Infor Rede Vale, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Em 2017, os parlamentares receberam um total de R$ 19.295,84 para ressarcir despesas de viagens, o que representou uma média de R$ 1.607,98/mês; em 2018 o gasto foi de R$ 3.788,38, uma média de R$ 315,69/mês
Por Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté
julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br
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Os vereadores de Taubaté reduziram em 80% as despesas com viagens oficiais no ano passado, na comparação com 2017.
O levantamento, feito pela reportagem com base em dados do Portal da Transparência, aponta que a queda foi motivada pelo escândalo da ‘Farra das Viagens’, divulgado pelo jornal em julho de 2018 e que envolveu 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente, que inflavam gastos nas notas fiscais para engordar o valor que receberiam como ressarcimento.
Em 2017, os vereadores receberam um total de R$ 19.295,84 para ressarcir despesas de viagens, o que representou uma média de R$ 1.607,98/mês. Em 2018 o gasto foi de R$ 3.788,38, uma média de R$ 315,69/mês.
Os gastos com diárias de servidores caíram 62% no comparativo entre os dois anos – passaram de R$ 184.739,10 em 2017 (R$ 15.394,92/mês) para R$ 69.778,14 em 2018 (R$ 5.814,84/mês).
Com isso, os gastos totais, que somam os ressarcimentos dos vereadores e as diárias dos servidores, caíram 64% – de R$ 204.034,94 em 2017 (R$ 17.002,91/mês) para R$ 73.566,52 em 2018 (R$ 6.130,54/mês).
EVOLUÇÃO/ Um comparativo mais detalhado, por períodos, mostra que a queda nos gastos começou em setembro de 2017, quando o jornal ingressou com uma ação para obter acesso aos relatórios das viagens oficiais, e se intensificou depois de julho de 2018, quando a Justiça garantiu acesso aos documentos e o escândalo foi revelado.
De janeiro a agosto de 2017, o gasto médio mensal da Câmara com viagens era de R$ 19.787,85, sendo R$ 2.095,18 para vereadores e R$ 17.692,67 para servidores.
De setembro a dezembro de 2017, após o jornal ajuizar a ação, o gasto médio mensal do Legislativo caiu para R$ 11.433,02, sendo R$ 633,60 para parlamentares e R$ 10.799,42 para servidores.
A queda continuou no período de janeiro a julho de 2018, quando o gasto médio mensal da Câmara foi para R$ 8.952,96, sendo R$ 508,83 para vereadores e R$ 8.444,12 para servidores.
De agosto a dezembro de 2018, período após o escândalo ser revelado, o gasto médio mensal da Câmara despencou para R$ 2.179,16, sendo R$ 45,30 para vereadores e R$ 2.133,85 para servidores.
Em setembro, outubro e dezembro do ano passado, não foi registrado nenhum gasto de vereadores com viagens oficiais.
FARRA/ O caso revelado pelo jornal é investigado pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal. Na esfera cível, a Promotoria já solicitou que os envolvidos devolvam aos cofres públicos as quantias recebidas indevidamente, que ultrapassam R$ 14 mil.
Infográfico

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