Infor Rede Vale, sábado 27 de abril de 2019
Na eleição de 2018, Bilili alegou que seus 38 lotes em Tremembé valiam R$ 235 mil, e agora diz que custam R$ 883 mil; a medida visa desbloquear parte dos bens do vereador, alvo de denúncia do Ministério Público na Justiça
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Na mira do MP. Bilili é acusado de encabeçar um esquema 'fura fila'
Foto: /Divulgação
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Da redação@jornalovale | @jornalovale
O vereador Bilili de Angelis (PSDB), de Taubaté, afirmou esse mês à Justiça que os 38 lotes que possui em Tremembé estão avaliados em R$ 883 mil. Já na declaração feita à Justiça Eleitoral no ano passado, para concorrer a deputado estadual, o tucano havia alegado que os mesmos imóveis, situados no bairro Maracaibo, valiam R$ 235 mil.
A alegação desse ano, que aponta um aumento de 275% no valor dos lotes, visa desbloquear parte dos bens do vereador, na ação em que foi denunciado por improbidade administrativa pelo Ministério Público por supostamente encabeçar um esquema para 'furar fila' de exames e consultas na rede pública de saúde.
Nessa ação, de outubro do ano passado, a Promotoria havia solicitado que os bens de Bilili fossem bloqueados até o limite de R$ 2,5 milhões, valor que o MP entende que o tucano deveria pagar de indenização, pelo prejuízo causado à sociedade.
No entanto, o bloqueio de bens foi limitado a 100 vezes o salário dele como vereador, o que representa R$ 836 mil.
BENS.
Na declaração da eleição de 2012, quando foi eleito vereador, Bilili afirmou possuir R$ 395 mil em bens, sendo R$ 373 mil de outro imóvel e R$ 21 mil de uma empresa.
Em 2016, quando foi reeleito, disse possuir R$ 275 mil em bens, sendo R$ 235 mil dos imóveis de Tremembé e um veículo de R$ 40 mil.
Já em 2018, quando tentou uma vaga na Assembleia Legislativa, declarou bens que somavam R$ 729 mil, sendo os mesmos R$ 235 mil dos imóveis de Tremembé, R$ 456 mil em 11 veículos, máquinas e equipamentos e R$ 38 mil pela participação nas três empresas.
Tendo como base essa última declaração, o bloqueio de bens poderia atingir todos os itens, já que não ultrapassaria o limite de R$ 836 mil.
No entanto, Bilili apresentou esse mês à Justiça três avaliações imobiliárias, que apontam que os lotes valeriam R$ 827 mil, R$ 910 mil ou R$ 915 mil, chegando à média de R$ 883 mil. Assim, o vereador solicitou que apenas os lotes permaneçam bloqueados, e que a Justiça libere os demais bens.
O pedido ainda não foi avaliado pela Vara da Fazenda Pública. Procurado pela reportagem, Bilili não comentou a diferença nos valores dos lotes.
PROCESSO.
Além de Bilili, foram denunciadas mais seis pessoas, entre assessoras do vereador e funcionárias da Secretaria de Saúde do Estado e do Hospital Regional de Taubaté. Segundo o MP, ao menos duas das denunciadas confessaram participação no esquema. Já o tucano nega qualquer irregularidade..
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