sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Viagem no tempo: ANACLETO ROSAS JUNIOR

Bem Vindos(as) ao Nosso Canal de Informação!


Olá pessoal! 
Hoje vamos apreciar esta excelente matéria de Taubaté em Outrora 
tendo especificamente a falar de ANACLETO ROSAS JUNIOR. 

Esta publicação foi postada por Carlos Gouvea no Grupo "Resgatando Taubaté , Ontem, Hoje e Sempre".


ANACLETO ROSAS JUNIOR
Nasceu em 18 de julho de 1911 em Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo, e faleceu em 04 de fevereiro de 1978 em Taubaté/SP. Filho de Anacleto Rosas (espanhol) e de dona Maria Bourdon (italiana). Após morar algum tempo em Poá, seguiu para São Paulo onde em 1942, conheceu o Capitão Furtado, que se interessou por suas composições e o apresentou a Palmeira e Piraci, que em 1944 gravaram pela Continental sua primeira composição, a toada "Promessa de Caboclo".

Foram seus parceiros de composição: Tonico, Serrinha, Ado Benatti, Arlindo Pinto, entre outros. Um de seus maiores sucessos, foi o valseado "Os Três Boiadeiros". Outro grande sucesso de Anacleto Rosas Jr. foi "Aparecida do Norte", em parceria com Tonico. A música foi composta dentro de um ônibus, quando Anacleto voltava da cidade de Aparecida, onde vendia seus discos. Anacleto foi o primeiro compositor a homenagear a cidade e a Santa Padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida.



Anacleto também teve um programa de rádio que se iniciava com a seguinte frase: 

"Acoooorda muierada! Vão prepará o leite do marido que ele tem que trabaiá! Bota a garrafa pra fora que o caminhão vai passá!".

Em 1960, Anacleto foi também diretor artístico do Selo Sabiá da gravadora Copacabana.
Recebeu o título de “Cidadão Taubateano” em 1977, um ano antes do seu falecimento.
Uma de suas mais conhecidas composições é OS TRÊS BOIADEIROS.









Viajando, nas estradas 
Zé Roia na frente tocando berrante chamando a boiada
E Chiquinho, sempre do lado.
Distraindo o gado tomando cuidado nas encruzilhadas.
E nós três "vivia", tocando a boiada.

Mas um dia, na invernada,
Deu uma trovoada numa derriçada o gado estourou.
Nesse dia, morreu Zé Roia.
Caiu do cavalo, foi dentro do valo e a boiada pisou.
Fiquei eu e Chiquinho, tocando a boiada.

Num domingo, de rodeio,
Chiquinho bebeu e não me obedeceu, pulou no picadeiro.
Num relance, atirei na rês.
A vaca tremeu, mas no pulo que deu, matou meu companheiro.
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada.

Viajando, nas estradas.
Não toco berrante nem vejo lá adiante meus dois companheiros.
Deste trio, ficou a saudade.
E em toda cidade o povo pergunta dos três boiadeiros.
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada...
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada...






Venha fazer uma Viagem no tempo!
Fonte: Resgatando Taubaté , Ontem, Hoje e Sempre

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