Proprietário da área para a qual o curso do Una foi desviado diz que notificou a Sabesp sobre o problema, que teria começado em fevereiro após o acúmulo de galhos de árvore; baixa na vazão do rio deixou Taubaté e Tremembé sem água por dois dias
Redação / Gazeta de Taubaté
redacao@gazetadetaubate.com.br
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O proprietário da área para a qual o curso do rio Una foi desviado contestou nessa quarta-feira a versão inicial da Sabesp sobre o caso, que apontava que a ação havia sido “ilegal” e o classificava como “desvio irregular”.
Segundo o produtor rural Emerson Braga, o problema foi causado pelo acúmulo de galhos de árvore no rio, versão que posteriormente também passou a ser divulgada pela empresa — clique aqui para ver um vídeo enviado pelo produtor rural.
Braga, no entanto, diz que o problema começou ainda em fevereiro e que a Sabesp foi notificada na época, mas só decidiu agir quando o abastecimento de água em Taubaté e Tremembé foi prejudicado.
“Desde fevereiro que o rio está passando pela minha propriedade, porque o rio está com um quilômetro de sujeira, como resto de eucalipto. Já fui atrás até do Papa. Agora que faltou água na cidade, estão falando que é desvio criminoso”.
Braga afirmou que o rio inundou parte de sua propriedade, que fica na Estrada dos Remédios, e que, com o pasto alagado, duas vacas morreram. “Estou perdendo vaca atolada, estou perdendo vaca com fome”.
O produtor chegou a contratar o serviço de um drone para sobrevoar o rio e localizar a obstrução — clique aqui para ver o vídeo. Ele ainda criticou a limpeza feita pela Sabesp. “O rio tem cinco metros de largura, limparam um metro só. Quando voltar a chover, vai dar o mesmo problema”.
Questionada pela reportagem, a Sabesp informou que não possui registro de reclamação do morador e que o “conflito de informações inicial” foi corrigido ainda na terça-feira. A empresa alegou ainda que não é responsável pela manutenção de córregos e rios.
OBSTRUÇÃO/ O desvio no curso do rio Una deixou moradores de Taubaté e Tremembé sem água por dois dias, nessa terça e quarta-feira.
Segundo a Sabesp, o desvio provocou uma redução inesperada da vazão do rio, que é responsável por 30% da água captada para abastecer as duas cidades.
Essa situação fez com que parte da vazão do rio deixasse de seguir seu curso natural e de ser captada e bombeada até a ETA (Estação de Tratamento de Água).
O desvio foi localizado a cinco quilômetros da captação.
De acordo com a Sabesp, a desobstrução da calha do rio foi finalizada nessa quarta.

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