Infor Rede Vale, terça-feira, 27 de agosto de 2019
Pablo Russel Rocha foi preso na tarde desta terça-feira (27) em abordagem da Polícia Militar. Ele foi condenado a 25 anos de prisão pela morte de garota de programa em 1998 em Ribeirão Preto (SP). Vítima estava grávida e foi arrastada por quase dois quilômetros.
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| Foto: Divulgação/ Polícia Militar |
O empresário Pablo Russel Rocha, foragido após ser condenado pela morte de uma garota de programa em 1998 em Ribeirão Preto (SP), foi preso na tarde desta terça-feira (27) em Taubaté (SP). O nome dele foi incluído na lista de procurados da Interpol (polícia internacional) por determinação da Justiça após a condenação pelo caso.
De acordo com a Polícia Militar, ele foi abordado em um carro com placa de Santa Catarina, por volta das 14h30 no Jardim Eulália. Aos policiais ele confessou que era o foragido pelo crime, que ficou conhecido como Caso Nicole (leia mais abaixo). Durante a abordagem desta terça, ele estava acompanhado da irmã, o cunhado e um irmão.
Ele foi levado para o 1° DP, onde o caso foi registrado. Segundo a Polícia Civil, como ele já é condenado, ele será encaminhado para uma penitenciária. Até a publicação da reportagem não havia definição de para qual unidade prisional ele seria levado.
O advogado Sergei Cobra Arbex, responsável pela defesa do empresário, disse que Pablo teria se apresentado em Tremembé para cumprir pena e teria sido informado que deveria ir até Taubaté. Ele supostamente estaria a caminho da delegacia quando foi abordado.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que não houve apresentação dele na delegacia. Segundo a pasta, uma pessoa que se identificou como advogado do empresário ligou no distrito policial e foi orientado sobre formas de apresentação à autoridade policial.
Crime/ Pablo Russel Rocha foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por arrastar a garota de programa Selma Heloísa Artigas da Silva, conhecida como Nicole, até a morte. A jovem, na época com 21 anos, estava presa ao cinto de segurança da caminhonete dele. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou que ela estava grávida quando morreu.
Segundo o Ministério Público, Nicole ficou amarrada ao cinto de segurança da caminhonete de Rocha, quando tentou deixar o veículo após uma discussão entre os dois, na madrugada de 11 de setembro de 1998. Presa, ela foi arrastada por quase dois quilômetros.
O empresário nega a versão e disse, em plenário, que arrancou com o veículo, sem perceber que Nicole havia ficado enroscada ao cinto. Rocha disse aos jurados que só percebeu que ela estava presa, quando parou a caminhonete para trocar um pneu furado.
O empresário contou que ficou desesperado, desamarrou o braço da jovem e foi para a casa. Ele não chegou a ser preso e respondeu ao processo em liberdade. Além do processo criminal, Rocha também foi condenado a pagar indenização à família de Nicole.
Condenação/ Rocha chegou a ser preso após o julgamento, em junho de 2016, mas havia obtido um habeas corpus. Em agosto de 2017, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) confirmou a pena de 25 anos de cadeia ao empresário. Em dezembro de 2018, a Justiça determinou a prisão dele.

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