Infor Rede Vale, sexta-feira, 31 de maio de 2019
A diretoria do IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté) fez críticas ao projeto do prefeito Ortiz Junior (PSDB) que reduz em R$ 1,615 bilhão o montante que o instituto receberá nos próximos 30 anos como contribuição patronal.
“Os valores dele são diferentes do estudo atuarial mais recente que nós temos, que é de 2019, com ano-base de 2018”, disse a diretora-geral do IPMT, Natallyne Colosimo, durante audiência pública na Câmara.
Segundo o último estudo apresentado pelo instituto, as contribuições precisariam ser ampliadas em R$ 365 milhões nos próximos 35 anos. “A gente não teve participação nele [projeto do prefeito], a gente teve conhecimento pela mídia”, disse Natallyne. “Que [o projeto] é desfavorável ao IPMT, é”, completou.
Hoje o instituto tem patrimônio de R$ 327,6 milhões. Caso o projeto seja aprovado, a expectativa é de que o quadro se deteriore. “Atualmente a gente tem uma reserva financeira para suplementar alguma dotação. Com a aprovação desse projeto de lei, a gente passa a não ter mais. Nossa despesa ficará maior que a receita nos orçamentos. Vai sumir a reserva de contingência”, explicou.
A vereadora Loreny (Cidadania), da oposição, criticou o fato de o governo Ortiz não ter realizado uma audiência pública para debater o projeto antes de enviá-lo à Câmara, e disse que o prejuízo ao IPMT é claro. “É matemática básica”.
O vereador Guará Filho (PR), aliado do governo, defendeu a necessidade de realização de uma audiência pública pela Câmara, mas rebateu as críticas. “É muito precoce a gente fazer qualquer afirmação sobre a questão do IPMT, ou que vai afetar a aposentadoria dos servidores. Isso é uma atitude que coloca o servidor apavorado. O prefeito não está sentado lá brincando de ser prefeito”.
O IPMT tem hoje 1.871 aposentados e 634 pensionistas da prefeitura, da Câmara, da Unitau (Universidade de Taubaté) e do próprio instituto.

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