antes, por que mudaram completamente o perfil de despesas agora? Agora já era. Os vereadores foram com tanta sede — e fome — ao pote, que terão uma indigestão.


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