terça-feira, 27 de agosto de 2019

Com salário e aposentadoria, Odila recebeu R$ 62 mil no mês de julho

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Infor Rede Vale, terça-feira, 27 de agosto de 2019

Valor corresponde à soma do vencimento bruto que madrasta do prefeito recebeu como secretária de Finanças (R$ 11.466,60) e como servidora municipal aposentada (R$ 51.366,08) no mês passado; líquido foi de R$ 36.750,08
Tudo em família. Odila Sanches é esposa de José Bernardo Ortiz 
Foto:/ Divulgação/CMT 
A matéria é do Jornal 'OVALE'por Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale desta terça-feira (27)

Entre salário e aposentadoria, a madrasta do prefeito Ortiz Junior (PSDB), a secretária de Finanças Odila Sanches, recebeu do município de Taubaté R$ 62.832,68 em julho. O levantamento foi feito pela reportagem com base em dados dos Portais da Transparência da prefeitura e do IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté).

Como secretária de Finanças, Odila recebeu salário bruto de R$ 11.466,60. O líquido foi de R$ 7.823,49. Já do IPMT, o salário bruto foi de R$ 51.366,08. Com descontos que somaram R$ 22.439,49, o líquido foi de R$ 28.926,59.

De acordo com o instituto, que é responsável pela previdência dos servidores municipais, a madrasta do prefeito, que se aposentou no dia 20 de maio, recebeu em julho sua primeira aposentadoria, de forma acumulada: foram pagos 10 dias de maio, o mês inteiro de junho e o mês inteiro de julho.

Por isso, também, os descontos atingiram esse patamar elevado: foram somados os redutores constitucionais desses três meses, já que nenhum servidor municipal pode receber salário superior ao do prefeito (R$ 17.900,80).

Procurados pela reportagem, tanto o IPMT quanto o governo Ortiz alegaram que os pagamentos foram feitos dentro do que determina a legislação.

BOLADAS.

No início de 2017, Odila furou uma fila de mais de 1.300 servidores para receber R$ 58.775,55 de licença-prêmio. Após o caso ser revelado pelo jornal, foi anunciado que a madrasta do prefeito devolveria o montante em 12 meses, entre abril de 2017 e em março de 2018. Até março de 2019, no entanto, haviam sido restituídos apenas R$ 26 mil - as devoluções mensais eram de R$ 500 somente.

Contratada por meio de processo seletivo em 1987, como oficial de administração, Odila tinha sua contribuição previdenciária contestada pelo Ministério Público em uma ação judicial coletiva. A Promotoria defendia que mais de 700 servidores nessa situação deveriam se aposentar pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que tem teto de R$ 5.839,45, e não pelo IPMT, com teto no salário do prefeito.

Com a aposentadoria da madrasta de Ortiz, a ação deve ser extinta em relação a Odila. Além disso, em maio, em um só dia, ela recebeu R$ 182.349,45 da prefeitura, a título de verbas rescisórias.

Segundo o governo tucano, entre essa bolada recebida em maio estava o saldo restante da licença-prêmio. Ou seja, Odila não terá que restituir mais nada à prefeitura e ainda poderá solicitar que o município devolva os R$ 26 mil que ela havia compensado.

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