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Infor Rede Vale, quarta-feira 27 de fevereiro de 2019
A matéria é do Jornal Gazeta de Taubaté desta terça-feira 26 de fevereiro de 2019
Decisão de Boanerge de arquivar denúncias de moradores contra parlamentares da ‘Farra’ é estranha, por diversos aspectos
A decisão do presidente da Câmara de Taubaté, Boanerge dos Santos (PTB), de arquivar as denúncias apresentadas por moradores que pediam a cassação dos mandatos dos 14 parlamentares envolvidos na ‘Farra das Viagens’, é bastante estranha, por diversos aspectos.
O primeiro deles está na mudança súbita de posição do Legislativo. Entre julho de 2018, quando a primeira denúncia foi protocolada, e dezembro, a Câmara não informava que medidas haviam sido adotadas sobre o caso. Nesse período, a Casa era presidida por Diego Fonseca (PSDB), um dos citados no escândalo. No fim de janeiro, já sob o comando de Boanerge, que não está envolvido no caso, o Legislativo informou à reportagem que iria aguardar a análise do Ministério Público, que investiga a ‘Farra’ nas esferas cível e criminal. Por que o petebista, que disse que aguardaria a avaliação da Promotoria mês passado, agora decidiu engavetar o processo interno?
Nesse ponto, vale lembrar que o argumento usado por Boanerge para engavetar as denúncias, de que um pedido de cassação só pode ser feito por um vereador da mesa diretora ou por partido com representação na Câmara, foi o mesmo usado duas semanas antes pela Comissão de Ética para arquivar uma representação contra o presidente da Casa. Comissão essa presidida por Dentinho (PV), citado no escândalo. Ou seja: o mesmo argumento usado por vereadores envolvidos no caso para blindar Boanerge, foi usado por Boanerge para blindar os parlamentares da ‘Farra’.
A estranheza fica ainda maior se destacarmos que esse argumento, que tem como base um trecho da lei orgânica do município, passou a ser citado somente sete meses depois da primeira denúncia. Se era algo tão claro, tão simples, por que foi pensado apenas agora, logo quando dois grupos que têm rivalizado na Câmara dependiam um do outro para manter seus mandatos?
Ao mesmo tempo em que Boanerge tinha o destino dos vereadores da ‘Farra’ nas mãos, esses parlamentares poderiam tirar o presidente do caminho facilmente. Num passe de mágica, salvaram-se todos. Ainda bem, para a sociedade, que o caso se desenrola fora dos limites da Câmara. Os próximos passos serão dados pelo MP. Sem toma lá, dá cá.

Um comentário:
Eu diria que uma mão suja a outra e as duas se apertam celebrando um acordo imundo.
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