sexta-feira, 27 de julho de 2018

De 89 viagens, 30 duraram perto do limite para pagamento de diárias

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Infor Rede Vale, Sábado 28 de Julho de 2018

Praticamente um terço das viagens da Câmara de Taubaté analisadas pela reportagem duraram entre 6h e 6h55; se duração é inferior a 6h, o motorista e o assessor parlamentar precisam devolver o valor das diárias
Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté
julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br

Veículo da Frota Oficial_Câmara Municipal de Taubaté

Além do esquema usado pelos vereadores para ‘inflar’ as notas fiscais e garantir mais verba de ressarcimento da Câmara, a ‘Farra das Viagens’ mostra outro dado curioso: dos 89 processos de janeiro a maio de 2017 a que a reportagem teve acesso, em 30 deles a viagem durou entre 6h e 6h55. Em apenas um deles, durou menos de 6h.
A duração da viagem tem influência na diária paga aos servidores.
Antes de deixarem a Câmara, os funcionários – normalmente um motorista e um assessor de vereador – recebem uma diária de 1 UFMT (Unidade Fiscal do Município de Taubaté). Em 2017, isso representava R$ 183,82 para cada um. Em 2018, R$ 187,18.
Se a viagem demora 6h ou mais, esse valor pode ser usado para refeição e, em tese, para hospedagem (essa segunda opção só costuma ocorrer em jornadas para outro estado, o que é incomum). Se a viagem durar menos tempo, o dinheiro precisa ser devolvido.
Ou seja, nessas 30 viagens citadas, por questão de alguns minutos, o Legislativo teve um gasto de R$ 367,84 – soma das diárias do motorista e do assessor.
CRONÔMETRO/ O ‘campeão’ de viagens nessa faixa de duração foi o vereador Douglas Carbonne (PCdoB).
Das 17 viagens feitas pelo comunista nos primeiros cinco meses do ano passado, 12 duraram entre 6h05 e 6h36.
Ao todo, seis viagens duraram 6h05: Campos do Jordão (duas vezes), São José dos Campos, Jacareí, Redenção da Serra e Lorena.
Outras duas viagens do parlamentar do PCdoB duraram exatas 6h10: Pindamonhangaba e Campos do Jordão.
A lista ainda tem jornadas de 6h13 (São José dos Campos), 6h15 (Lorena), 6h20 (Cruzeiro) e 6h36 (Caçapava).
Outro vereador que se destaca nesse quesito é Jessé Silva (SD). O parlamentar fez oito viagens com duração entre 6h e 6h45.
As duas que mais chamaram a atenção foram para São José dos Campos, e tiveram a duração exata de 6h. Ou seja, se tivessem demorado um minuto a menos, o motorista e o assessor teriam que devolver a diária.
Jessé também declarou viagens de 6h10 (Cruzeiro), 6h15 (Campos do Jordão), 6h20 (São Paulo), 6h40 (São José dos Campos e São Paulo) e 6h45 (São José dos Campos).
Desde terça-feira a reportagem cobra um posicionamento dos dois vereadores sobre a coincidência dos tempos de viagem, mas não houve resposta.

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