Infor Rede Vale, sábado 12 de Maio de 2018
Após denúncia, Câmara de Taubaté reduz em 78,5% seus gastos com as viagens. E por que antes gastava-se tanto?
Neste caso, assim como as notas, a transparência não apareceu ainda. Mas há um fenômeno curioso em curso. Depois que nossa reportagem denunciou o aumento no número de viagens e nos custos delas para os cofres públicos, a Câmara, em um passe de mágica, conseguiu reduzir drasticamente os gastos. Em 2018, por exemplo, a queda foi de 78,5% no primeiro quadrimestre, na comparação com os quatro primeiros meses de 2017. E a tendência de redução de gastos já tem sido observada desde setembro do ano passado, veja só que coincidência, justamente quando o jornal ingressou com uma ação no Poder Judiciário para obter acesso aos relatórios dessas viagens – a solicitação já havia sido feita anteriormente ao Legislativo, por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação), mas foi negada pela Câmara.
Entre janeiro e agosto do ano passado, antes do jornal ajuizar a ação, foram registradas 381 viagens de vereadores, o que representa uma média de 47 por mês. Entre setembro de 2017 e abril de 2018, a média mensal foi de 26 viagens — queda de 44,6%.
Em relação aos gastos, a queda foi ainda maior, com -73%.
Em fevereiro, a Câmara restringiu o ressarcimento de despesas às viagens que durem mais de seis horas e que tenham como destino cidades a mais de 100 quilômetros de Taubaté. Por que antes gastava-se tanto dinheiro?
Há oito meses a ação do jornal está aguardando na Vara da Fazenda Pública por uma sentença. O mandado de segurança está na mesa do juiz Paulo Roberto da Silva desde 8 de janeiro, à espera da sentença. O eleitor taubateano possui direito de saber: onde estão as contas das viagens?

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