Infor Rede Vale, terça-feira 09 de abril de 2019
Redução de despesas com viagens na Câmara de Taubaté é confissão de culpa de envolvidos em ‘farra’
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| Veículo da Frota Oficial da Câmara Municipal |
A matéria é do Jornal Gazeta de Taubaté desta terça-feira (09)
O novo levantamento feito pelo jornal sobre os gastos com viagens na Câmara de Taubaté, divulgado na página 4 da edição dessa terça-feira, é mais uma espécie de confissão de culpa dos vereadores com relação ao escândalo da ‘Farra das Viagens’.
Os dados, retirados do Portal da Transparência do Legislativo, mostram: em um intervalo de dois anos, a Casa reduziu em 94,69% os gastos com viagens oficiais.
A queda nas despesas coincide com a evolução das etapas do escândalo. A partir de setembro de 2017, quando o jornal ajuizou uma ação para obter acesso aos relatórios de viagens oficiais, os vereadores começaram a reduzir os gastos. Depois de julho de 2018, quando a Justiça liberou acesso aos documentos e o jornal revelou o escândalo, as despesas despencaram de vez.
Para comprovar tudo que foi escrito acima, surgem os dados. Incontestáveis dados. De janeiro a março de 2019, os gastos somaram R$ 2.752,46, sendo R$ 221,75 em despesas de vereadores e R$ 2.530,71 em diárias de servidores.
Nos primeiros três meses da atual legislatura, entre janeiro e março de 2017, as despesas haviam somado R$ 51.895,58, sendo R$ 5.021,48 para parlamentares e R$ 46.874,10 para funcionários.
Já no ano passado, de janeiro a março de 2018, os gastos foram de R$ 22.711,80, sendo R$ 1.186,10 para vereadores e R$ 21.525,70 para servidores.
O caso, que é investigado pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal, envolve 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente. No fim do ano passado, após recomendação da Promotoria do Patrimônio Público, eles já devolveram mais de R$ 14 mil que haviam recebido em 70 viagens com irregularidades.
Embora já tenham até devolvido o dinheiro recebido indevidamente, os parlamentares insistem em dizer que não erraram. Como se pudessem ignorar todas as notas fiscais que mostram refeições com até quatro quilos de comida, com mais de quatro pratos para uma única pessoa ou com valores bem acima do aceitável.
Por que as despesas caíram em 2018 e ainda mais em 2019? Por que os vereadores agiam de uma forma quando imaginavam que ninguém veria as notas das viagens, e mudaram quando elas passaram a ser publicadas?
A resposta a essas questões é bastante óbvia.

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