De janeiro a junho de 2019, gasto foi de R$ 10.201,14, sendo R$ 856,98 de vereadores e R$ 9.344,16 de servidores; de janeiro a junho de 2017, despesa foi de R$ 121.558,63: R$ 13.656,29 de parlamentares e R$ 107.902,34 de funcionários
A matéria é do Jornal 'OVALE', por Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale
'Ecos da farra'. A frota da Câmara foi reduzida no início desse ano
Foto: /Caique Toledo
A matéria é do Jornal 'OVALE', por Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale
Em um intervalo de dois anos, a Câmara de Taubaté reduziu em 91,6% os gastos com viagens oficiais.
O levantamento, feito pela reportagem com base em dados do Portal da Transparência, levou em consideração os ressarcimentos de despesas dos vereadores e as diárias dos servidores.
De janeiro a junho de 2019, os gastos somaram R$ 10.201,14, sendo R$ 856,98 em despesas de vereadores e R$ 9.344,16 em diárias de servidores (foram 48 diárias de R$ 194,67).
Nos primeiros seis meses da atual legislatura, entre janeiro e junho de 2017, as despesas haviam somado R$ 121.558,63, sendo R$ 13.656,29 para parlamentares e R$ 107.902,34 para funcionários (587 diárias de R$ 183,82).
Já no ano passado, de janeiro a junho de 2018, os gastos foram de R$ 55.344,39, sendo R$ 3.308,35 para vereadores e R$ 55.344,39 para servidores (278 diárias de R$ 187,18).
No primeiro semestre de 2017, foram 15 os vereadores que pediram ressarcimento de despesas com viagens. No ano passado o número caiu para 10. Esse ano foram apenas quatro parlamentares.
A queda nas despesas coincide com a evolução das etapas do caso que ficou conhecimento como 'Farra das Viagens'.
A partir de setembro de 2017, quando o jornal ajuizou uma ação para obter acesso aos relatórios de viagens oficiais da Câmara, os vereadores começaram a reduzir os gastos. Depois de julho de 2018, quando a Justiça liberou acesso aos documentos e o jornal revelou o escândalo, as despesas despencaram de vez.
O caso, que é investigado pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal, envolve 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente. No fim do ano passado, após recomendação da Promotoria do Patrimônio Público, eles já devolveram mais de R$ 14 mil que haviam recebido em 70 viagens com irregularidades.
Os parlamentares citados no escândalo - Jessé Silva (SD), Douglas Carbonne (PCdoB), Bilili de Angelis (PSDB), Vivi da Rádio (PSC), Gorete Toledo (DEM), Diego Fonseca (PSDB), Dentinho (PV), Digão (PSDB), Graça (PSD), João Vidal (PSB), Nunes Coelho (PRB), Alexandre Villela (PTB), Bobi (PV) e o suplente Fião Madrid (PSDB) - negam ter cometido qualquer irregularidade.
Em resposta ao escândalo, o vereador Boanerge dos Santos (PTB), que assumiu a presidência da Câmara em janeiro de 2019 e não é citado no caso, adotou uma série de medidas para reduzir as despesas da Casa.
O pacote incluiu a transferência de 12 dos 20 veículos e 13 dos 21 motoristas à prefeitura e também o corte em contratos de itens como combustível e aluguel de garagem.
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