sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Sobre o Centro Cirúrgico do HMUT: Os fatos são bem mais graves, informa presidente do Comus

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Infor Rede Vale, sábado 11 de janeiro de 2020

Por Jofre Neto, Presidente do Conselho Municipal de Saúde (Comus Taubaté).

SOBRE O CENTRO CIRÚRGICO DO HMUT

Os fatos são bem mais graves
Foto: /Divulgação/ Prefeitura Municipal de Taubaté
Diferentemente do que foi divulgado, em nenhum momento eu disse que o Centro Cirúrgico do HMUT **está** fechado, mas sim que **foi** fechado (na segunda-feira, 06.01, no período da manhã), por inspeção da Vigilância Sanitária, segundo consta.

Nós tínhamos pedido sim essa providência (inspeção) ao Ministério Público.

A confusão adveio de uma página que, sem malícia, creio, não bem compreendeu o tempo verbal que empreguei e divulgou categoricamente: "O centro cirúrgico está fechado".
Minha força é justamente a credibilidade e a responsabilidade com que divulgo informações.

Mas... se não está fechado, deveria estar fechado, interditado e os responsáveis diretos e indiretos processados por crime contra a saúde pública.

Leia também:


Os fatos que vou relatar abaixo não incluem outros repugnantes, assustadores, que foram verbalizados por alunos da Faculdade de Medicina em reunião oficial do Conselho Municipal de Saúde, o qual presido.

Mas você pode assistir aqui:
Em face da gravidade da situação encaminhamos ao final da tarde de hoje o seguinte ofício ao Secr. Dr. Ebram, reunindo os fatos mais reiterados. Veja o ofício:

Ofício 078/2020/COMUS

Taubaté, 10 de janeiro de 2020.

À Sua Senhoria o Senhor
Dr. João Ebram Neto
Secretário de Saúde da Prefeitura Municipal de Taubaté

CC. À Sua Excelência o Senhor Promotor de Justiça de Taubaté
Dr. Darlan Dalton Marques

Assunto: Eventual interdição do Centro Cirúrgico do HMUT 
Senhor Secretário,

Este colegiado recebeu, por diversas fontes internas do HMUT denúncias gravíssimas quanto ao funcionamento do Centro Cirúrgico daquele estabelecimento.

Reproduzimos abaixo apenas as denúncias reiteradas e oriundas de mais de uma fonte, a quais manteremos em sigilo, em alguns casos, por óbvios motivos de segurança profissional e acadêmica.

Parte dessas denúncias já foram comunicadas em representação ao Ministério Público, mas eis que outras tem sido recebidas:

1. “(...) o processo de recebimento lavagem, esterilização, armazenamento e distribuição dos materiais enviados ao centro cirúrgico foge das normas da RDC [RESOLUÇÃO – RDC ANVISA Nº15, de 15.03.2012];

2. “Autoclave avariada constantemente, o que influencia na esterilização dos materiais. Por conta disso, a fim de verificar as condições dos materiais, todo o campo cirúrgico é aberto antes de anestesiar o paciente. Isso altera a rotina do Centro Cirúrgico, além de aumentar gastos e contaminação.” (Fonte: Relatório do Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté);

3. “Materiais úmidos.” (Fonte: idem);

4. “Há falta de logística em relação aos materiais, já que existem casos do instrumentador precisar ir até o almoxarifado buscar os equipamentos cirúrgicos, o que gera um atraso considerável em toda a atividade cirúrgica.” (Fonte: idem);

5. “ (...) Segunda-feira [06.01.2019] o Centro Cirúrgico estava interditado [na parte da manhã] pela vigilância sanitária e não teve cirurgia também.”

Dada a extrema gravidade das denúncias vimos requerer:

1. Seja instaurado imediatamente procedimento para apuração dos fatos;

2. Comunicação a este Conselho do andamento das eventuais providências tomadas para o devido acompanhamento.

Atenciosamente,

Conselheiro Joffre Neto
Presidente

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