segunda-feira, 1 de abril de 2019

Câmara: novo contrato reduz em 60% compra de combustível

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Contrato atual, firmado em 2014 e que não podia mais ser prorrogada, previa compra de 180 mil litros de combustível a cada 12 meses; já o novo edital estabelece aquisição máxima de 72 mil litros a cada ano pela Casa
Veículo da Frota Oficial/CMT
Por Julio Codazzi / Gazeta de Taubatésegunda-feira 01 de abril de 2019, julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br
A Câmara de Taubaté abriu uma nova licitação para a compra de combustível para a frota oficial. 
O edital prevê a aquisição de 72 mil litros durante 12 meses, sendo 36 mil litros de gasolina e 36 mil litros de etanol.
O montante representa uma redução de 60% em relação ao volume de combustível previsto no contrato atual, firmado em 2014 e que não pode mais ser prorrogado.
O contrato firmado há cinco anos previa a compra de 180 mil litros a cada 12 meses, sendo 100 mil de etanol e 80 mil de gasolina.
O pregão para definir a empresa que fornecerá o combustível à Câmara será realizado na quinta-feira. O valor máximo para o litro da gasolina será de R$ 4,219. De etanol, R$ 3,085. Vencerá a concorrência quem oferecer o menor preço.
ECOS DA FARRA/ A redução no novo contrato de combustível entra para a lista de medidas adotadas pelo vereador Boanerge dos Santos (PTB), que assumiu a presidência da Câmara em janeiro, em resposta ao escândalo da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho de 2018, quando a Casa era comandada por Diego Fonseca (PSDB).
O caso, que é investigado pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal, envolve 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente. No fim do ano passado, após recomendação da Promotoria do Patrimônio Público, eles já devolveram mais de R$ 14 mil que haviam recebido em 70 viagens com irregularidades.
Assim que assumiu a Câmara, Boanerge enviou 12 dos 20 veículos e 13 dos 21 motoristas do Legislativo para a prefeitura.
A Casa também rescindiu o contrato de aluguel de um imóvel que era utilizado como garagem. O custo era de cerca de R$ 60 mil por ano.
Outras medidas adotadas foram os cortes de 50% nos contratos de fornecimento de combustível (que custaria R$ 391 mil em 12 meses) e de serviços como alinhamento, balanceamento e cambagem (que custaria R$ 7,5 mil em 12 meses), e também na cota mensal de combustível de cada gabinete (passou de 600 litros para 300 litros).
Com esse conjunto de medidas, a Câmara espera economizar mais de R$ 1 milhão por ano.
CONTRA-ATAQUE/ Após o corte de veículos e motoristas, Boanerge, que não está envolvido na ‘Farra das Viagens’, passou a ser criticado publicamente por outros vereadores, citados no escândalo. Eles alegavam que a medida dificultaria a atuação dos parlamentares.
O petebista também foi alvo de ações judiciais movidas pelos motoristas da Câmara e por advogados que representam esses servidores.

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