Infor Rede Vale, Sábado 21 de Julho de 2018
Veja, passo a passo, como os vereadores ‘engordavam’ os valores que recebiam após as viagens oficiais
1) VIAGEM
Na maioria dos casos, cada viagem é feita por três pessoas: o vereador, um assessor do parlamentar e um motorista da Câmara, que é funcionário de carreira.
2) DIÁRIA
Tanto o assessor quanto o motorista recebem diária de 1 UFMT (Unidade Fiscal do Município de Taubaté) para viagens com duração superior a 6 horas. Em 2017, isso representava R$ 183,82. Em 2018, R$ 187,18. Eles não precisam comprovar o gasto.
3) RESSARCIMENTO
Já os vereadores podem pedir o ressarcimento de despesas que somem até 1,5 UFMT – R$ 275,73 em 2017, e R$ 280,77 em 2018. Ao contrário dos servidores, os vereadores precisam apresentar notas fiscais que comprovem os gastos.
4) ESQUEMA
Para fraudar o relatório de viagens, as notas dos parlamentares registravam também as refeições que seriam dos assessores e dos motoristas. A manobra servia para aumentar o valor que o vereador receberia posteriormente da Câmara.
5) VÁRIOS PRATOS
Nessa nota, por exemplo, o vereador Douglas Carbonne (PCdoB) teria comido em Ilhabela, sozinho, três pratos de filé de frango, dois filés de pescada, um de espaguete, tomado três sucos, duas águas, um refrigerante e um café. A conta: R$ 215,27.

6) FOME SEM FIM
Nessa outra nota, o vereador Jessé Silva (SD) diz ter comido em São Paulo, também sozinho, três refeições. O valor até ultrapassou o limite para reembolso: R$ 279,25.

7) RODÍZIO LIBERADO
Também de São Paulo, a vereadora Vivi da Rádio (PSC) trouxe essa nota como se tivesse comido, sozinha, dois rodízios de churrasco, além de ter tomado dois refrigerantes. A conta: R$ 75,96.


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