sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Mais de 90% não votariam em envolvidos na 'Farra das Viagens' em Taubaté, diz pesquisa

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Infor Rede Vale, sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Levantamento da Interativa Pesquisas ouviu 400 eleitores de Taubaté esse mês; 90,75% disseram que em 2020 não votarão em vereadores citados no caso da 'Farra das Viagens'
 
Foto:/ Rogério Marques/Arquivo OVALE 

Envolvidos. Dos 19 vereadores, 13 são citados. Há ainda um suplente

A matéria é do Jornal 'OVALE' desta sexta-feira (30) por Julio Codazzi@juliocodazzi | @jornalovale

Mais de 90% dos eleitores taubateanos não pretendem votar em vereadores envolvidos no escândalo da 'Farra das Viagens' na eleição de 2020. O dado foi apontado em um levantamento feito pela Interativa Pesquisas, que entrevistou 400 eleitores da cidade esse mês.

Desses entrevistados, 90,75% disseram que não votarão em vereadores citados no caso. Já 7,95% afirmaram que podem votar, mas dependendo do candidato. E apenas 2% disseram que votariam nesses parlamentares. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, de 5%.

A 'Farra das Viagens' foi revelada pelo jornal em julho do ano passado, em uma série de reportagens que apontou o envolvimento de 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente.

O esquema consistia em inflar as notas fiscais das refeições realizadas pelos vereadores nas viagens, com o objetivo de engordar o valor que os parlamentares receberiam da Câmara como reembolso. O jornal revelou notas fiscais em que um único vereador dizia ter comido, em uma mesma refeição, até quatro rodízios ou quatro quilos de comida. Também foram apontados casos de pratos com valor bem acima do aceitável.

O caso é investigado pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal. Na criminal, o inquérito apura se houve crime de peculato (quando um agente público desvia um bem ou valor público em razão da função que ocupa), cuja pena é de 2 a 12 anos de reclusão. Os 14 parlamentares envolvidos já foram ouvidos pela Polícia Civil. Motoristas e assessores que participaram das viagens também prestaram depoimento na delegacia.

Na esfera cível, o MP avalia se ficou caracterizada improbidade administrativa. Nesse caso, se forem denunciados e condenados, os vereadores podem perder a função pública, terem os direitos políticos suspensos por até 10 anos e pagarem multa. No fim do ano passado, após recomendação da Promotoria do Patrimônio Público, eles já devolveram mais de R$ 14 mil que haviam recebido em 70 viagens com irregularidades.

Os parlamentares citados no escândalo - Jessé Silva (SD), Douglas Carbonne (PCdoB), Bilili de Angelis (PSDB), Vivi da Rádio (PSC), Gorete Toledo (DEM), Diego Fonseca (PSDB), Dentinho (PV), Digão (PSDB), Graça (PSD), João Vidal (PSB), Nunes Coelho (Republicanos), Alexandre Villela (PTB), Bobi (PV) e o suplente Fião Madrid (PSDB) - negam ter cometido irregularidades..

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