Lembro-me ainda menino
Nos morros da Imaculada
Casas sem água encanada
Sem luz elétrica,lamparinas
E os lampiões de querosene
Iluminando feito uma guia
A escuridão tranquila das noites
Pelas frestas de tão poucas janelas
Ruas descalças em terra vermelha
Chão batido por pés descalços
Por gado de leite e cavaleiros
Ruas descalças que amava
Por onde meus pés caminharam rumo a vida
Rumo ao Lopes Chaves
Que hoje nem chaves possui
Ao Dom Pereira na 8 de maio
Ao Magalhães que subiu o morro
Saudade de uma cidade viva
Que hoje,pede socorro
Sim,fui menino na periferia
Pisando lama na chuva
Levando chinelo arrebentado no"imborná"
Fui,aluno da caixa escolar
Cheguei,chegamos e não foi em vão
O curso noturno do Estadão
Junto ao diurno no SENAI
Aluno de dois turnos
Hoje,vejo ruas calçadas
Água encanada
Não tem mais alegria
Mesmo tendo quase tudo
Pois,um dia fui feliz sem ter nada
E por mais que tenha agora
Sigo a tempo e hora
Com um chinelo arrebentado
Uma marmita de arroz, feijão e angu
Dentro da mochila de minha vida
Meus pés ainda são descalços
E minhas lembranças não permite-me esquecer...
Obras de Poeta
Casas sem água encanada
Sem luz elétrica,lamparinas
E os lampiões de querosene
Iluminando feito uma guia
A escuridão tranquila das noites
Pelas frestas de tão poucas janelas
Ruas descalças em terra vermelha
Chão batido por pés descalços
Por gado de leite e cavaleiros
Ruas descalças que amava
Por onde meus pés caminharam rumo a vida
Rumo ao Lopes Chaves
Que hoje nem chaves possui
Ao Dom Pereira na 8 de maio
Ao Magalhães que subiu o morro
Saudade de uma cidade viva
Que hoje,pede socorro
Sim,fui menino na periferia
Pisando lama na chuva
Levando chinelo arrebentado no"imborná"
Fui,aluno da caixa escolar
Cheguei,chegamos e não foi em vão
O curso noturno do Estadão
Junto ao diurno no SENAI
Aluno de dois turnos
Hoje,vejo ruas calçadas
Água encanada
Não tem mais alegria
Mesmo tendo quase tudo
Pois,um dia fui feliz sem ter nada
E por mais que tenha agora
Sigo a tempo e hora
Com um chinelo arrebentado
Uma marmita de arroz, feijão e angu
Dentro da mochila de minha vida
Meus pés ainda são descalços
E minhas lembranças não permite-me esquecer...
Obras de Poeta
Luiz Passarinho

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