terça-feira, 4 de setembro de 2018

Vereadores de Taubaté tiveram gasto zero com viagens em agosto

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Por Infor Rede Vale, Quarta-feira, 05 de Setembro de 2018


No mês seguinte à revelação da ‘Farra das Viagens’, nenhum parlamentar solicitou ressarcimento de despesas com viagens oficiais; para efeito de comparação, os reembolsos ocorridos em agosto de 2017 somaram R$ 1.778,67

Por Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté
julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br


Foto: Arquivo Pessoal/Maria Viana

Durante o mês de agosto, após a divulgação do escândalo da ‘Farra das Viagens’, os vereadores de Taubaté tiveram gasto zero com viagens oficiais.
Esse foi o primeiro mês completo após o caso ser revelado pelo jornal. A primeira reportagem sobre o tema foi publicada no dia 21 de julho.
Segundo dados do Portal da Transparência da Câmara, nenhum parlamentar solicitou ressarcimento de despesas com viagens oficiais em agosto.
Para efeito de comparação, os reembolsos ocorridos em agosto de 2017 somaram R$ 1.778,67. Naquele mês, foram 11 viagens de vereadores com despesa, uma média de R$ 161,69 a cada deslocamento.
O Portal da Transparência mostra ainda que, em agosto desse ano, o Legislativo pagou oito diárias de R$187,18 para servidores, somando R$ 1.497,44. Como em cada deslocamento costumam ir dois funcionários (o motorista e um assessor de vereador), isso indica que foram registradas quatro viagens no período.
Em agosto de 2017, a Câmara pagou 104 diárias de R$ 183,82 para servidores, que somaram R$ 19.117,28 em 52 viagens naquele mês.
Ou seja, de agosto de 2017 para o mesmo mês desse ano, o número de viagens e o gasto com diárias caiu 92%.
RECUO/ Após o mês de agosto de 2017, os vereadores de Taubaté passaram a reduzir, gradativamente, as despesas com viagens oficiais. O período coincidiu com o fato de o jornal ajuizar, no início de setembro daquele ano, uma ação para pedir acesso aos relatórios desses deslocamentos.
Em julho de 2018, a Justiça decidiu que a Câmara deveria disponibilizar os documentos ao jornal, além de publicá-los em seu site oficial.
Foi com base nesses relatórios que o jornal revelou o escândalo: os vereadores inflavam os gastos nas notas fiscais para engordar o reembolso que receberiam do Legislativo.
Após analisar 532 relatórios de viagens oficiais feitas entre janeiro de 2017 e julho de 2018, a reportagem detectou 126 notas fiscais irregulares, algumas de uma mesma viagem.
O esquema consistia na apresentação de notas fiscais com refeições de mais de uma pessoa (como quatro rodízios em uma só refeição), com consumo de quantidade improvável de comida (até 4,4 quilos por apenas uma pessoa) ou pratos com valores acima do razoável (até R$ 424).
Essas notas fiscais irregulares renderam ressarcimento de R$ 16.285,98 aos 13 vereadores e um suplente de parlamentar envolvidos no escândalo.
O caso é investigado pelo Ministério Público, na esfera cível, e pela Polícia Civil, na esfera criminal. Os parlamentares negam irregularidades.

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