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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Morre Sargento Jota, o Taubateano Nobre da PAZ

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, segunda-feira, 17 de junho de 2019

Por TV Cidade Taubaté, segunda-feira (17).

Faleceu nesta segunda-feira o sr. José Sebastião de Oliveira, mais conhecido como “Sargento Jota”. Estava internado há uma semana no Hospital São Lucas, por conta de saúde debilitada. O velório está previsto deve ter inicio a partir das 15 horas no São Benedito, na Rua Emilio Winther, centro. O enterro está previsto para às 10 horas desta terça-feira (18), no Cemitério de Quiririm.

O caçula de sete irmãos nasceu em 25 de fevereiro de 1944, em Quiririm. Aos 16 anos foi tintureiro na CTI e, ao completar idade para o exército, foi servir no Batalhão de Caçapava, o então 6º RI. Nove meses depois, se voluntariou a servir as Forças das Organizações das Nações Unidas, representando as tropas brasileiras no Canal de Suez. Vale lembrar também que Jota teve grande destaque no universo do samba desde os tempos da Mocidade Unida da Vila IAPI e, posteriormente, sendo fundador das agremiações Mocidade X-Taubateana e X-9 Taubateana.

No livro ‘Tribos de Taubaté’, o escritor e jornalista 'José Diniz Junior' revela detalhes sobre o contexto que acabou resultando no laureamento do Sargento Jota com o Prêmio Nobel da Paz. Abaixo o capítulo em que José Diniz Junior presta a devida homenagem em vida a este grande taubateano:

“Em 1956 o Egito nacionalizou o Canal de Suez, única ligação entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho, principal escoadouro do petróleo entre os países árabes e a Europa. O que tem isso a ver com Taubaté? Senta que lá vem história.

A Organização das Nações Unidas convocou nove países para formar a primeira Força de Paz na região. E os pracinhas do Exército brasileiro foram convocados, dentre eles o taubateano José Sebastião de Oliveira - conhecido até os dias de hoje por "Cabo Jota".
Foto Divulgação/ TV Cidade
Submetidos a treinamentos durante um mês no Regimento de Infantaria no Rio, a tropa embarcou em navio da Marinha Mercante numa viagem que durou - pasme - 40 dias. Nos anos seguintes nossa Força de Paz utilizaria os aviões da Força Aérea Brasileira.

Conhecidos como os "Boinas Azuis", a tropa brasileira conviveu com uma população faminta e sedenta, tendo muitas vezes que dividir o "arroz" da ração com os locais.

No período em que lá estiveram, dormiam em barracas apertadas de lona, ouvindo as rasantes de aviões israelenses sobre o Egito constantemente.

No longo período na Faixa de Gaza, sete brasileiros perderam a vida. Seis em acidentes e um durante ataque entre árabes e israelenses.

De 1957 a 1967 a missão formada por jovens na faixa de vinte anos teve a responsabilidade de pacificar uma região importante tomada por conflitos, até os dias de hoje.

"Cabo Jota" relata com orgulho ter servido em nome do Brasil, uma recordação que carregará por toda a vida.

Tendo emoldurada cuidadosamente o diploma e a Boina Azul que cruzou os desertos do Oriente Médio, um marco na vida dele, embora não tivesse noção da importância daquela operação antes de embarcar. Saber que conseguiu ajudar a pacificar uma região tão complicada.

Duas décadas depois os integrantes do Batalhão Suez ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 1988 como integrantes da Força de Paz das Nações Unidas, dentre eles nosso representante, único taubateano a ter essa galhardia.

Na volta, a grande maioria dos militares foi desligada do Exército. José Sebastião de Oliveira, o "Cabo Jota" integrou-se à Polícia Militar do Estado de SP, tendo hoje as insignias de tenente.

FONTE DE REFERÊNCIA - Depoimento pessoal ao Jornal Matéria Prima e o livro "Batalhão Suez" - de 1980”

Em tempo: Pela TV Cidade Taubaté, homenagem semelhante foi feita pelo apresentador Lamarque Monteiro, no Programa Memória Esportiva, em 2015, produção na qual o Sargento Jota, também conta sobre suas atividades esportivas. 

Um companheiro de trabalho partiu hoje para o descanso merecido. Descanse em Paz Bombeiro José Sebastião de Oliveira (JOliveira). Meus sentimentos aos familiares, descreveu Zeca Cobra em seu Perfil do Facebook.
Foto Divulgação/ Zeca Cobra - Arquivo Pessoal do Facebook.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Histórias de Taubaté: No batismo Oswaldo Ribeiro de Almeida por Jose Diniz Junior

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!


Olá pessoal!

Hoje vamos apreciar esta excelente Lembrança de Taubaté em Outrora tendo especificamente a falar sobre o "ZÉ CUECA".

Esta foto/matéria foi postado por Luiz Issa no Grupo "Resgatando Taubaté, Ontem, Hoje e Sempre".

Créditos do Texto e foto: Jose Diniz Junior


"No batismo Oswaldo Ribeiro de Almeida, mas ficou conhecido pelo apelido. Nascido em São Luiz do Paraitinga. estabeleceu-se com um bar na praça Monsenhor Silva Barros, bem defronte ao portão principal do velho Estádio do E.C. Taubaté, bar que era da família Laurentino, pai do goleiro Pompéia. Aficionado por futebol, não perdia treino do Alviazul, bastava atravessar a rua. Como você não sabe o futebol profissional não tinha a rigidez de treinamentos de hoje em dia. Nos dois "coletivos" da semana, sempre faltava alguém para completar o time reserva e o treinador convidava alguém da torcida para ajudar no treinamento. Nesse espaço entra "Zé da Cueca". Pelo modelo de calção que usava (lembre-se, São Luiz do Paraitinga) ganhou o apelido.
 
O mundo do futebol sempre foi irreverente, e o apelido pegou. Quando o progresso derrubou seu bar, mudou-se para outro endereço atrás do Velho Fórum Criminal que aos poucos foi sendo administrado por seus filhos, já adultos, formados, também amantes do futebol. 

O "Bar do Cueca" tornou-se ponto de encontro do Bloco Vai Quem Quer nas reuniões dos sábados. Por "um lápis" da parte deste Barão de P4, (corrijam-me jecas) deixei de colocar Zé Cueca em meu último livro "Taubaté é Fogo!", que bem merecia estar ao lado de outros personagens alegres que fazem Taubaté ser o que é. 
Fica aqui a minha homenagem ao saudoso amigo que há muitos anos foi correr em outros gramados, deixando entre nós a saudade de sua simpatia e humildade"



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