quinta-feira, 6 de setembro de 2018

FARRA: É POSSÍVEL ANDAR NA LINHA

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Infor Rede Vale, Quinta-feira 06 de Setembro de 2018

Por Gazeta de Taubaté, publicado em 05 de Setembro

Gasto zero dos vereadores de Taubaté com viagens em agosto mostra que é possível atuar sem prejudicar erário



Ao longo do último mês e meio, você viu as páginas da Gazeta de Taubaté estamparem quase que diariamente reportagens a respeito da ‘Farra das Viagens’, como ficou conhecido o escândalo a respeito dos gastos dos vereadores de Taubaté com viagens oficiais.

O caso foi revelado pelo jornal, em reportagem investigativa que demorou mais de um ano para ser concluída, uma vez que a Câmara quis fugir do princípio básico da transparência e tentou esconder dados oficiais e públicos.

Após muitos questionamentos e uma ação judicial, ficou claro o que os parlamentares queriam esconder: notas fiscais infladas, fraudando as normas internas, e representantes do povo engordando os bolsos com seu dinheiro.

As mentiras eram claras, uma vez que os próprios vereadores negavam as irregularidades (mesmo com os dados oficiais da própria Câmara dizendo mostrando o óbvio).

Pois bem. Acontece que em agosto, primeiro mês completo após o início das publicações sobre o tema, os nobres vereadores tiveram gasto zero com viagens.

Isso mesmo. Nenhum parlamentar solicitou ressarcimento de despesas com viagens oficiais no mês. Realidade bastante diferente, por exemplo, de agosto de 2017, quando os reembolsos somaram R$ 1.778,67. Coincidência?

Este gasto zero prova, como dois e dois são quatro, que é possível os vereadores atuarem sem despesas excessivas. Afinal, se conseguiram passar um mês inteiro sem nenhuma notinha, engordada ou não, é totalmente plausível diminuir os gastos antes apresentados.

Aliás, por que isso não aconteceu nos meses anteriores? Por que a Câmara não quis que o jornal tivesse acesso a esses dados oficiais, e que deveriam ser públicos?

Estes parlamentares, incluindo alguns que estão batendo em sua porta e pedindo voto normalmente, precisaram que os relatórios fossem publicados por um veículo de imprensa para começarem a fazer o básico: terem mais respeito pelo dinheiro público, aquele pelo qual você leitor tanto batalha, dia após dia.

Tal dado só reforça a tese de que a fraude era algo corriqueiro e sem nenhum tipo de pudor. Os citados estão sendo investigados, na esfera cível e na esfera criminal. Que venham os próximos passos.


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