terça-feira, 30 de abril de 2019

'Ecos da Farra'/ A VITÓRIA DA IMPRENSA

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Infor Rede Vale, terça-feira 30 de abril de 2019

A decisão da Justiça de Taubaté de extinguir uma ação em que o vereador Douglas Carbonne (PCdoB) contestava informações noticiadas pelos jornais OVALE e Gazeta de Taubaté sobre o caso conhecido como ‘Farra das Viagens’ é uma vitória da liberdade de imprensa.

Foto: Divulgação/CMT 
A matéria é do Jornal Gazeta de Taubaté, desta terça-feira (30)

Na ação, o parlamentar alegava que os jornais haviam publicado, em ao menos 45 ocasiões, imputações levianas contra ele, e pedia que OVALE e Gazeta de Taubaté fossem condenados a publicar por 25 vezes um texto que seria seu “direito de resposta”.

Durante o processo, os jornais esclareceram o que você, leitor que acompanha desde julho de 2018 as reportagens sobre o escândalo, já sabe muito bem: que todas as informações que embasaram a série de notícias foram extraídas de documentos oficiais da própria Câmara, e que o vereador foi procurado anteriormente para se posicionar sobre cada publicação – ele respondeu apenas antes da primeira reportagem, sem apresentar qualquer justificativa para as irregularidades nas notas fiscais das viagens.

Em uma decisão irrepreensível, a juíza Marcia Rezende Barbosa de Oliveira, da 3ª Vara Cível, destacou que, embora solicitasse direito de resposta, Carbonne não foi capaz de apontar nenhuma “informação inverídica ou errônea” nas reportagens. E isso ocorreu por um simples motivo: as reportagens estão corretas.

Um exemplo: como mostra a nota fiscal que o próprio vereador apresentou, Carbonne diz ter comido no almoço do dia 7 de fevereiro de 2017, em viagem a Ilhabela, três pratos de filé de frango, dois de filé de pescada, um espaguete, três sucos, duas águas, um refrigerante e um café. Tudo isso sozinho. A conta: R$ 215,27.

Em outra viagem, que teve como destino Cruzeiro, o vereador diz ter comido uma refeição de R$ 306,46. Quem pagou isso? O contribuinte taubateano. Carbonne também chegou a apresentar notas fiscais dizendo ter comido, em uma só refeição, até cinco pratos. Ou, então, três rodízios.

Devido ao escândalo revelado pelo jornal, Carbonne teve que devolver R$ 2.748,41 aos cofres públicos no fim do ano passado. Ele e outros 13 parlamentares são investigados nas esferas cível e criminal. Talvez eles não queriam que você, leitor, soubesse disso. Mas nosso compromisso é com vocês. E com a verdade.

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