Infor Rede Vale, sexta-feira 20 de abril de 2018
Aumento de 112,7%, que será válido a partir de maio, representará custo extra de R$ 1,3 milhão ao Legislativo até 2020
Por Redação/ Gazeta de Taubaté
Um grupo de moradores de Taubaté, chamado Amatau (Amigos Associados de Taubaté), pediu que o TCE (Tribunal de Contas do Estado) suspenda o aumento de 112,7% no auxílio-alimentação dos servidores da Câmara.
A representação, protocolada na quarta-feira, será analisada pelo presidente do TCE, o conselheiro Renato Martins Costa.
Na denúncia, o Amatau diz que a medida fere os princípios da economicidade, da legalidade e da moralidade.
O diretor secretário do Amatau, Ricardo Paulo Moreira, alega na representação que “fazer cortesia com chapéu do contribuinte é uma tarefa corriqueira dos vereadores taubateanos”. Para isso, cita casos como o abono natalino, pago de 2009 a 2012, e os gastos com viagens oficiais, que são os maiores da região.
ALIMENTAÇÃO/ Criado em abril de 2015, o auxílio-alimentação manteve até agora o mesmo valor mensal, de R$ 220. Embora a inflação acumulada desde então seja de 16,01%, o benefício terá aumento de 112,7%, passando para R$ 467,95.
A decisão, da mesa diretora, vai vigorar a partir de maio. Até o fim da atual legislatura, em 2020, a medida vai representar gasto extra de pelo menos R$ 1,325 milhão.
A Câmara alega que o aumento do auxílio foi necessário porque a região teria um dos mais altos custos de vida do país.

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