Um caminho pela História de Taubaté
Patrimônio, Memória e Fé
Catedral de São Francisco das Chagas e Marco Zero
A primeira igreja dedicada a São Francisco das Chagas de Taubaté começou a ser construída por volta de 1640. A construção de uma igreja era um dos requisitos mínimos da época para um povoado ser elevado a categoria de Vila, além da construção de uma cadeia e da Câmara Municipal. A Igreja Matriz de Taubaté – hoje Catedral - é, portanto, o templo mais antigo do Vale do Paraíba. Entretanto, muito pouco se sabe desta construção. Deste tempo resta, ainda, até os dias atuais, a talha de madeira do Altar- Mor, ao longo da nave da Catedral, onde se encontra a imagem de São Francisco, e o pequeno espaço da antiga Capela dos Passos, atual Capela do Santíssimo Sacramento. Além disso, a própria igreja fora descaracterizada devido às sucessivas reformas para atender a funcionalidade do templo, que ocorreram desde o século XVIII, nas quais a primitiva Capela dos Passos teve sua nave central deslocada cerca de 90 graus para a direita, na direção da atual Rua Duque de Caxias, antiga rua do meio e permanece assim até os dias de hoje.
Essas reformas podem ser facilmente reconhecidas através do estudo das Atas da Câmara de Taubaté, na qual há muitas menções à igreja. Segundo consta, uma das reformas mais significativas é a de 1800, quando a já antiga Matriz foi ampliada. Em 1909, a então Igreja Matriz de São Francisco das Chagas foi elevada à categoria de Igreja Catedral, igreja onde fica a Cátedra da Santa Sé, do Papa, representada na figura do Bispo Diocesano, da então recém criada Diocese de Taubaté, cujo primeiro bispo foi Dom Epaminondas Nunes D’Ávila e Silva, que dá nome à praça, anteriormente conhecida como Largo da Matriz.
A última grande reforma realizada na Catedral de São Francisco das Chagas foi em 1940.

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