quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Polícia Civil ouve motoristas e assessores sobre ‘Farra das Viagens’ na Câmara

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!

Infor Rede Vale, 01 de agosto de 2019

A Polícia Civil espera concluir em dois meses a tomada de depoimentos dos motoristas e servidores da Câmara de Taubaté que participaram das viagens citadas no escândalo da ‘Farra das Viagens’, revelado pelo jornal em julho do ano passado.
Foto: Rogério Marques/Gazeta de Taubaté

A matéria é do Jornal Gazeta de Taubaté desta quinta-feira (01).

As oitivas desse grupo começaram no fim do primeiro semestre. Estão sendo ouvidos todos os motoristas do Legislativo e também assessores de vereadores e funcionários do setor administrativo. Segundo apuração do jornal, eles estão sendo ouvidos sob a condição de testemunhas. Até agora, os únicos investigados são os 14 parlamentares citados nas reportagens – a suspeita é de crime de peculato (quando um agente público desvia um bem ou valor público em razão da função que ocupa), cuja pena é de 2 a 12 anos de reclusão.

Os depoimentos foram solicitados pelo Ministério Público, já que os motoristas e os servidores eram peças-chave no esquema adotado pelos vereadores. Pelas normas da Câmara, esse grupo recebe um valor fixo de diária em caso de viagens (hoje esse valor é de R$ 194,67) e não precisa comprovar o gasto no deslocamento. Já os parlamentares podem pedir o reembolso de até R$ 292 (valor atual), desde que apresentem notas fiscais das despesas.

Como as reportagens sobre o caso revelaram, as despesas dos motoristas e dos servidores eram registradas na nota fiscal dos vereadores, com o objetivo de engordar o valor que os parlamentares receberiam de ressarcimento.

Segundo levantamento do jornal, pelo menos 70 viagens realizadas em 2017 e 2018 tiveram irregularidades. O caso levou 14 parlamentares a serem investigados tanto na esfera cível quanto na criminal. São eles: Jessé Silva (SD), Douglas Carbonne (PCdoB), Bilili de Angelis (PSDB), Vivi da Rádio (PSC), Gorete Toledo (DEM), Diego Fonseca (PSDB), Dentinho (PV), Digão (PSDB), Graça (PSD), João Vidal (PSB), Nunes Coelho (PRB), Alexandre Villela (PTB), Bobi (PV) e o suplente Fião Madrid (PSDB).

Os parlamentares citados já foram ouvidos pela polícia duas vezes. Eles negam as irregularidades, mas no fim do ano passado devolveram os R$ 14.714,59 que receberam indevidamente pelas viagens..

Nenhum comentário:

Postagens mais visitadas