Infor Rede Vale, Sábado 21 de Julho de 2018
Material especial produzido pela Gazeta revela esquema montado para ‘engordar’ verbas de viagens dos vereadores
Por Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté
O esquema parecia perfeito. Uma irregularidade feita sistematicamente, e com a participação, inclusive, de quem deveria fiscalizá-la.
Com base na falta de transparência, a fraude era perpetuada, replicada incessantemente.
Mas os abusos foram crescendo tanto, mas tanto, que chamaram a atenção. Afinal, por que os vereadores de Taubaté gastavam, em viagens oficiais, muito mais do que seus colegas de outros municípios, como São José dos Campos e Jacareí?
De início, a Câmara de Taubaté negou acesso aos relatórios dessas viagens, que poderiam explicar a discrepância entre as despesas. Foi preciso que o jornal ajuizasse uma ação e esperasse.
Passados 14 meses desde o início da apuração dessa reportagem, a Justiça enfim garantiu o acesso do jornal aos relatórios das viagens solicitadas, referentes ao período de janeiro a maio de 2017.
Os documentos oficiais da própria Câmara não deixam dúvida: apenas nos primeiros cinco meses de mandato, pelo menos oito dos 19 vereadores de Taubaté apresentaram notas fiscais com irregularidades.
O esquema era simples: o vereador, que normalmente viajava acompanhado de um assessor e um motorista, apresentava uma nota fiscal com a refeição de todos. Detalhe: os funcionários já recebiam valores à parte para isso, e não precisavam apresentar comprovantes.
Assim, o parlamentar recebia mais do que gastou efetivamente.
Confrontados pelo jornal, os vereadores afirmaram — mesmo diante de todas as notas fiscais — que não houve irregularidade.
Mas a realidade é bem diferente da propagada por eles. Essa reportagem especial vai mostrar a você, leitor, que cada viagem era uma verdadeira farra.
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