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Infor Rede Vale, sábado 09 de março de 2019
Apuração foi iniciada após denúncia do PSL; são investigados Jarbas Nogueira, que teria abordado André Guisard em casa e o conduzido à delegacia, e os seis vereadores que estavam no DP: Diego Fonseca, Douglas Carbonne, Dentinho, Jessé Silva, Bobi e Gorete Toledo

André Guisard, à esquerda, e Jarbas Nogueira, à direita, ao fundo, conversam na entrada da delegacia (Foto: Caique Toledo)
A matéria é do Jornal Gazeta de Taubaté, edição desta sexta-feira, 08 de março de 2019, por Julio Codazzi / Gazeta de Taubaté, julio.codazzi@gazetadetaubate.com.br
Após denúncia protocolada pelo PSL de Taubaté, o Ministério Público instaurou um inquérito para investigar supostas irregularidades na ação de servidores da prefeitura que conduziram o publicitário André Guisard à delegacia, no dia 8 de fevereiro.
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O procedimento foi instaurado no dia 20 de fevereiro. A Promotoria do Patrimônio Público já cobrou esclarecimentos iniciais dos envolvidos e aguarda as respostas.
Constam como investigados Jarbas Nogueira, gestor da área de Segurança e Vigilância, que abordou Guisard em casa e o conduziu à delegacia, e seis vereadores que compareceram ao 2º Distrito Policial naquele dia: Diego Fonseca (PSDB), Douglas Carbonne (PCdoB), Dentinho (PV), Jessé Silva (SD), Bobi (PV) e Gorete Toledo (DEM).
AÇÃO/ Na denúncia encaminhada ao MP, a presidente do diretório municipal do PSL, Jamila Coimbra, relatou que Guisard diz ter sido abordado em casa, por quatro servidores municipais armados, em carros descaracterizados, e levado para o 2º DP, na Estiva, onde cinco vereadores o aguardavam – Gorete chegou depois.
Na representação, Jamila lembra que o gestor da área de Segurança e Vigilância foi flagrado no início de 2018 agredindo moradores de um conjunto habitacional no Barreiro.
Para a presidente do partido, que disse que o caso lembra os tempos da ditadura militar, a Secretaria de Segurança do município não tem autorização legal para atuar dessa forma.
“A ação dos agentes da Secretária de Segurança municipal é uma violência à liberdade de expressão, à democracia e aos direitos individuais de um cidadão que, surpreendido em sua residência, foi conduzido contra a sua vontade por indivíduos armados para a Delegacia de Polícia”, disse Jamila na denúncia.
DELEGACIA/ O publicitário é autor de um panfleto que reproduz informações sobre a ‘Farra das Viagens’, escândalo revelado pelo jornal em julho passado. O caso envolve 14 parlamentares, entre eles os seis que estavam na delegacia.
À Polícia Civil, os vereadores manifestaram o interesse de processar Guisard e pedir indenização por danos morais.
À reportagem, no dia do ocorrido, a prefeitura alegou ter recebido denúncia de “panfletagem irregular” e informou que os servidores identificaram um possível abuso de incapaz – um homem portador de necessidades especiais teria recebido R$ 2 para distribuir os folhetos. O município não comentou os possíveis abusos cometidos na ação.
Desde o dia da ação, Jarbas Nogueira e os seis vereadores são procurados pela reportagem para comentar o caso, mas até agora não se pronunciaram.
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