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Infor Rede Vale, sexta-feira 22 de março de 2019
Apuração interna foi aberta pelo governo Ortiz após MP instaurar inquérito e cobrar explicações da prefeitura sobre o ocorrido; publicitário diz ter sido abordado em casa por quatro servidores armados, em carros sem identificação, e levado para o DP
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| André Guisard, à esquerda, e Jarbas Nogueira, à direita, ao fundo, conversam na entrada da delegacia (Foto: Caique Toledo) |
A matéria é do Jornal Gazeta de Taubaté desta quinta-feira 21 de março de 2019, Redacao@gazetadetaubate.com.br
O governo Ortiz Junior (PSDB) abriu uma sindicância interna para apurar “possíveis irregularidades e eventuais responsabilidades funcionais” na ação de servidores da prefeitura que conduziram o publicitário André Guisard à delegacia, no dia 8 de fevereiro.
A abertura da apuração foi determinada pelo secretário de Segurança Pública, Euclides Maciel, após o Ministério Público instaurar um inquérito para apurar o caso.
O inquérito do MP foi instaurado no dia 20 de fevereiro. No dia 22, a Promotoria enviou um ofício ao governo Ortiz, cobrando explicações sobre o caso. No dia 13 de março foi expedida a portaria em que o secretário determina a abertura da sindicância, que terá 60 dias para apurar o ocorrido.
Questionada pela reportagem, a gestão tucana reconheceu que a sindicância só foi aberta devido à investigação do caso pelo MP. “A Secretaria de Segurança Pública considera o episódio esclarecido. A abertura da sindicância é um ato discricionário do secretário para a coleta de documentos e informações a serem encaminhados formalmente ao MP”, informou a prefeitura, em nota.
Até agora, o governo Ortiz se negou a informar ao jornal e à Câmara o nome de três dos quatro servidores que teriam participado da ação. O único identificado é Jarbas Nogueira, gestor da área de Segurança e Vigilância.
Embora Jarbas integre a alta cúpula da secretaria, da qual fazem parte os três servidores que compõem a comissão de sindicância, ele não será afastado de suas funções durante a apuração, segundo a prefeitura.
DELEGACIA/ O publicitário André Guisard diz ter sido abordado em casa, por quatro servidores municipais armados, em carros descaracterizados, e levado para o 2º DP, na Estiva, onde cinco vereadores o aguardavam – uma sexta chegou depois.
Guisard é autor de um panfleto que reproduz informações sobre a ‘Farra das Viagens’, escândalo revelado pelo jornal em julho passado. O caso envolve 14 parlamentares, entre eles os seis que estavam na delegacia – Diego Fonseca (PSDB), Douglas Carbonne (PCdoB), Dentinho (PV), Jessé Silva (SD), Bobi (PV) e Gorete Toledo (DEM).
A conduta de Jarbas e dos seis vereadores no episódio é investigada pelo MP. À Polícia, naquele dia, os parlamentares manifestaram o interesse de processar Guisard e pedir indenização por danos morais.
Jarbas e os vereadores não comentaram o ocorrido. A prefeitura alega que os servidores foram ao local apurar uma denúncia de “panfletagem irregular”, mas não justificou os possíveis abusos cometidos por eles durante a ação.
Mesmo após agredir moradores, Jarbas foi ‘absolvido’ em outra sindicância
Essa não é a primeira vez que Jarbas Nogueira é investigado em uma sindicância interna da prefeitura.
No ano passado, a conduta do gestor da área de Segurança e Vigilância foi apurada após um vídeo mostrá-lo agredindo um casal de moradores durante uma ação de desocupação de um apartamento em um conjunto habitacional no Barreiro.
Apesar de o vídeo não mostrar isso, Jarbas alegou à comissão de sindicância que ele é que teria sido vítima de agressões por parte de um dos moradores.
A sindicância concluiu que a agressão ao morador não ficou comprovada, apontou “ausência de responsabilidade funcional” e acabou arquivada, sem qualquer punição a Jarbas e ao outro servidor que participou da ação.

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