terça-feira, 21 de agosto de 2018

Exclusivo: a ‘Farra das Viagens’ se estendeu até junho desse ano

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Infor Rede Vale, Terça-feira 21 de Agosto de 2018


Novos documentos divulgados pela Câmara mostram que pagamentos irregulares em viagens oficiais ocorreram até o mês retrasado, e que esquema só acabou após decisão judicial que liberou acesso do jornal a relatórios
Por Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté
julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br


Novos documentos divulgados pela Câmara de Taubaté revelam que a ‘Farra das Viagens’ persistiu até junho desse ano, e que o esquema só foi abortado em julho de 2018, mês em que a Justiça decidiu que o Legislativo teria que fornecer os relatórios das viagens para o jornal.
Ou seja, os vereadores só deixaram de apresentar notas fiscais com irregularidades e excessos quando souberam que os relatórios das viagens viriam a público.
Inicialmente, ainda em julho, a Câmara havia divulgado 89 relatórios de viagens ocorridas de janeiro a maio de 2017. Na semana passada, o Legislativo publicou mais 443 relatórios, referentes a viagens realizadas entre junho de 2017 e julho de 2018.
Ao analisar os novos relatórios, a reportagem detectou irregularidades em pelo menos 58 viagens.
A fraude é a mesma praticada anteriormente: notas fiscais com refeições de mais de uma pessoa ou pratos com valores acima do razoável.
Com base em dados da ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador), que aponta que uma refeição completa custa, em média, R$ 27,19 em São José dos Campos e R$ 34,33 em São Paulo, o jornal considera acima do razoável despesas superiores a R$ 75 em uma refeição.
ENVOLVIDOS/ Com base nos primeiros documentos divulgados, foram constatadas irregularidades de 10 vereadores: Alexandre Villela (PTB), Bilili de Angelis (PSDB), Bobi (PV), Dentinho (PV), Diego Fonseca (PSDB), Douglas Carbonne (PCdoB), Gorete Toledo (DEM), Graça (PSD), Jessé Silva (SD) e Vivi da Rádio (PSC).
Nos novos documentos, foram constatadas irregularidades de 13 vereadores, sendo um suplente. Dos citados anteriormente, apenas Alexandre Villela não está na lista. Os quatro novos são Digão (PSDB), João Vidal (PSB), Nunes Coelho (PRB) e o suplente Fião Madrid (PSDB).
Entre as notas apresentadas por Digão, por exemplo, há uma que cita três rodízios. Fião apresentou nota com três pratos, somando R$ 226. Vidal foi ressarcido por notas com duas refeições e com valores de até R$ 154 em um almoço. Nunes chegou a pedir um prato de R$ 118 que, somado a bebidas e taxa de serviço, atingiu um valor de R$ 160,60.
Leia também:

- Parlamentares citados no escândalo negam irregularidades nas viagens

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