Por Infor Rede Vale sexta-feira, 09 de março de 2018
Em vídeo divulgado na sua página no Facebook, a deputada federal Pollyana Gama (PPS) fez um apelo às mulheres para não ficar indiferentes à realidade negativa que vive o sexo feminino no país. Ela forneceu alguns dados estatísticos que mostram que a mulher está em situação de desigualdade em relação ao homem, embora a maioria da população seja feminina.
Por exemplo, 29% das mulheres sofrem com a violência doméstica e familiar; das mulheres agredidas, 65% são negras; existe uma defasagem salarial de 16% em relação ao homem; além de ter menor representatividade em todas as esferas de poder.
Com o slogan “Juntas vamos alcançar a igualdade e empoderar todas as mulheres”, a deputada aponta que no Congresso Nacional apenas 10% são mulheres, sendo o Brasil “um dos piores países com representatividade feminina na política”.
Ainda temos muito a conquistar quando se trata de desigualdade. Precisamos cada vez mais garantir a participação das mulheres e a igualdade de oportunidades em todos os níveis. Continuaremos na luta por um país mais justo, democrático e igualitário!
Para mudar, Pollyana disse que é preciso garantir a participação “plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política e econômica”.
Maioria
A deputada Pollyana apontou a necessidade do avanço da mulher nas esferas de decisão, “e não podemos ficar indiferentes a isso, pois pela política decidimos as prioridades do país para que possamos promover a educação, a saúde, a segurança, o respeito e a justiça”.
No entanto, hoje a realidade é desfavorável à mulher, porque ela é maioria que sofre violência doméstica e sexual, maior responsável pela guarda dos filhos, “mas, ainda minoria no poder”.
Ao final, a deputada sentenciou que “2018 é um ano estratégico para um Brasil mais justo e mais mulheres na política”.
Notícias
A Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados compilou dados que mostram que, de janeiro de 2015 a maio de 2017, houve mais de 400 notícias informando sobre estupros coletivos, fora as que não foram divulgadas.
“Não consigo compreender quem pratica isso (estupro) com o ser humano, porque é uma coisa realmente bárbara, para não dizer monstruosa”.
No dia 7, a Câmara aprovou o projeto de lei nº 5452/2016, dispondo sobre a tipificação do crime de divulgação de cenas de estupro e aumenta a pena para estupro coletivo. O novo texto retorna ao Senado, considerando que houve mudanças na Câmara.
No site da Câmara, mais detalhes deste e de outros cinco projetos aprovados (https://goo.gl/5sW6Xu) e no Facebook o pronunciamento da deputada (https://goo.gl/kcYAeZ).
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